Estilista do dia: Telfar

17/06/2021  •  Por Thereza  •  Moda

Telfar Clemens, 36 anos, já ouviu falar? Pois bem, o estilista nascido no Queens, NY, de origem Liberiana, é de uma geração de estilistas negros que vem dado o que falar no cenário da moda americana.

Recentemente ganhou o prêmio do CFDA – premiação máxima e mais honrosa da moda americana – de designer de acessórios do ano e você precisa ficar de olho nele.

Se Christopher John Rogers (que falamos recentemente aqui), vem se destacando por seus vestidos de festa ultra coloridos, Telfar é conhecido por sua IT IT BAG. Já viu ela por aí?

telfar bolsa

Pois bem, essa é A bolsa do momento. Ok, ela foi lançada há alguns anos, mas no último ano ela basicamente se tornou um símbolo, explico. O modelo é uma das primeiras bolsas de um grande estilista feita de couro vegano, além disso, foi criada por um designer negro nascido no Queens, com isso, ela já é meio caminho andado pro sucesso em tempos que a moda precisa de símbolos fortes e representatividade.

Pra completar, a bolsa tem um propósito até simples, porém certeiro: é uma bolsa com uma proposta “genderless” (alô, Joey Tribianni). Ok que qualquer bolsa é bolsa, mas a ideia de Clemens foi depois de ver uma bolsa de papel da loja de departamento Bloomingdale’s e pensar o quanto todo mundo usa uma “shopping bag” assim, daí ele pegou as mesmas medidas, ajustou 2 tipos de alça e tacou sua logo TC (Olha, serve pra mim tb rsrs) e pronto, sucesso.

telfar bolsa

O ideal do modelo é que seja democrático e até mesmo popular – apesar de VIVER soldout, ela vem em 3 tamanhos e 9 cores e custa a módica quantia que vai de U$140 a U$240, bem ~barato para uma bolsa de marca que geralmente não sai por menos de U$1.000.

E o modelo se tornou tão popular e desejável que ficou conhecida como “Bushwick Birkin”, a Birkin do Bushwick, bairro popular de Nova York. E como se tornou uma autêntica “IT” bag? Nada de PR, celebridades, influenciadores e campanhas coordenada$$$, foi do boca a boca, do clássico desejo e influência espontânea de um grupo descolado nova iorquino e que foi espalhando mundo afora.

O modelo já foi visto em nomes que vão de Alexandra Ocasio-Cortez (congressista americana que é um fenômeno) a Bella Hadid. E, mais recentemente, Oprah divulgou o modelo espontaneamente tudo pra fortalecer o business de um estilista negro em ascensão.

Acha que tô exagerando em falar que a bolsa de Telfar é A bolsa da temporada? Pois bem, a conceituada Dazed Magazine foi além e nesse post aqui confirmou que é a bolsa da DÉCADA. Segundo eles, é simples:  geralmente uma bolsa que faz sucesso carrega o status do >ter< DINHEIRO, mas uma bolsa Telfar não, ela carrega o status da identidade, experiência e como se sentir empoderado nos dias de hoje. É uma bolsa simples, mas disruptiva.

Além de todo o simbolismo envolvido, o modelo que virou hit de forma espontânea ainda acaba endossando e viabilizando o negócio de um estilista negro, gay e que sempre se propôs a fazer moda genderless de verdade e desde antes de ser ~modinha.

Pra se ter ideia, antes da febre, Telfar faturava U$100,000 por ano com a bolsa e no último ano o lucro foi $1.6mi, ou seja, o grande carro-chefe da marca e que certeza já entrou pro hall de bolsas marcantes do mundo da moda sem nenhuma pretensão, mas com uma ótima intenção.

Comprariam o modelo?

Dica de série: Halston na Netflix

09/06/2021  •  Por Thereza  •  Moda, tv

Não ando a pessoa mais seriadística dos últimos tempos (motivo: Maria Eduarda rs), mas semana passada assisti a um seriado que tem dado o que falar e adorei! Halston – interpretado brilhantemente por Ewan McGregor  – na Netflix, prato cheio pra quem ama moda, biografia e influência analógica direto nos anos 60/70. Vou compartilhar um pouco da história dele, sem spoiler, ok?

Antes de mais nada, Roy Halston Frowick, já ouviu falar? O estilista conhecido como “o homem que redefiniu a moda nos EUA”, aquele que trouxe glamour, um quê couture e era tão público e famoso quanto suas criações.

O começo foi através de criação de chapéus, logo, conquistou socialites e famosas, e foi visto na cabeça da então primeira-dama dos EUA, Jackie Kennedy. Depois disso ganhou notoriedade, destaque em plena loja de departamento chique, Bergdorf Goodman, em NY, mas o estilista queria ir além…

 

Sua ideia era lançar roupa, logo, fez uma coleção que não foi muito bem recebida, mas depois conseguiu engrenar e tudo graças a que? Além do talento, claro, bons contatos e relacionamento.

Halston se tornou grande amigo de Liza Minelli e angariou outras amigas – as Halstonettes – que logo se tornaram suas musas inspiradoras.

E era uma época boa, anos 70, a boite Studio 54 e tudo muito livre e glamuroso, logo, Halston se tornou celebridade por si só e colocava seu nome de roupa da seleção americana nas Olimpíadas até coleção na popular JC Penny.

 

E seus vestidos eram belíssimos por si só, a marca tinha uma estética sexy, minimalista, sofisticada e a cara do “American Way of Life”. Famosas como Bianca Jagger, Anjelica Huston, Elizabeth Taylor e Farah Fawcett foram uma das muitas que vestiram Halston em tapetes vermelhos.

Menção honrosa para Elsa Peretti, grande musa inspiradora e que depois se tornou o nome por trás da joalheria Tiffany e merece um post por si só.

E bem como suas roupas faziam um sucesso estrondoso, sua vida foi pautada por polêmicas, escolhas arriscadas, relacionamentos conturbados e é isso que retrata o seriado. A moda em si é o pano de fundo pra mostrar a vida de Halston, seus traumas, conquistas e derrota de um estilista que foi considerado o GRANDE estilista americano de uma era de ouro.

O seriado (6 eps) é daqueles que você assiste em uma tacada só, dado o envolvimento e curiosidade em querer saber como sua carreira se desenvolve. O diretor é o aclamado – e polêmico – Ryan Murphy e espero por uma estética glamourosa – NY reina – agitada e superficial. 

Agora o seriado me chamou a atenção por uma questão, lembro da história recente da marca Halston atrelada à Sarah Jessica Parker. Em 2010, a atriz se tornou presidente e diretora criativa da marca Halston Heritage e aproveitou justamente a época do filme SATC pra espalhar looks da marca pelo filme em si e pelo tapete vermelho. O Job durou pouco tempo, mas esses looks são memoráveis e levam o legado do estilista que redefiniu a moda no país.

Pra quem gosta de moda, vale ver e pra quem também não gosta, é uma bela biografia (apesar de criticada pela família, claro), até Rodrigo aqui gostou.

11 looks da Paloma Elsesser por aí

21/05/2021  •  Por Thereza  •  Moda

Saudades de um POR AÍ? Confesso que foi uma tag que deixei meio de lado desde o nascimento da Maria Eduarda e essa nova fase – transitória – do blog de menos posts (que eu gostaria kkkry tenham paciência comigo). Mas sei também que é um dos posts que vocês mais gostam, então estamos de volta! Lembrando que sugestões de nomes que nunca apareceram por aqui são sempre bem-vindos!

Dito isso, há tempos queria fazer um por aí dela: PALOMA ELSESSER. AAA modelo do momento. Filha de pai chileno e mãe americana, ela representa não apenas diversidade, mas um corpo fora do famigerado padrão imposto por passarelas e campanhas há tempos. No último ano ela desfilou pra Versace, foi capa da Vogue US, foi garota propaganda da Fenty, só pra dizer alguns feitos, portanto, vale ficar de olho no seu streetstyle inspirador.

paloma elsesser

Basiquinha e eficiente, de cropped e calça utilitária

paloma elsesser

Numa ida ao brechó, fofa de comprimento midi e estampa Vichy

paloma elsesser

Queria eu ir arrumadinha assim ao mercadinho da esquina

paloma elsesser

Posando em frente à padaria

paloma elsesser

É inverno, mas usa sandália e barriga de fora. Paloma, tu és carioca?

paloma elsesser

O conceito do look 10/10

paloma elsesser

Amo esse combo de calça jeans e camisa comprida ou vestido aberto

paloma elsesser

Toda ladylike de Dior

paloma elsesser

Brilhando tal qual as joias da Tiffany

paloma elsesser

Elegante pelos streetstyle das fashion week

Uma energia 100% Carrie Bradshaw da nova geração.