Vinho e ocasião, 12 rótulos na promoção pra você ter sempre por perto!

29/09/2016  •  Por Rodrigo  •  Vinho

A primavera chegou, mas o tempo segue instável, uns dias frios, outros quentes e nós aqui, sem sabermos que vinho tomar. Leve, encorpado, tinto, branco, rosé, azul, vermelho… E quanto ao estilo? Cabernet chileno, Malbec argentino, Sangiovese italiano, Bordeaux, californiano, australiano, chinês… muita informação!

 A diversidade é tão grande, que às vezes fica complicado optar por um estilo específico de país ou de uva, e nós acabamos escolhendo por outros fatores. O legal disso, é justamente provar vinhos diferentes, fora da sua zona de conforto e que te façam expandir conhecimento e paladar. Esse é um dos diferenciais do universo do vinho, você nunca conhecerá tudo, sempre tem uma novidade.

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E por que disso tudo? Hoje não falarei especificamente de um estilo, país, uva ou região. Como eu sei que vocês adoram dicas de bons vinhos e principalmente, com boa relação qualidade x preço, fiz um apanhado geral de boas compras.

É normal as importadoras e lojas, ao final de uma temporada ou estação, realizarem algumas liquidações com preços muito atrativos. Um deles é o saldão de final de inverno da Wine, com vinhos de várias regiões e com belos descontos.

Como eu já havia degustado alguns em outras ocasiões, resolvi juntar aqui os vinhos que mais gostei e que acredito que agradarão os paladares de vocês. De qualquer forma, vale a pena conferir as promoções completa, pois tem muita coisa boa mesmo. Dividi a seleção por estilos baseados no meu gosto pessoal mesmo!

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Brancos leves e frescos – Vinho Verde

Esse é um estilo que muitas mulheres gostam e chegando a primavera, não há nada melhor. Já recebi muitos comentários de leitoras pedindo dicas de Vinhos Verdes, pela leveza e refrencância. Então, como encontrei dois belos exemplares desses clássicos portugueses, aproveitei para sugerir.

O Artefacto Vinho Verde 2015 e o Solar da Bouças Loureiro Vinho Verde 2014, muito refrescantes, com aromas quer lembram grama cortada e frutas cítricas, são maravilhosos para um dia ensolarado e pra acompanhar frutos do mar. Uma dica pessoal, esse tipo de vinho combina muito bem com pratos mais pesados, com feijoada. Parece loucura, mas garanto que não é. Vinhos com acidez mais alta e levemente frisantes como os Vinhos Verdes, cortam a gordura dos alimentos e dão aquela limpada no paladar. Super digestivos e na faixa dos R$35.

Espanhóis de personalidade

Aqui em casa, vinhos da Espanha são um sucesso, principalmente para a Thereza, que quando começou nos vinhos, julgava qualquer vinho bom como espanhol. Sério, era só deixar ela experimentar um vinhaço, independente da origem, que ela dizia “Nossa, esse tem cara de espanhol, potente e rascante” rs.

Finca la Rana Terra d’Uro Toro DO 2012: Maravilhoso exemplar da aclamada região de Toro, produzido com a a uva Tempranillo (por lá chamada de Tinta de Toro). Defumado e tostado no nariz, cheio de frutas negras e temperos como tomilho e alecrim, muito gostoso, cheio e fresco ao mesmo tempo, pede por comida. Perfeito para carnes vermelhas e queijos mais fortes. De R$70 por R$45,50, é uma pechincha para tanta qualidade.

Finca La Cuesta Luna Beberide 2011: Tinto da região de Bierzo, que tem despontado no cenário mundial com vinhos de grande estrutura e maciez, como no caso deste, produzido com a uva local, Mencia, é suculento, redondo e repleto de aromas de amoras e flores. Na boca, tem bom volume, acidez e sabores de chocolate e especiarias. Agrada que curte vinhos amadeirados e com aquele sabor de geléia de frutas. Ótimo preço para um vinho dessa região, R$64.

Clássicos da América do Sul

Vinhos sul americanos são quase unanimidade no Brasil, principalmente os do Chile e Argentina. Esses dois que estou indicando são clássicos, representam fielmente suas origens, e acima de tudo, são deliciosos.

Goulart M The Marshall Reserva Malbec: Verdadeiro Malbec argentino, frutado, sedoso, apimentado e com aqueles sabores de compota de ameixa preta. Bom corpo, mas sem exageros de madeira. Aconselho a abrir a garrafa pelo menos uma hora antes de servir, pra deixar o vinho “respirar” e suavizar e harmonizar com cortes nobres de carne, R$61,10.

Medalla Real Retro Edition Carmenere 2012:  Posso dizer que foi esse vinho que me fez amar a Carmenere, pois não tem aquele gosto exagerado de pimentão e goiabada de muitos vinhos da uva. Exuberante e concentrado com um sabores deliciosos de blueberry, pimenta preta e essência de baunilha. Pra quem torce o nariz pra a Carmenere, pode ir sem medo, R$73,50.

Tinto leve para o calor

Quem já esteve em um churrasco em pleno verão e pensou que tipo de vinho cairia bem? Com carne, é fácil harmonizar, mas e com o calorão? Tintos encorpados podem ficar muito pesados com a temperatura elevada, mas se o tinto for leve, fresco, pouco alcóolico e o mais importante, puder ser servido gelado?

Miguel Torres Noches de Verano País 2014:  Com apenas 12% de álcool e muita leveza, esse vinho pode ser servido mais frio sem problema. Com aromas de groselhas e morangos, é fresco e tem uma acidez perfeita pra harmonizar com comida. Se você não abre mão de um tinto mesmo no calor, vai nesse. R$52

Achado Francês – #dicadeamigo

Vinhos franceses são geralmente caros, e quando o assunto é Bordeaux, aí é que complica. Agora, imagina encontrar um tinto da região mais famosa do mundo por 2 dígitos, tipo a “brusinha” rsrs!

Reserve de Picque Caillou Pessac Leognan 2011: Esse Bordeaux da belíssima apelação de Pessac Leognan é a definição de elegância. Cassis, especiarias, eucalipto, couro e cedro são apenas alguns aromas desse corte de Cabernet com Merlot. Casa bem com alta gastronomia como pratos de cordeiro e pato. Quem conhece, sabe que R$90 por um Bordeaux desse calibre não é fácil de encontrar.

Pra parecer Champagne

Quem não gosta de Champagne? É uma pergunta quase que retórica, uma vez que Champagne é sinônimo de qualidade e celebração. Agora, é fato também que não é todo mundo que pode consumir a bebida regularmente, em função do preço elevado. Por isso encontrei essas duas alternativas pra quem não quer abrir mão da qualidade, porém por um valor acessível.

Château Beausoleil AOC Blanquette de Limoux Brut: Cremoso, leve com borbulhas finíssimas e com aquele gostinho de pão tostado que encanta os apreciadores de espumantes. Uma curiosidade é que a maioria dos especialistas afirmam que foi na região de Limoux, o local onde o primeiro espumante foi produzido, no início do século XVI, e a técnica foi levada para Champagne posteriormente. Polêmicas a parte, o importante é que a região já elabora espumantes finos há muito tempo. Era R$80 e tá R$48.

Real de Aragón Cava Brut: A Cava é considerada o Champagne dos espanhóis e a Real de Aragón não deixa por menos. Produzida pelo método Champenoise, é super cremosa, com borbulhas que explodem na boca e deixam um sabor inconfundível de brioche e maçã verde. De R$79 por R$45, é uma grande opção para casamentos e eventos. Vai surpreender!

Pra se apaixonar pelo Uruguai

Pra quem acha que os vinhos da América do Sul se restringem ao Brasil, Argentina e Chile, saibam que o Uruguai tem aumentado seu reconhecimento ao redor do mundo.

Vinedos de Los Vientos Tannat 2013: Pra quem já experimentou um uruguaio feito com a uva Tannat e achou o vinho um pouco duro, áspero e tânico, pode dar uma chance a esse belo exemplar super pontuado. Mais macio do que a maioria dos Tannats, esse vinho tem como principal característica o frutado e os taninos mais suaves que não dão aquela secura exagerada, R$57,80.

Pueblo del Sol Reserva Viognier 2015:  A uva Viognier é super aromática e costuma encantar mulheres. Nesse branco ela aparece com aromas suculentos de frutas tropicais em calda, damasco e um toque de mel, R$46.50.

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Espero que tenham gostado das sugestões, procurei indicar vinhos que eu realmente recomendo pela qualidade e preço! Lembrando que se tiver sugestão e até mesmo de pautas futuras, só falar!

8 ERROS COMUNS NA HORA DE DEGUSTAR UM VINHO!

28/01/2016  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Hoje falarei um pouco sobre erros comuns pra quem está ingressando no mundo no fantástico mundo de degustar vinhos. É mais do que normal, pessoas com pouco conhecimento no assunto, cometerem alguns desses enganos e acabarem por prejudicar a experiência. Acreditem, degustar o vinho correto, da forma adequada transforma uma simples bebericada em uma experiência fascinante e muitas vezes enriquecedora.

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Conforme você vai se aperfeiçoando, passa a se interessar por estilos diferentes, regiões inusitadas e aprende bastante, desde o conhecimento do seu próprio paladar até fatos históricos. Contudo, engana-se completamente quem acredita que para isso, precisa-se de uma sofisticação exagerada, que para mim, soa soberbo. Vinho tem que ser descomplicado, divertido e principalmente saboroso.

Com o tempo, você vai adquirir conhecimento de forma orgânica e as informações serão absorvidas naturalmente. Não dá pra empurrar conhecimento goela abaixo, o processo deve funcionar quase como por osmose. Então vamos aos errinhos básicos, que quase todo mundo comete, às explicações para melhorar o “desempenho”.

TEMPERATURA: Um dos erros mais normais e compreensíveis, o brasileiro está acostumado a tomar tudo muito frio! Desde o chopp estupidamente gelado até o vinho. É óbvio que por estarmos num clima tropical, isso é mais do que aceitável, porém para degustar vinhos e até cervejas especiais da forma mais prazerosa, é necessário prestar atenção nesse detalhe.

Temperaturas muito baixas podem esconder os aromas da bebida, pois seu paladar fica quase anestesiado. O ideal para os tintos, é que fiquem entre 15 e 18 graus, tintos mais leves podem sem ser servidos um pouco mais frios.

Como eu sei que ninguém anda por aí com termômetro de bebida, minha dica é colocar uns 15 ou 20 minutos no congelador. O correto é que o vinho esteja fresco. Brancos e espumantes podem ser mais frios, pra terem mais refrescância, que combina com a acidez mais elevada deles.

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TAÇA: Não é apenas uma questão de apresentação ou estética. Uma boa taça faz toda a diferença. Seja pelo formato, que é desenvolvido para o vinho exalar todos os seus aromas ou pelo material (cristal, titânio ou vidro especial), que possui porosidade para “quebrar” as moléculas do vinho, liberando os sabores.

É crucial ter uma taça adequada para tintos, brancos ou espumantes. Não pensem que os preços são exorbitantes, tem muita opção no mercado por valores atrativos, vale pesquisar! Aqui tem post antigo mais detalhado sobre o tema.

QUANTIDADE NA TAÇA: Outra coisa que atrapalha bastante, até por uma questão de conforto. Muita gente tem a mania de encher a taça até a boca. Além de ficar pesado pra segurar, isso influencia nas sensações da bebida. Mas por que? Simples, para que um vinho, qualquer outra bebida alcoólica intensifique seu aroma, é normal e aconselhável girar a taça em movimentos circulares para que as moléculas se agitem de desprendam mais sabores. Não é frescura, é química básica.

Podem fazer a experiência em poucos segundos. Primeiro, cheirem o vinho parado na taça, depois agitem e vejam como os aromas frutados ficam mais evidentes. Pode demorar um pouco pra pegar o jeito, mas vale a pena. A Thereza, que já é conhecida por derrubar bebida e estabanada confessa, fica mais confortável girando a taça com a base encostada na mesa. Funciona da mesma forma. Tudo isso foi pra exemplificar porque fica impossível encher uma taça até a boca e girar depois.

SEGURANDO A TAÇA: Muita gente segura a taça pelo bojo, e não pela haste, pois dá mais segurança. E como isso pode influenciar no vinho? Simplesmente pelo fato da temperatura da mão aquecer a bebida mais rápido. É só começar a treinar que rapidinho você se acostuma.

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NÃO DEIXAR O VINHO ‘RESPIRAR: E vinho respira? Podemos dizer que sim. É frequente alguém abrir a garrafa e já sair tomando. Eu fazia muito isso no início, mas com tempo fui percebendo que alguns vinhos, logo que abertos, estavam muito austeros, rústicos e com poucos sabores, e após algum tempo, iam se suavizando e ficando mais macios.

Isso se dá pelo fato de que alguns vinhos, principalmente os jovens ou mais encorpados, precisam de um tempinho em contato com oxigênio para evaporar um pouco do álcool e mostrar seus aromas de forma mais ampla. Nos restaurantes, utiliza-se muito o decanter, aquela jarra que parece um vaso de flores, para aumentar a superfície de contato com o ar e oxigenar a bebida mais rápido.

Em casa, simplesmente deixe o vinho aberto pelo menos meia hora antes de começar a tomar. Não é todo vinho que precisa disso, porém aqueles mais estruturados merecem. Vale a pena esperar.

BEBER SEM CHEIRAR: Não é todo mundo que fica cheirando as bebidas, mas eu garanto que 50% do prazer da degustação está nos aromas. Pra quem não sabe, nosso olfato é capacitado para perceber milhares de aromas distintos, tem sensibilidade muito maior do que o próprio paladar. Portanto, ao servir um vinho, gire a taça, enfie o nariz lá dentro, não é deselegante, e aspire.

Tente sentir as diferentes nuances, o frutado, as especiarias, os aromas do envelhecimento em madeira e por ai vai. Na hora de beber, deixe o vinho passear pela boca, bocheche e sinta os sabores de um modo mais complexos, a acidez e o corpo. Uma dica importante, é oxigenar o vinho dentro da boca puxando um pouco de ar pelos lábios fazendo o líquido borbulhar. É uma explosão de sabor.

Depois de engolir, preste atenção no gosto que persiste por um tempo. Esse é o chamado, final do vinho. Pode cronometrar, pois com esse processo, a garrafa vai durar muito mais, assim como o prazer.

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FICAR NO MESMO ESTILO: Geralmente, quem começa a se aventurar por essas águas e gosta de um determinado vinho, tende a repetir sempre o mesmo rótulo. Não há nenhum pecado nisso, mas assim, não tem como conhecer novos vinhos, uvas, produtores e regiões.

Tente procurar por algo novo sempre. Caso não goste de algum, paciência, a vida é feita de tentativa e erro. Esse é o método mais eficaz de identificar e aprimorar seu gosto!

COMEÇAR COM VINHOS CAROS: Cada um sabe o dinheiro que tem, mas não é por isso que deve-se iniciar no mundo dos vinhos com rótulos caros e famosos. Geralmente, esses vinhos possuem características muito complexas que demandam um certo tempo e conhecimento para se apreciar.

Alguns vinhos franceses e italianos possuem sabores de difícil assimilação, que muitas vezes lembram charuto, terra molhada e até estábulo. Começar assim pode traumatizar. Conforme você for ficando mais experiente, seu paladar pedirá por coisas novas e a transição mais tranquila. Sendo assim, pra começar, opte por vinhos mais frutados, simples, mas bem feitos.

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Então é isso, pessoal! Espero que tenham gostado, tem muitos erros que acabei não mencionando por uma questão de espaço, principalmente as dúvidas que se tem sobre harmonização. Se tiverem qualquer pergunta, não deixem de comentar!

DICAS PARA HARMONIZAR VINHO COM PIZZA

13/08/2015  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Vinho

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Se existe uma unanimidade e sucesso absoluto no paladar dos brasileiros, com certeza é a pizza! Sério, não conheço quem não goste. Das tradicionais italianas, passando pela junkie nova iorquina até as tops gourmet de São Paulo, pizza é uma paixão mundial. A maneira de consumir também varia bastante, pode ser num jantar com os amigos, num rodízio pra comer os mais inusitados sabores ou num fim de domingo, ouvindo a vinheta do Fantástico e já antecipando aquele sentimento de saudosismo do final de semana que está terminando. Nós adoramos pizza, o Brasil tem o segundo maior consumo do alimento no mundo, ficando atrás apenas de quem? EUA, óbvio.

Sendo assim, o tema pode até ser pizza, mas como tudo aqui acaba é em vinho, vocês podem se perguntar, pizza combina com vinho? Combina sim, mas com que tipo, branco, tinto, rosé, azul, amarelo? Calma, é mais simples do que parece. Precisamos apenas ter em mente as características básicas do prato pra conseguirmos harmonizar sem problema. A base da maioria das pizzas é queijo e molho de tomate, então é necessário que escolhamos vinhos com acidez elevada pra quebrar a gordura do queijo, e frutados pra não deixarem que a acidez do tomate sobressaia.

Os brancos são excelentes opções, pois apresentam esses aspectos, já para os tintos, não aconselho os muito encorpados e alcóolicos, é fato que deixarão tudo muito pesado, o ideal é que se harmonize com rótulos jovens, refrescantes de corpo mais leve. Com vinhos de maior acidez, até sua digestão será beneficiada, principalmente se a pizza for a noite. Então, fiz uma pequena seleção de vinhos para harmonizarem com as pizzas mais tradicionais que encontramos por ai. Não importa se for massa fina ou grossa, a combinação vinho pizza se dá pela recheio.

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MUÇARELA E MARGHERITA

Bem tradicionais, simples e sem muita informação de recheios. Vamos harmonizar com vinhos simples, frescos e jovens. Geralmente, vinhos italianos da uva sangiovese, como os Chiantis mais simples funcionam bem pela acidez e frutado que tem. Alguns brancos mais tropicais como os torrontés argentinos também fazem bonito, mas uma ótima alternativa para essas pizzas é um rosé que eu adoro.

#Dica: Bis Rosé da Encostas de Estremoz, de Portugal. Leve, muito fresco e com aromas de frutinhas vermelhas, vai bater bem com a muçarela e com o tomate e o manjericão. Está por volta de R$50 no varejo.

CALABRESA OU PEPPERONI

Talvez, as mais pedidas no Brasil, e com certeza aqui em casa. Como tem carne, podemos escolher ou brancos com muita acidez ou tintos um pouco mais leves, mas com estrutura e taninos suficientes para amaciar a gordura. Indo pro lado da Itália, eu simplesmente adoro o Vitiano Rosso, da Umbria, frutado, com aromas vegetais é um grande par para a calabresa além de um ótimo custoXbenefício.

#Dica: Se for pepperoni, uma boa alternativa é um vinho com sabor de especiarias como pimenta, para segurar a picância do pepperoni. Minha sugestão é o Canepa Reserva Famiglia Syrah 2013, preço espetacular.

QUATRO QUEIJOS

Super recheada, independente de quais sejam os queijos, gorgonzola, provolone, gouda etc… uma coisa é fato, a pizza tem bastante gordura. Sendo assim, vinhos tintos vão acabar pesando, por isso as melhores escolhas são os brancos com um pouco mais de estrutura e muita acidez pra cortar a gordura do queijo. Chardonnays são boas pedidas pela cremosidade, Sauvignon Blancs também fazem bem o papel pelo frescor e acidez que limpam o paladar.

#Dica: Marques de Casa Concha Chardonnay, clássico chileno, frutado com aromas de maçã verde e lichia, ótima acidez, bom corpo, perfeito para a pizza. No Mundial está por volta de R$70. Canepa Reserva Privada Chardonnay, outro vinho da Canepa, gostoso Chardonnay com muita fruta e toques madeira. O preço é um caso a parte, R$39.

PORTUGUESA

Pizza cheia de ingredientes e que ainda por cima leva ovo, um dos alimentos mais complicados pra se harmonizar com bebida. Minha indicação é um tipo de vinho seco, porém estruturado o bastante pra harmonizar com os mais variados recheios da pizza. E por que não um português pra casar com a portuguesa?!

#Dica: Quinta do Alqueve 2 Worlds Reserva, belo exemplar da região do Tejo. Bem frutado com aromas de chocolate e balsâmicos e nada de exagerado pra não atrapalhar a harmonização.  Alamos Malbec, clássico argentino e eterno “boa compra” em todo mundo. Mas as qualidades do vinho não estão apenas no preço. Muito macio, sedoso, com boa concentração de frutas vai ficar a altura dos pimentões, presunto e calabresa da pizza.

FRANGO COM CATUPIRY

Pizza com a gordura do queijo e a suavidade da carne branca. O que fazer? Tintos mais leves, com taninos suaves (que não deixem tanta secura na boca) com pouca ou nenhuma madeira pra não roubar o sabor da pizza.

#Dica: G de Goulart Bonarda, argentino com um gostoso aroma de framboesas e hortelã, é o par perfeito.

FRUTOS DO MAR

Geralmente levam camarão, então as melhores alternativas são aqueles vinhos com bastante mineralidade pra harmonizar com peixes ou crustáceos. Os Pinot Grigios italianos são espetaculares, pois além de secos e refrescantes, eles tem um perfume floral delicioso.

#Dica: Pinot Grigio Grivó DOC, maravilhoso, perfumado, mineral e com uma refrescância que lembra maresia. Feito para frutos do mar.

PIZZAS DOCES
Banana, morango, chocolate ou Nutella, precisam de vinhos perfumados, mas secos pro conjunto não ficar enjoativo demais, lembrando que, obviamente, comemos as doces depois das salgadas. Procurem por vinhos Jerez Secos, que são vinhos fortificados espanhóis ótimos para sobremesas, além de serem excelentes digestivos, pois depois dessa maratona você vai precisar! Há muitas opções no mercado de diversos valores.

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Essas foram apenas algumas sugestões de vinhos que eu gosto e que acho que combinam com pizzas. O mercado está abarrotado do bons rótulos. O importante é saber a base, vinhos frutados e com boa acidez pra cortar a gordura.
Outras saídas interessantes pra quem gosta, podem ser um Lambrusco italiano cheio de eferevecência para pizzas mais fortes, ou Vinhos Verdes de Portugal bem secos e leves para pizzas com camarão.
Se eu continuar falando, não vou parar nunca, então peço pra que tentem harmonizar pizza com vinho e vejam o quão prazeroso e divertido pode ser, afinal o que vale mesmo é a diversão que isso tudo pode proporcionar.

Se tiverem alguma dúvida, não deixem de perguntar. Um grande abraço!