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Problematizando o termo anti-idade (e a capa mais bonita do ano!)

15/08/2017  •  Por Thereza  •  Beleza, Pense

Outro dia conversamos sobre a idade que temos e a pressão da sociedade em nos empurrar a juventude como objetivo de vida, quando deveria ser justamente o contário (a meta é ser velhinha, afinal, sinal que vivemos muito rs). Eis que ontem me deparei com a capa da Allure que não só nos premiou com a maravilhosa Helen Mirren, como trouxe um debate válido.

Já disse aqui várias vezes que a Allure é minha revista favorita. Ela é de beleza, mas tem moda, comportamento, pra mim é o guia da mulher antenada e interessada nesse universo, mas sem afetação ou pretensão.

E a capa de setembro – a principal edição do ano – vem pra quebrar paradigmas, afinal, quantas vezes a gente vê uma mulher de 72 anos esfregando na capa suas rugas, histórias e muita inspiração? O recheio está igualmente lindo.

E além da entrevista, na qual Helen fala da sua relação com Hollywood, feminismo e como é envelhecer sabendo tirar proveito disso, um manifesto me chamou a atenção. O fim do termo anti-idade.

Como uma revista de beleza vai deixar de falar uma palavra tão comum? Como vão parar de dar dicas de produto anti envelhecimento, muitos deles bancados por patrocinadores? A revista não vai propor que as pessoas parem de usar produtos com essa finalidade, pelo contrário, eles vão continuar indicando, falando, só sugerem a mudança da nomenclatura, simples assim.

“Queiramos, ou não, estamos sutilmente reforçando a mensagem de que o envelhecimento é uma condição e que precisamos lutar contra ele”. Né? E sigo citando a editora da Allure, Michelle Lee, “Se tem algo inevitável nessa vida, é que ficaremos velhos. Cada segundo. Cada minuto. E mais, muitos de nós não teremos a oportunidade de envelhecer. Com isso, ficar velho é algo incrível e significa que tivemos a chance, todo o dia, de viver uma vida feliz, simples assim.” Né??

Já contei pra vocês que minha nova idade me deixou um pouco mais reflexiva (ou sensível, rs)  com esse tema e essa questão, digamos existencial. Ao mesmo tempo que tenho 9 produtos de skincare na minha cabeceira que uso antes de dormir (e eu amo essa rotina), tenho pavor de agulha e nunca me arrisquei em nada mais ousado, apesar de ter vontade. Junto a tudo isso, esse tema tem me chamado muito mais atenção que 1 ano atrás.

E ver um manifesto de uma revista do porte da Allure nos faz simplesmente parar pra pensar e ao menos quebrar uma condição automática e totalmente enraizada na nossa rotina, envelhecer é ruim? Sem hipocrisia, a idade chega e surgem problemas, é natural, mas é importante rever conceitos e até estigmas que só trazem mais peso pra nossa luta diária de aceitação.

E a revista segue falando sobre o peso da tal da ANTI-IDADE, junto a ela vem expressões que deveriam ser banidas ou, ao menos, revistas: “ela parece ótima para a idade que tem”, “ela é linda para uma senhora de idade”. Isso é tão automático, quem nunca pensou ou até mesmo falou algo parecido? Tipo aquela história que falei da Sandy, 34, estar “conservada”. No lugar disso, a revista sugere substitutos: “Ela está ótima”, “Ela é linda”.

E a Allure finaliza, “Parabéns às marcas que já refletiram sobre o termo, e quem ainda não o fez, sabemos o quão é difícil rever embalagens e o marketing de todo um produto, mas essa conversa precisava ser iniciada para haver a mudança e celebração da beleza de cada idade”. E a própria Helen conta que já teve essa conversa com a L’Oréal (marca na que ela é uma das  embaixadoras) e eles já estão em processo de rever esse conceito. Achei bacana!

Eu achei tão incrível e certeiro da Allure propor essa mudança e só prova que com o tempo temos questionado hábitos e caminhando pra uma mudança positiva e um mundo mais fácil de se viver!

E vocês, já pararam pra pensar no termo anti-idade? A gente quer sim creminhos e afins, mas e o peso da palavr? Sei que muita gente pode achar até exagero, mas são esses detalhes que desenham um novo momento e no futuro a gente olha pra trás e acha transformador.

 

9 dicas de restaurantes em Nova York

15/08/2017  •  Por Thereza  •  Gastronomia, New York, Viagem

Depois de falar de marcas de beleza na cidade, agora vamos à minha parte favorita: comida! Taurina, né mores, eu geralmente vou com uma lista de 30 ou 40 restaurantes pra conhecer, ok que na vida real isso é impossível, mas o que vale é a intenção e o post com dicas de restaurantes em Nova York!

No início do ano falei sobre novidades gastronômicas da cidade nesse post aqui, mas agora selecionei 7 lugares que fui e amei! Lembrando que é sempre importante fazer reserva, todas as minhas faço pelo Open Table e funciona muito bem.

VANDAL Esse foi o restaurante que escolhi pro meu aniver. O Vandal é um mix de restaurante com baladinha, música boa de se ouvir e tudo numa espécie de galeria de arte. O restaurante é enorme e em cada salão uma decor diferente e tudo com temática artsy. A comida é street food sofisticada, tapas e comida oriental, bom de ir pedindo e se fartando. Ótimo pra jantar entre amigos! {199 Bowery | Lower East Side} $$$$

CITY VINEYARD Gosta de vinho? Mesmo se não gosta, precisa conhecer esse novo point da cidade. O City Vineyard é um bar restaurante que fica às margens do Hudson River e debruçado sobre o Financial District, ou seja, pense na vista! E não só o visual, mas os frequentadores tem mais essa vibe local e isso deixa tudo muito legal. Vale ir ao happy hour e ver o pôr-do-sol. É importante reservar, mas caso não consiga, é possível beber bons drinks no bar. Imperdível! {233 West Street | Tribeca} $$$$

LOCANDA VERDE Robert de Niro é um dos donos desse restaurante italiano incrível e super badalado. Foi uma das melhores massas que comi na cidade, o ambiente é incrível, super chiquezinho, mas com aquela atmosfera descomplicada. Pra quem gosta de cruzar com um famoso ou ainda comer como um local, é uma excelente pedida! {377 Greenwich St | Tribeca} $$$$

OLIO E PIÚ Mais um italiano imperdível! Ele fica numa esquina super badalada do Village. Ele tem uma decor fofa e vale a pena ficar na varanda vendo o povo passar. A comida é mais típica do sul da Italia, mas remete cada delícia de todos os cantos do país. Recomendo um almoço ou brunch de final de semana. {3 Greenwich Ave | West Village} $$$$

CASA MONO/BAR JAMÓN Não conheço muitos rests espanhóis na cidade, mas o Mono me foi bem recomendado (ele tem 1* Michelin). Ele é bem mini, aconchegante e comida autoral, que mescla os clássicos do país, com boas surpresas. A carta de vinho é enxuta e certeira. É uma boa sugestão romântica e que ainda pode estender pra mais umas tacinhas de vinho no Bar ao lado (o Jamón, do mesmo dono). {125 E 17th St | Gramercy} $$$$

LUPULO Esse foi o restaurante que mais fui durante a viagem, pois ele ficava ao lado do meu hotel (postei sobre o Hyatt House aqui). O Lupulo é um restaurante português de um chef super renomado na cidade, o ambiente é super contemporâneo e a comida deliciosa típica do país, mas com toque moderno. Menção honrosa pra carta de vinhos e as diversas torneiras de cervejas. Boa sugestão pra quem tiver em meio às compras da Herald Square e quiser comer bem. {835 6Th Ave | Chelsea} $$$$

BOUCHERIE Lembram do Pastis? O icônico restaurante não existe mais, mas seu então chef abriu recentemente no West Village o Boucherie. Sua especialidade é carne e tudo da clássica culinária francesa, numa versão mais contemporânea americana. O rest é novo e super badalado, ótima sugestão para um jantar especial! Salivo só de lembrar desse jantar. {99 7th Ave S | West Village} $$$$

LE DISTRICT Pense na versão francesa do soberano Eataly. O Le District abriu há pouco no Brookfield Place e é uma excelente opção de almoço pra quem estiver pela região. Além do mercado clássico, é possível comer todo o tipo de gastronomia francesa e o bar ainda tem um happy hour com vinhos com excelentes preços. Vale muito a visita pra quem gosta desse universo. {225 Liberty St} $$$$

MURRAY’S CHEESE BAR Gosta de queijo? Então anote essa dica preciosa! O Murray’s é a extensão do super clássico mercado de bairro do mesmo nome e é um bar super descolado, sem muitos turistas e com uma carta incrível de vinhos e cervejas! Tem centenas de opções de queijos – alguns que você nunca ouviu falar – e você pode montar sua tábua com frios e quitutes delícias. Eu poderia morar nesse lugar. {264 Bleecker St | West Village} $$$$

Gostaram da seleção! Aguardem que ainda teremos mais posts da temporada Nova York!

Eu não posso mais usar sapatilha!

14/08/2017  •  Por Thereza  •  Acessórios

Outro dia recebi um diagnóstico do meu ortopedista: eu não posso mais usar sapatilha! Justo eu, a rainha da sapatilha :o Bom, não é tão radical assim, eu até posso, mas tenho que reduzir o uso drasticamente, e eu explico o motivo.

Tenho pé cavo. Isso é o oposto do pé chato, ou seja, possuo o arco plantar excessivamente alto. Na prática, é uma redução significativa na área da planta dos pés, cuja função é dar apoio, com isso, eu acabo forçando mais o tendão do calcanhar e adjacências, sabe quando um elástico puxa muito?

Quando era mais nova e descobri esse fato – que é super comum – meu médico mandou eu usar uma mini palmilha pra me dar mais conforto e fazer menos esforço, mas quem disse que usei? Usei pouco, daí com o tempo a dor foi ficando mais incômoda, até nessa última viagem que fiz pra NY ter sido cansativa além da conta.

Eu não sou lá a pessoa mais atlética do mundo, desde o ano passado tenho feito exercícios regularmente, mas quando eu viajo, eu ando como se fosse uma peregrinação, eu ando muito, e nessa viagem usei e abusei da sapatilha, ou seja, doeu e me incomodou. Daí que ao voltar ao médico, ele mandou eu reduzir bastante o uso e focar em saltinhos pra descansar um pouco meu tendão de fazer esforço.

saltinho-dica

Onde a moda entra nessa? Saltinhos! Tenho buscado mais e mais saltos baixos, médios, pois os vertiginosos eu já tenho (mas nem uso tanto). No final das contas, achei até um bom alerta, afinal, confesso que estava um pouco preguicosinha de subir no salto, mas chegou a hora de investir em saltos médios e, ainda bem, o mercado tá cheio de opções super legais!

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Como o meu momento #saudismo, pode ser o seu momento salto médio, fiz uma seleção de modelos fofos! Muita gente acaba associando esse tamanho de salto a sapato de vovó, mas então as vovós estão estilosas, porque o modelo tá super na moda, numa pegada parisian girl.

Já falei das slingbacks da Chanel e Dior e agora tem um mundo de versões tropicalizadas e charmosas, que tal? É aquele tipo de salto que te inclina na medida do sucesso, sem você precisar subir no palanque!

Bom, depois desse momento íntimo e pessoal da minha anatomia rs, fica a dica de um modelo chiquezinho e charmoso, curtem?

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