Até a Anna Wintour tá dizendo que a moda tá mudando (e precisa mudar mais)!

10/10/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Pense

Ela deveria ser a primeira, mas quando eu digo até, é porque sabemos que muito do padrão vigente geralmente é imposto por revistas de moda, sempre estrelando mulheres magras e brancas e lindas em suas capas/editoriais e tudo encabeçado pela Vogue América e sua editora, Anna Wintour.

Agora quando até Anna, num discreto mea culpa, diz que a moda tem mudado e quem não entrar nesse compasso fica pra trás, é porque o negócio é sério. “A moda tem responsabilidade de estar um passo a frente do seu tempo e não persistir na ideia de retratar as mulheres de uma forma só”, milita Anna rs.

E depois de uma longa temporada de moda, de Nova York a Paris, com milhares de looks e desfiles, a editora gravou um vídeo pro site da Vogue e fez um mini balanço da temporada. Foco no brilho e transparência? Que nada, a análise foi comportamental e de como esse sistema da moda está mudando. See Now Buy Now nem é mais uma questão, mas sim a forma como você leva a informação de moda. Elenquei uns pontos da reflexão da adorável diaba.

PASSARELA DA VIDA

Modelos sérias andando de um lado pra outro num cenário frio e impessoal? Esqueça! Segundo Anna, o que tem chamado a atenção são desfiles apoteóticos, com cenários vida real, seja num jardim, restaurante, cachoeira ou aos pés da Torre Eiffell (sim, estamos falando de Saint Laurent e um dos melhores desfiles da temporada).

Agora as modelos não são só um cabide bonitinho, mas elas demonstram atitude na passarela. E desfilam nesses locais reais, seja pra gerar um clique no Instagram ou pra eternizar na memória de quem assistiu.

A DIVERSIDADE ESTÁ DIVERSIFICANDO

Parece até piada, mas de fato, se 1 ou 2 temporadas atrás, um desfile de moda com uma gorda ou com um casting de mais de 1 negra era raridade (pra você ter ideia, essa é a 1ª vez que a NYFW tem uma temporada com mais de 2 negras nos castings de todos os desfiles, e isso porque NY é mais avançada, imagina em outras cidades), agora isso tem se tornado mais comum. Os corpos tem mudado, as etnias tem se amplificado e, pra você ver, até uma mulher super grávida foi vista desfilando com seu barrigão de 6 ou 7 meses.

Engraçado que se antes a gente exaltava essa meia dúzia de marcas que pensavam um pouco a frente, nessa temporada eu só botei reparo nos desfiles que sequer tentaram uma representatividadezinha. Por exemplo, Nova York é rainha em desfiles  trabalhados na diversidade e também política, já Paris segue nadinha e ainda ignora o momento, uma pena.

No vídeo, também é citado um dos desfiles mais falados do mês, com as uber tops, Cindy, Naomi e cia, todas com seus 40 e poucos, encerrando para Versace. Será que essa nova geração de modelos está tão fraca que eles estão recrutando as da outra geração? Ou um recado da Donatella de que é possível aumentar essa faixa etária da passarela?

SE ATÉ A VOGUE TÁ DIZENDO…

Ainda no tema, encerro com as aspas da temporada, “A diversidade nas passarelas finalmente virou o padrão, não um vislumbre raro da realidade, com modelos (e não-modelos) de cada raça, idade, tipo de corpo e identidade de gênero representada. Com castings menos homogêneos, os shows também seguiram dessa forma, menos previsíveis”, lacra Anna Wintour.

Com isso, dessa vez nosso tradicional report de tendências vai apenas exaltar essa tal de diversidade e transformação na engrenagem da moda que estamos vivendo. Ao longo do ano a gente fala da tendência x ou y, mas agora o que fica é que todo esse papo de representatividade não está só na moda, mas tem se tornado clássico, já era hora! Aguardando como funcionará na prática.

10 Fatos sobre o Baile do Met

01/05/2017  •  Por Thereza  •  Celebridades, Red Carpet

1. Mais que apenas uma festa, o Baile do Met é um evento criado em 1946 para gerar renda para o Costume Institute, ala fashion do Metropolitan Museum. Vários museus criam esses eventos de caridade para gerar renda e apoiar a causa e o Met Gala se tornou o mais proeminente deles, tudo graças ao apoio da Vogue e tendo Anna Wintour como sua grande organizadora e entusiasta, desde 1995. Inclusive, essa ala do museu leva o nome da editora.

2. Desde que Anna+Vogue assumiram o evento, não basta ter dinheiro para estar no Baile, precisa ser alguém. A editora é extremamente rigorosa com a escolha dos convidados e se alguma vez alguém já pisou no calo dela, está pessoa será non grata. Pense no Diabo Veste Prada? No Met ele é personificado. Dizem que nomes como Rachel Zoe e Tim Gunn – ambos com desavenças passadas com Anna – não são habitués da festança.

3. Dito tudo isso, para esse ano, uma mesa custa à partir de U$500.00. No ano passado, o Yahoo pagou U$3mi pelo patrocínio e por 2 mesas, os convidados? Tudo escolha da Anna e não da empresa. Já um ingresso individual vai de U$25.000-50.000, mesmo assim, não basta ter dinheiro, tem que ser alguém de relevante para Anna e que não só paga para estar, mas costuma apoiar a causa do museu.

Geralmente, celebridades, atores e modelos não pagam para ir ao evento, mas fazem ~parceria com grandes marcas ou estilistas que apoiam a cau$a. Tudo isso, claro, com o aval de Anna, pois é ela quem define quem veste quem. Reza até a lenda que ela vê – e aprova ou nega – cada roupa antes.

4. O Baile do Met leva em torno de 12 meses para ficar pronto. Isso mesmo, mal termina um, a equipe exclusiva de Anna para o assunto já começa a preparar outro! Ano passado, foi lançado o documentário “The First Monday  in May” (aqui você consegue assistir), nele dá pra ver a super estrutura do evento em si, que é mais que uma “simples” festa. Pra quem gosta desse universo, programão!

5. Todo ano, Anna escolhe co-embaixadores, para servirem de hosts junto à ela e receberem os convidados. Nomes como Kate Moss, SJP, Taylor Swift, J.Law e muitos outros já fizeram parte. Esse ano, o cargo fica com Gisele Bundchen, Tom Brady, Pharrell e Katy Perry.

Eles, inclusive, ajudam até a montar a lista, sugerir convidados especiais e banir outros. Por falar nisso, a top Coco Rocha, sempre habitué do evento, esse ano foi banida e o motivo? Dizem que ela já falou mal de Katy Perry no Twitter e até agora ela não recebeu seu convite.

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Nas bancas: Zoe Saldana, Blake Lively e Amy Schumer

17/06/2016  •  Por Thereza  •  Celebridades

Que tal começar o final de semana folheando umas revistas comigo? É que meio do mês é a mesma história, as publicações mostram suas novidades e esse mês está especial e até diversificado. No meio da semana falamos da Khloé na Bazaar e agora vamos à 3 outras, acompanhem nas galerias!

Allure é minha revista favorita no mundo todo! Amo o conteúdo – que sempre rende pauta pro blog, os editoriais, enfim, revista bem feita. E uma coisa legal é que eles apostam na diversidade, sempre com nomes que fogem do trivial e atingem um perfil muito mais democrático (esse ano, por exemplo, eles trouxeram a supercool e exótica FKA Twigs).

Para o mês de julho, a maravilinda da Zoe Saldana é a capa e sempre fresh e com foco total na beleza. O editorial também é muito legal e amei a blusa de tassels Balmain.

Ok ok, esse é um clássico, mas invariavelmente lindo! Sempre quando uma superceleb está em vias de lançar um filme… ela vira capa! E em breve veremos Blake Lively na telona com tubarões e esse editorial da Marie Claire US é padrão Blake de lindeza.

Pra finalizar, fator surpresa, Amy Schumer na capa da Vogue América e com muita polêmica! A comediante é tipo love-and-hate nos EUA e a capa está dividindo opiniões.

Enquanto em fóruns especializados, uns falam que a cara dela “não está boa”, um outro comentário foi certeiro “a cara dela está do jeito que ela é. Se fazem muito photoshop, reclamam, se deixam fiel à pessoa… reclamam também”. Faz sentido.

Agora melhor que a capa e recheio, é esse video da Amy Schumer (famosa por seu stand-up show) trocando de função com a Anna Wintour por um dia. O video é muito espirituoso e o final é hilário. Novos tempos pra Anna & Vogue, aprovam esse caminho real life?!

 

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