Mesmo com toda minha veia consumista aflorada em Nova York, minhas lombrigas sempre gritavam por carboidratos, então meu roteiro gastronômico também foi beeem incrementado. Como sempre recebo emails com pedidos de dicas pra abandonar a dieta em grande-e-médio estilo, um mini guia para se comer bem em Nova York!
Chocolate e Batata frita: São meus dois maiores vícios, então sempre procurava os melhores da cidade pra saciar meu apetite. Por mais que tenha (deliciosos) pratos “salgados” no cardápio, o restaurante Max Brenner é dedicado a deliciosa cultura do chocolate. Com decoração para encher os olhos de qualquer chocólatra, as sobremesas são deliciosas, de milk shake a fondue, o chocolate tem um quê de artesanal irresistível. Fui lá uma dezena de vezes, fica pertinho da Union Square, região badalada e simpática.
Perto dali, no East Village, já comentei aqui sobre uma das batatas fritas mais badaladas da cidade. A Pommes Frites parece uma birosquinha e vende única e exclusivamente batata frita (tá, e refrigerante), segundo eles da Bélgica, mas vi que umas faziam escala no Oregon. O segredo da mega batata frita é que são fritas duas vezes e as dezenas de molhos oferecidos. Elas não são muito sequinhas e tem aquele estilo caseiro de ser, mas garanto que são deliciosas!

Bistrô romântico/Bistrô badalado: Se está pelas bandas de Carrie Bradshaw, o famoso West Village é reduto de ótimos restaurantes com preços razoáveis. Meu preferido na cidade é o Paris Commune, que tem uma decoração linda e comida maravilhosa. Assistindo The City descobri que até Whitney frequenta o local!
Agora se você quer um restaurante francês (que segundo um francês-amigo, de francês não tem nada), vale a pena ir (reserve antes) no Pastis. No coração do Meatpacking, o badalado e barulhento restaurante é interessante para ir com grupinho de amigos e ver gente de tudo quanto é tipo, de modeletys a periguetys, que convivem em total harmonia. A cerveja de trigo e o pato são deliciosos!

Lower East Side: Essa região reduto de boêmios e/ou descolados é o hype da cidade! As pessoas são incriveis e seus modelitos mais ainda, só figuras! Se um dia você fizer noitada (carioca feelings) nessa região, mas não quer encarar o gelo seco das boites, o restaurante Schillers é ótima pedida. Lugar pra sentar, música pra ouvir e vinho decente pra beber. Inclusive outro dia, a Didi mostrou no twitter o criativo cardápio de vinhos do restaurante e moi aqui matou a charada e adivinhou qual era. É uma boa pedida, e pra quem gosta de boemia, o LES é a solução, o bar do Rivington Hotel é uma boa pedida de pós night.

Comer depois da Broadway: Pode ser outra arte achar um bom restaurante, que não esteja cheio e preferencialmente que ainda esteja aberto na região dos principais teatros da Broadway. Se depois de ter assistido Rei Leão ou ter dado uma cochilada no Fantasma da Ópera (confessa, vai!), a 9ª avenida é repleta de restaurantes interessantes, mas tem dois que adoro e recomendo, o 5ive Napkins e o Nizza, ambos próximo a 45th street.

Comendo no SoHo: Em meio a tantas lojas, pode parecer difícil comer no Soho. Se você quiser fazer uma boquinha rápida e/ou saudável, o Dean & Deluca é recheado de opções. Se quiser frequentar um local badalado, o Mercer Kitchen é uma graça, com cozinha contemporânea e ótima carta de vinho, e acredite, não é caro. Agora se quiser prestigiar nossos hermanos, o restaurante Novecento tem carne-e-quilmes da melhor qualidade. Aliás, ali na West Broadway tem outras várias opções simpáticas de restaurantes.

A melhor carne da cidade: Pode ser um pouco carinho, mas se você é chegado numa maminha e numa picanha (de preferência argentina), o Smith & Wollensky pode saciar seu apetite mamífero. O restaurante tem carnes aclamadas pela críticas e pelas lombrigas de quem vos fala, fiquei 4 meses comendo carne do hamburger, então de vez em quando precisava me dar ao looxo de uma carne dos pampas argentinos, ou texanos. E assistindo Diabo veste Prada descobri que o restaurante também é o favorito de Miranda Priestley!

Tá, ficou uma bíblia!! Mas é um resumo completo e detalhado né!

Uma das coisas mais complicadas de Nova York, por incrível que pareça, é achar um restaurante perfeito, que agregue preço, bom atendimento (muito raro) e horário flexível. Aqui em Nova York o povo janta com as galinhas então se você quer ir em algum restaurante com clima de bar às 11h da noite, boa sorte!
Como meu excesso de idade e falta de paciência não me permite frequentar boites, sempre escolho um restaurante simpático com cara de bar e onde o garçom me faça o favor (e eu dê 20% a ele) de me servir uma cerveja (nem tô pedindo gelada) na minha mesa. Então selecionei uns points (!) onde você pode andar a partir de 10-11 da noite e escolher um bom lugar pra tomar uns drinks (porque não custa lembrar que lugar de turistas nas bandas do Times Square fecham cedo) e caminhar (com segurança!) pra ver o movimento local!

Lower East Side (carinhosamente apelidado de O Hype): É a Lapa nova iorquina! O povo é cool, lança tendências e tem aquela vibe de filmeB-underground-indie. Os bares são descolados, mas o preço continua salgado. As boites tocam de Ramones a Oakenfload, de um vinil pra outro. O legal mesmo é ver esse mix de estilos. Super aconselho andar pela Rivington st., fazer uma “ceia” no Schiller’s e depois entrar no bar/boite do Rivington hotel.

Bleecker st.: Se você está na faixa dos 18 anos e só quer saber de garotos de Universidade, a região da Bleecker no Greenwich Village é o seu point pra balááda. Repleto de alunos da NYU fervendo os bares e clubes locais, você pode andar por essas redondezas e procurar seu hotspot. Além disso, os restaurantes italianos e asiáticos (maioria no local) tem comida boa e cerveja barata.

Meatpacking District: Se você quer ver os fashionistas se arriscando com seus saltos pelas ruas cheias de paralelepípedos, o Meatpacking é o point! Gente bonita e restaurantes badalados, o bairro é moderninho e os wannabes e descolados se misturam em perfeita harmonia. Com o highline e o Standard Hotel a região se renovou e abriga os maiores hotspots da cidade. Super recomendo o tradicional Pastis, o asiático Sea e se quer ter uma vista legal da cidade, o rooftop do Gansevoort hotel é perfeito, meu lugar favorito de NY!

Continuando no assunto Nova York, a queridíssima Paula do Sweestest Person me convidou pra fazer um post com dicas de NY, vai lá ver! E pra completar a semana temática, amanhã o post sobre Woodbury e quinta um post com diquinhas baratinhas de NY e o endereço do tal sapato rosa!

Enquanto Gossip Girl ainda não começa (alô, é dia 14/9?) a gente se contenta com fotos, fofocas e suspiros, mas quem estiver pelas bandas de Nova York e quiser conhecer o circuito off estátua-empirestate-woodbury, porque não seguir os caminhos mais badalados do povo de Upper East Side?
Os lugares que eles frequentam existem(!) e estão de portas abertas (mediante $$$ e uma reserva), pra nos receber. Não que você vá cruzar com Chuck Bass, mas alimentar o nosso imaginário é super saudável e faz bem!

Sabe o último episódio onde Blair Waldorf passa o bastão e a coroa pra Little J? O restaurante em questão é um dos favoritos da personagem e se chama Rouge Tomato. Super badalado, cozinha belga, decoração contemporânea e localizado perto do Central Park com UES. O preço nem é dos mais caros, então vale a pena dar uma pinta de high society!

O bar/restaurante/boite Butter é o favorito do povo de Gossip Girl, já serviu de cenário para inúmeras armações-e-aventuras (!), e assim como no seriado é hit entre os bem nascidos locais. O hot spot fica no Noho, é caaaro e exige capricho no modelito. Lembra do namoradinho Gaybriel da Serena perguntando “What the hell is Butter”, agora já sabe!

Quem não se lembra um dos últimos episódios da temporada onde Poppy passa a perna na Georgina e ela volta a ser biatch de sempre? E no mesmo local onde Serena foi presa pela “própria” mãe? O imponente restaurante se chama Russian Tea Room e é frequentado pela burguesia local. Quem pensa que só rola um chazinho com a rainha se engana, o cardápio é top de linha e os drinks elaborados tiram qualquer um da linha (há!). A arquitetura exótica gera divergências, mas impressiona a turistada.

A boite Victrola, propriedade de Chuck Bass infelizmente não existe, mas o local das gravações é o bar-cabaré The Box e tem o mesmo clima décadence avec élégance. Foi num desses sofás onde começou a esquentar o climinha entre Chuck & Blair, quem lebra do strip tease dela no palco? Esqueça a Victrola, foi na The Box!

Por falar em Chuck (tá repetitivo?), além de ser dono da Victrola (a gente não te ama pela sua riqueza), a família Bass é dona do 5 estrelas The Palace, e dentro do hotel tem o restaurante favorito dele chamado Gilt. O local frequentado pela boa nata nova-iorquina é chique, imponente e tem uma quilométrica carta de vinho. Mas se você quiser acompanhar a Serena (lembra do primeiro episódio da primeira temporada?), sugiro o queijo quente pela bagatela de 50 doletas americanas!

Pra saber dos endereços e preços dos restaurantes, basta clicar nos links acima. Quem quiser lembrar dos episódios, também tem link, agora se você vai pra Nova York e quer segir o roteiro básico que inclui passei na ex-escola, na casa da Blair e em outros points da série, tem passeio temático exclusivo. E não se esqueça do post com 10 dicas aleatórias de NY, com comentários cheios de novas dicas!

Vamos usar os comentários abaixo para trocar dicas de locais legais em Nova York e lembrar dos hot spots que já passaram pela série?! Quem souber dos locais favoritos dos atores-na-vida-real compartilha aqui!

A pedido da minha primeira leitora oficial, também conhecida como minha cunhada Viviane, um post com dicas aleatórias sobre Nova York. Vou evitar colocar o óbvio como, comer o hotdog da esquina, torrar seu credit card na Topshop ou conhecer a Estátua da liberdade.
Como vocês são bem participativas, esse post é especial pra colocar dicas de TUDO sobre Nova York. E quem vai curtir a cidade, agora que o frio acabou, aproveite!

1. West Village: Se em NY morasse, no West Village seria! O bairro mais simpático da ilha é cheio de achados-escondidos, nova-iorquinos legítimos e os adoráveis brownstones, que enfeitam a arquitetura local. Pra começar a tarde no WV, coma os famosos cupcake da Magnolia, você não vai encontrar Carrie Bradshaw, mas é bem capaz de cruzar com Suri, com cupcake na mão a caminho da badalada loja infantil Bonpoint.
Se sua porção mãe está adormecida, pule essa parte e corra pras 2 lojas do Marc Jacobs na Bleecker St., renove o guarda roupa, ou simplesmente se abasteça de souveniers baratíssimos com padrão MJ de status. Desça a Bleecker, passeie pelas lojinhas, cruze por alguns sex shops e pra terminar o dia, um lanche no The Little Owl, onde certamente vai te bater uma nostalgia. O restaurante fica na esquina da Bedford com a Grove, onde o pessoal de Friends morou hipoteticamente. Vale a pena tirar umas fotos e depois fazer uma boquinha no delicioso restaurante, que não é o Central Perk, mas quebra o galho.

2. Pechincha: Quer encontrar calça da Diesel, Seven ou qualquer outro premium denim por menos de U$50? Então vá ao Century 21, mas vá com muita paciência e disposição, a loja é gigante e bagunçada, mas vende de cuecas CK a vestidos Valentino. Até Carrie Bradshaw já foi lá dar uma garimpada. A vizinhança que é meio deprê, o C21 fica bem em frente ao terreno do World Trade Center. Agora sobre a pechincha master do Woodburry, não posso dizer porque nunca fui, mas uns dizem que é ótimo e tem até outlet da Chanel.

3. Andar de bicicleta no Central Park: Mas calma, não é você quem pedala, mas sim os simpáticos (e bem bonitinhos) motoristas. Você (e mais um) ficam sentados confortavelmente atrás, e se o cara for experiente, te conta histórias e mostra locações de filmes que foram gravados por lá. O passei que dura uns 30/40 minutos custa na faixa de U$40/50 e a concentração é próxima da Columbus Circle. Vale muito a pena ver o Central Park de outro ângulo, além de ser mais animado que o passeio de charrete tradicional.

4. Café da manhã: Akém do tradicional, e já batido Starbucks, pra um desjejum delicioso, nada melhor que as gostosuras do Dean & Deluca. A delicatessen que vende de tudo, é bem charmosa e tem produtos sempre fresquinhos. A primeira loja, no Soho, hoje é um mercado que vende de tudo, de comida japonesa a especiarias exóticas. E se você gosta de fazer compras em mercados, não se esqueça de visitar o mercado natureba Whole Food, mas fica a dica: nunca peça coca-cola.

5. Nova York também é cultura: Quer fugir do circuito Gugg-MoMa de museus? Então vá ao novíssimo New Museum. O museu, exclusivo de arte contemporânea, tem uma arquitetura moderna e bem interessante. Ele fica em Lower East Side, e essa região da Bowery, sempre reduto da boemia, agora se afirma como região com dezenas galerias de artes que fugiram do Meatpacking District devido ao modismo e aluguéis caros.

6. Pobre, porém fashionista: Gastou toda sua poupança com passagem + hotel, e não sobrou quase nada? A cidade também é conhecida por ótimas opções de barganhas. Se a Topshop imita os tops estilistas, e a Zara e a H&M imitam a Topshop, quem imita Zara e H&M? A movimentada Forever 21 tem fast fashion pra quem é fashion victim (no bom sentido), peças incrivelmente baratas, porém com qualidade um pouco duvidável, mas com um pouco de tempo e paciència, dá pra encontrar ótimas roupas e principalmente acessórios moderninhos. Existem várias espalhadas pela cidade, e a dica é entrar no site, imprimir os favoritos e descolar um vendedor atencioso e prestativo.

7. Chocolate!: Além das tradicionais Hershey´s e M&M com suas mega lojas no Times Square, se você é um chocólatra, não deixe de ir na Max Brenner. A chocolateria, de origem israelense, produz nosso pecado favorito de tudo quanto é maneira. Além de centenas de tipos de chocolates, você encontra um restaurante delicioso, com decoração charmosa. Vá na loja da Union Square, e aproveite e faça uma passeio pelas redondezas. Agora se você é chegado a uma balinha fashionista, a Dylan’s candy bar, da filha do Ralph Lauren, é ótima dica pros amantes de carboidratos, e eu já falei nesse post aqui.

8. Seguidores de seriado: É fã de Gossip Girl? Quer tentar a sorte e cruzar com Chuck Bass pelas ruas da cidade? Então siga o roteiro! O seriado já tem seu tour oficial, feito pela empresa Zerve, que oferece um pacote a partir de U$30, com duração de 3,5h e que segue os hotspots favoritos do povo de GG. São mais de 40 locações, entre eles o Palace, a escola, e o ap da Blair no coração de Upper East Side. Além disso, essa empresa é responsável por várias outras visitas guiadas, entre elas, Sex and the City!

9. NYC nightlife: Confesso que não sou a melhor em dar dicas de boites em NY, porque sempre vou com mãe/pai e prefiro aproveitar o dia (afinal, loja não abre a noite). Mas a região do Soho/Meatpacking é cheia de ótimas opções noturnas. Agora, se quiser fazer uma social, o restaurante Pastis é meu favorito! Já vi Chuck lá (via foto), entre outras centenas de celebridades que adoram o clima parisiense em pleno Meatpacking. Para comer, steak ao molho bernaise e a melhor batata frita do mundo, na foto ela tá meio murcha, mas juro que é ótima.

10. Sites sobre NYC: Se NYC é a capital do mundo, milhares de sites/blogs são dedicados a cidade. Meu favorito para mapas, e que ilustra o post, é o Superfuture. A princípio pode ser meio complicadinho, mas ele é bem detalhado e os mapas, divididos por bairro, mostram a locação das principais lojas, restaurantes, salões (recomendo o Jean Louis David da 46st) e até galerias de arte. Outra ótima dica de achados de NY, é o do site oficial de SATC, eles mostram os hotspots favoritos de Carrie e companhia.
Já o site da NYMag é super completo, atualizado e tem informação de todos os restaurantes e lojas. Aqui no Brasil o Vamos para Nova York é bem explicativo e tem dicas fundamentais. Além disso, a Cami do Iam leaving today, tem um ótimo blog com dicas preciosas e frequinhas de quem mora na melhor cidade do mundo!

Gente, esse post se extende pelos comentários, quem tiver mais dicas da big apple, seja generoso e compartilhe conosco! Boites, bares, brechós (quero dicas de brechós!) e até passeios bem turísticos são bem vindos!
