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De onde vem as tendências de moda: Da Elizabeth I ao streetstyle

08/10/2019  •  Por Thereza  •  Moda, Pense, Tendência

De volta com nossa série “De onde vem as tendências?”, no 1º post falamos da nossa ideia inicial de tendência, os desfiles e visão do estilista que se propaga moda afora, mas agora vamos dissecar um pouco a tendência literalmente – e antigamente! – falando? O que o dicionário nos diz sobre a palavra tendência?

“Disposição natural que leva algo ou alguém a se mover em direção a outra coisa ou pessoa; inclinação: tendência dos corpos para a terra; tendência à mentira. Evolução de alguma coisa num sentido determinado; orientação: os estilistas se pautam nas tendências mundiais. Propensão que orienta alguém a fazer ou realizar determinada coisa; vocação: ela tinha tendência para música. Direcionamento comum de um grupo determinado; movimento: governo com tendências ditatoriais”

Beleza, mas de onde surgiu a tendência de moda de fato? Recorri a um livro pra entender a origem da tendência-de-moda e ela vem do século XIV, mais especificamente da realeza britânica: roupas eram usadas para mostrar RIQUEZA. Se alguém pudesse descartar uma roupa apenas depois de algumas semanas de uso, essa pessoa seria considerada riiiiicah (ler com a voz da Carolina Ferraz).

A capacidade de trocar de roupa com mais frequência estava ligada a ter dinheiro extra e…. ser fashion! As pessoas que queriam se apresentar mais ricas do que realmente são também mudariam de aparência com mais frequência. Uma das mais antigas “trendsetters” era a rainha Elizabeth I (pra você ter ideia, só de luvas, ela tinha mais de 2000 pares), que ditou a moda durante seu reinado. Em outras palavras, uma tendência da moda era algo que um rei ou rainha gostava. E junto com a tendência, sempre tem alguém a ditando, logo, sendo referência.

Agora de volta à contemporaneidade, se os estilistas ditam as tendências, quem sempre as conduziu para o mundo real na prática? As revistas! Elas que traduziam a mensagem dos estilistas – muitas vezes conceitual demais para um mero mortal – e as deixavam mais palpáveis para a vida real. Elas sintetizam as tendências e as deixavam mais populares ou exclusivas – no sentido de excludente mesmo.

Mas as coisas mudaram e, vejam só, a internet agora comanda a febre das tendências. Se as revistas catapultavam e definiam as tendências, quem as democratizou? A internet, mais precisamente os blogs/veículos de moda que a traduziam de maneira democrática, empática e gratuita.

Mas qual é o turning point desse ciclo das tendências? Se antes eles chegavam através da dobradinha bureau+estilista, agora elas também vem de onde? Sim, do streetstyle! As ruas tem se tornado a grande disruptora no mundo da moda. Muito por conta das próprias influencers montando seus looks para parecerem mais reais, logo, inspiradores, mas muito também por conta das tendências em grupos específicos, sejam os hipster ou os “early adopters”. Por exemplo, os londrinos são conhecidos por esse lado de lançar tendências à sua maneira e até mesmo avesso ao que é visto nas passarelas.

E a internet que deixa tudo isso mais fácil e possível, conseguimos nos inspirar de maneira democrática e mais prática à vida real e, cada vez mais, são os tais bureaus de estilo e estilistas que usam desse meio como referência de análise de estilo e prognóstico de tendência. Isso sempre existiu, mas a internet facilitou essa relação. Bom pra gente!

Amanhã, na continuação da nossa série especial, falaremos mais a fundo do caminho inverso – e muito tradicional – de onde surgem as tendências!

 

 




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2 Comentários
  1. Luísa Moura - 09/10/19 - 14h07

    The, esses posts estão super legais! Amo como você deixa acessível algo que estou gastando várias páginas do meu tcc pra explicar hahaha <3

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  2. Dandara - 10/10/19 - 16h08

    Amando esse aulão, The!

    Responder