Red Carpet  •  02 maio 2022

Gilded Glamour e o Baile do Met 2022

É hoje o grande dia, a noite mais importante, fashion, irreverente, surpreendente do red carpet mundial: o Baile do Met! Como sempre me perguntam, decidi fazer um post aquecimento sobre o tema pra gente organizar nossas expectativas!

Para essa edição, Anna Wintour e o time do Costume Institute do Metropolitan Museum, escolheram “Gilded Glamour” como tema continuação do último Met e, como de costume, os co-anfitriões que abrirão os trabalhos do red carpet serão: Blake Lively (!!!), Ryan Reynolds, Regina King e Lin-Manuel Miranda. E podemos esperar uma coisa: glamour, exagero e opulência.
gilded glamour
 
A tal era dourada americana durou um período de 30 anos no final do século XIX, no qual os industriais e magnatas do setor imobiliário viram suas fortunas multiplicarem graças ao rápido crescimento das cidades e seu entorno. Sabe a pauta “old money” de outro dia? Era mais ou menos isso, numa era onde Vanderbilt, Rockfeller e outros sobrenomes nova iorquinos famosos dominavam a cidade de NY bem à la Gossip Girl só que da Gilded Era.
 
E onde a moda entra nessa? “Você é, o que você veste”, lógico que onde há dinheiro, há ostentação e status, tudo representado com muitas roupas opulentas, estruturadas, com aplicações, rendas, bordados. As cores seguiam a cartela de joias, do dourado e suas nuances até tons vivos de pedras preciosas. As roupas eram pomposas, os acessórios exagerados (umas roupas tinham até asas), as luvas eram dramáticas e os chapéus carregavam penas e pássaros mortos empalhados. Sim, poderemos ver detalhes assim mais tarde! 
 
Para a temporada Gilded, esqueça Bridgerton e foque no seriado Gilded Age! Veremos muitos espartilhos, corselets, amarrações e tudo que realça o corpo e, sim, dos modos mais arcaicos possível. Cintura fina, derrières enormes!
 
Esse é o lado mais óbvio e tradicional da era de ouro, mas junto a isso também é possível esperar revolução contra as rendas e espartilhos. A moda é mestre em subverter e com essa era não poderia ser diferente, pois da formalidade também se faz a ousadia e o tema é prato cheio pra desconstrução de uma temática e estética, cá entre nós, bastante ultrapassada.
 
Creio que será um tema fácil de se incorporar, pois pode ser visualmente óbvio e adoravelmente desafiador, mas também podemos esperar erros temporais e confusão no que diz respeito a eras com estéticas similares, mas diferentes do tema.
 
 
E quais os estilistas e marcas que mais representam a era de ouro americana? Lógico que estilistas ~locais serão muito bem-vindos, como Zac Posen (que não apresenta mais, porém tem um acervo icônico) à nova geração como Christopher John Rogers. No geral, de Vivienne Westwood a Galliano em sua era Dior, Gucci (afinal, Tom Ford é um dos anfitriões) a McQueen. Glenn Martens a Elie Saab e seus gowns operescos.
 
 
Por fim, e assim como todo #BailedoMet, veremos 3 linhas editoriais: as que vão totalmente representativas, basicamente como um “costume” mesmo, uma fantasia; as que usam um detalhe, um artifício pra se incluir ao tema; e as que vão de bonita e simples assim, muito pela presença vip e mais ainda pq simplesmente vão por um marca e não podem ir muito além disso. E o que faz o #MetGala ser O evento fashion do ano é justamente isso, essa miscelânea adorável onde a gente espera muito e geralmente se entrega alto nível!
 
Pessoalmente, gosto quando as famosas escolhem um look específico de alguma figura de tal era  e incorpora no dia de hoje cheio de referências (ano passado aconteceu muito isso). E, pra mim, é AÍ que entra o dedo-e-mente da Anna Wintour, servindo esses refrescos históricos e fashion e não escolhendo looks de passarela como foi dito anteriormente. 
 
Então mais tarde temos encontro marcado na nossa live no Instagram, feed, stories e aqui blog! E se viu alguém com dúvida sobre o tema, compartilhe esse post! #bailedomet #metgala2022
 
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