Podcast: Quanto mais idade tenho, menos base uso

23/04/2019  •  Por Thereza  •  Beleza, Maquiagem

Oi eu sou Thereza, tenho 36 anos e sempre achei que poderia “aplacar” o avanço da idade com base. Tolinha, é justamente o contrário que está acontecendo. Explico.

Eu sempre gostei de maquiagem, mas nunca daqueles extra reboco, mas também não muito de apenas uma corzinha (um bb cream) só. Sempre fui mediana, gosto de base com média (ok, pra alta) cobertura, acabamento matte e me dou por satisfeita. Até uns anos atrás, achava que com o advento da idade, iria recorrer à bases cada vez mais caras e com maior cobertura pra disfarçar as intempéries da minha cútis rs. Repito, fui tola.

Na vida real (aka sem make), minha pele é até boa, nunca fiz nenhum procedimento estético, não tenho rugas, minha testa ainda não franze, o que me incomoda mesmo na minha pele é a falta de firmeza e manchinhas (que vão de espinhas esporádicas e olheiras sistemáticas). Com isso, por um lado a base me ajuda nesse segundo ponto, mas não tem base no mundo que vai difarçar a tal falta de firmeza… muito pelo contrário.

Com essa perda de viço e ganho de flacidez – totalmente normal, sinto que a base muito pesada e com muitas camadas tem até RESSALTADO isso. Deixando a pele opaca, aka sem viço, e marcando o que originalmente são apenas linhas de expressões (que você pode ter em qualquer idade) e transformando em rugas, entende? O que é uma coisinha ali que nem incomoda, acaba sendo potencializado com uns 2cm de espessura de base.

A questão é a seguinte, a base é e sempre será um eterno aliado, raramente saio de casa sem uma basesinha pra ao menos uniformizar o tom da minha pele, mas hoje em dia entendo que ela não faz milagre e, se mal usada, pode potencializar aquilo que eu eventualmente quero disfarçar.

E ainda tem outro ponto, confesso que base sempre foi o item de maquiagem que mais gastei e hoje em dia entendo que é possível encontrar bases mais em conta, mas ainda muito eficientes (cito duas que amo e uso frequentemente, a da L’Óreal e a da Maybelline, ambas já tiveram resenha aqui). Então, com o tempo e a experiência, a gente entende que a maquiagem pode ser usada a nosso favor, ser um acessório poderoso, mas sempre com parcimônia e sem achar que será nossa tábua de salvação de beauté.

No quesito base, sinto que com o passar da idade tenho usado menos, mas com mais inteligência.

 

O papo desse post estendeu para um podcast no Fashionismo para ouvir, clique e escute!

Plus Size Mania: 4 novas coleções imperdíveis e representativas!

16/04/2019  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Outro dia estava passeando com minha mãe pelo shopping, daí ela entrou numa loja e perguntou se tal vestido tinha versão gg, eis que, prontamente, a vendedora falou que não trabalhava com tal numeração. Eu, que até então estava fora dessa narrativa (sabia que a loja não era plus size friendly), não me aguentei de curiosidade jornalística e perguntei a razão pela qual não trabalhavam com uma grade maior. Eis que a vendedora, com um misto de orgulho e pouco caso, disse que não era o público da marca e reiterou que os números “maiores” (g) pouco saíam.

O meu sangue aqueceu a uma temperatura de 44º e tentei explicar que número grande não saía, porque tal marca nunca tentara se comunicar com tal público, uma vez tentasse, um mundo de possibilidade $e abriria. Falei, obviamente não adiantou nada, logo poupei meu latim e vi que estava falando com a pessoa errada. Portanto eu digo, Oh, Boy!: se o universo plus size não é de seu interesse espontâneo, que ao menos você reconheça o mercado, girl.

E estendo a conversa à muitas outras marcas brasileiras: lá fora não podemos nem mais chamar de exceção ou nicho, mas sim uma realidade mais comum, mas por que aqui não? Não sejamos atrasados nessa também.

Onde quero chegar com tudo isso? Bom, passado o desabafo, esse post é pra exaltar 4 marcas gringas que lançaram recentemente coleção plus size, olha quanta lindeza reunida!

Semana passada me deparei com as lindas fotos das blogueiras Katie Sturino (que já foi matéria aqui e tem o projeto #SuperSizeMe) e Blair Eadie, juntas na campanha da nova linha Plus Size da Loft que mostra que tamanho não é problema algum e vai ter look do dia sim, pra quem quiser qualquer tamanho sim.

Daí 3 outras marcas lançaram suas coleções mais democráticas e mostram que esse movimento é mais real que exceção e, honestamente, é uma vergonha a maioria das marcas brasileiras ao menos nem tentarem.  Tão difícil ver um 44 ou GG, quem dirá uma linha verdadeiramente inclusiva, na realidade, o ideal mesmo nem é separar coleção x ou y, mas que uma marca tenha uma grade completa, inclusiva e soberana.

ANTHROPOLOGIE

 

 

Se uma das principais marcas de moda do país lança sua linha plus size, é bom geral ir atrás. A Anthropologie recrutou Candice Huffine e Paloma Eissner para a campanha de sua nova coleção e fiquei simplesmente apaixonada pelos looks, deu até uma vontade de sentir todo o verão novamente (mas já passou).

A nova linha da Anthropologie vai de 16 a 26, com mais de 120 peças e à venda tanto no e-commerce, como lojas selecionadas.

VIOLETA BY MANGO

Uma das pioneiras no segmento plus size, a Mango tem sua Violeta by Mango desde 2013 e a nova coleção está belíssima! A marca contratou Paloma Eissler para a campanha e o resultado são roupas que fogem do estereótipo, são coloridas, sexies e cheias de estilo.

REFORMATION

Se encontrar roupa pode ser uma tarefa árdua, imagina um jeans! Pois bem, a Reformation, uma das marcas de jeans mais descoladas agora também tem versão plus size e uma grade mais democrática. Além dela, vale lembrar que a Good American da Khloé Kardashian já surgiu com essa pegada inclusiva e jeans para todos os tamanhos.

Se a gente pensar 5 anos atrás, era raríssimo uma marca investir em diversidade, daí espero que daqui uns 5 anos a exceção seja não pensar plus size!

Tecido feito de abacaxi? Laranja?? Algas???

08/04/2019  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Sustentabilidade e fast fashion, palavrinhas que nunca combinaram muito. Agora convenhamos, os tempos são outros, podemos ainda comprar em marcas de moda rápida, consumir esse tipo de roupa, mas cada vez mais temos ficado atentos à mudança do mercado no que diz respeito à sustentabilidade.

E as marcas de fast fashion que não se adaptam e buscam o mínimo de evolução… ficam pra trás! Marcas gigantes – e polêmicas – já tem lançado linhas exclusivas e trabalhadas na sustentabilidade, como a H&M Conscious (falamos aqui) e Zara Join Life (falamos aqui). Se isso ainda é muito pouco num universo que precisa de uma mudança mais drástica, na semana passada foi anunciado um importante passo na descoberta de novos materiais, olha essas 3 inovações  no meio de tecnologia têxtil que a H&M vai lançar na sua próxima coleção.

Piñatex, uma alternativa de couro feita a partir da fibra de celulose das folhas de abacaxi (que se tornam resíduos depois que a fruta é colhida). Essas folhas são descartadas da colheita de abacaxi, portanto, a matéria-prima não requer recursos ambientais adicionais para produzir. Esse neo couro será usado em sandálias e botas.

Orange Fiber, um tecido semelhante à seda feito com cascas de laranjas no final do ciclo de produção de suco, ideal para ser usado em vestidos leves e finos. Em 2017 postei aqui sobre a Salvatore Ferragamo e o uso da casca de laranja italiana para desenvolvimento de tecido para a criação de seus icônicos lenços.

Bloom Foam, uma espuma de alto desempenho feita a partir de biomassa de algas, que “limpa o ambiente e reduz o risco de proliferação de algas, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis”, segundo o site da empresa que ainda afirma que 225 garrafas de água são economizadas para cada par de calçado usado com o material. Essa espuma será usada principalmente nos solados dos calçados da marca.

Segundo a H&M, seu grande desafio é aliar sustentabilidade ao estilo, “Se a estética não for 100%, nossos clientes provavelmente não vão gostar”. As fotos acima são da campanha da nova coleção (lançada agora em abril) e que já usam os 3 materiais, além do cada vez mais comum algodão orgânico.

E esse papo me lembrou muito de uma palestra que assisti ano passado do Oskar Metsavaht (aka Osklen) no lançamento do seu documentário sobre sustentabilidade. Ele bateu nessa mesma tecla e revelou que o grande desafio da sua marca é trazer essa dose de fashionismo às roupas sustentáveis e tirar o estigma que roupa assim não tem estilo.

Confesso que ainda estou longe de abolir marcas não-sustentáveis do meu armário, mas amo esse universo de tecnologia e descoberta de novos materiais no mundo da moda, sem dúvida um tema que precisa fazer muito mais parte de quem ama – e trabalha –  com moda!

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