Estilista do dia: Jacquemus

05/07/2018  •  Por Thereza  •  Moda

Anote esse nome: Simon Porte Jacquemus, estilista francês de 28 anos e a nova sensação da moda francesa com sua Jacquemus. Há algumas temporada ele vem numa boa ascendência, mas 2018 tem sido O ano dele.

O que difere Jacquemus do tão competitivo universo fashion parisiense? Ele mesmo traduz, “eu comecei com nada e do nada. Queria criar algo para essa nova garota francesa que eu não via na passarela; a garota que consegue ver poesia moderna em uma camiseta branca”. Sabe o estereótipo da garota parisiense super cool, despretensiosa e blasé? Bom, a ideia dele é quebrar isso!

Numa recente matéria sobre o designer, falou-se mais do motivo de seu sucesso e sua despretensiosidade natural,  “quando ele apareceu, não se estava pensando fora da caixa. Simplesmente não havia caixa nenhuma! Ele não estudou moda, não tinha nenhuma habilidade aprendida na faculdade, nenhum conhecimento do sistema da moda. Sua energia era tão irresistível, tão real e genuína… E suas roupas são sexies de uma maneira que as marcas avant-garde não fazem”.

Resumindo, Jacquemus é a síntese da nova moda francesa, depois de uma geração de marcas que buscavam reinterpretar grandes maisons e também de marcas pseudo descoladas, como a polêmica Vetements, a marca é considerada um sopro de ar fresco vindo diretamente do sul da França (onde Simon nasceu). Agora vamos falar de suas roupas?

jacquemus

Rihanna, Beyoncé, Kim Kardashian e grande elenco, AMAM as peças sexies, ousadas e com cara de conforto do estilista. Segundo ele, sua marca comunica uma “elegância despojada, sensual e atemporal, remetendo um universo solar e natural, como de minha origem, na região de Provence”.

Os shapes de suas roupas são femininos, com mega decotes, mas ao mesmo tempo peças largas, com muito tecido e silhuetas exageradas!

Por falar nisso, o que me fez chamar a atenção no estilista, foi esse 1º look que a Kim Kardashian usou há uns meses. Parece uma camisa social desconstruída, é super sexy, decote profundo, mas com jeito de confortável e com aquele tecido de algodão bom de vestir. Essa semana ela ainda usou uma versão longa do mesmo look e até Emily Ratakowski, musa da marca, também já teve seu little white dress!

jacquemus

E não pense que são só as roupas que chamam a atenção do estilista sensação, os acessórios também! E foco nas bolsas, nas bolsinhas, nas tiny bags. No início do ano já postei sobre elas e os modelos estão nas mãos (ou dedo mindinho) das famosas! E bem como seus sapatos, com pegada geométrica arquitetônica, também tem sido desejo entre e-commerces e fotos pelo Instagram.

Pra quem gosta de moda mesmo e ver essa nova onda de estilistas, vale ficar de olho em Jacquemus e na sua força pra chacoalhar a moda francesa!

Era uma vez a Dolce & Gabbana…

26/06/2018  •  Por Thereza  •  Estilo

Uma marca italiana famosíssima, criada por Domenico Dolce e Stefano Gabbana, sempre com peças extravagantes, estampas mirabolantes e desfiles capotantes. Inegável sua força nos tapetes vermelhos, editoriais de moda e qualquer lugar que tenha moda, tem D&G. Ou teria?

Tudo muito bom, tudo muito bem. Eis que de uns anos pra cá, a marca tem sido mais falada por suas polêmicas em entrevistas e redes sociais, do que por seus – inegáveis – belíssimos vestidos e acessórios.

Tudo meio que começou em 2013, numa entrevista sobre sua coleção #DGFamily, ao ser questionado o fato de não ter filhos, Domenico afirmou, “uma criança quando nasce deve ter um pai e uma mãe. Ou pelo menos deveria ser assim. Não me convencem aqueles que eu chamo de filhos da química, crianças sintéticas. Úteros de aluguel, quase escolhidos por catálogo. E depois vá explicar a essas crianças quem é a mãe”.

A polêmica foi muito forte e na época, nomes como, Courtney Love, Madonna, Victoria Beckham e Elton John (que tem filhos através de fertilização in vitro), vieram a público demonstrar insatisfação e sugerir boicote à marca, com a #BoycottDolceGabbana.

Depois disso, foram muitas outras polêmicas e comentários preconceituosos e gordofóbicos no Instagram. Num deles, ao ser criticado por seu tênis escrito “Magra e maravilhosa”, ele respondeu assim, “Quando a idiotice distorce a realidade!!! Inacreditável!!! Da próxima vez vamos escrever ‘Amo ser gorda e cheia de colesterol’. Pra todos os haters: muuuuito obrigado, recebemos 20% mais pedidos por esses sapatos depois dos seus comentários. Amo vocês, eu sou magro e maravilhoso”.

Vale lembrar que o modelo “Thin & Gorgeous” de fato foi ~sucesso e até aqui no Brasil, a versão bolsa foi vista recentemente nas mãos de Giovanna Lancelotti, na estréia da última novela das 9. Gostaria de acreditar que ela não leu a mensagem (ou não sabe inglês?!??), mas quem usa uma afirmação dessa, compactua com a gordofobia.

E a mais recente polêmica da dupla mexeu com o fandom errado: Selena Gomez, a nº 1 do Instagram! Numa postagem com fotos da cantora, Stefano comentou do nada, “ela é tão feia!!!”. O bullying pegou muito mal e os Selenators não deixaram barato, mas parece que o estilista nem se importou e seguiu com o deboche.

Onde quero chegar com tudo isso? É que talvez as polêmicas finalmente passem a doer no bolso e no prestígio da dupla. Confesso que não entendo quem, em sã consciência dos acontecimentos, usa a marca, mas parece que já existe um movimento poderoso para boicotar Dolce & Gabbana dos tapetes vermelhos.

Na semana passada, rolou nos EUA um painel sobre “O futuro do tapete vermelho”, promovido pelo site The Business of Fashion, com diversos nomes importantes da área e a marca foi assunto.

A top stylist, Karla Welch (1° lugar no ranking do THR), que cuida de nomes como Justin Bieber, Lorde, Karlie Kloss e Amber Heard, disse que já estava atenta ao posicionamento da marca, mas com o caso de Selena foi a “gota d’água” e revelou que mandou tirar imediatamente todas as roupas e acessórios da marca de suas araras de produção.

Já Jason Bolden, stylist responsável pelos looks de Taraji P. Henson, Gabrielle Union e Mary J. Blidge contou que boicota a marca há anos, justamente por conta de seu lado controverso, “apesar dos belos vestidos”.

Nem Selena Gomez, nem Kate Young (stylist da cantora e de muitos outros nomes importantes, como Dakota Johnson e Michelle Williams), se posicionaram a respeito, mas sem dúvida a marca, que pouco fez, não fará mais parte do seu repertório fashion. Acho que já era hora e ainda bem que os stylists precisaram tomar a frente dessa situação desnecessária e ultrapassada.

E vocês, conseguem ainda admirar a marca ou pessoas preconceituosas não passarão, apesar dos lindos vestidos?!

 

Estilista do dia: Michael Halpern

22/11/2017  •  Por Thereza  •  Estilo, Fashion Week, Moda

Anote esse nome ou guarde esse post: Michael Halpern, 29 anos, estilista nova iorquino, radicado em Londres e que passou pelas principais e mais célebres escolas da cidade. Há 1 ano lançou sua Halpern Studio e pra você ter uma ideia, foi a 1a marca que a Bergdorf Goodman contratou para ter em sua loja com apenas uma coleção exibida, palavras ditas com surpresa e orgulho, pela buyer da gigante, Linda Fargo. Resumindo, a Halpern é fenômeno, entenda o motivo…

DISCO DANCE FEVER! A Halpern existe há pouco tempo e desde então tem esse dna fortíssimo: paetê, muito brilho, peças dramáticas e um visual que flerta com os anos 70 e 80. Em tempos que essa última década está na moda, o estilista vem arrebatando os corações de inúmeras celebridades, veja só quem usou seus já indefectíveis looks.

Eu conheci através da italiana super cool, Giovanna Battaglia, esse curtinho mora no coração, mas além disso, foco nos looks de Katy Perry a Marion Cotillard, Amal Clooney a Cardi B. Aliás, Marion foi a 1a celebridade a vestir um look do estilista em pleno festival de Cannes, tem madrinha melhor?

E impossível resistir a muito brilho, glamour e exuberância, tudo ainda com uma modelagem marcante, drapeados, assimetrias e itens que já vem configurando o estilista como uma das principais revelações da história recente da moda. Queridinho de editoras e também muito visto em editoriais, o americano, mas com quê cult inglês, sem dúvida será figura presente em mais e mais tapetes vermelhos.

Numa entrevista à Vogue, ele contou que no início da faculdade, suas peças eram chamadas entre seus ~amigos de “Cafona”, mas a revista corrige “na realidade, Fabulosas!” e ele acrescenta, “Sempre busquei inspiração no glamour exagerado, na era Studio 54, daí procuro compensar com modelagem clássicas, seja através dos bustiers ou drapeados de mestres como Charles James, Lacroix, Christian Dior”, e o resultado são essas peças ousadas, mas com caimento perfeito e sofisticado.

Na minha opinião dá super gosto ver suas pecas, admirar sua ousadia e aguardar o que vem pela frente desse mundo cheio de brilho, tipo um KiraKira da vida real, curtiram?!

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