Carta da editora: O novo normal

27/04/2020  •  Por Thereza  •  News, Pense

Quando o assunto é produzir conteúdo durante a pandemia na qual vivemos, confesso: tenho encontrado uma certa dificuldade. Tenho sentido algumas pautas, que antes eram comuns, hoje mais me parecem fúteis e sem cabimento. Como eu vou dizer a tendência do look x pro inverno 2020 se a gente mal tá saindo de casa? Como vou falar de batom y se ele vai ficar escondido sob nosso novo item ~imprescindível da vez? A máscara.

Sei também que me cobro demais, que muitas vezes um conteúdo, digamos, entretenimento de blogs e redes sociais pode funcionar como uma válvula de escape em tempos de pandemônio (da pandemia). Mas nesse mais de um mês de quarentena, optei por ser mais generosa comigo mesma do que em me forçar a ser criativa ou até mesmo produzir conteúdo inadequado (eu sou a minha maior crítica). 

E esse foi um dos grandes motivos pelos quais o blog tem andado em banho maria, bem como meu Instagram e Podcast. Estou passando por algumas mudanças e viver isso dentro de uma pandemia me fez com que eu me preocupasse um pouco mais comigo e deixado meu amado blog em segundo plano. Como isso é a primeira vez que acontece em 12 anos, me permiti. Espero que entendam <3

Mas cá estou, mesmo com dezenas de posts rascunhados e guardados, sinto que alguns deles se perderam diante desse tal novo normal, mas como disse acima, precisamos encontrar uma válvula de escape em meio à essa crise. Da minha parte tentarei ao máximo manter meu bom senso, noção de privilégio e consciência da minha humilde influência e posição enquanto criadora de conteúdo.

Depois desse mês sabático, já estou com novas ideias de posts, pautas e conversas para esse novo momento. Não quero deixar de falar de moda, beleza ou adoráveis trivialidades, mas sim encontrar um ponto de equilíbrio razoável. Quero muito falar desse lado mais business, de como influenciadores e marcas precisarão se portar diante dessa nova era, o que de fato é fútil ou útil, o nosso papel, enfim, muitas reflexões que quero compartilhar com vocês.

Também criei uma tag nova que acho que vão gostar, a “Relembrando looks do tapete vermelho” me fez chafurdar todo nosso arquivo do saudoso Look da Semana e trazer de volta um look memorável por semana, aquele que vai bater a nostalgia e memória de “puts, lembro desse look, bons tempos!”. Já fiz 10 posts pra RLTV que entrarão religiosamente às quintas! No mais, em breve teremos mais novidades, pautas e assuntos do nosso universo Fashionismo em novos tempos, mas sempre juntas! Por fim, e o mais importante: gostaria de saber o que VOCÊS esperam de um veículo de moda/beleza em tempos como esse?

Beijos, Thereza

App The Inner Circle, já ouviu falar?

21/04/2020  •  Por Thereza  •  News, Pense, Publicidade

Já contei pra vocês em outro post que na minha época de solteirice, os aplicativos que davam um gás no relacionamento eram basicamente ICQ, mIRC e MSN, plataformas que nem existem mais e, se você tem 20 e poucos, provavelmente nunca ouviu falar. Por isso que fico fascinada por esses apps de relacionamento super modernos e que são mão na roda na hora de facilitar um crush, peguete ou em vias de namoro oficial.

No ano passado, chegou ao Brasil o The Inner Circle, app holandês e presente em mais de 39 cidades e com mais de 2 milhões de membros, que promete ir além de todos os outros apps que você já ouviu falar. Primeiro de tudo, pessoas reais interagindo dentro de uma plataforma segura e diversificada, esse é o primeiro diferencial do TIC. O que significa? Ao baixar o app e se inscrever, você passa por uma triagem até ser aprovada, eles verificam se a foto de perfil está atualizada e também se as infos de perfil foram preenchidas adequadamente, tudo para evitar fakes e catfishes.

the inner circle

Com essa filosofia, as pessoas tem mais possibilidade de encontrar parceiros que tenham interesses parecidos e, principalmente, que sejam pessoas reais! Enquanto muitos apps focam na quantidade de inscritos, no TIC o foco é na interação real e a consequência é o match perfeito!

Depois disso, é só navegar! A interface do app é super friendly, clean e funcional. A divisão de perfis é feita por aproximação e você ainda pode filtrar o máximo possível através de interesses de cada um.  Ele também mostra quem te visitou e quem te deu like.

the inner circle

E o que fez o The Inner Circle ficar muito popular no exterior, é que ele sempre visou promover encontros offlines com sua comunidade. Festas em bares e boites são feitas mundo afora com usuários da plataforma e tudo para levar o match do online para vida real. Aqui no Brasil, no último ano rolaram festas bimestrais promovidas pelo app em São Paulo e Rio de Janeiro.

E a plataforma ainda tem membros mais ativos que se tornam anfitriões e organizam eventos pelo Brasil, ou seja, a ideia é sempre ter um fervo offline acontecendo! Por razões óbvias – Corona :(, esses encontros ao vivo não estão sendo possíveis, mas num futuro, espero que não muito distante, o TIC vai ser além de fazer um simples “match”, mas principalmente criar amizades, construir relacionamentos e conexões genuínas.

Enquanto vivemos em casa, é um app super atual, interessante e prático e que pode te ajudar no relacionamento em tempos mais digitais do que nunca, porque o distanciamento é físico, mas uma social virtual é mais que bem-vinda, não é mesmo?

the inner circle

O que você está esperando? Faça o download do aplicativo agora mesmo, cadastre-se e dobre as suas chances de encontrar uma pessoa fantástica. Clica aqui pra saber como funciona o app e baixar pra experimentar!

 

De onde vem as tendências de moda: das décadas passadas aos dias de hoje

10/10/2019  •  Por Thereza  •  Pense, Tendência

Mais um post sobre nossa série especial, “De onde vem as tendências de moda”! Se falamos de tendência, no post 2 citamos a precursora Elizabeth I, como podemos identificar as tendências pelas eras? Exercício bom para os atentos e apaixonados por moda!

ANOS 50

Se os anos 50 foi tomado pela era pós-guerra, e a “retomada” do glamour e feminilidade. A silhueta – muito oriunda dos desfiles de alta costura – tinha cintura marcada e saia rodada cada vez mais curta (ainda que na altura do tornozelo). Usava-se muitos acessórios, tais como, luvas, chapéus e joias. O mundo da moda era regido pelas divas hollywoodianas, como Audrey Hepburn e Marylin Monroe e o rock dava o tom, ambos eram o grande foco de influência da moda e cultura em geral.

ANOS 60

Depois da formalidade (e feminilidade da década anterior), os anos 60 foram um pouco mais descolados (ainda que numa era formal) e tem um nome que dita a moda: mini saia! Além disso, fala-se de conforto, depois de décadas (séculos) de aprisionamento feminino, o corte era reto, simples e muito prático. De Brigitte Bardot a Twiggy, uma época importante de transição da moda.

ANOS 70

Já nos anos 70, muito fácil pensar: Jeans, Woodstock, o visual hippie, estampas psicodlélicas, flores, franjas e cores, muitas cores. Provavelmente uma década muito marcante, com um quê caricato pra uns, mas cheios de memória de moda para muitos outros, até mesmo aqueles que não viveram tal era. Até hoje o saudoso David Bowie e a soberana Cher ditam e inspiram uma década marcante.

ANOS 80

Anos 80 já vai ficando um pouco mais fresco na memória (pelo menos na minha, apesar de ainda criança): glam, ousadia, brilho e exagero, que época boa para se estar vivo! E se um nome define a década: extravagância, uma mulher é a síntese do período (e até hoje, claro!): Madonna.

ANOS 90

Anos 90, esse dá pra falar com tranquilidade (e sem recorrer aos livros de histórias). Entramos numa era mais minimalista, em contraponto à ousadia oitentista. Do grunge às topmodels, era uma década, eclética e, provavelmente a mais divertida, onde nos guiávamos pela tv, novela, cinema, celebridade, ou seja, qualquer coisa que a gente via pela frente.

ANOS 00

Anos 00, creio mais uma década de transição, afinal, os anos 90 foram tão fortes, símbolos da música e tv surgiram no final dos 90 e ainda levaram sua herança pro milênio seguinte. E aí uma transição marcante: a internet e a fast fashion. Quando o assunto é moda, elas são essenciais pra onde quero chegar depois de resumir uns 60 anos!

 

Se em cada década conseguimos elencar uma moda e um símbolo, como vamos lembrar de grandes tendências dessa década ’10 nos livros de história do futuro? Eu não sei e sabe o motivo? Nunca houve uma década onde houvesse tantas referências… passadas e misturadas! Com o advento da internet, nos enchemos de inspiração e profusão de referências numa miscelânea de tendências nunca antes vista. Estaríamos perdendo a essência e a autenticidade necessária pra ditar e marcar uma década?

Você consegue citar alguma moda, uma grande tendência autoral pra deixar registrado nos anais da moda? Eu só penso em tênis, o grande registro que veio forte e democrático, de resto, entre instamodels e looks do dia, a década está para acabar e provavelmente precisamos ver de longe pra saber qual foi a grande tendência ’10. Apostas?