Meu Workshop: Propósito Digital – Conteúdo e criatividade, da função do blog à importância de cada rede social

06/08/2019  •  Por Thereza  •  Pense

Vamos falar de propósito digital? 11 anos depois, mais de 8.250 posts, 200.000 comentários e 100.000.000 de acessos, hoje oficialmente realizo um sonho, na realidade, dois: meu workshop presencial e meu e-book! O tema? Meu favorito nesse universo, produção de conteúdo criativo! Tudo começou como hobby, virou paixão, profissão e há um bom tempo venho pensando em como extrapolar essa relação e compartilhar tudo que aprendi, logo, estimular outras pessoas a seguirem seu caminho digital.

Um dos motivos: muita gente me pede! “Thereza, você precisa dar um curso sobre como produzir tanto conteúdo legal e há tanto tempo”, de primeira eu ria, afinal, fazer um workshop ao vivo? Eu? Tanta gente me olhando? Apesar de amar e falar muito sobre o tema, me sentia tímida para tal, mas o antídoto para essa questão veio com o tempo, já participei de tantos bate-papos pelo Brasil e do desconforto, surgiu um prazer enorme de falar em público sobre o assunto.

propósito digital

Sabe quando você quer gritar para o mundo sobre um tema? Pois bem, essa sou eu com produção de conteúdo, como não posso literalmente gritar, desenvolvi esse workshop para ensinar como é mais possível que se imagina produzir CONTEÚDO CRIATIVO.

O Propósito Digital é um encontro real com esse mundo cibernético. Vejo tantas pessoas talentosas pela internet e, muitas delas, sem entender seu propósito digital, sem ter ideia de que é possível viver disso, seja num blog ou rede social que for. O objetivo desse workshop não é replicar nenhuma fórmula de sucesso, prometer números ou dinheiro rápido, mas sim fornecer ferramentas valiosas para que você entenda – e aprenda – que produzir conteúdo de qualidade, é mais possível que se imagina e isso sim é capaz de mudar sua vida. O foco do workshop será a sua capacitação para que trabalhe com o que ama!

Falaremos de produção de conteúdo criativo e estratégico para todas as plataformas e redes sociais,  também daremos foco especial ao veículo blog e esse foi um dos principais motivos para desenvolver esse workshop: desmitificar a ferramenta. Mostrar que um blog é um veículo como qualquer outro, como qualquer site, jornal ou plataforma. Seja você blogueira na primeira pessoa, blog para sua marca, versão portifólio ou até mesmo escrever para outros veículos. Um blog é a ferramenta ideal e implacável para alavancar seu negócio através do marketing digital e hoje em dia é a grande diferença diante de qualquer rede social.

propósito digital

QUAL É O OBJETIVO DO WORKSHOP?

Capacitar, aprimorar e fornecer insights sobre produção de conteúdo em blogs e redes sociais. Apresentar estratégias de desenvolvimento de conteúdo mais assertivo, eficaz e de acordo com nicho, demanda ou público, seja para aquele que produz conteúdo próprio ou para terceiros.

Apresentar metodologias eficientes – e aplicadas em 11 anos de experiência no mercado – para que você transforme sua vontade em produzir conteúdo em algo prático e possível. Compartilhar noções de marketing de conteúdo para agregar valor aos seus posts.

Desmitificar a criatividade. Fornecer ferramentas para estimular sua criatividade e transformar seu conteúdo ordinário em extraordinário.

Com a mudança de algoritmo constante nas redes sociais, produzir conteúdo se tornou um desafio, mas também o verdadeiro diferencial pra quem busca se destacar no mercado. Ter sua marca e/ou domínio próprio e aprofundar seu conteúdo, mais do que nunca, se tornou primordial para quem quer trabalhar na Internet.

O QUE VOCÊ VAI APRENDER?

Desenvolver a capacidade de pensar estrategicamente para produzir conteúdo criativo e eficaz para webwritting. Planejamento estratégico de conteúdo para diversas plataformas.  Identificar  seu nicho, fidelizar seu público, espalhar seu conteúdo e tornar-se indispensável para sua audiência.

Implementar na sua rotina de produção de conteúdo, uma metodologia implacável de desenvolvimento criativo. Técnicas para desenvolver habilidades específicas para estimular sua criatividade e driblar o bloqueio criativo, afinal, não existe falta de criatividade, pois ela não é talento, ela demanda prática e a prática leva à criação – e esse será um dos focos do workshop.

PARA QUEM SE DESTINA ESSE WORKSHOP?

Produtores de conteúdo, estudantes, redatores, profissionais de comunicação e marketing, empreendedores, freelancers, profissionais que precisam de mais visibilidade online, empresas que desejam capacitar sua equipe ou qualquer pessoa interessada em se capacitar profissionalmente/estrategicamente em produção de conteúdo criativo para internet.

QUANDO E ONDE?

O Workshop será no dia 11/09, quarta-feira, das 18:30 às 21:30h, no Midrash Centro Cultural. O espaço fica na Rua General Venâncio Flores, 184, no Leblon (à 3 minutos da Estação do Metrô Antero de Quental).

WORKSHOP + EBOOK

No dia do 11/09, lançarei meu E-book sobre “Produção de Conteúdo Criativo” e quem se inscrever para o workshop, também receberá em primeira mão um exemplar digital! O E-book tem mais de 150 páginas com toda minha história, metodologia, insights e conhecimentos sobre o mercado digital.

Sempre me perguntavam se um dia ia escrever um livro, pois bem, agora terei um! Essa versão digital foi a melhor forma de aprofundar meu assunto favorito de maneira técnica, direta e que possa ajudar aqueles que querem trabalhar na área e encontrar seu propósito digital. Nesse formato também posso levar  esse conteúdo para além do workshop presencial, o que facilita aqueles de fora do Rio (mas a ideia é que o workshop também chegue em outras cidades!). Foram mais de 8 meses de concepção e, modéstia à parte, está muito legal!

COMO SE INSCREVER PARA O WORKSHOP

Agora se você se interessou pelo Workshop, são poucas e boas vagas e uma turma que sem dúvida vai ser especial! Clica aqui para saber de todas as informações, o programa detalhado e garantir sua vaga! O site da Eventbrite é super seguro, aceita as mais diversas formas de pagamento (cartão – pode ser parcelado – e boleto).

Se alguém tiver alguma dúvida sobre o workshop, só falar!

 

O futuro da beleza e a liberdade de ser plural

26/07/2019  •  Por Thereza  •  Pense, Podcast

Falamos tanto aqui no Fashionismo sobre comportamento do consumo, insights do mercado e previsões – ou seria desejo? – de um futuro cada vez mais consciente. Ando cada vez mais encantada com o tema e pesquisando muito sobre futurismo, especialmente no mercado de moda e beleza.

Em maio fiz um podcast com insights do mercado de moda, hoje foi a vez de publicar um #FashionismoParaOuvir com previsões do mundo de beleza. De tecnologia a patches, cannabis a big data, se curte o tema, vale ouvir nosso podcast nas principais plataformas. Agora impossível falar do consumo do futuro e não pensar na Geração Z! Eles são a geração da vez, cada vez mais presente, antenada e consciente.

Dito tudo isso, aproveitei a pauta e bati um papo com uma leitora que faz 100% parte desse mundo, é GenZ e também curte – e entende muito – esse mundo de beleza e consumo e perguntei pra ela: o que você espera do mercado de beleza de amanhã? A resposta foi tão legal… que virou post!

Hoje o Fashionismo Convida é especial com a Luísa Moura, que refletiu e compartilhou com a gente suas previsões e expectativas com o futuro da beleza. Com vocês, Luísa!

Pensando no futuro do consumo de beleza, o sentimento que vem à tona é um só: liberdade. A gente cansou de tantos e tantos padrões impostos ao longo dos ultimos tempos e também de que outras pessoas definissem o que é belo. Por que eu deveria supostamente esconder minhas olheiras? E por que não posso usar batom vermelho durante o dia? Aliás, uma pele sem nada acompanhada de batom vermelho é praticamente meu signature look, mas isso não quer dizer que sou “menos Luísa” se resolvi sair sem batom algum.

E amplio aqui essa conversa a tantas outras instâncias: é a liberdade para assumir as suas linhas de expressão e também para corrigir aquela manchinha antiga no queixo, se quiser. Usar um delineador rosa neon, se quiser.

E essa liberdade anda de mãos dadas com o cuidado: não é porque ”tudo é permitido” que não vou fazer nada com a minha pele e “acabou”, pelo contrário. A beleza passa a ser mais leve e natural, é o filtro solar para proteger do sol e o hidratante para não rachar no frio, mas sem a necessidade de se impor uma dezena de passos diariamente.

Pra mim é um movimento de ressignificação da maquiagem e mesmo do skincare que só tende a aumentar: a gente não tem tanta paciência pra seguir passo-a-passos e muitas etapas, de maneira que ambos se tornam mais valiosos quanto mais divertidos são. Afinal, basta passar um demaquilantezinho que sai, sem dramas. Dá pra experimentar milhares de opções de visuais sem que nada precise me definir de fato, apenas representa aquele meu instante e tá tudo bem, seguimos a vida depois, não preciso me prender a um padrão.

E essa é a liberdade a que eu me refiro: não só de ser eu mesma, mas de ser plural em mim.

Zara em crise? Saiba o que a gigante da fast fashion tem feito pra correr atrás do tempo perdido!

19/07/2019  •  Por Thereza  •  Pense

O ano era 2015, The True Cost foi lançado na Netflix e esfregava na nossa cara os impactos da moda no quesito social e ambiental. Baixa preocupação com o meio ambiente e alta exploração de trabalhadores, na época, o documentário buscava resposta de grandes empresas e essas, ou fugiam, ou mal sabiam elencar respostas e soluções razoáveis.

Quase 5 anos depois… e não é que o mundo acena para uma mudança? Bom AINDA não mudou como imaginamos ou desejamos, mas nossa relação com a muda já não é mais a mesma. Nos últimos anos, novas marcas éticas surgiram e as gigantes sumiram? A maioria não, mas estão mais atentas e já tem estratégias definidas – e prometidas – para um futuro mais sustentável.

A Zara é a mais polêmica e a que vem se desdobrando para mudar isso. Enquanto a sua grande concorrente, H&M, saiu na frente, a espanhola corre atrás do tempo perdido. Ela está em crise? Não, mas segundo dados, nos últimos anos cresceu menos que o planejado e isso pode ser um sinal amarelo para a gigante.

Nessa semana, a Inditex – conglomerado que detém a Zara, Bershka, Massimo Duti e outras – divulgou um Plano de Sustentabilidade com uma timeline de medidas sustentáveis para suas marcas cumprirem até 2025O grupo está trabalhando para desintoxicar a indústria da moda com iniciativa promovida pelo Greenpeace, quem diria!

Na realidade, o primeiro passo ocorreu há 3 anos com o surgimento da Join Life e teve post aqui. Já percebeu essa linha dentro da Zara? Pois bem, ela é toda pautada em sustentabilidade. As peças  dessa coleção são feitas de algodão orgânico (o processo utiliza 90% menos de água que o tradicional), lã reciclada e Tencel, um tecido feito da celulose da madeira proveniente de florestas certificadas e responsáveis, reduzindo assim o impacto ambiental.

E se no seu lançamento, a linha ocupava 10% das araras da Zara, em 2020 ocupará 25% e a cada ano um crescimento progressivo para se encaixar nessa nova era. Até 2025, o objetivo é usar somente poliéster reciclado e garantir que toda a sua viscose, linho e algodão sejam produzidos de forma mais sustentável. 

E junto às questões sustentáveis, eles citam o aspecto social e humano, o que significa que eles terão mais responsabilidade em suas fábricas e com seus funcionários. Quando o assunto é trabalho escravo, alega-se que as marcas não conseguem ter “controle” sobre fábricas terceirizadas, mas com essa nova política, a ideia – diria, obrigação – é que se tenha 100% de controle.

A própria H&M já trabalha nesse formato e contei num podcast recente que muitas de suas peças já constam na própria etiqueta sua origem (não o país, o endereço direto da fábrica) e o nome dos funcionários que a produziram.

Além disso, quando o assunto é loja, até o final desse ano, as 7500 lojas da Inditex espalhadas pelo mundo, receberão o selo eco-eficiente, pois atenderão aos padrões ecologicamente corretos, reduzindo o consumo de energia em 20% e o consumo de água em 40%. E até 2023, a empresa planeja eliminar todo o plástico de uso único das embalagens para os clientes.

Por fim, até 2020, toda loja vai ter um espaço para descarte de roupa, incentivando assim a reutilização de tecidos da parte deles e, provavelmente, um desconto para os clientes (a H&M oferece 10% off).

Tudo parece muito bem e impressiona os consumidores da fast fashion (ok, me incluo nessa), mas os mais céticos ainda questionam, afinal, o plano de sustentabilidade não faz menção ao modelo original da marca: fast fashion, moda rápida e isso não combina com a tal da sustentabilidade.

Sabia que semanalmente a marca produz 500 modelos, ou seja, 20.000 modelos por ano e muito mais roupa – e menos qualidade – do que gente usando? O que especialistas citam, é que há uma dissonância nesse discurso, pois quando uma marca que lucra com um modelo de negócio ativamente prejudicial ao meio ambiente, elabora um plano de sustentabilidade que não inclui revisão desse modelo, a equação não fecha. O The Slate fez um post muito interessante chamado “A Zara nunca será sustentável”, vale a leitura.

Por outro lado, a Vogue abordou o mesmo tema do sustentabilidade x fast fashion e notou que novas lojas da Zara já podem vir com esse novo modus operandi de slow fashion. “Desacelerar, comprar menos, fazer o que temos durar mais, esse certamente parece ser o caso da mais nova loja da Zara em Nova York, no Hudson Yards (as fotos do post são dessa loja), onde o sentimento geral é de que as peças estão mais editadas e pensadas, há uma abordagem mais calma, reflexiva e de menos-é-mais”. A matéria ainda entrevista 3 designers da marca e sua visão sobre Zara e sustentabilidade, achei muito interessante, pois eles mal aparecem, agora não só aparecem como se posicionam. A conferir.

Não importa o seu lado, seja flexível ou radical, reflexivo ou cético, a mudança no mercado atinge e vai impactar nossa forma de consumo e isso é bom, seja abolir ou reinserir, é uma mudança válida. O tempo está passando rápido, acredita?

 

 

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