As lojas físicas precisam recuperar sua força

23/05/2016  •  Por Thereza  •  Moda

Nessa última semana fui bastante ao shopping. Ok, até aí nada de novo no reino do consumismo, só que fui além da conta e, o principal, em lojas que há anos não pisava, mas que resolvi entrar.

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Essa passeio casual (ilustrado pela Carrie), se tornou uma experiência antropológica e eu só pensava, “preciso compartilhar isso no blog”. São tópicos distintos, mas que em comum tem a moda e consumo.

Em tempos de e-commerces se multiplicando e ainda a crise generalizada, as lojas físicas estão, mais do que nunca, num momento de alerta. Recentemente li que shoppings estão passando por transformações, que lojas de departamento gringas já estão repensando seu modelo de atendimento e função como um todo, entre outros fatores que comprovam nossa mudança de comportamento.

Isso é bem óbvio, a nossa experiência de compra online é fácil, tranquila e ainda 24 horas/dia, o que as lojas físicas precisam fornecer? Uma experiência única, atendimento especial, se tornarem flagships e verdadeiras vitrines – não na forma literal – das suas marcas. Elas precisam ser emblemáticas e representativas.

Mas o que as lojas cariocas (estou me baseando pela minha vivência) andam aprontando em face à crise e mudança de comportamento do consumidor? O atendimento anda PIOR DO QUE NUNCA.

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Sei que são condições difíceis de trabalho, sei que tem patrões que exageram, não pagam de forma correta, exigem mais do que qualquer funcionário pode oferecer, mas será que tudo isso justifica pra não dar nem um “bom dia” ou “de nada”?

Nesse meu passeio pelos shoppings (estava procurando uma blusinha bem específica), entrei em lojas como: Maria Filó, Cantão, Farm, Ágatha, Loungerie, Espaço Fashion e todas essas do segmento fashion e não fui bem, ou sequer, minimamente atendida. Não tive uma boa experiência que justificasse a compra, logo, fui embora.

Primeiro você chega, “boa tarde”, normal, né? Não. Observe, se você dá o boa tarde pra vendedora que não for a da vez: ela não te responde. Fato real, muitas delas só cumprimentam os seres humanos da vez.

E na hora de ir embora? Você não compra nada e fala “obrigada vlw flws”. Elas-não-falam-de-nada. Por que? E aquela máxima de não vai comprar hoje, mas pode comprar amanhã? É tão surreal que às vezes deixo meu ~toc de educação de lado pra não correr o risco de ficar no vácuo.

Não quero generalizar, mas isso não é pontual, é praticamente uma regra, um hábito, uma cultura. Isso quando não parte pro lado do preconceito, de te olharem de cima abaixo e por aí vai. Esse tema, aliás, vale até um post exclusivo.

Ah, sabe porque nos úlimos anos eu só entro em lojas de departamento como Renner, Riachu, Zara e cia (e sei que muita gente pensa igual)? Porque além da grade mais flexível, você não corre o risco de passar por isso. Você entra no lugar ciente que ficará mais à vontade, ninguém te ignorará, será blasé e, muito importante, ninguém te persiguirá ou ficará atrás de você rearrumando os cabides.

Nesse meu passeio, de todas as lojas que entrei, a Redley (pasmem, loja perfil masculino) foi a que melhor me atendeu, me deixou à vontade e ofereceu até cerveja rsrs. Não é o agrado em si, mas o simples fato de ser receptivo + te deixar à vontade = um mundo de compras e possibilidades.

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Junto à isso, veio a questão da moda carioca em si. Há 10 anos eu era cliente fiel da Espaço Fashion, comprava a coleção toda (mesmo ciente do risco de cruzar metade do RJ com a mesma estampa), adorava, era muito meu estilo. Com o tempo parei de ir, mas nessa semana fui, pois imaginava que encontraria lá a tal blusinha (é a cara da EF) e me choquei.

Não quero usar do meu veículo pra gongar nada, mas apenas refletir em conjunto e saber se tive azar, afinal, o que aconteceu com a marca e sua qualidade? Eu olhava os cabides e via umas roupas tristes, estranhas, sem coesão e que em nada remetiam os bons tempos da EF (que teve seu auge, nas passarelas do extinto Fashion Rio). Como uma marca desse porte não soube acompanhar a transformação de comportamento e mercado da última década? Falo dela, pois é uma marca que sempre estimei, mas também notei em algumas outras essa mudança de padrão e qualidade.

Pra finalizar esse textão, quando foi que as blusinhas ficaram tão caras? Que banalização é essa dos 3 dígitos e muitos reais? Blusinhas de tecidos básicos e modelagens simples custando igual ou até mais que um casaco ou qualquer item mais especial?

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Em tempos de transição e valorização do nosso rico dinheirinho, acredito que as marcas precisam estar mais do que nunca atentas não só à nossa experiência de compra, bem como qualidade e propósito. O mundo tá se transformando, a gente não aceita qualquer coisa e sairá na frente marca que tiver sensibilidade para unir o lado digital, analôgico e a velha e boa gentileza.

Resumo da ópera, sigo sem a brusinha em questão (desse estilo)

Vocês também tem essa sensação e incômodo?

Chanel latina, o histórico desfile da maison em Cuba

04/05/2016  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Moda

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Se o cenário fashion atual vive uma profunda transformação, tem algo que não sai de moda e segue seu curso: Chanel e Karl Largerfeld. O estilista à frente da Maison sabe o dna clássico que precisa seguir, mas show após show procura um viés inventivo, algo que saia da zona de conforto, atravesse o oceano e pouse na misteriosa Cuba.

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Depois de rodar o mundo com suas coleções resort, Karl escolheu a ilha para o desfile e não tem nada mais interessante e surpreendente!

Beyoncé passou férias por lá, outro dia foi a vez de Obama reestreitar os laços políticos, show dos Stones e até a família Kardashian está lá nesse momento gravando seu reality. E  agora a mais alta moda mundial aporta na ilha cheia de cores, mistérios e que inspirou uma coleção inteira.

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A internet era fraca, o buzz nas redes sociais foi lento, mas entre os convidados, Gisele Bundchen, Vanessa Paradis, Alice Dellal e Tilda Swinton. Na passarela, das tops habitués a Antonio Castro, modelo e neto de Fidel. O desfile aconteceu na emblemática rua que divide a ‘velha e nova’ Havana e envolveu artistas locais, moradores e muitas referências desse país que agora entra na mira do que é pop.

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Os icônicos – e bem velhos – carros coloridos de Cuba. O mix foi bem claro entre as cores e histórico militar de uma Cuba dos anos 50 e que ainda vive hoje, já que é um país, digamos, em muitos aspectos, parado no tempo e no espaço, mas que tem todos os indícios que será o novo destino turístico de muitos.

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A coleção em si foi a mais usável em tempos. A Vogue US definiu muito bem como “uma coleção representativa com o tema, totalmente usável, primorosamente feita e com uma ótima alegria juvenil”. É como se fosse uma francesa passando férias em Cuba ou em equalquer destino latino.

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Em comum com a ilha, a famosa boina, tão usada pelas francesas e também Che Guevara, foi o link ousado de Karl. Além disso, muitas rasteirinhas, sapatos tipo oxford, chapéus panamá, tons pastel e a t-shirt que certeza já terá versão inspired antes mesmo de chegar às araras da marca.

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Viu-se mochilas, bolsas como “Coco Club” e “Chanel Havana” e bottons, muitos bottons (adorei o de cacto)! Não é à tóa que foi eleito como um dos melhores e mais surpreendentes desfile da marca em anos.

A inspiração poderia se tornar algo caricato, mas foi certeiro e trouxe o melhor de Karl Lagerfeld, aliás, especula-se que o Karl está cansado e pronto pra entregar sua Chanel – ele tem contrato vitalício – para outro herdeiro. Será?

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O que acharam do destino, proposta e looks?

 

8 anos de Fashionismo!

28/03/2016  •  Por Thereza  •  Moda

Nesse final de semana o Fashionismo completou 8 anos de existência e 6.399 posts publicados, muita coisa, hein?! O tempo voa e aquele hobby maroto se tornou meu amado trabalho oficial, que tem muita coisa séria envolvida, outras pessoas que colaboram, parceiros e, o principal: vocês.

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Vocês são o que move o Fashionismo. Seu pageview, interesse, curiosidade, informação ou puro entretenimento, eu amo compartilhar tudo de mais legal e bacana com vocês e agradeço todo dia por ter cada vez mais e mais gente acompanhando, valeu!

Sem querer me alongar, fiquei pensando em como aproveitar a data e celebrar o que de mais interessante vimos por aqui, daí pensei: listas! Top15 posts mais acessados do Fashionismo desde 26/03/2008 até hoje! Vocês sabem que eu faço os + lidos do ano, mas agora chegou a hora de reunir os +++ de todos os tempos, vamos lá!

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15. Dica de expert: Receita caseira pra ter cabelo de famosa Esse post foi do ano passado e bombou muito! Aparentemente o mix de diy e cabelos dá muito certo! Essa é a receita do cabeleireiro das Olsen que muita gente me falou que fez e amou! Eu fiz, amei e recomendo!

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14. O dia do meu casamento Esse post dispensa apresentações hehe post que fiz lá em 2012, logo após ao meu grande dia, no qual compartilhei emoções, fotos e detalhes. Esse e os de decoração e vestido são sempre bem acessados até hoje, casar é muito bom!

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13. O app da Kim Kardashian Até hoje no post tem gente pedindo koins e trocando looks do aplicativo mais bombado dos últimos tempos! Na época, era obcecada (gastei uns U$100!), mas ainda bem que não vicio em joguinho e a febre durou 2 semanas. Vocês ainda jogam?

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12. A marquinha da dicórdia Post de 2010, super polêmico e recorde comentários! Na época, acho que como uma típica carioca, não fazia ideia que existia todo uma metodologia pra marquinha perfeita, 5 anos depois, acho que o questionamento continua, qual é a sua?

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11. A cor de cabelo mais bonita do mundo Em 2010 dei esse título à Jessica Biel e esse ombré mais marcado que, casualmente, apelidei de mechas texanas! Daí o nome pegou, gerou confusão e foi até capa de revista rsrsrs 6 anos depois se tornou um clássico capilar inspirador!

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10. Resenha do livro 50 Tons de Cinza Como esquecer de um post que você escreveu num hotel de beira de estrada no Texas?! E foi assim que surgiu meu primeiro post de FSOG. Peguei a febre bem no início, logo, arrebatei fortes entusiastas da saga e até hoje é um post muito lido!

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9. Adesivo levanta seios Olha, um post fresquinho, de 2015 (geralmente, quanto mais antigo, mais lido). Só de pensar que eu ia postar casualmente, como quem não quer nada… aparentemente seios para o alto e avante são bem pesquisados no Google!

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8. Vale a pena comprar bolsa importada no Brasil? Esse post originou uma das tags mais lidas e pedidas aqui no Fashionismo, a de comparativos de preços de ~it itens em realxdólarxeuro. Hoje em dia, com tudo meio oscilante, é mais complicado fazer, mas em breve ela volta!

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7. O triste fim da revista Capricho Mais um post recente e que na época bombou! A revista Caprichou acabou, mas nos encheu de nostalgia e formou nossa memória fashionista sentimental. Eu amo esse post <3

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6. Efeito Kardashians Meu primeiro post da família, lá do início de 2010! Lembro que tinha acabado de voltar de NY e tava encasquetada sobre quem era essa família muito falada e famosa, logo, surgiu o post e que até hoje é clicado, afinal, as pessoas precisam entender porque elas fazem sucesso & dinheiro :) {nota da editora: eu não tenho coragem de reler meus posts antigos rsrs}.

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