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Problematizando o Victoria’s Secret Fashion Show 2017

20/11/2017  •  Por Thereza  •  Pense

Hoje rolou em Shanghai mais uma edição do desfile mais aguardado do ano: o Victoria’s Secret Fashion Show. Nada de Chanel, Dior ou Elie Saab, o desfile da marca de lingerie é um acontecimento que reúne dúzias de modelos em looks suntuosos e com quê apoteóticos. Bom, isso todo mundo já sabe e conhece, sim, eles praticamente são sempre iguais, mas irresistíveis, confesse.

victoria's secret fashion show

O que mudou esse ano? O local. O VSFS costuma ser em NY, já viajou até LA, Paris e Londres, mas agora o foco foi a China. Promover uma nova cultura? Não necessariamente, mas sim atingir outros consumidores e encantar um novo mercado poderosíssimo.

Bom, a ideia capitalista prometia ser boa, mas começou a dar errado quando algumas de suas principais estrelas tiveram seu visto negado. Várias modelos, incluindo Gigi Hadid e ainda Katy Perry (que cantaria) já se envolveram em polêmicas com a China, fazendo uso de gestos e até roupas que são considerados racistas no país. No mais, a China vive sob ditadura e, apesar de comercialmente aberta, é politicamente fechada, com isso, essas questões são mais que culturais e se a marca quis desfilar lá, isso deveria ter sido planejado e respeitado.

victoria's secret fashion show

Dito tudo isso, vamos ao desfile na prática? Eu seria hipócrita em dizer que não adoro esse frenesi, que não fico encantada com os looks, alegorias e adereços, vocês sabem que todo ano postamos sobre e até com um viés mais bem humorado, analisando as poses e bate cabelo, mas pra mim a graça não é mais a mesma. Cada vez mais algo me incomoda: o padrão. A gente não pode fechar os olhos para todos os corpos iguais, logicamente, magros, muito magros, corpos perfeitos, muitos dirão. O que é perfeito?

Há de se mencionar que, em tempos de Fashion Weeks que existe uma média de 2 modelos negras por desfile (falamos sobre isso nesse post aqui), o VSFS até se ~esforça em prezar pela diversidade. Esse ano foram 55 modelos de 20 países e, diferente dos outros anos, mais modelos negras e chinesas.

victoria's secret fashion show

Mas e os corpos? E as manas gordas, plus size, curvy, como quiser chamar?

Não teve umazinha pra contar história. Nem umazinha pra dizer “olha como quebramos padrões”. Em tempos que a sociedade cada vez mais se mostra atenta a essas questões e, principalmente, cada vez mais marcas tem buscado se mostrar inclusivas, seja nas passarelas ou numa grade mais democrática, a Victoria’s Secret parece que parou no tempo e no espaço.

Você pode amar esse universo, você pode ser magra, você pode até não se importar com isso, mas é preciso fazer uma reflexão, simples assim. Saem os looks, tutoriais de maquiagem e dicas de cabelos, e entra o pensamento dessa nova era que todos nós estamos não só vendo, como vivendo.

victoria's secret fashion show

Top models como Ashley Graham e Candice Huffine tem ganhado mais e mais destaque no meio e, não apenas como uma modelos plus size, mas como apenas mais uma modelo, simples assim. Daí chega a VS e é incapaz de dar espaço para essas mulheres? E vale lembrar que o padrão da marca anda tão deturpado, que dizem que a Izabel Goulart foi barrada por não ter o dito corpo ideal, vejam só.

Eu não entendo. Quer dizer, entendo sim, a tal da diversidade vai até a página 2 e a maior marca de lingerie do mundo, sempre com seus desfiles apoteóticos e suas lingeries deslumbrantes, fica demodé no assunto que tá mais na moda: a quebra de padrões.

Muita gente pode pensar sobre o tal do inspiracional e “é disso que o povo gosta”, mas só isso não paga as contas de empresa nenhuma. Enquanto a VS vem sofrendo com a queda do faturamento, foi noticiado recentemente que marcas de lingerie  que aumentaram sua grade, viram um faturamento maior que em qualquer outro segmento da moda.

É uma pena, é triste, mas ainda bem que diariamente vemos mais e mais mulheres representando esse novo cenário e, mais do que moda, está virando um clássico, um lugar comum. Vamos banalizar isso, vamos acostumar nosso olhar a ver mulheres com diversos corpos, tamanhos e alturas na passarela. E que vergonha de uma empresa com a Victoria’s Secret não ter se atentado pra isso em pleno 2017.

victoria's secret fashion show

Feliz ano velho, VSFS. Melhore.


AMARO Beachwear

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57 Comentários
  1. Vitoria Gonçalves - 20/11/17 - 14h58

    Thereza, você é tão sensata nas reflexões!
    Também sou uma das que fica doida com essa magia de VSFS mas ao mesmo tempo me policio para não normatizar esse cast nunca. São todas plenas e lindas? Sim. Mas e quantas outras mulheres, em quaisquer que sejam suas formas, não são também, não é? Excluir nitidamente mulheres que são diferentes do “padrão angel” é ofensivo pra todas nós, que vivemos lutando por uma sociedade menos padrao-machista-branca-esguia.
    Não canso de exaltar seus posts de reflexão, que são tão bons quanto os outros, e nos.colocam para refletir de verdade, o que não é tão comum assim nos blogs voltados para moda e beleza!
    Obrigada ♥️

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    • Heloisa Carvalho - 20/11/17 - 15h35

      Seu comentário complementou muito bem o texto. Só queria falar isso :heart:

  2. Bárbara Adjuto - 20/11/17 - 15h13

    Chocada com essa informação sobre Izabel Goulart!!! Por favor VS literal melhore!!

    Responder
    • Carla - 20/11/17 - 15h34

      Pelo que saquei, a izabel nao foi aprovada por estar mto musculosa. parece q Eles preferem corpos magros e mais femininos tp assim

  3. Zi - 20/11/17 - 15h24

    É post reflexivo atrás de post reflexivo. Gostamos assim!
    :sparkling_heart: FASHIONISMO, MELHOR SITE! :sparkling_heart:

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  4. Angélica - 20/11/17 - 15h31

    Que textao maravilhosoooo! Parabens por sempre levantar essas questoes

    Responder
  5. Junior Santos - 20/11/17 - 15h32

    Nossa! Super sim pra essa reflexão! Você é muito incrível nas opinioes, The! <3

    Responder
  6. Nathi Faria - 20/11/17 - 15h47

    Sim!!! Concordo com tudo, cada ano mais do mesmo! Sem mudanças, sem diversidade! Está perdendo a magia! :(

    Responder
  7. natalha - 20/11/17 - 15h49

    Eu acho legal essa onda de abertura para a diversidade e para novos conceitos de beleza, mas tb acho mto chato essa “necessidade” de ser politicamente correto e de ficar julgando tudo e todos que nao pensam desse jeito…

    Responder
    • Thereza - 20/11/17 - 16h02

      Eu não julgo, não sou de boicote e até deixei bem claro dizendo que não sou hipócrita e adoro esse universo das angels e o desfile em si é admirável, só a mente que ae habitua com um novo olhar sobre as coisas e isso pode ser bom tb! bjs!

    • Luiza Xavier - 20/11/17 - 17h38

      penso o mesmo

    • Lene - 21/11/17 - 15h34

      Concordo! É muito chato esse politicamente correto, ter representatividade em tudo. A marca veste mulheres e ali estão elas, desfilando.

  8. Isabela - 20/11/17 - 15h51

    The, você assistiu a última temporada de Project Runway (o último episódio foi ao ar sexta passada)? Se não assistiu, acho que vale a pena assistir alguns episódios, pois foi a primeira edição com modelos “fora do padrão”! Achei muito legal, e os jurados sempre falavam o quão importante era os competidores fazerem looks que valorizasse o corpo de tais modelos, e não os escondesse. Quem sabe rende até um post.
    E mais uma vez, ótimo post, sempre me encanto com o quão bem você escreve!

    Responder
    • Thereza - 20/11/17 - 16h03

      Sabe que ainda não vi essa temporada, mas me falaram q ta c essa proposta diferente! Quero ver pq amo Heidi!

  9. Juliana - 20/11/17 - 16h07

    A VS pode não ter mudado, tomara que mude, mas uma coisa mudou com todo o empoderamento do corpo “normal”: eu. Antes, eu via o desfile e me sentia mal, de verdade, e agora eu consigo ver e me entreter, achar divertido, bonito, brega, o que for, mas sem a necessidade de me comparar com as meninas de lá ou me cobrar pra ser daquele jeito. Olha, vendo desse jeito fica bem mais legal! Se eles não mudam, mudamos nós e a vida segue mais legal. E se eles não quiserem, que fiquem pra trás (:

    Responder
    • Tatiana - 21/11/17 - 13h20

      merece o Tocantis inteiro!

  10. Laísa - 20/11/17 - 16h28

    Minha admiração por vc Thereza só cresce!!! Obrigada por se posicionar e fazer posts tão sensatos. Amo demais esse blog ❤

    Responder
  11. Paula - 20/11/17 - 16h50

    Sim, concordo que todas as modelos sao magras, pois esse é o padrão para p desfile, mas a marca tem número de sutiã para todos os tipos de corpo. Eu posso estar errada, mas eu também não vejo muito plus size em marcas grandes como Chanel, Dior ou Elie Saab. Porque então só a VS recebe as críticas?

    Responder
    • Thereza - 20/11/17 - 16h57

      Sutiã é fácil pq americana tem muito peito, então você pode ser super magra, mas precisa de um número grande de sutiã, mas se eles tivesse uma grade legitimamente democrática isso estaria demonstrado na passarela. E nesse post que linkei, eu falei de marcas como Prabal Gurung, Christian Siriano e Michael Kors, que tem sido cada vez mais inclusivos no casting. Até mesmo NYFW como um todo, já a Paris Fashion Week segue nessa bolha à la VS. E a gente usa a VS como referência master pq eles falam sobre corpo, já as outras marcas ainda deixam as modelos como “cabides”.

    • Beatriz Santiago - 20/11/17 - 20h31

      A VS nao atende a todos os corpos não rsrs

    • luciana* - 20/11/17 - 21h53

      Outra coisa, a VS tem um apelo mais popular, é uma marca acessível. Não faz muito sentido comparar com marcas de luxo, né? Como disse a Thereza, as modelos estão ali apenas como ‘cabide’.

  12. Beatriz Santini - 20/11/17 - 17h07

    Thereza, uma mulher corajosa!

    Responder
  13. Thamires - 20/11/17 - 17h13

    Tudo que você disse é coerente, concordo em partes, mas não acho justo problematizar o padrão da VS sendo que desde 1995 é assim e de alguma forma, sempre será. Todo mundo sabe que as modelos são magras, esguias, cabelão, pele bonita e etc, na época de ouro onde tinha Gisele, Heidi e Karolina Kurkova, isso era bem pior, todas as modelos eram “perfeitas” e não tinha nenhuma “fora” do padrão, basta assistir os desfiles para comprovar isso. De uns anos pra cá isso tem mudado, podemos ver os cabelos naturais, Elsa Hosk mesmo desfilou com o cabelo mais curto, e Alana Arrington é super cacheada, se fosse a alguns anos atrás todas estariam com aqueles apliques gigantescos. Sara Sampaio é bem mais baixa do que a maioria das outras modelos, Taylor Hill não é nenhuma esquelética e tem o corpo cheio de curvas, assim como Adriana Lima. Laís Ribeiro já apareceu em várias fotos do desfile com estrias. Maria Borges, Cindy Brown e Leomie Anderson são exemplos de negras maravilhosas que vem desfilando e ganhando destaque a alguns anos na marca e por ai vai. As modelos dão duro para ter os corpos que tem, passam o ano se preparando para o desfile e isso tudo é mostrado no instagram e nos videos do youtube, elas não conseguem isso de mão beijada, mas sim com muita ralação, alimentação saudável e treinos, querendo ou não elas vendem saúde, mas ninguém enxerga isso porque só vemos o resultado final na passarela, só vemos o corpo lindo, malhado, magro e sexy, isso é um estilo de vida, e se todos pudessem ver por esse lado, tudo ficaria menos “perfeito”. Izabel Goulart não passou no casting por não ter o corpo ideal, e sim porque na China é mais comum as modelos terem o rostinho mais de menina, e segundo as entrevistas que eu li, ela tem o perfil de mais mulherão e sarada, e como nesse ano o desfile seria lá, ela foi afastada, também achei super injusto, mas tinha um motivo. Como você disse, acho que vale sim a reflexão, mas acho que quem acompanha a VS a risca, como eu, sabe que muita coisa vem mudando, me arrisco a dizer que talvez esse desfile de 2017 tenha sido o ano com mais diversidade na marca, é só observar as 55 modelos escolhidas. Quem sabe no futuro o “padrão” mude ainda mais, e se não mudar, como disse a menina no comentário a baixo, mudamos nós e segue o baile, ninguém é obrigado a assistir um desfile só para se colocar pra baixo, se comparar ou problematizar um show que já é assim a mais de 18 anos.

    Responder
    • Thereza - 20/11/17 - 17h43

      Sim, a marca sempre foi assim desde 1995, nós que mudamos!
      Mas como vc disse, fiz questão de falar no post que em termos de etnias, raça, eles são mais inclusivos, ano passado mesmo postei que eles não mudam mais os cabelos das modelos, sejam das negras ou simplesmente quem opta por ter cabelo curto e quem imaginaria angels de long bob? maaaas acho que esse ano fala-se muito de corpos diferentes e seria lindo a marca traduzir isso na passarela.

    • Alexandra - 20/11/17 - 22h41

      Thamires, concordo c vc q em relação a diversidade étnica (E talvez a cabelos?! hahaha) a VS realmente vem se “abrindo” mai$… Mas a estilo de corpos, n, vou além, biotipos (Q ai é uma questão de saúde tb respeitar) ela até já foi, ou quase foi, mas n é mais (Vulgo Tyra Banks, Heid Klum etc. Dê só uma googlada) pq já n é só pq tds são magras, tds têm praticamente o msm biotipo (E tb n nos iludamos, até concordo q obesidade é um problema de saúde e tal, mas magreza n só n é símbolo disso como elas, ou pelo menos mts delas, n estão ali vendendo nenhum estilo de vida saudável. Já viu a alimentação da Bella Hadid por ex? Ou ela finge pra mostrar q “n passa fome e come sem problemas” oq por si só já é problemático ou é genético e msm assim continua sendo péssimos hábitos). Enfim, em muitos pnts ela está em retrocesso sim pq parou no tempo (E com algumas atitudes, até andou pra trás). N acho q preciso entrar em ativismos ou “politicamente correto” (até pq nem qr pq pra mim é uma questão de presença) pra falar q estagnação causa desconexão c a realidade. Pra n dizer q se torna chato e brega q é oq a VS se tornou. Então, em mais um pnt, acho q concordo c vc: o texto ser irrealista. Mas n pq é injusto c a VS por n enxergar as tentativa$ da marca de colaborar c a realidade, mas por esperar isso de uma marca, seja ela ql for. Ainda mais de uma q criou um $how em formato desfile de propaganda de corpos iguais (E na minha opinião, lingeres tb. Na vdd, até de aparência né?! Pq convenhamos, msm no rosto elas n mudam tanto assim…) pra promover um de$ejo propositalmente inalcançável de viver. Mas como td q vem de fora reflete oq vem de dentro, acho q é o nosso inconsciente tentando nos dizer q qm precisa de mudança somos nós, n a VS q no caso é uma marca inanimada q suga vida real pq só assim ela existe, afinal. Melhoremos nós e paremos de consumir esse $onho americano…

    • Thereza - 20/11/17 - 23h23

      Oi Alexandra, não entendi pq vc achou o texto irrealista. A gente pode até enxergar pelo viés do “politicamente correto”, mas tb é possível ver essa passo pra trás da VS pelo lado do business. Hj em dia as marcas tem se mostrado mais inclusivas, buscando diversidade e até se inserir no conceito feminista e, veja só, eu nem estou nesse momento questionando a legitimidade disso.
      A VS perde (sim perde dinheiro tb) quando não se mostra atenta não só a isso, mas também com a história do fim do aspiracional, isso sozinho não vende mais, é preciso ir além e estar inserida nas discussões vigentes e com certeza a quebra de padrões é uma delas.
      Marcas de moda gigantes como Michael Kors e Nike tem contratado plus sizes para campanhas e isso só mostra que nem é questão de ser inclusivo, mas sim ser inteligente e ver que o business mudou, que não se adaptar desaparece. E se uma magra se incomoda ao ver uma gorda na passarela e, por ventura, deixar de comprar, eu sendo do lado da marca diria “Adeus” rs
      Bjs!

    • Alexandra - 21/11/17 - 00h15

      Oi Theresa! Desculpa, lendo agr talvez tenha parecido uma espécie de indireta, provocação ou algo assim. N foi. Talvez tb o irrealista n tenha sido uma palavra q tenha expressado oq eu quis dizer ou pelo menos n a parte ond realmente considero irrealista, q n é o texto diga-se de passagem e sim a VS. Digo mt mais por uma experiência pessoal de esperar q as marcas mudem a forma como vendem e se propagam se esquecendo q a base delas é a de definir, portanto encaixar e isso cria padrões. Por hr, as vezes padrões q dá pra “ignorar” ou até aceitar até q se torne obsoleto, claro, td é assim então n é exatamente esse o “problema”. Acho q o problema, na vdd desafio está na criação de novas formas de vender, de criar marcas e tal. E n, n digo da forma como se anda fazendo, pegando carona em movimentos sociais ou qlq outra espécie de ativismo q ganhe alguma notoriedade, mas transformar realmente a base, o “dentro” das marcas. Isso é uma transformação. Oq se anda fazendo é só fingimento, como pintar uma parede c infiltração. N acho q marcas grandes como a Nike ou a VS tenham como mudar a esse ponto, até pq elas automaticamente deixariam de ser oq são e c ctz perderiam mtttt dinheiro (Oq elas demostraram até agr n querer de forma alguma), n pq deixariam de vender, mas pq uma mudança dessas exigiria um alcance menor. Mas por alcance n me refiro a reconhecimento, mas ao comércio e principalmente, a quantidade. N sei se consegui me fazer clara, mas era exatamente nesse ponto q eu queria chegar: De q adianta sermos tão engajadas c a causa do momento, aceitando “mudanças” se for pra se encaixar nos msm moldes, aliás, nos moldes q ajudaram ou criaram esses msm padrões q nos estamos tentando mudar (E nem faz sentido, pq a única coisa q se encaixe nesse “velhos” moldes, são “velhas” atitudes)? Lembrando q independente de qlq coisa, essas marcas são inanimadas, a vida delas vêm dos consumidores e dos “funcionários/donos/sócios/etc” e n vejo sentindo em continuar dando vida a uma estrutura tão fora do tempo, nem q seja com tentativas de “renovação” (Pq acaba sendo renovação nenhuma). Tem uma frase q ouvi uma vez q levo pra vida e acho q cabe mt nessa questão q é “N se melhora oq tá ruim, melhora oq tá bom. Oq tá ruim a gnt transmuta.”. Talvez deixar a VS morrer sem “exigir” mudanças seja o melhor q podemos fazer. Vão nascer outras q estão mais harmonizadas e de acordo c o momento. Obs.: Qnd digo velho e “deixar morrer” n coloco isso como algo ruim, mas como algo q já foi e não é mais, desconectado total, mas q serve de mt inspiração pra criação de outras coisas. Obs.²: Desculpe se soou acusatório, mas admito n ter mt jeito c escrita, hahaha por isso tb peço desculpas se n me fiz mt clara e pareceu td um pouco confuso.

  14. Gabriela - 20/11/17 - 20h29

    Que post necessário! Todas brilhamos os olhos com o VS, meu guilty pleasure. Mas precisamos de outras referências, precisamos nos inspirar em outros modelos de corpos, rostos, cabelos, etc.

    Responder
  15. Beatriz Santiago - 20/11/17 - 20h29

    QUE TEXTO THEREZA! :clap: :clap: :clap:
    Vou falar uma experiencia que tive numa loja da Victoria Secrets em 2014 quando usava 50/52 no busto e 56 em calças. Entrei na loja, milhares de opções de sutiã, como eu nunca tinha visto no Brasil, calcinhas então, nem se fala! Meu sonho era um push-up bra, o FAMOUSO! pedi a vendedora que me medisse, etc e ai ele me apontou a UM ÚNICO MODELO que serviria em mim, e era um modelo bem “senhoril” pra mim, que tinha 16 anos na época, fiquei tão desanimada que nem comprei. Dei uma olhada na linha PINK, tudo MINÚSCULO!
    Acho que enquanto a própria marca não tiver na sua grade modelos dos seus sutiãs mais famosos, sexys e descolados, não haverá mudança de fato no VSFS.
    E sinceramente? Não vejo a VS fazendo isso anytime soon.

    Responder
  16. Elis Chiachia - 20/11/17 - 20h59

    Ótimo texto!!
    Acho que a gente tem que começar a ter esse tipo de reflexão sim!
    Seria maravilhoso uma marca tão desejada por todas incluir realmente todas!
    Amo VS e queria muito me ver representada na passarela de um VSFS

    Responder
  17. Karen - 20/11/17 - 21h02

    Do ponto de vista de uma pessoa que está longe do padrão VS, SIM, o Fashion Show da marca ficou tão sem graça ao comparar com o que outras marcas menores tem feito.

    Na minha opinião, a VS mostra que não tem interesse de atingir o público Plus, Curve e assim em diante, Thê. Interesse zero, nulo, inexistente. E sinceramente, se do nada começarem a produzir algo do tipo vai ser apenas para conseguir mais atenção e melhorar o faturamento, mas não por se preocuparem com a diversidade, pois se eles tivessem o MÍNIMO de preocupação em se tornar uma marca democrática já poderíamos encontrar peças que de fato cabem em corpos reais e valorizam a silhueta da mulher. Isso não acontece, de verdade. Podem até encontrar uma peça G ou GG, mas nada que fique bem no corpo de uma mulher que veste 44, 46 ou 48 (e assim em diante).

    Ver modelos como Fluvia Lacerda e Ashley Graham na passarela causaria um impacto incrível e seria lindo, porque são mulheres empoderadas e que THANKS GOD estão mudando muita coisa no mercado (e diga-se de passagem, provocando um aumento de autoestima na vida de milhares de mulheres).

    Bela reflexão Thê, você sempre INCRÍVEL em seus posts! Parabéns.

    Responder
  18. Gabriela Ganem - 20/11/17 - 21h16

    Thereza, eu te amo.

    Responder
  19. Beatriz Lima - 20/11/17 - 21h21

    Eu amo o desfile, sempre fico empolgada, mas esse ano eu comecei a repensar tudo quando a Gigi apareceu magérrima e comentaram que ela já estaria em algum regime/treino pra esse desfile. Se as modelos magras começam um treinamento especial, dieta especial, no dia só ingerem líquidos … as manas curvys tão longe de terem uma representatividade aí e isso é triste.

    Responder
  20. luciana* - 20/11/17 - 21h57

    Sobre a VS mas nada a ver com o post… eu nunca fui ligada em lingerie, sou a louca do conforto, mas meodeos! Pela primeira vez pirei no Fantasy Bra, foi o mais lindo de todos os tempos! Comofas faz para comprar um? :joy: :joy: :joy:

    Responder
  21. Luísa Moura - 20/11/17 - 22h05

    Sem palavras pra esse texto!! Obrigada, The!!

    Responder
  22. Juliana - 20/11/17 - 22h08

    Representatividade só no papel mesmo. Infelizmente o mundo da moda ainda não é tao inclusivo assim.

    Responder
  23. Carolina B - 21/11/17 - 00h36

    Sempre gosto de ver, e acompanhar as blogueiras convidadas q vão. Esse ano achei as roupas bem xuéxué, e olha q é balmain, n me encantou. Sobre as modelos, deveria ter colocado plus SIM, como n estão atentos a isso! N sabia do caso da Izabel q dá mó durooooo. A Katy n poderia prever q no futuro ela ia cantar no VSFS, e q iria ser barrada na China, por usar girassóis e pegar a bandeira( ato q todo cantor faz qndo se está fazendo show em um país). Quem perdeu foi os chineses. E a respeito dos shows, estou sentindo falta dos agitados, pelo menos ano passado teve Bruno Mars, e esse ano amei o Harry pq ele é ANGEL! Please, VS chama o Timberlake,Justin, M5, p sacodir o esqueleto. Adriana Lima e Candice são uma visãooooooooo.

    Responder
  24. Fabiana - 21/11/17 - 02h39

    Perfeito! Acabei de descobrir que a playboy fez ensaio com modelo plus size pra campanha big is beautiful, alguma coisa assim. Pq nao na VSFS ne? Teria sido lindo..

    Responder
  25. Raissa - 21/11/17 - 02h40

    acredito que a marca propõe um ideal de beleza e cabe a nós, meras mortais, termos maturidade e discernimento pra entender e saber conviver com isso.
    Acho tb que é um direito da marca (e nao uma vergonha) escolher o seu público alvo! se eles nao querem focar em pessoas acima do peso, não acho que isso seja vergonhoso ou um problema… é apenas uma opção!

    Responder
    • Debby - 21/11/17 - 10h19

      Pois é! Uma marca pode ser plus size, so vender tamanho acima do 46, mas a outra não pode vender pra fitness. Ilógico isso!

  26. Thay Antunes - 21/11/17 - 06h43

    que post ótimo e necessário The! triste é ver que em pleno 2017 algumas marcas ainda não mudaram o padrão. Quanto ao desfile em si, confesso que antigamente me animava muito mais em ver, de uns anos pra cá tenho achado sempre “mais do mesmo”, kind boring.

    Responder
  27. Amanda Ribeiro - 21/11/17 - 07h03

    The, e por reflexões assim que eu não consigo parar de acessar o seu blog. Uma pena mesmo a VS estar fechada ao mundo. Concordo plenamente quando você diz que todo ano e a mesma coisa. Me lembro da primeira vez que assisti e fiquei maravilhada com aqueles lindos cabelos, roupas e asas. Agora sinceramente só consigo diferenciar o ano pelo cantor que se apresenta, pq ate as poses se agente for analisar são quase as mesmas.

    Responder
  28. sa - 21/11/17 - 08h55

    The, eu te venero! Rs
    Que texto maravilhoso! Concordo em gênero, número e grau!

    Responder
  29. Debby - 21/11/17 - 10h17

    Obesidade é doença. Obesidade causa AVC, diabetes, problemas do coração, alguns tipos de câncer além de coisas menos graves como fadiga ao andar. Hoje em dia está muito em voga essa história de inclusão, talvez por tanta aceitação ao obeso nunca tivemos tantos obesos na história! A medicina evolui e ao invés de usarmos isso como um plus para tratamento de outras doenças, temos que tomar pílulas para amenizar nossa péssima alimentação. E para a gordura começar a fazer mal não precisa ser muito gorda não. Eu já fui bem gorda, perdi 30kg, nunca cheguei ao IMC 30, mas já tinha gordura no fígado, ficava ofegante de subir alguns degraus, tinha esofagite, ainda tenho ovário policístico e hipertiroidismo. Ou seja, tapar os olhos aceitando a gorda parece muito bonito, mas em suma é problemático e incentiva varias doenças. Moro em NY e trabalho em desfiles, assim como você já trabalhou, e é indiscutível que na passarela as roupas ficam mais bonitas nas modelos altas e magras. Veja a diferença quando a marca coloca alguma celebridade. A VS nunca teve modelos comuns, sempre teve as mais saradas. Não há mal nenhum promover sonho, e isso ser o ápice na carreira da modelo. Igual a sua profissão, varias blogueiras chegam a ficar famosas, algumas ficam ricas, mas a maioria nunca teve uma publicidade paga. Todas as profissões tem o degrau mais alto. As Angels se preparam anos, treinam horas como atletas profissionais e esse é o estilo da grife. Aliás ela já perdeu muito mercado para a Aerie, por exemplo, que faz catálogo s com modelos sem correções. A VS sim tem o direito de manter o padrão dela como das modelos mais saradas, assim como você tem direito de ignorar completamente o show por achar ultrapassado. Não é porque estamos acima do peso, porque a população mundial é mais cheinha que temos que obrigar todas as marcas a seguirem a nossa onda. Não tá afim? Compre da concorrente e a fila segue. Mas você também pode emagrecer e Malhar, assim você vai entender o outro lado da questão. E sair semi nua num desfile será uma vitória pra vc! Beijos

    Responder
    • Thamires - 21/11/17 - 14h23

      Debby, concordo totalmente com você!! Vai da cabeça de cada um olhar um desfile como o da VS e se sentir pra baixo, se comparar e achar que nunca vai chegar naquele “ideal” de beleza ou de corpo, até pq nenhuma modelo nasceu sarada e malhada, como eu disse no meu comentario, isso é um estilo de vida, e se adapta nele quem quer… também tenho hipertireodismo e ralo muito pra ter o corpo que eu quero, assisto o desfile como uma inspiração e não como um padrão que sou obrigada a seguir pq a sociedade impõe. Muito bom seu comentário, também não vejo nada de monstruoso ou uma vergonha promover um sonho e toda essa magia que são os desfiles da Victorias Secret. Quem acha ultrapassado, não assista, procure outras marcas e seguimos todos lindos e felizes.

    • Mércia - 27/11/17 - 17h02

      Concordo com você! E sempre vi o desfile da VS como mulheres poderosas, belezas ímpares (que não quer dizer que são perfeitas mas cada uma do seu jeito), tinha a Adriana Lima que mesmo com dentes tortos, mostrava todo o seu poder na passarela da VS, mesmo recém parida e quadrada, arrasou nas passarelas e mostrou que é humana.. não estou nem perto de nenhuma delas mas acho todas belíssimas, mesmo que individualmente analisadas nem sejam tão perfeitas assim! O deslumbre e a perfeição estão na cabeça de cada um, na forma como enxergamos o mundo.

    • Lady - 30/11/17 - 12h01

      Então partindo desse pressuposto que as pessoas não precisam consumir e podem mudar pra entrar no “padrão” da marca pode-se entender que a marca não pode mudar?! Bem contraditório esse discurso, afinal o mercado que precisa se transformar e reinventar para conquistar novos e manter antigos clientes. Pode existir um desfile em que as modelos se preparam há tempos e fazem dietas e treinos mirabolantes?! Sim pode, a questão é pq tbm não acrescentar outro tipo de corpo ao “show” anual?! Qual o problema de se levantar o questionamento sobre os corpos que são mostrados e entender que não se quer acabar com o “show”, ele pra mim tem tempo e espaço de sobrevivência, o público não é o que conduz as vendas? Porque veja bem se existem o bando de mulher de vários padrões q consumem o produto VS, qual o problema de se colocar várias versões de corpos?! Os corpos magros são melhores pra se apresentar uma roupa? Pode ser, mas e as pessoas que consomem não merecem se enxergarem lá?! Questionar vale à pena.

    • Thereza - 30/11/17 - 19h18
  30. Mary - 21/11/17 - 13h54

    Gostei muito da sua reflexão, tds as mulheres gostam de lingerie e deveriam ser representadas. Quando eu era adolescente curtia os desfiles, mas passou, não vejo mais glamour, pelo contrario. Troquei a marca por outras que prezam a realidade e a beleza, tem muitas marcas legais.

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  31. Mary - 21/11/17 - 14h01

    Esqueci , na final do project runway e no programa td teve modelo de vários tamanhos! Amei!!! Alguém escreveu ali que molelo magérrima e alta fica melhor, acho ue não. Como a gente nunca vê outra coisa, acha que só isso é bonito, ser magérrimo n é sinônimo de sauúde e no project runway tinha váriaa modelos incríveis.

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  32. Mayara - 21/11/17 - 14h54

    Excelente reflexão. Graças a deus, hoje em dia, se a empresa não acompanha a questão da quebra de padrões e representatividade, vai ficando cada vez mais apagada. Espero que a VS mude daqui pra frente.. será?

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  33. mariana TOMAZELLI - 21/11/17 - 18h21

    Eu faz anos que eu acho chato e meio mesmice, mas não tem como não dizer que é um show e que tem um aprodução incrível .

    Eu mudo, você muda, o mundo mundo por qual motivos eles não podem mudar ? Eu amei o texto e sim acho muito problemático, acho que quando você tenta abrir o mercado só por um lado e não vendo o outro que está tão mais aquecido , você perde em ganhar dinheiro e reconhecimento. Não colocar corpos diferentes é sim para contribuir para essa pressão estética bizarra que vivemos hoje em dia.

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  34. tamy - 21/11/17 - 18h25

    esse post ficou muito bom, seria bem legal ver outros tipos de corpo no desfile! :rose:

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  35. Silvia - 21/11/17 - 19h56

    Pisa menos, Thereza! Melhor blog! Concordo muito! Manda mais textão que está pouco! Já passou da hora da VS colocar pessoas que representem a diversidade que é a vida real.

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  36. Lila - 24/11/17 - 14h39

    Ok, achei válido o texto, mas por que toda essa revolta contra a Victoria’s Secret sendo que na NYFW e outras fashion weeks do mundo não vemos essa diversidade de corpos em desfiles da Dolce, Gucci, Chanel e outras marcas consagradas? Enfim..

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  37. Patricia - 27/11/17 - 10h09

    Victoria’s Secret é o famoso “adoro o circo, odeio o conteúdo”.
    O glamour em que é feito o desfile é lindo, maravilhoso, enche os olhos; mas de fato o conteúdo que damos nossa audiência e dinheiros é ridículo. Nossa ação (quando calada, principalmente) só financia essa postura retrógrada que o staff VS insiste em continuar.

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  38. Megui Rocha - 12/12/17 - 16h43

    O desfile é lindo, a parte dos cantores e a interação das modelos (lindas e magras) é um show à parte…mas como já foi falado, todo ano é o mais do mesmo, nenhuma inovação da marca. Também acho um absurdo a não inclusão de modelos plus-sizes, sim elas são lindas e deveriam ter uma coleção só para este tipo físico. Tenho certeza que seria um marco para a VS e além de tudo, serviria e muito para o aumento no faturamento anual da empresa. :clap:

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