Da piscina à pizza, 4 vinhos por até R$36

12/04/2019  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Semana retrasada fiz esse post aqui falando sobre os Champagnes preferidos da Thereza, e também de todo apelo afetivo que ela tem com a bebida. Como sei que Champagne não é algo barato, e difícil de ser consumido no dia-a-dia de 99% das pessoas (me incluo nesses 99%), resolvi ir para o outro extremo nesse post, e fazer uma seleção de vinhos com ótimo custo x benefício. Lembrando que vinho barato é fácil de encontrar, porém o pulo do gato é garimpar produtos de valor acessível e que entregam mais do que custam. E é aí que eu entro! Sem mais delongas, vamos aos vinhos:

Que tal degustar um branco leve na piscina?

Partridge Unfiltered Pinot Gris 2017 – Pensou em frescor, pensou nesse argentino produzido com a cepa Pinot Gris, famosa na Itália pelo nome Pinot Grigio. Qualquer vinho feito com essa uva tem como característica a leveza, e o sabor cítrico e floral. Perfeito para dias quentes. De R$42,90 por R$36.

Urmenta Chardonnay 2018 – Outro branco que vai encantar quem gosta de vinhos de estilo delicado. Com aromas de abacaxi e maracujá, esse chileno é a melhor pedida para um fim de tarde na praia na companhia de uma sardinha frita! Melhor que isso, só o preço, R$26.

Vinho e churrasco, com certeza!

Nederburg 56 Hundred Pinotage 2017 – Sul-africano elaborado com a uva emblemática do país, a Pinotage. Se você estiver pensando num churrasquinho em casa com os amigos, pode ir nesse vinho que não tem erro. Seus aromas de ameixa madura, especiarias e toque leve de chocolate e seu médio corpo e taninos macios, vão combinar bem da asinha de frango à picanha. R$36,90 por esse belo tinto.

Sua pizza de domingo pode ficar ainda melhor!

Root: 1 Reserva Heritage Red 2017: Corte chileno muito bem feito das uvas Cabernet Sauvignon, Carmenere, Syrah e Petit Verdot. Aromas clássicos dos bons exemplares do Chile, como cassis, ameixa, leve mentolado, pimenta e madeira. Com corpo médio, taninos elegantes e boa acidez, harmoniza perfeitamente com pizzas de sabor mais intenso como as de calabresa ou quatro queijos. De 41 por R$35.

 

Agora aproveitando o tema vinho, nessa semana o Fashionismo lançou seu novo programa dentro do podcast Fashionismo para ouvir, o Wine & Talk! Uma vez por mês, Thereza e eu bateremos um papo descontraído sobre os vinhos, suas delícias e sabores. No 1o episódio falamos para quem tem dificuldade em iniciar nesse universo e o caminho das pedras pra começar com louvor. Espero que gostem, o FPO está presente nas principais plataformas digitais!

 

5 Champagnes favoritos da Thereza!

29/03/2019  •  Por Rodrigo  •  Viagem, Vinho

São raras as situações na vida nas quais nos deparamos com sensações tão intensas e reveladoras ao ponto de acharmos que atingimos a iluminação, algo místico, transcendental, que nos eleva ao nirvana. É assim que eu descreveria a Thereza ao se ver diante de uma garrafa de Champagne, um momento digno de registro rs. Seja num evento, onde esse líquido precioso é servido, seja em casa, quando ela me permite degustar escassos ml, com um olhar singelo que diz “é só isso que você vai beber”, ou em viagens nas quais, anos depois ela ainda consegue descrever os locais onde degustamos. A verdade é que Champagne de fato é algo espetacular, uma poesia engarrafada.

Então, poesia à parte, esse post é uma ode à Thereza e aos 11 anos do Fashionismo, pois falarei sobre os seus Champagnes favoritos,  do mais básico (champagne básico é difícil) ao mais sublime, reservado à ocasiões mais que especiais. E todas as fotos do post são do dia da nossa visita à cave de Moet/Dom Perignon em Épernay (mais precisamente na Avenida do Champagne rs), região de Champagne na frança e teve post aqui.

champagne fashionismo

Primeiramente, é importante lembrar que para ser considerado e denominado como Champagne, a bebida tem que ser produzida na região de Champagne, pelo método champenoise, que consiste no processo de produção no qual a segunda fermentação é realizada dentro da garrafa, o que proporciona cremosidade e aromas muito característicos, como o de torrefação e até um certo amanteigado. Entretanto, mesmo que um espumante seja produzido pelo mesmo método champenoise, não quer dizer que ele seja Champagne de fato, a não ser que tenha sido feito na sua região de origem.

Na prática, todo Champagne é um espumante, porém nem todo espumante é Champagne. Espumantes são produzidos em todo o mundo com nomes variados, como Prosecco na Itália, a Cava espanhola, no Brasil temos um nível de excelência na produção desse tipo de vinho (que não deve em nada para muitos importados), mas nenhum pode ser chamado de Champagne, independente da qualidade, é questão legislação mesmo. Aqui tem um post completo sobre o assunto.

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E por que a Thereza ama Champagne? Garanto que não é pelo status da bebida, sempre presente em eventos de moda e red carpets, mas sim, pelo sabor característico que ela possui. Mesmo não sendo algo que nós, meros mortais possamos degustar todos os dias por causa do $$$, é digno de ser apreciado em algumas ocasiões. E aproveitando o momento mindfullness que ela está, acabou aprendendo como aproveitar cada momento, cada gota na mais pura contemplação, ótimo para a garrafa durar mais!

Sem mais enrolação, vamos aos champagnes que a The mais ama, logo, altamente recomendados pra quem também curte o universo:

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Moet & Chandon: Nossa primeira experiência com a bebida foi com conhecidíssimo Moet, então é fácil afirmar que o apelo emocional é grande. Há 10 anos estávamos num restaurante e confesso que na época não tínhamos muita noção, pois assim como muita gente, achávamos que tudo era Champagne e que Chandon e Moet Chandon eram a mesma coisa.

Pois bem, eis que surge o sommèlier e nos oferece uma garrafinha baby (187ml) de Moet que o restaurante estava promovendo. Ao primeiro gole, nossa visão de mundo mudou! Eu ainda lembro do olhar de contemplação da Thereza ao comparar a mineralidade e salinidade da bebida com as lágrimas de um querubim kkk (cada k é um perlage). A partir daquele dia, sua vida nunca mais foi a mesma e os nossos bolsos também, quando veio a conta achávamos que seriam poucos 2 dígitos, mas surpreendentemente viraram quase 3.

Piper-Heidsieck: Outro Champagne que conversa com os nosso sentimento, afinal, foi a bebida do nosso casamento! Ele traz o lado mais cítrico dos Champagnes com aromas de limão siciliano e toques minerais. Encantador!

Perrier Jouet: O que define esse Champagne é a cremosidade. Tem menos aromas de leveduras e mais notas frutadas, como de pêra madura e maçã verde. Delicioso na boca, cheio de fruta, perlage finíssimo e um final persistente e amendoado. Tipo de Champagne que não tem erro e que vale o investimento.

Canard-Duchêne: Não muito conhecido do grande público, esse Champagne tem uma pegada mais artesanal, estilo de boutique. Mostra todos os traços que caracterizam um Champagne. Aromas de torrefação, tostado (Thereza ama), flores e um sabor de frutas maduras e gengibre. Elegante e com boa complexidade.

Nicolas Feuillatte: Outro néctar incrível pra quem gosta de um estilo mais moderno. Aromático, exibe notas de pêssego, especiarias, frutas secas e até aquele saboroso toque de brioche característico dos grandes Champagnes. Mesmo sendo um dos Champagnes mais vendidos na França, por aqui não encontramos em qualquer lugar, mas vale procurar, pois comparados com marcas com forte apelo de marketing, ele tem um bom custo x benefício.

Dom Perignon: Reservado para ocasiões mais que especiais, esse é um ponto fora da curva quando o assunto é Champagne. Folclórico e cheio de história, é tido – com certa controvérsia –  como o primeiro vinho espumante do mundo.

Diz a lenda que foi produzido acidentalmente pelo monge Dom Perigon que ao produzir um vinho branco vedou a garrafa com cera de abelha. Com o tempo o açúcar da cera entrou em contato com o líquido e aconteceu a segunda fermentação. Com a pressão, as rolhas das garrafas começaram a explodir e o sortudo monge percebeu que o vinho tinha ficado efervescente. Pensando que havia perdido toda sua produção, experimentou o até então desconhecido champagne e disse a célebre frase “Venham rápido, irmãos, estou bebendo estrelas”. E é essa a definição de quem bebe esse champagne.

Dom Perignon é um vintage, ou seja, produzido com uvas de um único ano, por isso tem a safra estampada no rótulo. Feito apenas em anos perfeitos, ele impressiona pelos diferentes sabores que cada safra proporciona. Mas o que importa é a elegância inquestionável, o perlage que parece um mousse e seus aromas amanteigados, salinos, de frutas brancas, flores avelãs, mel e mais um monte de coisa. Lembro de uma safra que tomamos que parecia que estávamos saboreando ostras frescas de tão mineral que era. Claro que é investimento não dos mais baratos, mas é uma experiência sensorial. Para a Thereza, pelo menos uma vez ao ano, ela precisa beber estrelas!

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Espero que tenham gostado da nossa seleção de champagnes pra celebrar – mesmo que seja textualmente – a semana dos 11 anos do Fashionismo! E você, tem algum champagne favorito?!

 

4 drinks com vinho pra você fazer em casa!

15/03/2019  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Já pararam pra pensar em como é fácil adaptar o vinho para diferentes ocasiões? Vinho não precisa obrigatoriamente ser degustado como vinho, mas como podemos fazer isso sem cometermos heresias pro Deus Baco? Muito simples, com drinks à base de vinho. Seja branco, tinto, rosé, espumante e por aí vai, é muito fácil utilizarmos nosso vinho de cada dia em receitas refrescantes, deliciosas, democráticas e o mais importante, baratas!

Se no consumo “natural” do vinho como manda a etiqueta, os vinhos mais finos e caros, indicados para harmonização, são os mais apreciados, no caso dos drinks, você pode e deve optar pelos rótulos mais baratos e simples. Como serão misturados com frutas e outras bebidas, além de render muito, você não precisará comprar um super vinho.

Drinks são perfeitos para diversos climas, mas aqui eu vou focar em receitas para refrescar esse finzinho de verão pra você tomar na piscina, praia ou em casa junto com os amigos.

Piscine

Não tem nada mais fácil, só precisa de vinho rosé ou espumante rosé, gelo e pronto! E o melhor, o rosé pode até ser aquele um pouco mais docinho, pois como será diluído com gelo, o dulçor dá uma amenizada. É só pegar uma taça daquelas com a boca um pouco mais larga, despejar o vinho ou o espumante, e colocar gelo triturado. Pra quem quiser incrementar, uma folhinha de hortelã dá um charme.

Um bom vinho para piscine é o Frisante Miolo Sunny Days, aqui do Brasil mesmo e ainda tem um bom preço, R$40. É um frisante rosé suave que vai agradar tanto os que gostam de drinks com espumantes como os que preferem com vinhos tranquilos.

Clericot

Quer coisa mais legal do que aquela jarra cheia de frutas pra todo mundo se servir à vontade? O Clericot, de origem francesa, foi feito pra isso e é das bebidas mais agregadoras – e refrescantes!

Você vai precisar: Espumante, frutas como maçã, kiwi, abacaxi, laranja e o que mais você preferir, Cointreau (aquele licor de laranja) e gelo, muito gelo. É só colocar as frutas cortadas em rodelas numa jarra, adicionar 100 ml do licor, dar uma leve macerada pra incorporar os sabores, despejar o espumante, encher de gelo e voilà. Rende muito e refresca que é uma beleza! E comer as frutinhas que sobram no fundo da jarra é uma delícia.

Uma sugestão de espumante bem gostosinho para Clericot é o brasileiro Séries By Salton Brut, R$29,90 pra encher a jarra.

Wi(ne)-Fi

Nome que inventei para essa versão do Hi-Fi que é tradicionalmente Vodka com suco de laranja. Agora, que tal dar um sabor especial trocando a Vodka por um espumante? É só misturar numa taça de vinho uns 50ml de suco de laranja com o espumante e adicionar umas folhinhas de manjericão pra aumentar o frescor. Tem gente que prefere esse drink com vinho branco, mas acho que as borbulhas do espumante combinam mais com o cítrico da laranja. Sei que parece um tanto simples, mas acredite, no calor não tem coisa melhor!

O Salton Prosecco tem um toque floral delicioso e vai super bem com drinks frutados como esse! R$41,45.

Sangria

Uma boa Sangria é a melhor pedida para o churrasco! Tem sabor frutado, boa acidez e ainda funciona como um ótimo digestivo. Se antes, muita gente fechava a cara para esse drink por associá-lo a bebidas menos sofisticadas, saiba que hoje, sangrias são muito valorizadas e presentes nas cartas de drinks dos melhores restaurantes. E com essa receita simples, não tem desculpa para não fazer.

É só cortar frutas como maçã, morango, abacaxi e limão siciliano em rodelas, colocar numa jarra com vinho tinto leve, 200ml de água com gás, gelo e uns galhinhos de alecrim (dão um perfume incrível).

E quanto ao tinto? O Paine Merlot custa R$26 e tem qualidade de sobra pra aumentar a camada de sabores da Sangria. Melhor do que a maioria dos vinhos que são usados para esse drink.

E aí, gostaram? Se tiverem alguma receita de drink com vinho, é só deixar um comentário

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