12 Livros de moda pra atualizar sua biblioteca!

28/06/2016  •  Por Thereza  •  Compras, Cultura, Moda

Se tem uma coisa que eu amo comprar nessa vida é livro! É um prazer inenarrável comprar um livro, diz aí!? Pode ser um livro profundo, um coffee table, um só de imagens bonitas e até de colorir, sei lá, é sempre bom ter livro por perto e uma biblioteca recheada é certeza de uma casa rica – e culta rsrs!

Mas eu andei um bom tempo sem comprar livros, pelo simples fato deles estarem acumulando, quanto mais eu comprava, menos eu lia. Daí me dei um “timeout” de livro, mas cá estou de volta, à procura do título perfeito e tem muita novidade boa por aí!

Agora como sei que vocês gostam do assunto e pra abastecer a biblioteca de vocês, fiz um apanhado de títulos de moda que precisam estar na sua prateleira. De clássicos a novidades, tem de tudo, para todos os estilos e preços!

biblioteca fashion
Questão de estilo, 20 livros icônicos que mudaram a história da moda: Esse é um que sempre namorei e agora quero! Gosto de livro que faz um apanhado de itens ou momentos marcantes da moda e esse mostra a história de sucesso de objetos marcantes do universo fashion. {aqui R$125}

100 Unforgettable dresses: Esse eu tenho e amo! É simplesmente uma delícia passear pela história da moda através de vestidos que marcaram uma geração. Excelente livro pra ter em casa e/ou presentear aquela sua amiga fashionista. {aqui R$175,80}

Cronologia da moda: Pra quem trabalha no meio e quer ter um livro que narre a história da moda de maneira sucinta, mas bem precisa, é o melhor título. {aqui R$67}

Dior For Ever: Já teve post exclusivo aqui e é uma delícia de livro. Cheio de registros e fotos exclusivas, ainda tem páginas em “3d” com detalhes da história da marca que ~brotam entre uma página e outra. Um dos meus livros favoritos! {aqui R$103,30}

As 100 +: A adorável editora Nina Garcia tem dezenas de títulos e esse é perfeito pra quem gosta de listas e busca sempre um armário compacto e certeiro. Segundo ela, “é um guia de estilo que toda mulher fashion deve ter”, e é mesmo. {aqui R$79,90}

1001 Little Beauty Secrets: Da moda pra beleza, livro fooofo e repleto de diquinhas e segredos de beleza, aliás, ele já me rendeu alguns posts. Pra quem gosta do tema (quem não gosta?!) é sempre bom ter por perto! {aqui R$52}
biblioteca de moda

What to Wear, Where: Amo o blog WhoWhatWear e esse livro é uma boa compilação de dicas de looks, seja pro trabalho, evento social ou super festa. Livro gostoso de ler e repleto de boas sacadas. {aqui R$85,60}

It: Livro da Alexa Chung, uma das primeiras Its da nossa geração-blogosfera. Ainda não li, mas merece destaque, afinal, Alexa é estilosa e experiente nesse meio fashion-digital. {aqui R$101}

Beauty: Impossível fazer uma lista de livros de moda/beleza e não incluir Lauren Conrad. A moça leva jeito pra coisa e seus livros são sempre leituras deliciosas, parece que estamos lendo um blog, versão papel. O Beauty é meu favorito, mas ela também tem o Fashion e o novíssimo Celebrate. {aqui R$99,40}

Cupcake & Cashmere: Mais um livro de blogueira e essa é uma das minhas favoritas. Adoro o lifestyle da Emily Schuman e o livro é uma graça, feito ela! {aqui R$90,20}

Make Up: Da moda pro You tube, a Michelle Phan é um fenômeno e seu livro é boa dica pra quem gosta desse lado de beleza digital, especialmente em tempos de febre de vlogs e tutoriais. {aqui R$103,90}

Love x Style x Life: Esse eu acabei de comprar, porque eu simplesmente amo a Garance Doré! Não sabia que já tinha no Brasil e taí livro de cabeceira, pra ter sempre por perto e mergulhar de cabeça no lifestyle supercool da francesinha mais adorável da internet! {aqui R$88,40}

Tenho tantas outras dicas sobre o tema, que rende uma edição 2, 3… Espero que vocês tenham gostado das sugestões e quem tiver boas dicas pra me dar, por favor!

 

As lojas físicas precisam recuperar sua força

23/05/2016  •  Por Thereza  •  Moda

Nessa última semana fui bastante ao shopping. Ok, até aí nada de novo no reino do consumismo, só que fui além da conta e, o principal, em lojas que há anos não pisava, mas que resolvi entrar.

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Essa passeio casual (ilustrado pela Carrie), se tornou uma experiência antropológica e eu só pensava, “preciso compartilhar isso no blog”. São tópicos distintos, mas que em comum tem a moda e consumo.

Em tempos de e-commerces se multiplicando e ainda a crise generalizada, as lojas físicas estão, mais do que nunca, num momento de alerta. Recentemente li que shoppings estão passando por transformações, que lojas de departamento gringas já estão repensando seu modelo de atendimento e função como um todo, entre outros fatores que comprovam nossa mudança de comportamento.

Isso é bem óbvio, a nossa experiência de compra online é fácil, tranquila e ainda 24 horas/dia, o que as lojas físicas precisam fornecer? Uma experiência única, atendimento especial, se tornarem flagships e verdadeiras vitrines – não na forma literal – das suas marcas. Elas precisam ser emblemáticas e representativas.

Mas o que as lojas cariocas (estou me baseando pela minha vivência) andam aprontando em face à crise e mudança de comportamento do consumidor? O atendimento anda PIOR DO QUE NUNCA.

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Sei que são condições difíceis de trabalho, sei que tem patrões que exageram, não pagam de forma correta, exigem mais do que qualquer funcionário pode oferecer, mas será que tudo isso justifica pra não dar nem um “bom dia” ou “de nada”?

Nesse meu passeio pelos shoppings (estava procurando uma blusinha bem específica), entrei em lojas como: Maria Filó, Cantão, Farm, Ágatha, Loungerie, Espaço Fashion e todas essas do segmento fashion e não fui bem, ou sequer, minimamente atendida. Não tive uma boa experiência que justificasse a compra, logo, fui embora.

Primeiro você chega, “boa tarde”, normal, né? Não. Observe, se você dá o boa tarde pra vendedora que não for a da vez: ela não te responde. Fato real, muitas delas só cumprimentam os seres humanos da vez.

E na hora de ir embora? Você não compra nada e fala “obrigada vlw flws”. Elas-não-falam-de-nada. Por que? E aquela máxima de não vai comprar hoje, mas pode comprar amanhã? É tão surreal que às vezes deixo meu ~toc de educação de lado pra não correr o risco de ficar no vácuo.

Não quero generalizar, mas isso não é pontual, é praticamente uma regra, um hábito, uma cultura. Isso quando não parte pro lado do preconceito, de te olharem de cima abaixo e por aí vai. Esse tema, aliás, vale até um post exclusivo.

Ah, sabe porque nos úlimos anos eu só entro em lojas de departamento como Renner, Riachu, Zara e cia (e sei que muita gente pensa igual)? Porque além da grade mais flexível, você não corre o risco de passar por isso. Você entra no lugar ciente que ficará mais à vontade, ninguém te ignorará, será blasé e, muito importante, ninguém te persiguirá ou ficará atrás de você rearrumando os cabides.

Nesse meu passeio, de todas as lojas que entrei, a Redley (pasmem, loja perfil masculino) foi a que melhor me atendeu, me deixou à vontade e ofereceu até cerveja rsrs. Não é o agrado em si, mas o simples fato de ser receptivo + te deixar à vontade = um mundo de compras e possibilidades.

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Junto à isso, veio a questão da moda carioca em si. Há 10 anos eu era cliente fiel da Espaço Fashion, comprava a coleção toda (mesmo ciente do risco de cruzar metade do RJ com a mesma estampa), adorava, era muito meu estilo. Com o tempo parei de ir, mas nessa semana fui, pois imaginava que encontraria lá a tal blusinha (é a cara da EF) e me choquei.

Não quero usar do meu veículo pra gongar nada, mas apenas refletir em conjunto e saber se tive azar, afinal, o que aconteceu com a marca e sua qualidade? Eu olhava os cabides e via umas roupas tristes, estranhas, sem coesão e que em nada remetiam os bons tempos da EF (que teve seu auge, nas passarelas do extinto Fashion Rio). Como uma marca desse porte não soube acompanhar a transformação de comportamento e mercado da última década? Falo dela, pois é uma marca que sempre estimei, mas também notei em algumas outras essa mudança de padrão e qualidade.

Pra finalizar esse textão, quando foi que as blusinhas ficaram tão caras? Que banalização é essa dos 3 dígitos e muitos reais? Blusinhas de tecidos básicos e modelagens simples custando igual ou até mais que um casaco ou qualquer item mais especial?

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Em tempos de transição e valorização do nosso rico dinheirinho, acredito que as marcas precisam estar mais do que nunca atentas não só à nossa experiência de compra, bem como qualidade e propósito. O mundo tá se transformando, a gente não aceita qualquer coisa e sairá na frente marca que tiver sensibilidade para unir o lado digital, analôgico e a velha e boa gentileza.

Resumo da ópera, sigo sem a brusinha em questão (desse estilo)

Vocês também tem essa sensação e incômodo?

Chanel latina, o histórico desfile da maison em Cuba

04/05/2016  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Moda

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Se o cenário fashion atual vive uma profunda transformação, tem algo que não sai de moda e segue seu curso: Chanel e Karl Largerfeld. O estilista à frente da Maison sabe o dna clássico que precisa seguir, mas show após show procura um viés inventivo, algo que saia da zona de conforto, atravesse o oceano e pouse na misteriosa Cuba.

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Depois de rodar o mundo com suas coleções resort, Karl escolheu a ilha para o desfile e não tem nada mais interessante e surpreendente!

Beyoncé passou férias por lá, outro dia foi a vez de Obama reestreitar os laços políticos, show dos Stones e até a família Kardashian está lá nesse momento gravando seu reality. E  agora a mais alta moda mundial aporta na ilha cheia de cores, mistérios e que inspirou uma coleção inteira.

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A internet era fraca, o buzz nas redes sociais foi lento, mas entre os convidados, Gisele Bundchen, Vanessa Paradis, Alice Dellal e Tilda Swinton. Na passarela, das tops habitués a Antonio Castro, modelo e neto de Fidel. O desfile aconteceu na emblemática rua que divide a ‘velha e nova’ Havana e envolveu artistas locais, moradores e muitas referências desse país que agora entra na mira do que é pop.

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Os icônicos – e bem velhos – carros coloridos de Cuba. O mix foi bem claro entre as cores e histórico militar de uma Cuba dos anos 50 e que ainda vive hoje, já que é um país, digamos, em muitos aspectos, parado no tempo e no espaço, mas que tem todos os indícios que será o novo destino turístico de muitos.

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A coleção em si foi a mais usável em tempos. A Vogue US definiu muito bem como “uma coleção representativa com o tema, totalmente usável, primorosamente feita e com uma ótima alegria juvenil”. É como se fosse uma francesa passando férias em Cuba ou em equalquer destino latino.

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Em comum com a ilha, a famosa boina, tão usada pelas francesas e também Che Guevara, foi o link ousado de Karl. Além disso, muitas rasteirinhas, sapatos tipo oxford, chapéus panamá, tons pastel e a t-shirt que certeza já terá versão inspired antes mesmo de chegar às araras da marca.

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Viu-se mochilas, bolsas como “Coco Club” e “Chanel Havana” e bottons, muitos bottons (adorei o de cacto)! Não é à tóa que foi eleito como um dos melhores e mais surpreendentes desfile da marca em anos.

A inspiração poderia se tornar algo caricato, mas foi certeiro e trouxe o melhor de Karl Lagerfeld, aliás, especula-se que o Karl está cansado e pronto pra entregar sua Chanel – ele tem contrato vitalício – para outro herdeiro. Será?

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O que acharam do destino, proposta e looks?

 

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