Babilônia Feira Hype

28/10/2019  •  Por Thereza  •  Moda, Publicidade

Quem é carioca – e tem um poouco mais de 30 – sabe, a Babilônia Feira Hype sempre foi celeiro de moda, estilistas e tendências! A Feira sempre foi minha referência de moda desde a adolescência, passando por aquele período que você muda seu estilo e fica mais adulta e independente, a BFH sempre esteve por perto e atualmente mais do que nunca!

Nesse final de semana participei de perto de mais uma edição no Parque das Figueiras na Lagoa, aliás, a Feira adotou o Parque, cuida e promove um evento que muitas vazes vai além da moda e envolve gastronomia, cultura, arte e cada cantinho instagramável pra um final de semana perfeito e com o cenário natural da Lagoa, Cristo e adjacências.

BABILONIA FEIRA HYPE

Falando de moda, se na 1a geração logo me apaixonei por marcas crias da BFH como Farm e a saudosa Espaço Fashion (por tantos anos foi minha marca favorita da vida!), atualmente é notório ver essa nova geração de talentos que sem dúvida ainda ouviremos falar muito sobre.

O que é legal da Babilônia é a excelente curadoria de marcas e expositores e um mix interessante que vai de moda contemporânea, passando por design, acessórios e ainda artistas independentes, enfim, aquela miscelânea boa que não vemos nos shoppings e que ainda promove o consumo de estilistas locais super na vibe #buylocal.

BABILONIA FEIRA HYPE

No stories fiz vários achados de marcas e peças que poderiam render uma centena de pontinhos, pois tem muitas marcas legais, e ainda trouxe algumas fotos pra cá! Vale lembrar que a Babilônia Feira Hype tem sua casa no Parque das Figueiras mensalmente (a próxima edição será comemorativa de aniversário no final do mês de novembro), mas a cada dois meses tem uma versão para os Barrenses pelos corredores do Downtown, igualmente com excelentes achados e curadoria, a próxima será dias 9 e 10/11.

BABILONIA FEIRA HYPE

No site deles tem mais informações de datas, expositores e também atividades como shows, eventos e muito mais. Ótimo programão carioca!

De onde vem as tendências de moda: da televisão ao publi

09/10/2019  •  Por Thereza  •  Moda

De volta com nossa série “De onde vem as tendências?”, chegou a hora de falar sobre a popularização das tendência. A gente entendeu de onde ela vem, mas nada técnico ou conceitual funcionaria se não houvesse um condutor disseminando a tal tendência, certo?

Se no último post falamos de revistas, internet e streetstyle, de onde vinha a tendência popular antes disso? Acertou quem disse TELEVISÃO! Nós nos inspirávamos entre novelas e atrizes, seja uma tendência à la Jade, Helenas de Maneco ou as atrizes hollywoodianas antes da era digital.

Atualmente, são considerados 5 polos de atração de tendência: passarelas; celebridades; streetstyle; blogs de moda; capitais da moda. Falando do Fashionismo em questão, vocês sabem que não uso a tendência, mas sim as noticio e meu “serviço” basicamente é notar uma tendência o quanto antes para mostrar pro meu público e que ele se inspire e consuma da melhor maneira, seja através de achados ou simplesmente “antes” de todo mundo.

Agora voltando ao caso da Katie Holmes e inspiração dessa série, o que me fascinou é que a atriz nunca foi uma fashionista declarada, seus looks são bem cotidianos e não parecem ter dedo de stylist no dia a dia e isso tudo fez como que seu “sexy cardigan” tenha viralizado de maneira surpreendente e isso que é o mais legal na moda! É óbvio que o cardigan é um item clássico, não vemos aos montes nas lojas, mas sempre existiu, mas o ponto de vista dela, acrescido ao fator internet, fez explodir a tendência.

E onde quero chegar como tudo isso? Na Katie foi espontâneo, mas geralmente não é! Nomes como Bella Hadid e Kendall Jenner são conhecidos além das passarelas por sempre usarem as peças da – próxima – vez, seria a dupla super descolada? Sim e não. Lógico que elas tem um feeling pro que está na moda, especialmente por transitarem no meio, mas muitas dessas celebridades ainda são vitrine de looks e fazem parte de tendências orquestradas.

Um caso super recente e agora polêmico, mês passado falei da overdose Bottega Veneta, a italiana – outrora low profile, tem sido vista em TODOS os lugares, seja com seus sapatos esquisitos e clutch fofa. Acho tudo uma grande coincidência? Nada disso, é tudo orquestrado pra viralizar e, se o produto for minimamente interessante, viraliza!

Já repararam que a modelo Rosiet Huntington-Whiteley não larga seus modelitos Bottega? Acha que ela ama? Bom, ela pode muito bem amar, mas isso nada mais é que ativação da marca pra vestir celebridade x e ver uma marca, logo, tendência… viralizar! Não só Rosie, mas como um séquito de superinfluencers tem usado cada vez mais a marca, logo, despertando desejo mundo afora. O interesse pela marca cresceu absurdamente no último ano e muito por esse empurrãozinho, nada espontâneo, criado pelo time de relacionamento + celebridades.

Bom, o mundo dos #publis e #recebidos não é nenhuma novidade desde antes da existência da internet, mas é um formato poderoso – e riquíssimo – de espalhar a tendência de maneira agressiva, mas muito eficiente! Sejam as embaixadoras de marca declaradas (na Chanel elas tem até nome próprio, fidèle) ou disfarçadas, é o novo clássico digital e muito eficiente e impactante!

No post de amanhã da nossa série especial, falaremos do simbolismo das tendências nas últimas décadas e o que nos reserva de memória do hoje!

 

De onde vem as tendências de moda: Da Elizabeth I ao streetstyle

08/10/2019  •  Por Thereza  •  Moda, Pense, Tendência

De volta com nossa série “De onde vem as tendências?”, no 1º post falamos da nossa ideia inicial de tendência, os desfiles e visão do estilista que se propaga moda afora, mas agora vamos dissecar um pouco a tendência literalmente – e antigamente! – falando? O que o dicionário nos diz sobre a palavra tendência?

“Disposição natural que leva algo ou alguém a se mover em direção a outra coisa ou pessoa; inclinação: tendência dos corpos para a terra; tendência à mentira. Evolução de alguma coisa num sentido determinado; orientação: os estilistas se pautam nas tendências mundiais. Propensão que orienta alguém a fazer ou realizar determinada coisa; vocação: ela tinha tendência para música. Direcionamento comum de um grupo determinado; movimento: governo com tendências ditatoriais”

Beleza, mas de onde surgiu a tendência de moda de fato? Recorri a um livro pra entender a origem da tendência-de-moda e ela vem do século XIV, mais especificamente da realeza britânica: roupas eram usadas para mostrar RIQUEZA. Se alguém pudesse descartar uma roupa apenas depois de algumas semanas de uso, essa pessoa seria considerada riiiiicah (ler com a voz da Carolina Ferraz).

A capacidade de trocar de roupa com mais frequência estava ligada a ter dinheiro extra e…. ser fashion! As pessoas que queriam se apresentar mais ricas do que realmente são também mudariam de aparência com mais frequência. Uma das mais antigas “trendsetters” era a rainha Elizabeth I (pra você ter ideia, só de luvas, ela tinha mais de 2000 pares), que ditou a moda durante seu reinado. Em outras palavras, uma tendência da moda era algo que um rei ou rainha gostava. E junto com a tendência, sempre tem alguém a ditando, logo, sendo referência.

Agora de volta à contemporaneidade, se os estilistas ditam as tendências, quem sempre as conduziu para o mundo real na prática? As revistas! Elas que traduziam a mensagem dos estilistas – muitas vezes conceitual demais para um mero mortal – e as deixavam mais palpáveis para a vida real. Elas sintetizam as tendências e as deixavam mais populares ou exclusivas – no sentido de excludente mesmo.

Mas as coisas mudaram e, vejam só, a internet agora comanda a febre das tendências. Se as revistas catapultavam e definiam as tendências, quem as democratizou? A internet, mais precisamente os blogs/veículos de moda que a traduziam de maneira democrática, empática e gratuita.

Mas qual é o turning point desse ciclo das tendências? Se antes eles chegavam através da dobradinha bureau+estilista, agora elas também vem de onde? Sim, do streetstyle! As ruas tem se tornado a grande disruptora no mundo da moda. Muito por conta das próprias influencers montando seus looks para parecerem mais reais, logo, inspiradores, mas muito também por conta das tendências em grupos específicos, sejam os hipster ou os “early adopters”. Por exemplo, os londrinos são conhecidos por esse lado de lançar tendências à sua maneira e até mesmo avesso ao que é visto nas passarelas.

E a internet que deixa tudo isso mais fácil e possível, conseguimos nos inspirar de maneira democrática e mais prática à vida real e, cada vez mais, são os tais bureaus de estilo e estilistas que usam desse meio como referência de análise de estilo e prognóstico de tendência. Isso sempre existiu, mas a internet facilitou essa relação. Bom pra gente!

Amanhã, na continuação da nossa série especial, falaremos mais a fundo do caminho inverso – e muito tradicional – de onde surgem as tendências!

 

 

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