Ronda da Semana: Inclusão e poder!

20/07/2018  •  Por Thereza  •  RDS

Olha quem está de volta! Tem tanto tempo que não faço uma Ronda da Semana, que me sinto envergonhada, mas tem tanta pauta boa que gostaria de compartilhar com vocês!

Antes de mais nada, na segunda postei nas redes sociais do Fashionismo um questionário pra fazer um Fashionismo melhor e mais redondinho pra vocês, se tiver 2 minutos do seu dia pra responder aqui, eu agradeço! Enquanto isso, senta que lá vem história

A NOVA J.CREW

Nos últimos anos, a outrora unânime J.Crew, tem sido alvo de especulações sobre seu faturamento e futuro. Numa nova era digital, muitos diziam que a marca havia se perdido e não entrado muito nessa onda millennial e mais inclusiva.

Eis que na última semana eles vieram com uma novidade que, tendo a ver ou não com essa questão, achei maravilhosa. A marca se uniu à Universal Standard, uma start-up de moda inclusiva,  “Queríamos trabalhar com especialistas da área para dar início a uma implantação muito maior de novos tamanhos, modelagens e acabamentos. A ideia é criar uma nova coleção feita sob medida para o espectro real e diversificado da mulher americana”, afirma a diretora de mkt da marca.

Até aí tudo normal, cada vez mais marcas estão entrando nesse universo cada vez mais lucrativo. Mas o pulo do gato da J.Crew está no básico e óbvio, “muitas marcas expandem a grade, mas criando uma subcategoria ou linha separada para o consumidor”, mas com a J.Crew não! “Esta coleção é completamente inclusiva e com ajustes para atender ao espectro completo de tamanhos femininos. Pela primeira vez, todas as mulheres terão a oportunidade de fazer compras nas mesmas araras, sem separações por tamanho”.

Simples assim! Sério, qual é o problema das marcas pararem de fazer linhas especiais, plus size, “+” e simplesmente aumentarem a grade da sua linha geral? Se bobear é até mais econômico, já que é sucinto e direto no ponto. A ideia é que a implementação seja completa em meses em toda as lojas e site, e que a grade vá até a numeração 24 (56 no Br) de basicamente todas as peças. Eles também prometem que os tamanhos serão perfeitamente integrados à experiência de compra, em vez de criar uma categoria autônoma. Eu espero que essa moda pegue e a J.Crew seja um exemplo.

UM RESPIRO PARA VICTORIA

Da evolução pra involução. Lembra que ano passado fiz um post (polêmico) problematizando o desfile da Victoria’s Secret?! Não vou negar que eu vejo, assisto, acho muita coisa linda e compro até umas 4 calcinhas por U$27, mas isso não nos impede de realizar o quão problemática a marca é. Sua proposta de corpos magros e sarados se perdeu nesse universo cada vez mais atento e inclusivo.

Hoje em dia, marcas que tem grades democráticas e campanhas trabalhadas na diversidade tem obtido cada vez mais lucros, enquanto a super poderosa VS… bom, semana passada saiu uma matéria falando que a marca vem amargurando prejuízo atrás de prejuízo. O BoF falou que “É game over para a VS”. Não, a marca ainda não faliu, mas a publicação mostra que o grupo financeiro Jefferies analisa seu destino, “a fabricante de roupa íntima viu uma enorme queda de tráfego, zero poder de precificação e aumento de perda de participação de mercado”. Segundo eles, as pessoas não tem deixado de comprar lingeries, mas sim buscado outras marcas.

A marca vai encerrar as atividades a qualquer momento? Provavelmente longe disso. A VS de fato perdeu o hype, as pessoas se mostram desinteressadas, a concorrência cresce a cada dia e junto a isso os prejuízos aumentam, mas sabe o que ainda segura a marca? Seus investidores que, provavelmente os únicos ainda vivendo no hype de outrora, acreditam na força da marca. Até quando, a gente ainda não sabe, mas que mudar é preciso, isso é… e pra ontem! Legitimamente ou não, é o que tem pra hoje.

PAT MCGRATH RAINHA DA BELEZA

Por fim, semana passada Kylie Jenner saiu na capa da Forbes com sua Kylie Cosmetics em vias de se tornar uma empresa de beleza bilionária. Eu adoro a Kylie e acho um feito sim, apesar dela ter nascido em berço esplêndido e ser totalmente privilegiada, ela foi lá e saiu da zona de conforto dela e fez acontecer. Mas sabe quem antes dela vai fazer o primeiro bilhão na indústria de beleza?

Pat McGrath, a maquiadora super poderosa, rainha dos backstages e editoriais! Sua Pat McGrath Labs, lançada há 2 anos, recentemente recebeu um poderoso investimento para expansão da marca, deixando-a com um valor de mercado de mais de um bilhão de dólares, passando assim a Kylie Cosmetics. Não que seja uma disputa, são duas marcas incríveis e desejadas, mas acho maravilhoso ver uma mulher negra que com certeza teve uma história de vida diferente, que está há 20 anos no mercado, se transformando numa superpoderosa de beauté. Quer o mundo, Pat? A gente te dá, só traz seus produtos pra Sephora BR!

Bom final de semana!

Ronda da Semana: Rihanna, Lady Gaga, Marchesa e religião

11/05/2018  •  Por Thereza  •  Celebridades, RDS

Olá, sexta-feira! Vamos pra nossa Ronda com os assuntos mais trepidantes e relevantes da semana?! Fiz uma seleção de temas legais pra gente conversar, chega mais!

SAVAGE X FENTY, A LINGERIE DA RIHANNA

O que faltava pro império da Rihanna? Sim, isso mesmo, uma linha de lingeries. Mas vindo de quem vem, não é uma linha qualquer, mas sim uma seleção de sutiãs, calcinhas e acessórios super democráticos, seja pelo preço, bem como tamanho e até mesmo cor (ela disse que tem todos os tons de nude).

Segundo Riri, “não existe regras quando o assunto é lingerie. Produtos fofos e ousados podem conviver numa mesma coleção e a ideia é essa. A Savage te desafia a experimentar algo novo, mas permanecendo completamente autêntico a si mesmo.” A coleção foi lançada hoje e são centenas de peças que vão de U$14 a U$99. Vale clicar aqui pra ver o tipo de lingerie Riri usa rsrs!

HAUS DA LADY GAGA

E nessa onda de cantoras lançarem suas próprias marcas, chegou a vez de Lady Gaga. Os fuxicadores de plantão descobriram que a empresa da cantora, a Ate My Heart, registrou o nome de outra marca chamada Haus e que contempla produtos de beleza, como maquiagem, perfume e até skincare. Ou seja, provavelmente Lady Gaga terá uma linha pra chamar de dela.

Suas últimas fotos no Instagram inclusive mostram muitas selfies e com make poderosa. Lembrando que Madonna também lançou recentemente sua Mdna Skin e Jennifer Lopez lançou uma linha de make com a Inglot.

O RETORNO DE MARCHESA

Depois do escândalo de assédio envolvendo o poderoso Harvey Weinsten, provavelmente uma das vítimas sofreu além, Georgina Chapman, sua agora ex-mulher. Você pode não estar ligando o nome à pessoa, mas Georgina é uma das fundadoras da Marchesa, ícone dos vestidos de festa glamurosos e desejados por 9 entre 10 celebridades.

Porém, desde o ápice do escândalo, a marca sumiu dos red carpets. Mesmo Georgina sendo uma das vítimas, as famosas não quiseram se envolver nesse escândalo e, eventualmente, “apoiar” uma marca que tem, digamos, dinheiro sujo do tal do Harvey. De 6 meses pra cá, a Marchesa não foi vista em mais nenhum tapete vermelho, seu desfile foi cancelado e frenesi minguado.

Bom, até essa última segunda. No Baile do Met, Scarlett Johansson resolveu acabar com isso e usou um look para apoiar a marca. Logo depois, Anna Wintour deu uma entrevista apoiando a decisão da atriz e também da marca em buscar se reinventar, “Georgina é uma estilista brilhante, e eu não acho que ela deva ser culpada pelo mau comportamento do marido. Acho que foi um grande gesto de apoio da parte de Scarlett usar um lindo vestido como esse em uma ocasião tão pública.”

Muito se especulava que nos áureos tempos de Marchesa, Harvey “induzia” as famosas de seu estúdio a usarem os vestidos de sua então mulher. O que é verdade, não sabemos, mas de fato a Marchesa não pode ser punida por essa questão. O que acham?

A EXPOSIÇÃO DO MET

Não custa lembrar que depois de toda a festança do Baile do Met, tem uma exposição que reúne muita moda, cultura e, nesse caso, religião. A “Heavenly Bodies: Fashion e Catholic Imagination” foi aberta essa semana e fica até agosto no Metropolitan Museum. Dizem que é a maior já feita e sem dúvida faz parte do roteiro de quem for pra NY no verão.

Bom fim de semana!

Ronda da Semana: Apologia ao nazismo, gordofobia e divórcio

20/04/2018  •  Por Thereza  •  RDS

Tivemos uma semana intensa, cheia de assuntos e polêmicas, portanto, é hora de Ronda da Semana! Trago 3 assuntos que vocês já devem ter lido por aí, mas é importante estender o tema e debater por aqui, vamos lá?!

LANÇA PERFUME E APOLOGIA AO NAZISMO

Nessa semana foi divulgada a campanha de inverno da Lança Perfume e, pasmem, as roupas trazem referências ao uniforme militar alemão usado na 2ª Guerra Mundial e também à Cruz de Ferro (condecoração dos tempos de guerra e usada por oficiais do exército de Hitler). As referências vão muito além e sou incapaz de compartilhar todas as fotos de campanha e lookbook em questão.

Depois de receber milhares de críticas, a marca contou que a ideia era “transmitir uma mensagem plural e elevada sobre a capital alemã e sua história”. E ainda afirmou que a tal Cruz de Ferro não é um símbolo nazista, mas que tem origem anterior à guerra, e concluiu “repudiamos o nazismo e o fascismo em todas as suas dimensões”.

A nós, restam algumas reflexões: desenvolver uma coleção não é apenas encontrar um tema x, mas sim pesquisar a fundo sua história além da moda, especialmente numa questão tão densa quanto esse. E sobre a Cruz de Ferro, mesmo tendo origem anterior, seu uso foi disseminado na época da guerra, portanto, de forma alguma deve ser recuperada por conta do triste simbolismo que carrega. Por fim, dizer que é “apenas ignorância da marca” é basicamente relevar algo muito grave.

FLUVIA PRECISOU DESENHAR SEU PRÓPRIO VESTIDO

A modelo plus size, Fluvia Lacerda, contou que precisou desenhar seu vestido de gala porque ninguém quis fazer um pra ela. Pois é. Fluvia foi uma das convidadas do amfAR e revelou o absurdo em seu Instagram “Esse vestido foi um sonho meu, imaginado depois de tantas portas fechadas na tentativa de ser vestida por uma marca ou designer nacional. Nunca vesti uma peça de roupa com tanto orgulho!”.

Sabe essa onda de representatividade, empoderamento feminino, inclusão e etc? Na prática, para muitos isso é balela, pois as marcas seguem excludentes e segregadoras, euzinha mesma já vivi casos parecidos.

Parecer inclusiva e atenta é apenas um token para não ser criticada, mas no fundo mesmo é tudo pra lacrar nas redes sociais e nada mais, afinal, a grade vai até 42 e-olhe-lá. Espero que num futuro próximo isso seja menos exceção e mais regra. Enquanto isso, que valorizemos marcas reais e que coloquem o tal discurso bonito 100% em prática.

YAN ACIOLI NÃO É MAIS O STYLIST DA SABRINA SATO

Essa semana a apresentadora Sabrina Sato anunciou que Yan Acioli não é mais seu stylist, depois de 13 anos de uma parceria muito bem sucedida (quem assume o cargo é Pedro Salles). A foto acima foi a última profissional da dupla, com look YSL para o amfAR.

Já participei de um bate-papo com a dupla e ali a sinergia era perfeita, dava pra perceber a gratidão mútua e com certeza a moda teve muito peso na ascensão e história de Sabrina. Enquanto Yan entrava com altas doses de fashionismo e muita informação de moda, Sabrina segurava todo e qualquer look, pra mim um dos casamentos mais perfeitos da moda. Eles contam que a amizade continua, mas cada um seguirá um caminho profissional. Acredito que depois de uma era extravagante fashion, Sabrina seguirá um momento mais cool minimal. Façam suas apostas!

Bom fim de semana!

Página 1 de 1612345Última »