SKINMINIMALISM, de volta ao básico do cuidado com a pele

08/06/2021  •  Por Thereza  •  Beleza

Já ouviu falar em “skinminimalism”? O minimalismo-da-pele é um movimento que ganhou força no último ano e preza pela volta ao básico. O básico de passar um creminho vez ou outra? Não, mas de agir com bom senso e também intuição.

E se foram as sul-coreanas que espalharam a palavra dos 10 (ou 20) passos da rotina de skincare, as próprias vem revendo seus conceitos e mostrando que, assim como a célebre frase da arquitetura, menos pode ser mais.

O movimento minimalista consiste em basicamente buscar um EQUILÍBRIO, DESCOMPLICAR e ter uma uma ESTRATÉGIA. Segundo o movimento, nada adianta passar 15 cremes VEZ OU OUTRA ou SEM EFICIÊNCIA, mas o ideal mesmo é aplicar nem que seja 1 ou 2 de forma consistente e sempre numa rotina regrada e saudável.

Segundo dermatologistas especialistas, existem passos que não podem ser deixados de lado, por exemplo: limpeza, proteção solar e hidratação. E também questões pontuais, como acne ou rugas. É tipo ficar no essencialismo, mas também atacar as questões que incomodam, mas sem muita invenção de moda.

Outros pontos que precisam ser levados em conta é o tipo de pele e que pode mudar devido a vários fatores (já fale sobre post aqui), do clima até a gravidez (!!!). A estação do ano também pode fazer com que uma rotina de pele precise de ajustes.

E agora, mais do que nunca, a pandemia não só interfere no nosso psicológico – e isso reflete na pele – mas também diretamente nela, com o surgimento das temidas espinhas de máscara (já falei da Maskne aqui). Resumindo, cada vez mais o cuidado precisa ser INTUITIVO e que não siga uma fórmula pronta imutável.

Outro tema que já abordei aqui no blog ano passado é a proliferação de produtos multiuso, em um potinho 2 ou até 3 funções. Confesso que às vezes, ainda mais agora com Maria Eduarda presente em minha vida (e ZERO tempo de fazer meu skincare noturno), tenho tido preguiça de aplicar mil cremes, então se tem um que seja multifunção, bom pra mim! Pode até ser um pouquinho mais caro, mas se for prático e eficiente, perfeito! E acredito que assim será o movimento do mercado de beauté, prático, objetivo e minimalista!

Vocês curtem essa ideia ou ainda preferem a rotina de beleza completa?

Nespresso da beleza

01/06/2021  •  Por Thereza  •  Beleza

Já pensou na Nespresso de beauté? Pois bem, a Droplette é uma marca que existe há pouco mais de 1 ano e foi criada por duas americanas de ascendência indiana que prometem reinventar o mercado de beleza, bem como a italiana do café.

 

Uma é designer terapêutica e a outra é médica desenvolvimentista e, em comum, o sonho de criar um impacto na indústria dermatológica. A ideia surgiu através de um movimento que cresce muito devido a sua maior eficiência: o formato transdérmico, como se fosse um patch, mas usado com uma potente ferramenta.

Segundo a dupla, esse protótipo, que foi desenvolvido com o financiamento da NASA (!),  busca uma maior potência na aplicação de produtos, tudo através de uma ferramenta que amplifica o tal uso transdérmico.

Sabia que 90% dos produtos aplicados de forma tópica não são absorvidos completamente pela pele? E é aí que entra Droplette. Como funciona esse formato revolucionário? Pois bem, a tecnologia de Droplette é única e sem precisar de agulha, as moléculas usadas são 10.000 vezes maiores que as comumente absorvidas na pele, logo, são mais potentes.

E junto com a máquina, as cápsulas! Cada uma fornece ingredientes, tais como, colágeno, retinol e ácido glicólico, tudo aplicado diretamente na sua pele, aumentando consideravelmente a absorção dos ingredientes.

Segundo especialistas, esse formato é o substituto de agulhas e cremes, ou seja, o futuro e o futuro bem prático, só não digo acessível porque a ferramenta Droplette custa U$295. Já o Pack de cápsulas custa U$79.

Pra quem gosta do universo de skincare vale ficar ligada nesse formato e, quem sabe, aguardar versões nacionais ou mais acessíveis!

 

Máscara facial e o cuidado com a pele

08/09/2020  •  Por Thereza  •  Beleza

Na última meia década, o assunto skincare tomou conta da nossa vida de beleza, ameaçou um pouco o reinado da outrora soberana maquiagem e aprendemos de rotinas coreanas a pele vida real com brilho e viço.

Daí quem diria que, em pleno 2020, um novo milênio e nos preocuparíamos com… espinhas? Bom, elas são um ponto minúsculo – literalmente falando – diante da assombrosa e sem precedente pandemia em que vivemos, mas se for possível falar de autocuidado, vale entender que as máscaras tem feito nossa pele mudar.

Primeiro de tudo: use máscara, use muita máscara. Não no queixo, nem na bolsa, não exiba a pontinha do nariz, entenda o material de cada modelo, use máscara.

Dito isso, com o uso desse pedaço de pano sobre nossa pele… ela reagiu. Além do incômodo mínimo inicial de se sentir sufocada, hiperventilada, quando o assunto é pele, ela reage de diversas formas. Já ouviu falar em MASKNE? Pois bem, surgiu uma expressão americanizada pra mostrar que usar MASK estava causando ACNE, fez-se MASKNE. Não a acne hormonal, mas a de atrito pelo uso das máscaras de proteção. Sinal dos novos tempos.

No início da pandemia, li essa ótima matéria da Allure que falava sobre os desafios dermatológicos de usar a tal máscara para profissionais de saúde e na época nem me atentei que a pandemia seria mais longa que imaginávamos e essa seria uma questão de todos. Seja quem usa máscara por 1 ou 2h por dia ou aquele que precisa estar no batente pelo menos 8h, sendo profissional de saúde ou não.

Na época, a matéria já citava que aqueles que usavam máscaras faciais – além do período comum que tais profissionais usavam – já mostravam sinais de cravos além do normal, espinhas, pele irritada e linhas de uma nova expressão.

Segundo dermatologistas, “à medida que passamos o dia com máscaras de pano, nossos poros podem entupir e nossa pele pode ficar inflamada e sem gorduras essenciais, devido ao acúmulo de umidade de nosso ar exalado combinado com a diminuição da circulação de ar sob as máscaras”. Uma vez ou outra, “ok”, mas por longos períodos essas questões reagem diretamente na pele.

Pra completar – e acredito que pelos próximo meses de calor viveremos mais disso na pele, “o suor nessa área também pode levar ao acúmulo de óleo, o que causa a formação de acne cística e pústulas branca”.

Questões dermatológicas explicadas, como evitar que isso aconteça, já que DEVEMOS usar máscaras? Bom, antes de tudo sempre converse com o seu dermatologista, aqui só fazemos um alerta/compartilhamento inicial, dito isso, especialistas explicaram questões que ajudam no cuidado da pele.

LIMPEZA, LIMPEZA E LIMPEZA

Antes de colocar e assim que tirar a máscara, lave sempre seu rosto com um Cleanser (um limpador, um sabonete específico de rosto que você costuma usar), ele deve ser suave e oil-free, pois ajuda a prevenir os tais surgimento de espinhas e limpa sua pele de qualquer vestígio de sujeira, make e suor. Mas vale lembrar que também não é preciso limpar demais, no máximo 3 vezes ao dia para também evitar que você perca a oleosidade natural da sua pele, pois esta te protege justamente de muitas dessas questões.

Pra completar a limpeza, se você é habituada com esfoliação, ela segue importante na rotina e limpeza um pouco mais profunda da pele. Eu faço uma ou duas vezes por semana e acho imprescindível para tempos como esse, quando a pele precisa ser restaurada.

ÁCIDO HIALURÔNICO, SEMPRE ELE

Se tem um ácido comum – e bem-vindo – no cuidado da nossa pele, é o hialurônico e nas atuais circunstâncias ele segue importantíssimo, ele é poderosíssimo.

Segundo dermatologistas, manter a pele muito hidratada é a chave para protegê-la de irritações. Daí entra o AH que atrai e retém o conteúdo de água da pele na nossa rotina e, de quebra, água repele o óleo, ou seja, ele equilibra essa equação da limpeza + hidratação.

REAVALIE SUA ROTINA DE SKINCARE

Se mesmo com todos esses cuidados essenciais, sua pele ainda esteja experienciando irritação severa, erupções de acne ou até mesmo feridas abertas. Vale reavaliar sua rotina de skincare com seu médico e partir para substituições de ativos ou até mesmo tratamentos mais, digamos, implacáveis que vão cuidar dessas questões o quanto antes.

EVITE PRODUTOS PESADOS À BASE DE ÓLEO

Na matéria os dermatologistas são categóricos, “o óleo pode se misturar com o aumento da umidade sob as máscaras, formando uma substância cerosa em nossos poros que pode causar erupções”. Portanto, hidratantes mais pesados, maquiagem e outros produtos para a pele que contenham muito óleo podem ficar de lado por enquanto.

Para pessoas com pele propensa a acne, em particular, vale trocar um hidratante cremoso por uma loção mais leve à base de água, pois é menos provável de obstruir os poros. Ainda convive com aquela herança coreana de mil produtos na sua rotina?  Você também pode pular um hidratante e usar apenas um soro para simplificar, hidratar e não sobrecarregar a pele.

Experiência pessoal, no início da pandemia, minhas únicas saídas eram pra ir à minha obstetra e fazia maquiagem completa até pra me sentir bem, sabe? Pois bem, não vale a pena, em tempos como esse, quando metade do nosso rosto fica sob a máscara, se for pra usar make, que seja só nos olhos mesmo, de resto, deixa a pele descansar!

NÃO NEGLIGENCIE SEUS LÁBIOS

Não tive espinhas por conta das máscaras, EM COMPENSAÇÃO meus lábios?! Ressecados, esfolados e sofridérrimos, e olha que eu sempre passo lip balm e tudo mais. Mas a ciência explica, a barreira natural dos lábios também pode ser exaurida com o aumento da umidade sob a máscara.

Se seus lábios estiverem mais rachados que o normal, você pode fortalecer a barreira aplicando uma camada de seu protetor labial favorito antes de colocar a máscara. Vale usá-lo três a quatro vezes ao dia e principalmente antes de dormir.

Resumindo, os tempos mudam e nossas prioridades também. O foco agora é cuidar da pele pra esse momento que a gente tá vivendo, sem negligenciar o mais importante: o uso de máscara, porque o resto a gente corre atrás!