Sex and the city, o retorno!

22/07/2021  •  Por Thereza  •  Beleza, tv

Confesso, na mesma medida que sou uma eterna saudosista e super apegada a seriados que terminaram 5, 10, 20 anos atrás… não sou muito fã de reboots, spinoffs ou qualquer tipo de releitura de originais.

É que pode dar certo, mas pode dar muito errado e, eventualmente, arranhar uma memória que é melhor ficar guardada. Dito isso, não fui a maior entusiasta do retorno de Sex and the City e sua nova empreitada “And Just Like That” a ser exibido em 10 eps no HBO Max.

E a primeira razão atende pelo nome de Samantha Jones, na realidade, ao contrário, Kim Kattrall NÃO “atenderá” ao retorno. É sabido que ela e Carrie (que também é a grande responsável e mentora do seriado) nunca se deram bem e com o tempo o relacionamento nem profissional ficou. Já rolou diretas e indiretas em tweets e em entrevista e não houve nenhum tipo de trégua pro bem dos fãs ou financeiros.

Ok, bola pra frente que o seriado seguiu mesmo assim, só que outro fator me deixava desanimada: os filmes não foram lá aqueeeela maravilha. Logicamente um bom guilty pleasure, os figurinos no ponto, um entretenimento ok e só. Ter uma trilogia foi de fato um exagero e ninguém imaginava a volta.

mas… “and just like that” elas voltaram e as gravações começaram recentemente em Nova York e essa foi a primeira foto do reencontro agora triplo.

Assim que eu vi essa foto, ela me comunicou algo: Cynthia Nixon e Kristin Davis pareciam estar ali forçadas, nem um pingo de alegria e de saco cheio da SJP. E um sentimento assim foi espalhado pelos feed e fotos que inundaram a timeline das redes sociais.

As roupas. As roupas me comunicaram que os tempos são outros e aquele glamour do milênio ficou no passado (satc começou em 1998). Essas primeiras roupas parecem que elas (a figurinista). fez um esforço tremendo pra sair um fashionismo daí e a realidade é que veio sem lé nem cré. Daí veio à tona que Patricia Field não pôde ser a figurinista (por estar em Emily in Paris) e em seu lugar entrou Molly Rogers, que sempre trabalhou na série e agora comanda o figurino da nova era.

 

Daí depois de muito pensar, rejeitar, refletir e falar que assistiria pra falar mal com convicção rs, uma ficha me caiu. Muito do estranhamento e rejeição geral das pessoas (e talvez me inclua nessa) é que a gente olhou essas novas fotos com um certo olhar de preconceito.

Carrie e cia não são mais aquelas mulheres de 30 e poucos anos em busca de amor & aventuras em NY. Carrie não necessariamente usará mais tops, saias ousadas e acessórios extravagantes. Carrie, quase uma mulher de 60 anos vai transparecer provavelmente uma transformação e uma já dá pra ver nos cabelos, eles estão brancos…óó!

E pensando por esse lado que me fez ver o retorno com bons olhos. Enxergar – se bem feito, claro – a vida de mulheres fortes e ousadas (ok, e problemáticas) lidando com algo que de longe é glamurizado: envelhecer.

E tá tudo bem, faz parte, envelhecer é sinal de vida, é sinônimo de viver muito e um seriado com tamanha voz como SATC pode abordar o tema de forma relevante e interessante.

Lógico que queria Samantha e Patricia, mas, assim como tenho feito com Gossip Girl (ok que é um pouquinho diferente), pretendo encarar essa nova era como algo novo e sem nenhuma pretensão, apesar de criar boas expectativas com a ótica sobre essas mulheres que se transformaram a olhos vistos.

Os looks da première de Gossip Girl, o reboot

01/07/2021  •  Por Thereza  •  Moda, Red Carpet

Já tomou sua vacina? É do grupo de risco? Pois bem, se Gossip Girl marcou uma era (e muito aqui nesse blog que vos tecla), o tempo passou e passou rápido e já fizeram um reboot, falei mais dele aqui.

feel old yet?

A nova geração da série teen estréia na próxima semana na HBO e ontem foi dia de tapete vermelho! Abaixo separei os looks dos principais atores da série.

gossip girl reboot

Jordan Alexander ousou com um look noiva! Sinto nela um Star Quality fortíssimo, alto potencial fashionista, porém-contudo-todavia esse look não ornou. Vai ser daqueles que ela vai ver em 2031 e pensar “onde eu tava com a cabeça, beloved”.

gossip girl reboot

Emily Lind fugiu do óbvio e lançou um terninho Gucci com colete e tudo. Se você puxar pela memória (ou por esse link aqui), vai lembrar que a Blake Lively na estréia usou um look na mesma pegada. Seria uma homenagem?

E essa nova geração chega bem embasada de grandes marcas, Whitney Peak lançou um Chanelzão só pra começar! Gostei do look.

Tavi Gevinson, sim a blogueira mirim da 1a geração virou atriz e surgiu sexy a bordo de um Stella McCartney. Curiosa pra ver essa era da dramaturgia.

Já Savannah Smith apostou num pretinho básico Vuitton, meu bem!

Lyne Renée foi de maiô, transparência e plumas, por mim tudo bem.

Laura Benanti apostou em franjas

Já os rapazes? Puro suco do fashionismo! Thomas Doherty de Givenchy, acho que esse ator tá com uma boa energia, hein.

Eli Brown também foi no look branco

Evan Mock de Gucci e bolsa

Por fim, o homem da moda: Eric Daman, Stylist das duas gerações.

 

Dica de série: Halston na Netflix

09/06/2021  •  Por Thereza  •  Moda, tv

Não ando a pessoa mais seriadística dos últimos tempos (motivo: Maria Eduarda rs), mas semana passada assisti a um seriado que tem dado o que falar e adorei! Halston – interpretado brilhantemente por Ewan McGregor  – na Netflix, prato cheio pra quem ama moda, biografia e influência analógica direto nos anos 60/70. Vou compartilhar um pouco da história dele, sem spoiler, ok?

Antes de mais nada, Roy Halston Frowick, já ouviu falar? O estilista conhecido como “o homem que redefiniu a moda nos EUA”, aquele que trouxe glamour, um quê couture e era tão público e famoso quanto suas criações.

O começo foi através de criação de chapéus, logo, conquistou socialites e famosas, e foi visto na cabeça da então primeira-dama dos EUA, Jackie Kennedy. Depois disso ganhou notoriedade, destaque em plena loja de departamento chique, Bergdorf Goodman, em NY, mas o estilista queria ir além…

 

Sua ideia era lançar roupa, logo, fez uma coleção que não foi muito bem recebida, mas depois conseguiu engrenar e tudo graças a que? Além do talento, claro, bons contatos e relacionamento.

Halston se tornou grande amigo de Liza Minelli e angariou outras amigas – as Halstonettes – que logo se tornaram suas musas inspiradoras.

E era uma época boa, anos 70, a boite Studio 54 e tudo muito livre e glamuroso, logo, Halston se tornou celebridade por si só e colocava seu nome de roupa da seleção americana nas Olimpíadas até coleção na popular JC Penny.

 

E seus vestidos eram belíssimos por si só, a marca tinha uma estética sexy, minimalista, sofisticada e a cara do “American Way of Life”. Famosas como Bianca Jagger, Anjelica Huston, Elizabeth Taylor e Farah Fawcett foram uma das muitas que vestiram Halston em tapetes vermelhos.

Menção honrosa para Elsa Peretti, grande musa inspiradora e que depois se tornou o nome por trás da joalheria Tiffany e merece um post por si só.

E bem como suas roupas faziam um sucesso estrondoso, sua vida foi pautada por polêmicas, escolhas arriscadas, relacionamentos conturbados e é isso que retrata o seriado. A moda em si é o pano de fundo pra mostrar a vida de Halston, seus traumas, conquistas e derrota de um estilista que foi considerado o GRANDE estilista americano de uma era de ouro.

O seriado (6 eps) é daqueles que você assiste em uma tacada só, dado o envolvimento e curiosidade em querer saber como sua carreira se desenvolve. O diretor é o aclamado – e polêmico – Ryan Murphy e espero por uma estética glamourosa – NY reina – agitada e superficial. 

Agora o seriado me chamou a atenção por uma questão, lembro da história recente da marca Halston atrelada à Sarah Jessica Parker. Em 2010, a atriz se tornou presidente e diretora criativa da marca Halston Heritage e aproveitou justamente a época do filme SATC pra espalhar looks da marca pelo filme em si e pelo tapete vermelho. O Job durou pouco tempo, mas esses looks são memoráveis e levam o legado do estilista que redefiniu a moda no país.

Pra quem gosta de moda, vale ver e pra quem também não gosta, é uma bela biografia (apesar de criticada pela família, claro), até Rodrigo aqui gostou.