10 dicas de restaurantes em Paris

13/02/2020  •  Por Thereza  •  Gastronomia, Viagem, Vinho

Tem três coisas que amo fazer em viagem, seja o destino que for: andar, ver gente e comer. Adoro me perder pelas ruas sem roteiro, amo comer em restaurantes legais, descolados, diferentes e que tenham gente interessante, local, enfim amo a parte cultural e consumista, mas gosto também dessa essência mais “simples” que te faz se sentir como um local, sabe?

Dito tudo isso, fiz uma mega lista atualizada de restaurantes imperdíveis em Paris! Dicas menos óbvias (veja bem, eu também adoro o L’Avenue e até passei o ano novo lá), novidades, achados, de um tudo! Não vou nem me prologar muito no assunto, mas quem tá de viagem marcada pra cidade luz, tome nota!

10 Dicas de restaurantes em Paris

Beefbar

Pense num trio perfeito: carne, gente bonita e art déco, é essa a mistura do Beefbar! Restaurante novo e da vez em Paris. Ele tem diversas casas em vários lugares, como em Monaco, Paris, Mykons e Dubai, em breve abre em São Paulo e pense naqueles hotspots descolados, pra ver e ser visto, mas com o melhor ingrediente: comida muito boa!

Aos amantes de carne vale muito a visita, não é dos mais baratos de todos, mas é uma programação imperdível. Vale também o almoço com menu mais em conta e ele fica bem próximo à Champs, então dá pra dar uma escapada das compras e comer bem off-turista.

10 Dicas de restaurantes em Paris

L’Avant Comptoir de la terre

Foi nossa 1a refeição da viagem, tamanho o desejo/recomendação e que delícia! Ele é micro, você come espremido numa bancada, mas come BEM! O L’Avant é super diferente, o cardápio fica pendurado no teto cheio de papéis, os vinhos são majoritariamente orgânicos e tem uma manteiga comunitária do tamanho de uma bola de basquete e toda essa despretensão faz o lugar ser imperdível.

Ele fica no lado esquerdo do Rio, bem próximo de outros rests badalados como Cafe de Flore e o próprio L’Avant Comptoir maior e original. O preço é muito em conta e a dica é ir num horário não muito chei, fomos mais pra 3 da tarde e foi super agradável, os atendentes são simpáticos e eles batem palma em coro quando você dá uma gorjeta boa (nós demos, afinal, ganhei uma taça de champagne kkk).

Frenchie

Badalado, descolado, zero turistada e com comida excelente de chefe sensação e da geração de novos talentos, assim posso falar do Frenchie! Ele não é tão novo, mas foi minha segunda vez nele, afinal, já disse que a comida é muito boa? É basicamente focado na gastronomia francesa moderna e sem frescura.

Ele fica numa rua bem discreta, mas nela tem outros 2 restaurantes/cafés do grupo, que estão crescendo muito. Vale reservar com antecedência, pois ele é bem concorrido e o preço é bem bom pro que serve. Nota da editora: é o restaurante favorito do Rodrigo na cidade.

10 Dicas de restaurantes em Paris

Monsieur Bleu | Giraffe | Loulou | Coco

Uma dica 4 em 1, pois são todos do mesmo grupo, o Paris Society, e tem propostas e cardápios parecidos, apesar de cada rest ter sua temática. Se ama um restaurante badalado e com gente bonita, mas quer fugir dos óbvios, como L’Avenue e Matignon? Esses são os restaurantes do momento em Paris, comida excelente e aquele lugar para ver e ser visto.

Dos 4 eu só fui no Monsieur Bleu (os outros 3 tudo lotado), mas garanto que a comida é excelente, não é barato, mas talvez a vista surreal da Torre Eiffel sobre seu prato justifique! É um dos restaurantes mais bonitos com vista da torre, pois ele fica na beira do Sena e de cara com ela.

Em relação aos outros, pense igual: boa comida e vista! O Girafe fica dentro do Trocadèro, ou seja, A vista! E dos 4, ele é o mais badalado. Já o Loulou fica dentro do Museu Arts Décoratifs no Louvre e boa sugestão pra quem está na região. Por fim, seguindo o mesmo estilo, o Coco fica basicamente dentro do Opera Garnier e tem decoração à la Great Gatsby.

O legal desses 4 restaurantes é que todos funcionam até 2 da manhã e tem música de fundo, pra quem gosta de um restaurante um pouco mais badalado.

10 Dicas de restaurantes em Paris

Pink Mamma

Outro restaurante super badalado e instagramável, ótima sugestão pra quem quer comer na região de Montmartre. O Pink Mamma é italiano, foco em carne boa, mas ele também é um ótimo destino para brunch final de semana, visto o fator luz e decoração.

10 Dicas de restaurantes em Paris

Willi’s Bar

Sempre dedicamos um dia da viagem pra um roteiro mais etílico e com restaurante que tenham foco em vinhos em taça! Dessa vez nosso escolhido foi o Willi’s Wine Bar, que fica ao lado do Palais Royal.

O restaurante é super aconchegante, romântico, discreto e zero turistada. Aos amantes de vinho, é roteiro certo, pois excelente carta, preço ótimo e ainda tação recheada! A comida é excelente também e no final um ótimo custo x benefício pra comer e beber bem!

10 Dicas de restaurantes em Paris

Citron – Galleries Lafayette

Outra novidade em Paris foi a inauguração de um galleries Lafayette em plena Champs-Ellysées! Se a rua é conhecida por restaurantes mais, digamos, pega-turista, agora o local reúne não só uma boa opção de mercado com corners gastronômicos no subsolo, mas no 2 andar tem o Citron, que é um feat bem sucedido do estilista-sensação Jacquemus com o tradicional Caviar Kaspia. O restaurante é uma graça e você ainda tem como vista a principal rua de Paris!

Ainda teremos mais posts sobre Paris e Lisboa!

5 Champagnes favoritos da Thereza!

29/03/2019  •  Por Rodrigo  •  Viagem, Vinho

São raras as situações na vida nas quais nos deparamos com sensações tão intensas e reveladoras ao ponto de acharmos que atingimos a iluminação, algo místico, transcendental, que nos eleva ao nirvana. É assim que eu descreveria a Thereza ao se ver diante de uma garrafa de Champagne, um momento digno de registro rs. Seja num evento, onde esse líquido precioso é servido, seja em casa, quando ela me permite degustar escassos ml, com um olhar singelo que diz “é só isso que você vai beber”, ou em viagens nas quais, anos depois ela ainda consegue descrever os locais onde degustamos. A verdade é que Champagne de fato é algo espetacular, uma poesia engarrafada.

Então, poesia à parte, esse post é uma ode à Thereza e aos 11 anos do Fashionismo, pois falarei sobre os seus Champagnes favoritos,  do mais básico (champagne básico é difícil) ao mais sublime, reservado à ocasiões mais que especiais. E todas as fotos do post são do dia da nossa visita à cave de Moet/Dom Perignon em Épernay (mais precisamente na Avenida do Champagne rs), região de Champagne na frança e teve post aqui.

champagne fashionismo

Primeiramente, é importante lembrar que para ser considerado e denominado como Champagne, a bebida tem que ser produzida na região de Champagne, pelo método champenoise, que consiste no processo de produção no qual a segunda fermentação é realizada dentro da garrafa, o que proporciona cremosidade e aromas muito característicos, como o de torrefação e até um certo amanteigado. Entretanto, mesmo que um espumante seja produzido pelo mesmo método champenoise, não quer dizer que ele seja Champagne de fato, a não ser que tenha sido feito na sua região de origem.

Na prática, todo Champagne é um espumante, porém nem todo espumante é Champagne. Espumantes são produzidos em todo o mundo com nomes variados, como Prosecco na Itália, a Cava espanhola, no Brasil temos um nível de excelência na produção desse tipo de vinho (que não deve em nada para muitos importados), mas nenhum pode ser chamado de Champagne, independente da qualidade, é questão legislação mesmo. Aqui tem um post completo sobre o assunto.

champagne fashionismo

E por que a Thereza ama Champagne? Garanto que não é pelo status da bebida, sempre presente em eventos de moda e red carpets, mas sim, pelo sabor característico que ela possui. Mesmo não sendo algo que nós, meros mortais possamos degustar todos os dias por causa do $$$, é digno de ser apreciado em algumas ocasiões. E aproveitando o momento mindfullness que ela está, acabou aprendendo como aproveitar cada momento, cada gota na mais pura contemplação, ótimo para a garrafa durar mais!

Sem mais enrolação, vamos aos champagnes que a The mais ama, logo, altamente recomendados pra quem também curte o universo:

champagne fashionismo

Moet & Chandon: Nossa primeira experiência com a bebida foi com conhecidíssimo Moet, então é fácil afirmar que o apelo emocional é grande. Há 10 anos estávamos num restaurante e confesso que na época não tínhamos muita noção, pois assim como muita gente, achávamos que tudo era Champagne e que Chandon e Moet Chandon eram a mesma coisa.

Pois bem, eis que surge o sommèlier e nos oferece uma garrafinha baby (187ml) de Moet que o restaurante estava promovendo. Ao primeiro gole, nossa visão de mundo mudou! Eu ainda lembro do olhar de contemplação da Thereza ao comparar a mineralidade e salinidade da bebida com as lágrimas de um querubim kkk (cada k é um perlage). A partir daquele dia, sua vida nunca mais foi a mesma e os nossos bolsos também, quando veio a conta achávamos que seriam poucos 2 dígitos, mas surpreendentemente viraram quase 3.

Piper-Heidsieck: Outro Champagne que conversa com os nosso sentimento, afinal, foi a bebida do nosso casamento! Ele traz o lado mais cítrico dos Champagnes com aromas de limão siciliano e toques minerais. Encantador!

Perrier Jouet: O que define esse Champagne é a cremosidade. Tem menos aromas de leveduras e mais notas frutadas, como de pêra madura e maçã verde. Delicioso na boca, cheio de fruta, perlage finíssimo e um final persistente e amendoado. Tipo de Champagne que não tem erro e que vale o investimento.

Canard-Duchêne: Não muito conhecido do grande público, esse Champagne tem uma pegada mais artesanal, estilo de boutique. Mostra todos os traços que caracterizam um Champagne. Aromas de torrefação, tostado (Thereza ama), flores e um sabor de frutas maduras e gengibre. Elegante e com boa complexidade.

Nicolas Feuillatte: Outro néctar incrível pra quem gosta de um estilo mais moderno. Aromático, exibe notas de pêssego, especiarias, frutas secas e até aquele saboroso toque de brioche característico dos grandes Champagnes. Mesmo sendo um dos Champagnes mais vendidos na França, por aqui não encontramos em qualquer lugar, mas vale procurar, pois comparados com marcas com forte apelo de marketing, ele tem um bom custo x benefício.

Dom Perignon: Reservado para ocasiões mais que especiais, esse é um ponto fora da curva quando o assunto é Champagne. Folclórico e cheio de história, é tido – com certa controvérsia –  como o primeiro vinho espumante do mundo.

Diz a lenda que foi produzido acidentalmente pelo monge Dom Perigon que ao produzir um vinho branco vedou a garrafa com cera de abelha. Com o tempo o açúcar da cera entrou em contato com o líquido e aconteceu a segunda fermentação. Com a pressão, as rolhas das garrafas começaram a explodir e o sortudo monge percebeu que o vinho tinha ficado efervescente. Pensando que havia perdido toda sua produção, experimentou o até então desconhecido champagne e disse a célebre frase “Venham rápido, irmãos, estou bebendo estrelas”. E é essa a definição de quem bebe esse champagne.

Dom Perignon é um vintage, ou seja, produzido com uvas de um único ano, por isso tem a safra estampada no rótulo. Feito apenas em anos perfeitos, ele impressiona pelos diferentes sabores que cada safra proporciona. Mas o que importa é a elegância inquestionável, o perlage que parece um mousse e seus aromas amanteigados, salinos, de frutas brancas, flores avelãs, mel e mais um monte de coisa. Lembro de uma safra que tomamos que parecia que estávamos saboreando ostras frescas de tão mineral que era. Claro que é investimento não dos mais baratos, mas é uma experiência sensorial. Para a Thereza, pelo menos uma vez ao ano, ela precisa beber estrelas!

champagne fashionismo

Espero que tenham gostado da nossa seleção de champagnes pra celebrar – mesmo que seja textualmente – a semana dos 11 anos do Fashionismo! E você, tem algum champagne favorito?!

 

Grand Hyatt Rio: Uma Staycation especial

23/10/2018  •  Por Thereza  •  Viagem

No início do mês, foi aniversário do Rodrigo e quis variar um pouquinho no presente! Decidi uma mini staycation (uma espécie de viagem de férias na mesma cidade)  a 10 minutos da nossa casa, literalmente falando. O Grand Hyatt é um hotel 5 estrelas que foi inaugurado a pouco mais de 2 anos aqui no Rio de Janeiro, mais precisamente na Barra da Tijuca, e é entitulado como um resort urbano e pra mim essa é a maior síntese dele!

Você está no meio do Rio de Janeiro, agito, muitos prédios, praia e quando entra no Hotel… é tipo um oásis encravado no meio do caos, parece que de fato você saiu da cidade e está entrando num resort em algum local paradisíaco.

Pra quem não se lembra, em 2016 realizamos o #MelhorGrupoDay2 nas instalações do hotel e foi incrível! Na época, passei uma noite hospedada e meu lado arquiteta pirou na decoração, não só dos ambientes e restaurantes, mas do quarto também, com isso, uni o útil ao agradável e planejei esse final de semana 100% surpresa pro Rodrigo.

Organizei alguns pontos com eles antes, pra gente chegar e subir direto pro quarto, levei balões (eles enchem com gás hélio) e uma mala compacta, depois vendei o Rodrigo (foi engraçado andar com ele vendado pelo hotel rsrs recomendo) e quando ele abriu os olhos… deu de cara com o quarto cheio de balões e a excelente vista da praia e lagoa! Ele demorou uns 2 minutos pra assimilar onde estava rsrs

hotel grand hyatt

E o que falar do quarto? Ficamos numa suíte que tinha vista da praia e lagoa, e o legal do hotel é justamente isso, qualquer quarto tem uma vista incrível, da tradicional da praia da Barra até a surpreendente da Lagoa de Marapendi, é de tirar o fôlego!

E o quarto em si é super moderno, estruturado, é sofisticado, mas acolhedor, sabe? Não é aquele tipo de quarto frio, mas o trabalho da decoração faz toda a diferença pra você se sentir em casa, que casa!

grand hyatt

Pra aproveitar a noite, não precisamos nem sair do hotel! Tivemos um jantar super especial no Shiso, o japonês super premiado do Grand Hyatt. Já fiz um post exclusivo dele aqui, mas vale reiterar, a comida é DIVINA, assim mesmo em letra maiúscula, boa dica para hóspedes ou qualquer carioca que deseja comer comida asiática sem igual no Rio de Janeiro, falo isso com tranquilidade.

Pra encerrar a noite, demos uma esticadinha sabe onde? Sim, no próprio hotel, lógico! O Grand Hyatt tem o restaurante brasileiro Cantô, com um bar com uma carta de drinks caprichada e ainda show ao vivo, era 0h e a gringaiada tava pirando nos belos drinks e música, e nós também!.

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No dia seguinte, acordamos cedo e partimos pro café da manhã DOS DEUSES. Sério, foi uma orgia gastronômica que tivemos que pular o almoço. O café da manhã é servido no Tano, com vista pra Lagoa e, se tiver sorte, dá pra ver uns miquinhos pulando pelas árvores que cercam o hotel, repito, nem parece que a gente tá no Rio.

Infelizmente o sábado não foi de sol, mas sempre problemas, o casal fitness aproveitou a academia do Hotel e que academia! Vários aparelhos que nunca tinha visto e tudo serviu pra queimar uma quantidade razoável de kcal extra!

No sábado, ainda tem a feijoada do Cantô, mas como o café da manhã foi tão farto e não fez sol pra aproveitar a piscina, deixamos pra outra oportunidade.

Agora fica a dica pra quem quer presentear a pessoa amada com uma Staycation de respeito! Sério, foi muito gostoso passar esses 2 dias fora de casa, mas nem tanto. O Hotel ainda proporciona várias atividade, de aula de yoga até bike própria, também tem o Spa Atiaia, sem contar a piscina gigante e maravilhosa. Enfim, é o pacote completo e, o mais importante, se calcular direitinho vale mais que um presente qualquer, pois acredito que uma experiência assim rende muito mais memória, afeto e fotos também!

Aqui no site do Grand Hyatt você confere as tarifas, vale também ficar ligado nas redes sociais deles que sempre tem ativações bacanas também, lembro inclusive que ano passado o Black Friday deles foi uma ótima oportunidade pra conseguir bons descontos!

 

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E pra quem busca local pra ceia de Natal e Ano Novo, boa sorte acessando essa galeria de delícias do jantar que fui semana passada apresentando o cardápio!