A nova era de Schiaparelli

06/07/2021  •  Por Thereza  •  Moda

Schiaparelli é uma das marcas de moda mais antigas e tradicionais em atividade e  tem vivido um grande momento. Em 2020 foi celebrado os 130 de sua criadora, Elsa Schiaparelli, que por toda sua vida foi mais conhecida como a “rival de Chanel”, mas a marca é MUITO mais do que isso.

SCHIAPARELLI

Elsa basicamente inventou a cor rosa-choque e, se você tiver boa memória vai lembrar, sabe aquele batom rosa da Nars que a blogueira aqui ama e sempre falou sobre? Sim, Schiap foi uma homenagem à marca que também sempre foi conhecida por sua ousadia, relacionamento intenso e profundo com o surrealismo e obras de arte em formato de roupa

Agora pq estou falando da estilista italiana, que morou em NY, e criou sua base criativa em Paris? É que seu legado está mais vivo do que nunca e tudo graças a ele: Daniel Rosberry, o estilista texano de apenas 32 anos vem não apenas reinventando  Schiap, mas a alta costura como um todo.

Quando você pensa em couture, de cara vem em mente os vestidos bordados, femininos e delicados de Elie Saab ou Dior, certo? Mas Schiaparelli é justamente o oposto a isso e é essa irreverência e ousadia que tem chamado a atenção e feito a gente suspirar em tempos tão difíceis.

No seu flerte com o surrealismo, a marca sempre buscou símbolos e figuras marcantes que acompanhavam as coleções, tal como, estampas de lagostas, ossos da costela e ainda partes do corpo, como olhos, unhas, mãos e pés, vistos de maneira lúdica e inusitada.

E é nesse simbolismo que Daniel vem se apegando e ainda trazendo uma dose de frescor à marca. Nessa semana tá rolando a semana de alta costura e sua nova coleção deu o que falar.

Ao mesmo tempo que você enxerga toda essa ousadia e conceitualidade, muitos vestidos impactantes que a gente torce para que mulheres como Lady Gaga, Cate Blanchett, Beyoncé ou Ashley Graham usem em breve (só pra citar algumas famosas que usaram a marca recentemente).

Pra quem enxerga a moda como algo lúdico, disruptivo e parte de um sonho, vale acompanhar e suspirar mais pela marca. As fotos desse post são só da última coleção e que veremos muito em breve em prática.

 

Desfiles de moda em tempos de quarentena

20/07/2020  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Eles existem sim! A indústria da moda é parte importante e uma das maiores da cadeia de comércio, indústria e negócios em geral. Antes de mais nada, muito associam moda com futilidade, luxo ou supérfluo, mas vale lembrar que gera milhões de empregos pelo mundo, com isso, como equilibrar a necessidade (?) de seguir em frente x o bom senso de ainda evitar certas práticas?

O mês de junho e julho são meses importantes para o mundo da moda no que diz respeito a desfiles e apresentações e justamente esses dois meses foram basicamente o auge da pandemia, mas também “despressurização” da quarentena em alguns países. Só nesse período podemos citar a temporada de moda masculina em Milão, desfiles de alta costura em Paris e também todas as coleções resort que são apresentadas ao redor do mundo. Como as marcas tem se reinventado em tempos como esse?

Na alta costura, por exemplo, a Dior apresentou um Fashion Film – o que nem é tão inovador assim, mas ainda razoável para tempos de distanciamento social. Já Balmain levou modelos para um passeio de barco, enquanto Chanel apresentou apenas um lookbook e vida que segue.

A polêmica mesmo veio essa semana com a volta de desfiles presenciais. A italiana Etro reuniu uma platéia diminuta, com um certo distanciamento social entre uma cadeira e outra, mas poucos foram vistos de máscara. As modelos então… nenhuma máscara criativa para mostrar os novos tempos. Mais do que na hora do show, o backstage em si é sempre cheio e tumultuado, como os profissionais envolvidos ficam? Seja o que Deus quiser.

Vale lembrar que a Itália a quarentena acabou e parece que até o uso de máscara foi liberado em certas regiões, mas as pessoas ainda esperam um pouco de, talvez, bom senso, ou uma reinvenção fashion… mesmo que temporária.

Ainda em Milão, a sempre polêmica Dolce & Gabbana apresentou seu desfile de moda masculina com nenhum distanciamento social ou nada que lembrasse o novo normal. Máscaras? Pouco se viu, mas Domenico e Stefano usaram as suas.

Partindo pra França, a incensada Jacquemus, que ano passado fez um lindo desfile numa plantação de lavandas, dessa vez optou por trigo e um desfile mais compacto, mas ainda presencial.

O que fica disso tudo são algumas questões, se para muito a vida anda seguindo, as indústrias voltando ao eixo – mesmo que precocemente, na indústria da moda o questionamento e polêmica parece ser ainda é maior. Esses estilistas deveriam estar em casa? Os desfiles poderiam voltar timidamente?

E quando setembro e a temporada de primavera/verão chegar? Quem tem dinheiro e/ou criatividade vai se reinventar, outros não vão se importar e ainda terão aquelas marcas que não conseguirão sobreviver e irão naufragar.

Pra finalizar, um bom exemplo de reinvenção em tempos de pandemia, a Gucci apresentou na última sexta uma coleção diferente. Não tinha desfile, mas teve 12h de live e nada de modelo, designers da marca que vestiam cada peça do sempre criativo Alessandro Michelle. Uma boa ideia – e relativamente simples – de um segmento que é conhecido por sua criatividade e em tempos como esse ela precisa estar mais aguçada que nunca.

O que vocês esperam da moda em tempos de pandemia e quarentena?

Atelier Versace: Você não vai ver nada mais bonito hoje

27/10/2018  •  Por Thereza  •  Fashion Week

Sim, não vai, eu te garanto. Bom, assim espero! A Atelier Versace acabou de apresentar sua coleção de inverno e, bom, não sei o que eles acham das estações, mas espero que esses looks sejam usados pelas famosas pelas 4 estações inteiras.

De Jennifer Lopez a Beyoncé, de Blake Lively a toda e qualquer celebridade que ama a marca, me diga se esses não são os vestidos de tapete vermelho mais bonitos dos últimos tempos.

 

 

Tenham um bom fim de semana, paz e democracia