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7 DICAS PRA PEDIR O VINHO DE MANEIRA CERTEIRA NO RESTAURANTE

10/09/2015  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Já aconteceu de estar em algum restaurante, loja de vinhos ou supermercado e se perguntar, meu Deus, que vinho eu escolho? Gôndolas abarrotadas de produtos ou uma carta de vinhos bíblica podem desencorajar bastante! O que pedir? Como perguntar? Será que o atendente, garçom ou sommelier entenderá o que eu quero?

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Isso é muito comum e pode trazer experiências pouco satisfatórias. Por mais que os profissionais da área tenham treinamento, é difícil adivinhar o pensamento ou gosto do consumidor se o mesmo não explicar um pouquinho sua preferência. Escolher o vinho pelo preço não funciona, uma vez que muitos estilos, por mais caros e badalados que sejam, podem não estar de acordo com o seu paladar, resultado: conta alta, pouca satisfação e um certo remorso.

Pensando nisso, resolvi fazer um post com dicas básicas de como escolher ou pedir sugestão de vinhos de forma mais embasada e que melhor direcione o vendedor para o que você realmente quer. Não é decoreba ou gerador de sinônimos só pra ficar sofisticado, é simplesmente um modo de expressar o gosto de vocês com um vocabulário mais próximo ao mundo dos vinhos. Com o tempo, dá pra incorporar e ficar o mais natural possível, sem frescuras ou excessos, pois convenhamos, fica meio pedante. O mais importante é entender o gosto pessoal e saber transmiti-lo. Vamos lá:

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Você está em um restaurante e não tem a menor noção do que aquele bando de nomes na carta quer dizer, contudo você sabe exatamente do que gosta, por exemplo:

1. Vinho bem docinho e suave: Esse tipo de preferência é bem normal, principalmente para as mulheres. São os famosos vinhos de mesa suaves ou vinhos de garrafão. Se você quiser se manter nesse estilo, porém experimentando vinhos com maior qualidade, pode tentar uma sugestão dessa forma:

“Gostaria de um vinho com um pouco de açúcar residual e corpo mais leve, com sabores mais frutados. Quem sabe algo da uva Primitivo?”

Simples, açúcar residual é o açúcar natural da uva que não se transformou em álcool e deixou aquele dulçor no vinho, bem diferente dos vinhos de garrafão que utilizam sacarose para fermentar e dar aquela ressaca. A uva Primitivo, que produz os Primitivos di Manduria na Itália, é uma ótima opção, pois resulta em vinhos com maior doçura.

2. Vinho leve e menos seco: Outro estilo que agrada muita gente, pois não dá aquela sensação de secura na boca que pode incomodar que está começando nesse mundo. Olha um jeito legal de pedir:

“Gostaria de um vinho com poucos taninos e acidez moderada, algo no estilo Pinot Noir do Novo Mundo”

Geralmente os Pinots são menos tânicos e não secam tanto a boca, e quando falamos do Novo Mundo (Chile, Argentina, EUA e etc…) eles apresentam menos acidez e são bem fáceis de tomar.

3. Vinho branco leve e docinho: Me lembro da minha mãe que adora um branquinho bem doce. Há várias alternativas de ótima qualidade. Não confunda com vinhos de sobremesa, pois esses são mais pesados e devem ser degustados apenas com doces ou queijos fortes. Um jeito interessante de pedir uma sugestão é:

“Adoraria um branco bem frutado e com notas mais tropicais, como um Torrontes argentino, por exemplo.”

Os vinhos da uva Torrontes são excelentes opções para quem gosta de brancos com aquele frutado gostoso. Geralmente são descomplicados e bem agradáveis. Assim você evita que o sommelier ou vendedor traga algo exageradamente doce. Se quiser dar uma sofisticada peça também por rótulos da uva Riesling que é extremamente aromática.

4. Vinho branco mais seco: Esse estilo me agrada bastante e geralmente quem está nesse meio há mais tempo tende a optar pelo fato de não ser enjoativo. Tem muita variedade de vinhos que segue essa linha, mas um modo legal de pedir sem medo de errar é esse:

“O que você me sugere de branco com bastante acidez e mineralidade?”

Com essa pergunta, o sommelier ou vendedor poderá apresentar uma infinidade de estilos. Minha dica, é solicitar por exemplares da uva Pinot Grigio que faz vinhos bem minerais, ou quem sabe algum Chablis se o bolso permitir, pois brancos franceses muitas vezes são mais caros. Caso queira ficar nesse estilo sem gastar muito, pode tentar um Sauvignon Blanc chileno.

5. Vinho forte no estilo “pancadão”: Muita gente se identifica com esse tipo de vinho, principalmente os homens. Para agradar todo mundo, o ideal é que além de potente, o vinho tenha maciez pra dar uma sensação sedosa na boca sem agredir. E como pedir?

“Gostaria de um vinho bem encorpado, tânico com madeira presente e sabores de compota, como um Malbec argentino”

Parece estranho, mas é isso mesmo. Aromas e sabores de compota são aqueles que fazem a textura do vinho lembrar geleia de frutas, o que o torna mais aveludado. Quase todas as regiões vinícolas do mundo produzem exemplares desse estilo, principalmente em função da demanda crescente. Os Malbecs são boas pedidas, assim como os australianos da uva Shiraz. Depois que o sommelier entender que o seu estilo é esse, certamente vai mostrar diversas opções seguindo o seu gosto, daí é escolher de acordo com o orçamento.

6. Vinho pra tomar geladinho: Se for branco ou rosé tudo bem, mas quando a pessoa gosta de tintos gelados? Não é tão raro assim, nem motivo de desespero, mas para apreciar um vinho em temperaturas mais baixas, o rótulo escolhido deve ser apropriado para isso. Não dá pra tomar um tinto encorpado frio, pois os aromas ficam escondidos. O que pedir então? E como?

“Hoje seria ótimo um tinto bem leve, pouco alcóolico, frutado e com muito frescor. Um exemplar da uva Gamay sem madeira ou algo do mesmo estilo”

Pronto, tintos mais leves, de uvas como a Gamay ou até a Pinot Noir funcionam bem em temperaturas mais baixas, pois o corpo mais leve permite que os aromas apareçam bem nessas condições. Não tenha vergonha de pedir ao sommelier que refresque o vinho um pouco mais.

7. Vinho elegante para momentos especiais: Com essas palavras, o sommelier entenderá que você procura por algo especial, diferenciado e provavelmente de valor um pouco elevado. Dá pra se perder com a quantidade de vinhos premium que vários restaurantes e lojas oferecem. Dos Grand Crus da Borgonha aos Ultra Premium chilenos existe um mundo, mas pra impressionar o pessoal da mesa você pode dizer:

“Para data especial de hoje acho que vamos querer um belo exemplar do velho mundo com traços de evolução, acidez pronunciada, muita estrutura e elegância, além de potencial gastronômico.”

Nada mais é do que um vinho europeu mais envelhecido, de um grande produtor e que combine bem com comida. Pode ser Brunello, Barolo, Bordeaux, Chateneuf du Pape, enfim, o vinho deve ser de ótima qualidade.

Essas foram apenas algumas maneiras de conversar com um profissional do ramo com um pouco mais de propriedade. O objetivo do post não é o de transformar ninguém em um glossário ambulante, por isso tentei deixar o mais simples possível. O importante é que se saiba daquilo que gosta para poder repassar de forma precisa e descomplicada. Os sommeliers adoram conversar sobre o tema com os clientes, e quando identificam alguém que também goste do assunto, o papo flui e o aprendizado é inevitável.

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E pra finalizar vou deixar um desafio aqui: Como já disse existem diversos estilos de vinhos que você pode querer pedir e obviamente não caberiam nem em 50 posts. Assim sendo, quem tiver algum tipo de vinho que goste e que não tenha a menor ideia de como pedir, deixe um comentário que eu tento ajudar. Pode descrever pelo sabor mesmo, tipo, sabor de goiaba, chiclete, nem forte nem fraco etc… O importante é perguntar!




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45 Comentários
  1. Raissa Kubotta - 10/09/15 - 20h47

    Adorei!

    Responder
  2. Camila - 10/09/15 - 20h58

    Adorei o post! Falar verdade nem sei explicar direito…kkkk…amo qd tomo um vinho que não me causa desconforto na boca, sabe? Acredito que estou falando de acidez e taninos. Será? Aquele que depois da primeira taça parece que estou tomando água. Gostei muito dos vinhos californianos…acho q foram oq mais me identifiquei. Gosto mt dos brancos e espumantes (não doces). Como posso pedir? Suave? Sem acidez?

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 12h26

      Olá,
      geralmente a acidez exagerada pode ser um pouco agressiva, ainda mais se vc não estiver comendo nada pra acompanhar. Acho que vc pode pedir por sugestões de vinhos com acidez mais moderada e textura mais macia, além é claro de sabores mais frutados, enfim, vinhos mais redondos.
      Valeu pelo comentário, abs.

  3. Leticia - 10/09/15 - 21h00

    Rodrigo, você está um blogueiro de mão cheia! A Tê tá te treinando direitinho! Parabéns!!
    Em resposta ao seu desafio, o meu pedido de ajuda: meus vinhos favoritos costumam ser os Cabernet Sauvignon, Carmenere e Merlot. Quando nos restaurantes, costumo escolher entre as opções disponíveis dessas uvas. Como pedir na linguagem sommelier?
    Não sou muito amiga de vinhos brancos ou rosés, mas tenho gostado também do vinho verde Casal Garcia, geladinho, pros dias mais quentes.

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 12h23

      Olá, Letícia.
      O que essas uvas tem em comum é o frutado e os aromas apimentados. Os vinhos cabernets tem mais taninos e são mais secos, os Carmeneres geralmente tem sabores condimentados e vegetais e os Merlots na maioria dos casos são vinhos bem redondos e macios. Você pode pedir por sugestões de vinhos de bom corpo, com aromas de frutas maduras e se você gostar daquele gostinho de baunilha e chocolate, peça por vinhos com envelhecimento em madeira.
      Valeu pelo comentário, abs.

  4. Diana - 10/09/15 - 21h26

    Rodrigo!

    Parabéns pelo espaço no blog, está cada dia melhor, e acho excelente para nós, leitoras leigas nesse universo, aprendermos um pouquinho que seja e levarmos isso pra vida, em viagens, jantares, etc!

    Vc é um sucesso, assim como a The!

    Bjs e parabénssssssss casal fofo!

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 12h18

      Valeu, Diana.
      Fico feliz de estar ajudando.
      Abs.

  5. Michi Ferretti - 10/09/15 - 23h14

    Rodrigo, arrasou! Adorei a matéria! Vou usar com toda certeza!!!

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 12h17

      Obrigado,
      Não deixe de usar as dicas hehe.
      Abs.

  6. Simone - 11/09/15 - 08h24

    Nossaaaa amei isso! Sou dessas que só sabe falar que quer vinho doce e suave hahahaahaha Thê e no mercado? Como identificar esses vinhos? Seria legal um post com algumas sugestões, igual esse que vc fez mas com o vinho correspondente na frente ;) Adoro saber mais sobre vinhos e bebidas em geral! Beijos! Arrasou nesse post!

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 12h16

      Valeu, Simone, boa sugestão.
      Pensei em indicar rótulos específicos nesse post, mas achei que poderia ficar muito longo. No próximo eu faço.
      Abs.

  7. Simone - 11/09/15 - 08h27

    Ps: desculpa Rodrigo, agora que vi que foi vc quem
    escreveu o post heheheh Arrasou!

    Responder
  8. Deliane - 11/09/15 - 08h44

    qual a sugestão de vinho “bem docinho e suave” você indica, que não seja muito caro, que tenha ótimo custo benefício e que seja fácil encontrar.

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 12h15

      Olá, Deliane.
      Para esse estilo, costumo indicar vinhos da uva Primitivo. Geralmente são mais adocicados, mas não enjoam. Caso opte por um por um outro estilo, pode procurar também pelos vinhos australianos da Fisheye que são vendidos na wine.com.br. Tem brancos e tintos e a pegada é mais ou menos essa, vinhos bem leves, sem madeira e muito fáceis de beber, o valor gira em torno dos R$30.
      Abs.

  9. Ilda - 11/09/15 - 08h52

    Adorei a forma que você relatou as situações …Já vivi algumas delas…e é fato escolher um bom vinho é difícil, quando não se tem nada além do prazer em saboreá – lo. Eu adoro vinhos tintos e brancos, mas não gosto de sentir o doce em demasiado, prefiro os mais secos…porém não precisa arranhar a garganta…Acho que um garçom teria certa dificuldade em me ajudar!!!

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 12h02

      Olá, obrigado pelo comentário.
      Acredito que no seu caso, você pode pedir por um vinho mais seco, porém ser muitos taninos, algo menos agressivo e mais macio. Geralmente os Merlots funcionam bem.
      Abs.

  10. katrine - 11/09/15 - 10h08

    Post maravilhoso Thereza!!! Eu sou do tipo que estou olhando a carta de vinhos enquanto as amigas já estão terminando o primeiro chopp ou cervejinha, vem de família, pessoal lá de casa é muito louco nisso! Adoro Malbec e o Primitivos di Manduria e nunca jamais dispenso um branco ‘mais seco’! beijão :wine_glass:

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 11h59

      Obrigado, Katrine.
      Eu também sou fã dos brancos bem secos.
      Abs.

  11. Mari - 11/09/15 - 10h08

    adoreiii o post!!
    como sempre vc consegue ser informativo, descomplicado e sintético, Rodrigo!
    obrigada por descomplicar as coisas para nós! :)
    bjo, casal!!

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 11h58

      Valeu, Mari.
      Abs.

  12. Raquel - 11/09/15 - 13h34

    Sou apaixonada pelo Espumante J.C. Le Roux como pedir outra opção neste mesmo estilo ?

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 14h17

      Olá, Raquel.
      Esse espumante é um estilo mais adocicado e com teor alcoólico bem baixo. Vc pode tentar o Frances Pol Clement demi sec que segue essa linha ou quem sabe algum espumante Rosé aqui do Brasil como o Guatambu Rosé. Pode optar também pelos espumantes da uva Moscatel que tem uma doçura interessante também.
      Abs.

  13. Cristine - 11/09/15 - 13h35

    Oi Rodrigo.

    Amei a forma leve e clara que ensinou sobre os vinhos.

    Amo os da família Lambrusco bem gelados, sei que são frizzantes. Também gosto do Casal Garcia.
    Como pedi-los um restaurante?

    Grata! :hibiscus:

    Responder
    • Rodrigo - 11/09/15 - 14h07

      Olá, Cristine, obrigado pelo comentário.
      Vc pode pedir por vinhos frizzantes mesmo que o sommelier vai te apresentar bastante coisa. Outra opção é solicitar pelos vinhos do estilo White Zinfandel, são frisantes rosés muito consumidos na California. É um modo legal de variar sem sair muito do seu estilo.
      Abs.

  14. jaque - 11/09/15 - 15h44

    Oi Rodrigo! Legal tua matéria!
    Gosto muito do Santa Helena Chandonnay! Se encaixa em que tipo? Obrigada!

    Responder
    • Rodrigo - 12/09/15 - 12h37

      Olá, Jaque. O Santa Helena pode entrar na linha dos Brancos Secos e frutados.
      Abs.

  15. Carol - 11/09/15 - 16h29

    Adorei a matéria! As frases de como pedir ficaram muito fofas! Parabéns Rodrigo!!

    Responder
  16. Marielly Andrade - 11/09/15 - 23h17

    Adorei o post Rodrigo!

    Responder
  17. Talita - 12/09/15 - 10h23

    Eu sou da turma do “pancadão”. Rodrigo, me tira uma dúvida: quando eu abro uma garrafa eu não costumo tomar ela inteira. Aí guardo na geladeira e no dia seguinte o vinho tá horrível . O que estou fazendo de errado? Devo comprar uma adega, que tem temperatura mais adequada? Devo tomar a garrafa toda?? Kkk. Me ajuda…

    Responder
    • Rodrigo - 12/09/15 - 12h35

      Olá, Talita.
      Não precisa se preocupar. Alguns vinhos duram um pouco menos depois de abetos, mas vc pode resolver esse problema comprando uma daquelas bombinhas pra fechar as garrafas. Muitos mercados vendem, são chamadas de Vacuo van. Tem umas simples que são bem baratinhas e funcionam muito bem. Se o dia estiver mais frio, nem precisa colocar na geladeira.
      Abs.

  18. Flavia - 14/09/15 - 18h09

    Olá Rodrigo, suas postagens estão cada vez melhores! Parabéns! Você entendeu bem que o perfil do público deste blog e fala a nossa língua, ou seja, presume que se complicar demais a maioria de nós não entenderá. Bem, sou daquelas que curte vinho, apesar de não entender. Meu marido não me ajuda como vc ajuda a Thê, pois todo o entendimento e dedicação dele é direcionado para cervejas :) Além disso, eu não tenho pretensão de ser grande entendedora, quero apenas saber o que escolher no supermercado ou no restaurante. Meu auto-conhecimento neste assunto é bem pequeno, o que sei sobre mim é:
    1) vinhos brancos são meus preferidos (pinot grigio nunca tem erro comigo);
    2) adoro o verde também (especialmente acompanhando frutos do mar – não sei a diferença de vinhos verdes e brancos, vc poderia falar sobre isso);
    3) em relação a espumantes gosto de brut e rosés;
    4) detesto com todas as minhas forças vinhos de sobremesa;
    5) tintos são minha grande dúvida de como definir meu gosto, só sei que não gosto tanto dos muito leves (aí não sei distinguir tanino de encorpamento).
    Enfim, isso é tudo que eu sei sobre mim mesma, vc tem dica do que eu posso fazer pra tentar entender meu estilo? Anotar os que eu já gostei e tentar ver similaridade neles?
    Mas voltando aos tintos, uma vez, um primo meu, vendo minha dúvida diante de uma carta de vinhos, me disse: “Quando vc for pedir ” no escuro”, assimile a uva com a região, por exemplo, se for argentino-malbec, chileno-camenere”.
    Isso parece simplista, mas sabe, desde então, eu testei algumas vezes e isso me ajudou. Você acha que isso faz sentido? Se fizer, poderia ampliar esta lista?
    Obrigada por toda a dedicação aos posts e atenção aos comentários!

    Responder
    • Rodrigo - 15/09/15 - 14h28

      Olá, Flavia, obrigado pelo comentário. Vc está seguindo o caminho certo. O gosto pessoal é o que importa no fim das contas.
      Muita gente se identifica com os vinhos verdes, que na verdade de verdes não tem nada, seu nome se dá em função das uvas serem colhidas um pouco mais prematuras (verdes) para que o vinho tenha menos concentração de açúcar e mais acidez. São vinhos muito frescos e leves produzidos na região do Minho, no norte de Portugal. Podem ser brancos, tintos e espumantes.
      Vinhos de sobremesa são meio complicados, pois quando não são de qualidade, perdem acidez e a doçura fica quase insuportável, mas é claro que há boas opçoes. O ideal é que acompanhem sobremesas ou queijos fortes.
      A diferença entre tanino é corpo é simples, tanino é aquela sensação de secura na boca após engolir, como se tivesse acabado de morder ma banana verde. Corpo é o peso que o vinho tem na boca, está mais ligado à densidade e viscosidade da bebida.
      Minha sugestão para que vc comece a apreciar os tintos é tentar degustar aqueles que não são tão pesados, pois fica mais fácil de fazer a transição dos brancos. Tente algo com a uva Merlot, por exemplo, geralmente são vinhos macios e os taninos não agridem muito.
      O merlot do Marques de Casa Concha é maravilhoso.
      Mais uma vez obrigado e abs.

  19. Rebeca Faganelli - 14/09/15 - 23h58

    Amei o post! Com certeza agora ficou mais fácil pedir um vinho da minha preferência!

    Responder
    • Rodrigo - 16/09/15 - 14h14

      Valeu, Rebeca.
      Abs.

  20. Raquel - 15/09/15 - 16h06

    Mais um excelente post! Acompanho o blog desde 2009 e é a primeira vez que comento. Não sei se vc já falou sobre isso, mas gostaria de um post com indicações de empresas que ofereçam cursos sobre vinhos aqui no Rio!
    Abraço para o casal!

    Responder
    • Rodrigo - 16/09/15 - 14h10

      Olá, Raquel.
      Há vários cursos aqui no Rio. Dá uma pesquisada no site da ABS, pois eles iniciam cursos todo semestre para vários níveis: http://www2.abs-rio.com.br/
      O Senac também oferece cursos.
      Abs.

  21. Patrícia - 16/09/15 - 13h20

    Olá Rodrigo, parabéns pelas postagens, têm sido de grande ajuda! Tenho muita dificuldade na hora de comprar vinhos, especialmente os tintos, pois geralmente me decepciono por acha-los “amadeirados” de mais, o que não me agrada nenhum pouco. Um dia me explicaram que este “tom amadeirado” do qual não gosto seria característico dos vinhos reservados, mas não vejo muito sentido, pois já tomei reservados dos quais gostei, da mesma forma que há vinhos que não são “reserva” e têm a característica que me desagrada. Por outro lado, dificilmente me decepciono com espumantes, os quais devem ser brut ou demi sec (dependendo da marca). Lendo este post, eu deduzi que o que me agradaria seriam os vinhos leves e menos secos (não os doces). Tu poderias me indicar um rótulo de tinto e um de branco que se enquadrem nessas características? Obrigada!

    Responder
    • Rodrigo - 16/09/15 - 14h05

      Olá, Patricia, obrigado por compartilhar sua experiência.
      Essa questão de vinhos muito amadeirados é complicada, pois muita gente os acha agressivos. É tudo questão de equilíbrio, há diversos vinhos com amadurecimento em madeira que são super macios, a madeira dá apenas aqueles toques de chocolate e baunilha. Contudo, há aqueles vinhos que no final de cada gole vc tem que tirar farpas da língua.
      Para vc eu indico um tinto espanhol muito legal que não passa por madeira na elaboração. É o Flor d`Englora Garnatxa. Muito floral e frutado, mas é mais seco, se quiser algo com um pouco mais de dulçor, aconselho o Canepa Reserva Famiglia Syrah. Ambos são vendidos na wine.com.br e no varejo também. Para o branco eu iria de Goulart T Torrontes, é bem frutado e tropical.
      Abs
      Abs.

  22. Rodolfo - 27/09/15 - 16h31

    Olá Rodrigo. Minha duvida é a seguinte: quando vou ao restaurante, o garçom me serve pra que eu prove o vinho antes de ele servir as outras pessoas. Entendo que é para eu verificar se o vinho esta bom, se ele passou do ponto ou se virou vinagre. Como vou ter certeza que o vinho esta bom? Pode acontecer de eu simplesmente não gostar do vinho. E se eu não gostar, posso pedir pra trocar?
    Resumindo: Quais os cliterios para avaliar o vinho?

    Responder
    • Rodrigo - 27/09/15 - 21h43

      Olá, Rodolfo, boa pergunta.
      Quando o o garçom, ou sommelier serve um pouquinho do vinho, é para você avaliar se gostou do vinho ou não, de acordo com seu gosto pessoal. A verificação se o vinho está estragado é responsabilidade do próprio sommelier, que deve cheirar o vinho antes. Não há problema algum em dizer que o vinho não está do seu agrado, afinal você está pagando. Nesse caso você pode escolher outra garrafa. Uma dica, para saber se o vinho já passou do ponto, ou foi mal armazenado e estragou, tente sentir gosto de papelão ou de papel molhado, se sentir, é sinal de que o vinho já foi pro vinagre.
      Abs.

    • Rodolfo - 27/09/15 - 22h06

      Muito obrigado Rodrigo! Vou saber me comportar melhor agora nos restaurantes! rsrs estou gostando muito dos seus posts, bem praticos e esclarecedores.

    • Rodrigo - 29/09/15 - 00h38

      Valeu, Rodolfo.
      Qualquer dúvida ou sugestão, é só falar.
      Abs.

  23. Vanderlei de oliveira acha júnior - 29/10/15 - 16h42

    Boa tarde, estou começando agora nesse mundo dos vinhos, você poderia me indicar pelo menos 10 bons rótulos para iniciantes. Grato.

    Responder
  24. Miriam santos - 08/10/17 - 19h14

    sempre peço vinho suave tinto 70×30
    70% doce e 30% seco

    Responder
  25. Nívia - 15/12/18 - 19h25

    Não sou exatamente uma iniciante, mas me agrada demais os brancos secos . Sempre tenho que me policiar ,pois , como adoro a sensação de como estar bebendo água , o risco de beber muito sem sentir é grande,
    Aprecio demais os italianos , de um modo geral, secos, alguns portugueses e mais estreitamente os franceses tintos,

    Responder