10 Mulheres corpo vida real pra seguir no Instagram

12/09/2017  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Eu não sei vocês, mas às vezes pra mim a timeline do Instagram faz um pouco mal. É aquela eterna vida editada, perfeita, com filtros dignos de Madame Tussauds e legendas à la poeta de botequim. Bom, aquela velha história, isso não é nenhuma novidade, mas enquanto ainda não presenciamos o surgimento da próxima grande rede social, vamos tirar o melhor dessa? Seguir gente real, bacana, inspiradora?

Esse post tem uma seleção de 10 mulheres famosas reais, com looks reais, corpos reais, simples assim. Veja bem, toda mulher é real, mas precisamos de mais diversidade e menos padrão. Essa não é necessariamente uma lista de plus size, curvy ou do quadril de 3 dígitos, pois, à partir do momento que a gente tenta definir o corpo alheio, eventualmente fora do tal padrão, nós acabamos criando mais um padrão e vai ter mais gente não se encaixando e se sentindo fora desse novo padrão.

Portanto, chamarei essa lista de novas mulheres reais, nada contra as outras reais, adoro e sempre ilustram nossos posts, mas desde o post do sutiã à mostra, senti necessidade de buscar outras inspirações e referências pras fotos dos posts. Com isso, fez-se a lista para quem busca inspiração de moda mais real, dos nomes clássicos e que vocês provavelmente já seguem a quem merece mais e mais o follow!

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ASHLEY GRAHAM: Como não falar de mulheres reais e não falar de Ashley Graham? Da capa da Vogue US aos Stories divertidos e provocantes, não pense que a Top quer ser chamada de plus size, “a Indústria da moda insiste em me chamar de plus size, mas prefiro pensar que esse é o “my size” e pronto”.

Dito isso, não importa as medidas, mas sim que Ashley lidera uma mudança sem precedentes no mercado chamado “body positive” e isso tem aberto espaço para mulheres, não só modelos glamurosas, mas também na vida real de se aceitarem e se mostrarem mais entre uma selfie ou um look do dia.

Sobre looks, Ashley inspira com seu lado sexy, mas divertido, não se importa em misturar um belo decote com uma super fenda, um biquini de lancinho e sempre, sempre, as melhores lingeries. Ashley, pra mim, é a modelo e girl crush do ano, vale rever seu Por Aí.

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CANDICE HUFFINE: Assim como Ashley, Candice é uma das principais top models dessa nova era “body positive”. Tem sido modelo recorrente em importantes desfiles como Prabal Gurung e Christian Siriano.

A americana de 32 anos é conhecida por seus looks coloridos, misturando estampas, ousando no fashionismo e mostrando que é possível sim vestir o que quiser no corpo que for.

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FELICITY HAYWARD: A inglesa se intitula “mais que uma modelo” e se você quer ousadia, conte com Felicity! Seus looks são provocativos e divertidos, ela parece que não leva a moda a sério, mas dá pra notar que seus looks são milimetricamente pensados. Do colorblocking ao macacão de oncinha, ela se permite e isso simplesmente inspira!

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GABI GREGG: Tem modelo, mas tem blogueira! Gabi é das principais do mercado no quesito assumidamente plus size e não só levanta a bandeira, é feminista e ainda designer, buscando assim colocar em prática as demandas de looks mais reais. Seu estilo é inspirador, mescla looks românticos com as tendências da vez, vale muito o follow!

GRACE VICTORY: Tem blogueira, tem youtuber! Dos looks floridos ao momento fitness, a inglesa Grace Victory recentemente se tornou garota propaganda da Nike, lançou um livro chamado No Filter, que fala, entre outras coisas, da falta de diversidade no meio digital e da moda, ou seja, não basta vestir a roupa, é possível levantar a bandeira e isso Grace tem feito com louvor.

INSTA-FLUVIA-LACERDA

FLUVIA LACERDA: Os EUA tem Ashley, nós temos Fluvia! A modelo é uma das primeiras do Brasil a fazer campanhas do tipo e mostrar um pouco de diversidade num país ainda não evoluído (ou diria, hipócrita rs) no quesito.

Participei de um bate-papo com ela outro dia e ela revelou que os EUA (ela mora em NY) está bem a frente na variedade de marcas que não só vendem peças com numeração mais variada, mas que prestigiam modelos e influenciadoras que são fora do tal padrão.

ISKRA

ISKRA LAWRENCE: “Eu nunca pensei que poderia ser uma supermodelo sendo eu mesma” e é assim que a modelo inglesa Iskra vem conquistando o mercado. Modelo da linha de lingerie da Aerie, ela se posiciona em nunca retocar suas fotos, seja num clique no insta ou numa campanha nacional. E vem conseguindo o apoio da Aerie, que segue com esse lema e mostra sempre as tais mulheres reais em suas fotos.

Sobre a moda, vale seguir a Iskra, pois ela mescla looks sexies, decotados, mas também românticos, básicos, antenados, estilo? Ela tem todos e isso faz sucesso entre seus milhões de seguidores no Instagram.

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NANA CUNHA: Vi a Nana num evento que fui mês passado em SP e fiquei de cara apaixonada pelo seu look, logo depois, dando aquela fuxicada básica, descobri que a brasileira radicada em Nova York tem um estilo simples: ela é autêntica! Enquanto modinhas vem e vão, pelo que vi da Nana, ela segue a moda à maneira dela e, nos dias de hoje, isso é um feito!

No seu Instagram é possível notar seu bom gosto na hora de mesclar peças ousadas, acessórios criativos e muita confiança pra misturar tudo com louvor. Mãe de 3 filhas, morando em NY, cuidando de blog, loja e looks  incríveis, ou seja, inspira e é um sopro de ar fresco numa timeline tão engessada e previsível.

PRECIOUS LEE: A top americana é musa do estilista Christian Siriano, bff de Ashley Graham e faz parte dessa nova geração “body positive” que vem invadido os editoriais e passarelas. Vale seguir a Precious pelos seus looks que mesclam o sexy com o elegante, o minimal com o provocativo. Amo que a top não se faz de rogada, bota os peitões pra jogo e mostra que a indústria da moda está mais receptiva à tal da diversidade.

INSTA-JORDYN-WOODS

JORDYN WOODS: Finalizando com a nova geração, bff da Kylie Jenner? Que nada, Jordyn Wood tem nome próprio e tem se tornando uma voz no quesito body positive especialmente para o público teen que a segue.

Essa semana ela lançou uma linha de roupas e nada do selo plus size, mas sim curvy, “esse termo causa segregação e solidão”. Para os looks, pense num Instagram de uma típica millennial, repleto de jeans, bons básicos e o que vemos nas melhores marcas fast fashions, a única diferença? Uma grade maior e mais democrática, obrigada, Jordyn, que isso não seja exceção, mas lugar comum.

Eu tenho uma palavra que define essas e todas as outras mulheres nessa nova era vida real: confortável. A gente se sente confortável, simples assim. Nos últimos tempos, essas mulheres tem me inspirado bem mais que qualquer outra, não só na tal da aceitação mas na possibilidade de ser simplesmente assim, como você é e isso é ok. Levante bandeira ou simplesmente exista, a diversidade é uma realidade e, em 10 anos de blogs, nunca vi nada parecido como o que vivemos hoje, ainda bem!

E você, já fez um teste com quem você segue? Quem te inspira real? Não tô necessariamente falando de corpo alto, baixo, magro, gordo, mas de gente que te inspira de maneira positiva como um todo, e se tiver moda envolvida, ótimo!

Se você tem mais nomes que valem o follow, compartilha com a gente!

Ser básica também é um estilo

30/08/2017  •  Por Thereza  •  Pense

Outro dia acompanhei um papo interessante na Comunidade do Fashionismo no Face e me gerou uma pequena reflexão. Já reparou que quando há uma conversa sobre definição de estilo, sempre tem uma pessoa que fala “ah, eu não sou muito estilosa, eu sou básica”. Ué, mas isso é um estilo e dos mais legais.

Em tempos de overdose de fashionismo (não o blog rsrs), ser básica remete mais ainda uma personalidade e estilo autêntico. Você não é obrigada a ser refém do “lampshade dress”, da “skinny boot” ou do “look barroco rococó”, ser básica é ter estilo sim!

Mas afinal, o que é ter estilo? Bom, recorri ao bom e velho dicionário, e resumi um apanhado de ideias

“Conjunto de tendências, gostos, modos de comportamento característicos de um indivíduo ou grupo”, “conjunto de tendências e características formais, conteudísticas, estéticas etc. que identificam algo”, “conjunto de traços que identificam determinada manifestação cultural” e por aí vai.

Na minha visão pessoal, estilo é aquilo que define a personalidade, nesse caso, da moda. Ter estilo é tipo uma característica, uma personalidade sua, só que traduzida em roupa. A pessoa gosta muito de preto, é mais minimal, é super sexy, é romântica, adora um look extravagante, termos assim (muitos complementares e que podem coexistir num estilo só) definem um estilo e vai da gente traduzir isso na prática. Enquanto a moda acontece, as tendências vem e vão, estilo é aquilo que você consegue assimilar de tudo isso, na sua prática na vida real.

E ser básica é um estilo real e igualmente interessante. Você só gosta de blusinhas lisas e neutras… tem umas tão lindas. Você adora um bom jeans… eles são tão confortáveis. Não importa se seu vestido tem estampa excêntrica de abacaxi ou listras mininais preta & branca, o que vale é como você se sente e o estilo que você conseguiu construir, adquirir e transmitir com o tempo. Estilo também é questão de tempo, estilo é a resolução da sua visão de moda e só o tempo é capaz de aprimorá-la.

Estilo é a sua identidade visual, a sua embalagem e, antes mesmo de você abrir a boca, sua roupa dirá um pouco de você. E isso pode parecer superficial – talvez até seja – mas pra mim a roupa é uma ferramenta fortíssima de identificação na sociedade. E se a primeira impressão é a que fica, também vai ter um segundo ou terceiro look pra mudar essa ideia do tal do estilo. Ter estilo não é se vestir bem, com as melhores e mais caras roupas, pra mim, ter estilo é saber traduzir sua personalidade em roupa e, de quebra, ainda se sentir confortável e bem com o que veste.

E seja fiel ao seu estilo, mas não se limite a ele. O legal da moda é que ela é um veículo poderoso para transmitirmos nossa personalidade e humor, mas é mais poderosa ainda quando queremos mudar o que estamos sentindo. Por exemplo, hoje estamos meio tristes, desanimadas, que tal uma blusinha mais colorida pra alegrar o dia? Sim, a moda tem esse poder, que está acima do estilo, é a possibilidade de uma simples peça de roupa mudar o dia.

Por fim, se você acha que não tem nenhum estilo definido, isso também pode ser um estilo, se adaptar a situações e até mesmo ao seu humor vigente, um estilo flutuante também pode carregar personalidade e… estilo!

Depois de escrever a palavra estilo 32 vezes no post, Por favor, convido para uma mini pensata aqui nos comentários: o que é estilo pra você?

Problematizando o termo anti-idade (e a capa mais bonita do ano!)

15/08/2017  •  Por Thereza  •  Beleza, Pense

Outro dia conversamos sobre a idade que temos e a pressão da sociedade em nos empurrar a juventude como objetivo de vida, quando deveria ser justamente o contário (a meta é ser velhinha, afinal, sinal que vivemos muito rs). Eis que ontem me deparei com a capa da Allure que não só nos premiou com a maravilhosa Helen Mirren, como trouxe um debate válido.

Já disse aqui várias vezes que a Allure é minha revista favorita. Ela é de beleza, mas tem moda, comportamento, pra mim é o guia da mulher antenada e interessada nesse universo, mas sem afetação ou pretensão.

E a capa de setembro – a principal edição do ano – vem pra quebrar paradigmas, afinal, quantas vezes a gente vê uma mulher de 72 anos esfregando na capa suas rugas, histórias e muita inspiração? O recheio está igualmente lindo.

E além da entrevista, na qual Helen fala da sua relação com Hollywood, feminismo e como é envelhecer sabendo tirar proveito disso, um manifesto me chamou a atenção. O fim do termo anti-idade.

Como uma revista de beleza vai deixar de falar uma palavra tão comum? Como vão parar de dar dicas de produto anti envelhecimento, muitos deles bancados por patrocinadores? A revista não vai propor que as pessoas parem de usar produtos com essa finalidade, pelo contrário, eles vão continuar indicando, falando, só sugerem a mudança da nomenclatura, simples assim.

“Queiramos, ou não, estamos sutilmente reforçando a mensagem de que o envelhecimento é uma condição e que precisamos lutar contra ele”. Né? E sigo citando a editora da Allure, Michelle Lee, “Se tem algo inevitável nessa vida, é que ficaremos velhos. Cada segundo. Cada minuto. E mais, muitos de nós não teremos a oportunidade de envelhecer. Com isso, ficar velho é algo incrível e significa que tivemos a chance, todo o dia, de viver uma vida feliz, simples assim.” Né??

Já contei pra vocês que minha nova idade me deixou um pouco mais reflexiva (ou sensível, rs)  com esse tema e essa questão, digamos existencial. Ao mesmo tempo que tenho 9 produtos de skincare na minha cabeceira que uso antes de dormir (e eu amo essa rotina), tenho pavor de agulha e nunca me arrisquei em nada mais ousado, apesar de ter vontade. Junto a tudo isso, esse tema tem me chamado muito mais atenção que 1 ano atrás.

E ver um manifesto de uma revista do porte da Allure nos faz simplesmente parar pra pensar e ao menos quebrar uma condição automática e totalmente enraizada na nossa rotina, envelhecer é ruim? Sem hipocrisia, a idade chega e surgem problemas, é natural, mas é importante rever conceitos e até estigmas que só trazem mais peso pra nossa luta diária de aceitação.

E a revista segue falando sobre o peso da tal da ANTI-IDADE, junto a ela vem expressões que deveriam ser banidas ou, ao menos, revistas: “ela parece ótima para a idade que tem”, “ela é linda para uma senhora de idade”. Isso é tão automático, quem nunca pensou ou até mesmo falou algo parecido? Tipo aquela história que falei da Sandy, 34, estar “conservada”. No lugar disso, a revista sugere substitutos: “Ela está ótima”, “Ela é linda”.

E a Allure finaliza, “Parabéns às marcas que já refletiram sobre o termo, e quem ainda não o fez, sabemos o quão é difícil rever embalagens e o marketing de todo um produto, mas essa conversa precisava ser iniciada para haver a mudança e celebração da beleza de cada idade”. E a própria Helen conta que já teve essa conversa com a L’Oréal (marca na que ela é uma das  embaixadoras) e eles já estão em processo de rever esse conceito. Achei bacana!

Eu achei tão incrível e certeiro da Allure propor essa mudança e só prova que com o tempo temos questionado hábitos e caminhando pra uma mudança positiva e um mundo mais fácil de se viver!

E vocês, já pararam pra pensar no termo anti-idade? A gente quer sim creminhos e afins, mas e o peso da palavr? Sei que muita gente pode achar até exagero, mas são esses detalhes que desenham um novo momento e no futuro a gente olha pra trás e acha transformador.