FAQ DO VINHO: Como começar, temperatura e churrasco

01/02/2018  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Vinho

Hoje nossa coluna de vinho vem num formato diferente, ela vem na função FAQ! Um post dedicado única e exclusivamente pra responder as dúvidas comuns de leitoras. A Thereza abriu um post lá no #MelhorGrupo pedindo perguntas sobre o tema e foram centenas, logo, selecionei as mais comuns e pontuais e trouxe pra cá! Infelizmente não conseguirei responder todas (pois algumas são mais complexas), mas semana que vem voltamos com o FAQ2.

Diáro de viagem, conhecendo os barris da Antinori, na Toscana

A pessoa pode se acostumar a beber vinho? Igual com japonês, ela começa pelo hot e depois come de tudo? Eu não aguento nem o cheiro de vinho, mas queria conseguir tomar. Por qual vinho eu começo?

Talvez essa seja a pergunta mais recorrente de quem quer iniciar no mundo dos vinhos. As principais características que afastam as pessoas no primeiro vinho são os taninos e a secura. É bom lembrar que à partir do momento em que entramos na mamadeira, nosso paladar fica condicionado aos sabores doces. Nem é comum apreciar um vinho tinto seco de primeira justamente por isso, daí geralmente a tendência é achar os vinhos suaves mais agradáveis.

A verdade é que o paladar precisa se habituar com os sabores mais secos para poder assimilar as nuances da bebida. Minha dica é começar pelos vinhos mais frutados do Novo Mundo (Argentina, Chile, Austrália, EUA). Uvas como a Malbec e a Tempranillo da Argentina, Shiraz do Chile e Merlot dos EUA costumam a produzir vinhos mais macios, cheios de fruta e até com um certo dulçor. No mais, é questão de tempo e hábito!

Como escolher um vinho pra churrasco?

Tintos e carnes formam a melhor harmonização. Tem coisa melhor do que um churrasco de costela com um vinho encorpado e cheio de taninos numa noite fria? A questão é churrasco a céu aberto, pelo menos aqui no Rio, é sinônimo de verão, então é comum tomar cerveja e drinks leves não para harmonizar, mas para aplacar o calor. E convenhamos, um tinto pancadão nos 40 graus é meio pesado.

Vinhos brancos e espumantes são ótimas pedidas para um churrasco em dias quentes, pois o frescor e a mineralidade vão harmonizar com a gordura, além de serem bons digestivos. Contudo, se seu negócio for tinto em qualquer ocasião, vá naqueles mais leves, com maior acidez, com teor alcóolico menor (abaixo de 14%) e feitos para se tomar a uma temperatura mais baixa, tipo Pinot Noir, Barbera ou Merlot. Os taninos junto com a acidez farão a diferença e deixarão o seu churrasco inesquecível.

 Sabe quando você combina um jantar e cada um leva um vinho? Aí você tem vinhos diferente e eu nunca sei se existe uma ordem… toma primeiro os mais leves e depois passa para os mais encorpados? Quando tem uma festa assim, existe uma uva mais “neutra” para evitar problemas de harmonização?

Em eventos ou degustações, é aconselhável começar sempre pelos mais leves, pois os encorpados tendem a neutralizar os sabores dos mais leves, como se você começasse pelo prato principal antes da entrada. Geralmente se faz assim, brancos leves, brancos encorpados, tintos leves, tintos encorpados e vinho de sobremesa. Tem um post legal sobre o tema aqui.

Quanto tempo rola deixar um vinho aberto? Às vezes numa noite qualquer bate aquela vontade de beber, mas como não vou acabar com uma garrafa sozinha, fico com dó de desperdiçar o resto e nem abro.

Vinhos mais complexos podem até melhorar no dia seguinte. Eu mesmo já achei um vinho pesado assim que abri, e quando fui experimentar no dia seguinte, estava bem mais aromático, mas os mais simples e os brancos acabam indo pro “vinagre”. Minha sugestão é comprar uma daquelas bombinhas a vácuo para fechar a garrafa (algumas são bem baratinhas) e guardar na geladeira.

Quais as diferenças entre reserva, reservado, reserva especial? Existem mesmo ou é só marketing?

Muita gente acaba comprando gato por lebre por causa dessas denominações. Na Europa, Espanha principalmente, os termos Crianza, Reserva e Gran Reserva são relacionados ao processo de produção e envelhecimento, inclusive reconhecidos pelo governo. Entretanto, aqui pela América do Sul, não há nenhuma regulamentação sobre isso, e as vinícolas podem nomear os vinhos com quiserem.

E o termo reservado? Puro marketing, geralmente são os vinhos mais “fraquinhos”, que acabam desembarcando no Brasil, pois não são vendidos em seus países de origem.

 É verdade que vinho bom sempre tem um “buraco” no fundo da garrafa? Sempre escuto essa história, mas não sei se é real.

É real sim, embora algumas vinícolas usem essas garrafas para aumentar o valor agregado do vinho, geralmente os vinhos de qualidade superior são colocados nesse tipo de garrafa. Isso ocorre, pois esse buraco serve para que os sedimentos do vinho, resultado do envelhecimento, sejam armazenados em torno dele. No geral, essas garrafas são feitas para grandes vinhos de guarda.

 Como acertar a temperatura do vinho?

Não é a coisa mais fácil, pois além de ser meio subjetivo, quem tem termômetro de vinho em casa? O fato é que servir o vinho na  temperatura correta é importantíssimo para que se aproveite todos os detalhes da bebida. Tintos muito gelados, ficam com os aromas escondidos e a boca fica meio que anestesiada, assim como com qualquer outra bebida. Se o vinho for tomado numa temperatura muito alta, o álcool acaba sobressaindo, o que não é legal também.  Ainda precisamos levar em consideração o clima, pois em lugares quentes, é aceitável dar aquela resfriadinha a mais.

Em tese, a temperatura certa varia entre 6 a 12º para espumantes, rosés e brancos, dependendo da estrutura, e entre 14 e 18º para tintos e fortificados. Como cada vinho vinho se adapta melhor a uma temperatura diferente, minha dica é, para tintos, deixe uns 15 minutos no congelador antes de tomar, pois ele tem que estar refrescado e não gelado. Para brancos, pode guardar na geladeira sem problema. Se for botar pra gelar quando estiver quente, pode deixar o branco no congelador por uns 40 minutos e depois que abrir, guarde na geladeira assim que servir para não esquentar.

Numa viagem para a Borgonha e isso foi o mais perto que chegamos de um Romanée Conti rsrs

Como foram muitas perguntas, não pude colocar tudo aqui, mas na semana que vem volto com mais uma leva! Gostaria de agradecer às meninas do grupo e se você também tiver uma dúvida a respeito, só deixar um comentário aqui que pode entrar no nosso FAQ ou até mesmo virar pauta de post!

4 Vinhos para beber ainda nesse inverno!

28/08/2017  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Publicidade, Vinho

Finalzinho de inverno chegando, mas ainda dá tempo de aproveitarmos um belíssimo vinho perfeito para a estação. Não dá pra negar que os tintos são as melhores opções de bebida para o frio, seja para harmonização, ou simplesmente para apreciar sozinho. O que vale, é que vinhos tintos, principalmente os mais encorpados e amadeirados, trazem aquela sensação de conforto e aquecem o coração.

Poesia à parte, fiz uma seleção mais que especial de ótimos rótulos para o inverno. São vinhos de bom corpo, macios e o mais legal, com aquele descontinho (tão) que adoramos! Semana passada falamos aqui do Clube de Vinhos e agora foco nessa seleção individual.

Goulart R Reserva Malbec Cabernet Sauvignon 2012 – Belo argentino  para um autêntico churrasco, ou melhor, parrila! Corte de duas queridinhas dos brasileiros Malbec e Cabernet Sauvignon, esse vinho tem aromas de ameixas, cassis e um fundo floral que lembra violeta. Na boca tem bom corpo, taninos maduros (já amaciados pelos seus 5 anos) e um sabor mentolado e levemente defumado que vai casar muito bem com carnes na brasa. De R$99 por R$59,40. Para assinantes do ClubeW R$50,49. Conhece o Clube de Vinhos?

Mancura Vuelo Mágico Syrah Cabernet Sauvignon 2014 – Super chileno para esquentar seu inverno. Uma junção das melhores características da uva Syrah, como especiarias e frutas negras maduras com os clássicos aromas florais da Cabernet. Na boca é um vinho super redondo e tem sabores inconfundíveis de baunilha e madeira sem perder o frescor. Perfeito para carnes ou massas com molho. De R$140 por R$91. Para assinantes do ClubeW R$77,35.

Canepa Finísimo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2015 – Quer se apaixonar por uma uva? Esse maravilhoso chileno tem tudo para fazer você ter um caso de amor com a Cabernet! Diferente de alguns vinhos dessa uva, que dão aquela secura na boca, o Canepa te ganha pela maciez. Aromas deliciosos de amora em compota, chocolate e café e um sabor que enche a boca com taninos doces que chegam a lembrar caramelo.

Suculento, frutado e com acidez super equilibrada, quando você menos perceber a garrafa já foi… Harmonização? De sopas até pratos estruturados como cordeiro ou carnes com molhos fortes, mas se quiser tomar sem comida, só vendo o tempo passar, tá ótimo! De R$85 por R$64,60. Para assinantes do ClubeW R$54,91. Precinho para um Cabernet desse calibre!

Pipeta D.O. Toro Tempranillo 2014 – Eu sou um amante da uva Tempranillo, e quando ela vem da região de Toro na Espanha, aí que eu me rendo mesmo! Sensacional espanhol, raçudo e elegante ao mesmo tempo. Pra quem gosta de vinhos com aromas de geléia e de frutas bem maduras, esse é o vinho, e ainda tem aquele sabor de coco queimado típico da tempranillo. Vai bem com tudo, mas eu recomendo uma boa tábua de queijos e frios tipo presunto ibérico, salames condimentados e outras delícias da gastronomia espanhola. De R$115 por R$63,25. Para assinantes do ClubeW R$53,76. Pechincha!!

Então, gostaram das dicas? Para mim, esses vinhos casam perfeitamente com o inverno e acredito que vão encantar desde os paladares iniciantes aos mais experientes. Ótimas opções para se degustar com pratos da estação ou até mesmo sem acompanhamento.

Se tiverem alguma dúvida, é só deixar um comentário.

9 dicas de restaurantes em Nova York

15/08/2017  •  Por Thereza  •  Gastronomia, New York, Viagem

Depois de falar de marcas de beleza na cidade, agora vamos à minha parte favorita: comida! Taurina, né mores, eu geralmente vou com uma lista de 30 ou 40 restaurantes pra conhecer, ok que na vida real isso é impossível, mas o que vale é a intenção e o post com dicas de restaurantes em Nova York!

No início do ano falei sobre novidades gastronômicas da cidade nesse post aqui, mas agora selecionei 7 lugares que fui e amei! Lembrando que é sempre importante fazer reserva, todas as minhas faço pelo Open Table e funciona muito bem.

VANDAL Esse foi o restaurante que escolhi pro meu aniver. O Vandal é um mix de restaurante com baladinha, música boa de se ouvir e tudo numa espécie de galeria de arte. O restaurante é enorme e em cada salão uma decor diferente e tudo com temática artsy. A comida é street food sofisticada, tapas e comida oriental, bom de ir pedindo e se fartando. Ótimo pra jantar entre amigos! {199 Bowery | Lower East Side} $$$$

CITY VINEYARD Gosta de vinho? Mesmo se não gosta, precisa conhecer esse novo point da cidade. O City Vineyard é um bar restaurante que fica às margens do Hudson River e debruçado sobre o Financial District, ou seja, pense na vista! E não só o visual, mas os frequentadores tem mais essa vibe local e isso deixa tudo muito legal. Vale ir ao happy hour e ver o pôr-do-sol. É importante reservar, mas caso não consiga, é possível beber bons drinks no bar. Imperdível! {233 West Street | Tribeca} $$$$

LOCANDA VERDE Robert de Niro é um dos donos desse restaurante italiano incrível e super badalado. Foi uma das melhores massas que comi na cidade, o ambiente é incrível, super chiquezinho, mas com aquela atmosfera descomplicada. Pra quem gosta de cruzar com um famoso ou ainda comer como um local, é uma excelente pedida! {377 Greenwich St | Tribeca} $$$$

OLIO E PIÚ Mais um italiano imperdível! Ele fica numa esquina super badalada do Village. Ele tem uma decor fofa e vale a pena ficar na varanda vendo o povo passar. A comida é mais típica do sul da Italia, mas remete cada delícia de todos os cantos do país. Recomendo um almoço ou brunch de final de semana. {3 Greenwich Ave | West Village} $$$$

CASA MONO/BAR JAMÓN Não conheço muitos rests espanhóis na cidade, mas o Mono me foi bem recomendado (ele tem 1* Michelin). Ele é bem mini, aconchegante e comida autoral, que mescla os clássicos do país, com boas surpresas. A carta de vinho é enxuta e certeira. É uma boa sugestão romântica e que ainda pode estender pra mais umas tacinhas de vinho no Bar ao lado (o Jamón, do mesmo dono). {125 E 17th St | Gramercy} $$$$

LUPULO Esse foi o restaurante que mais fui durante a viagem, pois ele ficava ao lado do meu hotel (postei sobre o Hyatt House aqui). O Lupulo é um restaurante português de um chef super renomado na cidade, o ambiente é super contemporâneo e a comida deliciosa típica do país, mas com toque moderno. Menção honrosa pra carta de vinhos e as diversas torneiras de cervejas. Boa sugestão pra quem tiver em meio às compras da Herald Square e quiser comer bem. {835 6Th Ave | Chelsea} $$$$

BOUCHERIE Lembram do Pastis? O icônico restaurante não existe mais, mas seu então chef abriu recentemente no West Village o Boucherie. Sua especialidade é carne e tudo da clássica culinária francesa, numa versão mais contemporânea americana. O rest é novo e super badalado, ótima sugestão para um jantar especial! Salivo só de lembrar desse jantar. {99 7th Ave S | West Village} $$$$

LE DISTRICT Pense na versão francesa do soberano Eataly. O Le District abriu há pouco no Brookfield Place e é uma excelente opção de almoço pra quem estiver pela região. Além do mercado clássico, é possível comer todo o tipo de gastronomia francesa e o bar ainda tem um happy hour com vinhos com excelentes preços. Vale muito a visita pra quem gosta desse universo. {225 Liberty St} $$$$

MURRAY’S CHEESE BAR Gosta de queijo? Então anote essa dica preciosa! O Murray’s é a extensão do super clássico mercado de bairro do mesmo nome e é um bar super descolado, sem muitos turistas e com uma carta incrível de vinhos e cervejas! Tem centenas de opções de queijos – alguns que você nunca ouviu falar – e você pode montar sua tábua com frios e quitutes delícias. Eu poderia morar nesse lugar. {264 Bleecker St | West Village} $$$$

Gostaram da seleção! Aguardem que ainda teremos mais posts da temporada Nova York!

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