UM DIA NA FÁBRICA DA CARMEN STEFFENS EM FRANCA

12/08/2015  •  Por Thereza  •  Acessórios, Publicidade

Vocês sabem que uma das minhas tags favorita aqui no blog é mostrar sobre a parte mais, digamos, técnica de grandes empresas de moda. Já fui a fundo na história de marcas como Zara, Forever 21, Urban Outfitters e Victoria’s Secret (vale ler cada post, são meus xodós), mas dessa vez a empresa é nacional e muito especial.

A Carmen Steffens está presente aqui no Fashionismo há mais de 4 anos (aliás, fomos o 1º parceiro do mundo do blogs da marca, show né?!) e finalmente pude conhecer in loco sua fantástica fábrica de bolsas, sapatos e muito mais, e digo fantástico, porque é mais do que um lugar que produz itens usados mundo afora, mas também pela proposta, empreendedorismo e todo o histórico empresarial que a marca tem e nos dias de hoje isso é admirável.

A fábrica fica em Franca, interior de São Paulo e a cidade tem nos calçados masculinos seu forte, mas 22 anos atrás chegou a Carmen Steffens pra trazer um pouco mais de moda feminina à região.

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Vocês acreditam que na fábrica, em um dia só, são produzidos 10.000 sapatos e 2.200 bolsas? Muita coisa! Também pudera, a marca tem 540 lojas no Brasil e 35 no exterior (já conheci a de LA, Vegas e Cannes) e o plano de expansão é ambicioso, apesar da crise, qual mulher não resiste a um parzinho de sapatos, hein?!

Em conversa com Mario Spaniol, criador da CS, ele contou mais sobre os projetos e modelo de negócio da marca. Já Monalisa, diretora criativa, contou sobre a parte do design e como eles tem  se reinventado a cada dia e para cada público – acho que os blogs ajudaram um pouco nessa! – sem perder sua essência, mas ficando cada vez mais democrática e agradando diversos estilos.

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Só na fábrica em Franca, são 3.400 funcionários e por lá vemos que a produção de cada peça é totalmente artesanal, apesar das máquinas poderosas (tem umas super high-tech que valem milhões de dólares), é um trabalho minucioso, feito por uma equipe extremamente dedicada e que conhece os mínimos detalhes, do salto alto a alça da bolsa!

Quem me acompanhou no Snapchat, viu que nosso passeio incluiu uma visita à área da produção, onde vimos uma bolsa ser produzida na hora, até o curtume (local que transforma o couro “cru” em pronto pra ser usado). E foi lá o local que mais me impressionou, bem legal ver o processo de transição de um material tão especial e que por lá recebe qualquer tipo de cor e até textura (através de uma giga carimbada que transforma o couro de vaca em avestruz, cobra ou jacaré, a gosto do freguês). A Couroquímica, desenvolve couro pra diversas marcas, não só de moda, mas também pra indústria automobilística e mais.

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As fotos mostram um pouquinho da imensidão de uma empresa completa, que gera muitos empregos, exporta coisa nossa para todo o mundo, tem uma moda para todos os estilos, é antenada com as novidades e, o principal, é interessada com o que o cliente acha, pensa e gosta, e nos dias de hoje, esse já é um segredo de sucesso, ser fiel e se preocupar com seu público.

Adorei conhecer Franca (e um pouquinho de Ribeirão Preto, Campinas) e espero voltar outras vezes à região!

Celebrando o monograma da Louis Vuitton

12/10/2014  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Na história da moda não há nada mais unânime em dizer que o monograma da Louis Vuitton é o mais famoso, respeitado e reconhecido do mundo. Criado em 1896 (!!) por George Vuitton (que viu no monograma uma forma de homenagear seu já falecido pai, o Louis), ao longo desses 118 e 3 séculos, é motivo de desejo, luxo, história e um quê ostentação. Tem períodos de glória, é copiado mundo afora e até rejeitado por alguns, mas sem dúvida, não há simbolismo fashion maior que esse monograma (na foto abaixo, sei primeiro desenho).

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E depois da geração Marc Jacobs, a marca busca renovar-se, encontrar novos projetos e a sua mais recente parceria é algo bem ambicioso: ‘The Icon and The Iconoclasts: Celebrating Monogram”. A ideia da louis Vuitton foi chamar artistas de diversas áreas para recriarem – subverterem, desconstruirem, tudo com carta branca – seu símbolo maior, o monograma.

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E o legal disso é que além de designers e arquitetos, LV convidou “colegas” de trabalho, como Karl Lagerfeld e Christian Louboutin. Quem disse que há concorrência feroz no mercado? Acho que num caso desse a união faz a força e o resultado pode ser surpreendente, afinal, é sempre interessante ver a visão que um gênio tem sobre outro. A coleção será lançada no dia 15/10, mas essa semana já saiu o video oficial da campanha, bem como as primeiras imagens.

Entre modelos como Freja Beha, Liya Kebede e os próprios artistas posando com suas criações, a coleção chega com uma expectativa de sucesso no mercado, não só pela ousadia, mas também pelo apelo dos designers em si, eu já me peguei desejando um modelo bem específico e especial! Mas observem cada um dos 6 artistas e suas artes.

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Christian Louboutin sem dúvida colocou sua marca registrada, o vermelho, na coleção e o resultado foi ousado e criativo, como o designer. Além da bolsa, com detalhes em vermelho e spike (outro material que já vem se tornando característico dele que, mesmo depois da ~moda~, permanece em suas coleções), Christian desenvolveu um carrinho de compras, a ideia era remeter um item super daily french, de uma forma super fashion.

O resultado foi um carrinho rico (aguardem o preço na última montagem), com uma estética LV, logicamente, representada pelo monograma, mas espcialmente por detalhes que rementem o estilo do Loubi, do interior temático, passando pelo detalhe que “segura” o carrinho, repararam? Charmosíssimo!

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E Karl Lagerfeld parece que segue no momento #projeto…karl!  Para sua linha, o estilista da Chanel, buscou objetos de desejo fora do óbvio e o que desejamos mais que um kit malhação grifado? :o Pois bem, Karl desenvolveu uma  ‘estação de luta’, com um saco de box, junto a isso a luva mais fashionista do mundo e tudo num mega baú Vuitton, o preço? Só sob consulta, afinal, serão apenas 25 desses no mundo. Para a vida mais real – e fashion – uma bolsa de verdade que tem um quê de saco de boxe, mas é bem usável!

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E se alguém tinha dúvidas da força da mochila no mundo da moda, parece que ela persiste e mais pop que nunca. O aclamado designer industrial, Marc Newson, desenvolveu uma mochila em 3 corese que mais que design, ela preza pela funcionabilidade e simplicidade.

A estilistA japonesa, Rei Kuwakubo (criador da Comme des Garçons),  apostou na ousadia e provocação e desconstruiu uma das bolsas mais clássicas da marca, criando rasgos dramáticos no modelo. Já a fotógrafa e diretora, Cindy Sherman, recriou o icônico estúdio-baú, com cores ousadas e detalhes que remetem sua história. Cindy também fez uma bolsa, com as mesmas aplicações.

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Agora não tem mistério que Frank Gehry produziu meu item favorito, afinal, ele é meu arquiteto favorito :) Quando postei a foto  no Instagram todo mundo falou que essa bolsa dá muito TOC kkk mas eu achei ela incrível, literal e representação máxima do seu estilo arquitetônico.

Pra quem não conhece bem, Frank é famoso justamente por subverter as linhas, brincar com movimentos e fugir do óbvio, lá no Decorismo estendi a conversa e compartilhei suas principais obras e que remetem a tal bolsa!

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Agora falando sobre preço, ouch, sei que o nome do designer aliado à Louis Vuitton multiplica qualquer cifra, mas não sabia que seria tão radical assim haha Se a bolsa do Frank fosse mais na média da marca, acho que seria até um boa homenagem (imagina você chegando na faculdade e colocando seus Caran D’Ache, esquadro e faca olfa dentr? haha #aquelas). Agora o que eu acho que poderia ser bem usável é essa clutch do Louboutin, poderia ser vendida fora do carrinho, que tal?

No final das contas, achei uma parceria mais que interessante, surpreendente e essa moda poderia pegar! Tipo veríamos Alexander Wang para Chanel, Francisco Costa para Dior, Michael Kors para Givenchy, umas parcerias bem loucas e que no final fugiriam do óbvio e fariam da moda um lindo lugar para se admirar :)

O segredo da Victoria!

03/09/2013  •  Por Thereza  •  Compras, Estilo, Moda

 VICTORIAS SECRET HEAD

Nós já falamos sobre a história da Zara, da Forever 21 e agora é a vez da h&m Victoria’s Secret! A marca de lingerie mais famosa do mundo é praticamente unanimidade entre as mulheres e, é claro, homens! Agora pra quem torce o nariz, assuma: você sempre dá aquela passadinha marota na loja pra ver as novidades (o que inclui fotos das angels) e experimentar os creminhos adoravelmente enjoativos!

E mais que um push-up bra, um strawberry, um champagne, a marca tem uma característica certeira: o aspiracional. Não, a ideia não é ser uma Candice ou uma Alessandra #quedize mas sim fazer parte desse mundo. O conceito nº 1 da marca – e por lá rola um marketing pesado – é criar uma atmosfera sexy, ultra feminina e inserir a gente lá, comprando é claro!

VS LOJAS

Li várias matérias sobre a marca e eles rezam esse mesmo mantra desde sempre: criar o desejo não só na peça x, mas no lifestyle completo! E pode dizer, quem nunca entrou em suas lojas – perfeitamente decoradas – e se encantou com o clima? Estratégias à parte, VS tem muita história, então senta que lá vem!

A marca foi fundada em 1977 por Roy Raymond, e tudo que ele queria era uma loja exclusiva pra comprar lingeries pra sua esposa e que não fosse no meio daquelas enormes lojas de departamento, daí então surgiu a primeira Victoria’s Secret, em Palo Alto, California. Mas quem é Victoria? A Miss Raymond? Não, mas sim uma homenagem à Rainha Victoria da Inglaterra.

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No ano seguinte, com o sucesso da marca cada vez maior, a estratégia era focar num ambiente cada vez mais aconchegante, refinado e, ok, sexy! Junto a isso, eles logo partiram pro que seria o divisor de águas da marca: venda por catálogo.

Com milhares deles espalhados pelo país, a fama da marca multiplicou e em 1982 (lindo ano!) Mr. Roy vendeu a VS (e suas 6 lojas) pra Limited Brand por US$ 1 milhão.

O que eu posso adiantar é que o fundador da marca não teve um final feliz, depois de tentativas frustradas de novos negócios, se suicidou em 1993 pulando da Golden Gate em São Francisco ;/

VICTORIAS SECRETS DETS

Depois da mudança de gestão, com uma empresa em crescimento e com muito $$$ para investir, a VS se espalhou pelo país e já nos anos 80 era considerada o destaque no seu nicho, sempre mantendo a pegada sexy e com a tal decoração intimista e feminina. Por lá, a ideia não era ter os sutiãs e calcinhas pendurados em cabides, mas sim criar uma experiência única de compra.

Já nos anos 90, uma ideia foi o grande divisor de águas na história da marca: o Victoria’s Secret Fashion Show. Esse que é o desfile mais assistido e comentado do mundo, não só qualificou, mas popularizou a marca e a distanciou de qualquer concorrência.

VS DETS

Por mais que eles não estejam no patamar lingerie-de-luxo, o desfile mostra relevância e duvido que Anna Wintou não dê uma checada nos kgs de purpurinas e 50 tons de pink. E desde 1995, com sua leva de modelos usando apenas lingeries de verdade (já fiz um post sobre essa evolução aqui), passando pela era Gisele Bundchen e até os dias de hoje onde o desfile é aguardado por muitas(os)!

Atualmente a CEO da marca atende pelo nome de Lori Greeley (na foto acima no seu escritório em NY), ela é uma das mulheres mais poderosas do mercado e está entre os 20 maiores salários dos EUA. E quem cuida do marketing é o moço da foto, Ed Razek.

Quer descolar um job no desfile? É com ele que você tem que falar (e desfilar e mandar beijinhos pelo ar)! O cara cuida da escolha das angels (na foto ele ganhou uma asa delas), de cada detalhe do desfile e do dia-a-dia marketeiro da marca. Sem dúvida que tem um dos empregos mais desejados do mundo!

Esse vídeo abaixo é de 2005 e mostra minha formação e fase favorita, com Tyra em sua despedida, Gisele, Karolina, Heidi, Alessandra, Adriana e a melhor geração de angels!

Infelizmente não consegui mais fotos da fábrica e escritório (adoro ver onde o povo trabalha), tive que fazer uma fuxicada nível Sherlockiana no Instagram dos funcionários haha alocka (dá pra ver uma intern no meio da montagem, não me perguntem como cheguei até esse nível). Além do escritório em NY, eles tem a sede da fábrica em Ohio e produção em outros países.

Planos de abertura oficial no brasil (loja de aeroporto não vale)? Não tão cedo! Li que a ideia é se firmar ainda mais nos EUA e duplicar o número de lojas. Pra se ter ideia, a primeira loja na Europa não tem nem 2 anos (fica em Londres e é linda), ou seja, por enquanto pra gente só na versão muamba na mala ;P

vs facts

E mesmo muitas pessoas ainda torcendo o nariz pra marca, recentemente eles lançaram uma linha com itens de luxo (na faixa de U$250) e materiais mais nobres (e menos piniquentos). Além disso, a marca se uniu com mulheres vítimas de câncer de mama pra criar produtos especiais para elas. E também mudou a vida de uma comunidade na India onde agora as mulheres tem emprego em uma de suas fábricas, salário digno e muitos sutiãs ;)

Depois de ler sobre toda a história da marca, sem dúvida percebemos que é um caso ambicioso que vai além da simples compra, envolve o tal do desejo! E também a certeza da relação da Victoria’s Secret com a história da moda, afinal, nunca antes peças íntimas foram vistas como moda e tudo isso mérito deles!

VICTORIA LOVE

Mesmo com todas essas estratégias por trás de uma ~simples~ lingerie, sem dúvida que a Victoria’s Secret atinge seu objetivo com louvor, agrega valor, é case de sucesso, exemplo pra qualquer outra empresa e no final das contas a gente, entra, admira, deseja e compra. Simples assim!

Escrevi demais hehe, vocês sabem que adoro fuxicar essas histórias alheias, parece que a gente valoriza mais ainda o produto. E vocês, curtiram a história da marca?

 

 

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