maternidade  •  02 dez 2021

Amamentação: minha história, bico de silicone e aprendizados

Esse é provavelmente o post mais importante que já escrevi aqui no blog. É o post que me causa mais emoção (mais do que o post do parto), memória, dor, luta. É um post sobre resiliência. Falar de amamentação é difícil, é pessoal, mas necessário e importante, queria ter lido um relato como esse para não passar o que eu passei.

Antes de mais nada, é preciso dizer: informação sobre amamentação deveria estar no enxoval básico de qualquer grávida. Falar sobre o assunto de maneira consciente – e não romantizada ou sem propriedade – deveria ser obrigação entre pessoas públicas, influenciadoras, grupo de amigas, vizinhas dentro do elevador, enfim, é um assunto que precisa ser abordado, não pode ser relativizado e, não sei se já disse, é preciso ter CONSCIÊNCIA dos atos e decisões de qualquer mãe. Não é sobre julgamento, mas sobre ser consciente.

Dito isso, falarei sobre minha experiência.

Eu sempre me considerei uma grávida informada, eu corri atrás de informação, tive 2 encontros com uma consultora de amamentação, me sentia, não necessariamente preparada, mas ENTREGUE ao ato de amamentar por pelo menos 2 anos e já posso adiantar: eu estava redondamente enganada. Eu caí no sistema que não se preocupa com a amamentação e sim trabalha, silenciosamente, em prol dessa indústria e cultura do desmame.

amamentação

Corta para 21/10/2020, Maria Eduarda nasceu com muita saúde e eu me sentia animada para amamentar. No início achava que “sentir dor” era normal, talvez até faça parte do processo em alguns casos, mas precisa passar e logo. Mas minha questão não foi sobre machucados de uma pega errada, mas sim de uma intervenção externa que não esperava. Na gravidez, me contaram que ~de repente meu bico poderia ser plano demais e isso poderia dificultar a pega e, aparentemente, foi o que aconteceu.

Nas 36h em que fiquei no hospital, ela pegava e despegava, mamava muito pouco e não evoluía. Passaram 4, 5, 6 enfermeiras de todos os plantões e poucas eram as que conseguiam ajudar a evoluir com a pega. Duda pegava, mamava, mas não muito. Até então isso era ok pra um recém-nascido e, com todos os exames perfeitos, fomos pra casa.

E foi aí que tudo começou de fato, munida de Duda e todas as informações, tentei amamentar e nada… nem um golinho. Entrei em contato com minha consultora e a visita dela na prática (aka com o baby no colo) seria só no dia seguinte e aí que entrou algo que mudou toda minha relação com a amamentação: o bico intermediário de silicone. Ela logo recomendou o uso dele para amamentar minha filha, já que ela não estava conseguindo pegar o peito.

Eu, que achava que tinha todas as informações possíveis e tinha total consciência da confusão de bicos, nem sabia do que se tratava o tal bico de silicone. Por um curto momento achei que ele seria a salvação não só da minha amamentação, mas da ALIMENTAÇÃO da minha filha, mas logo vi que ele foi o grande problema que quase ceifou uma experiência que tanto queria viver, já que as chances do desmame por conta dele são altas.

Afinal, o que é o bico de silicone? É um artefato de silicone fininho, quase que invisível e com um bico mais protuberante com uns furinhos pra passar o leite. Através da sucção do bebê, o leite sai e “pronto”, amamenta-se sem dor e com uma suposta facilidade. Parece incrível, certo? Mas NÃO. Não é natural, é algo de improviso e que pode acabar com sua amamentação. Estou falando assim de maneira radical porque essa foi a experiência mais traumática e exaustiva da minha vida e não gostaria que ninguém passasse por isso. A ideia não é assustar, mas alertar e ajudar mães a não passarem por isso e, se estão passando, que busquem ajuda especializada.

Volta pro meu 1o dia com bico de silicone, a Duda pegou finalmente o peito (ou seria o bico de silicone?) e conseguiu mamar “plenamente”. Eis que no dia seguinte, na consulta de amamentação, houve 1 (uma) tentativa de mamar sem o bico artificial, uma só e nada. “E vamos de bico, Thereza, vai ser tranquilo”. Daí, eu que achava que o bico seria algo de 1 ou 2 dias… ele entrou pra ficar e, honestamente, não houve a ajuda profissional de quem introduziu… pra tirar. Ficou por isso mesmo e eu perdidíssima EM PLENO BABY BLUES PUERPÉRIO PANDÊMICO.

Com isso, passaram-se dias e eu seguia desassistida. Tentava tirar e nada, buscava informação e nada, entrava em fóruns, grupos e nada, assistia videos e lia posts e nada. Eu tentei à exaustão e me sentia 100% FRUSTRADA, FRACASSADA, DERROTADA, CULPADA. Sabe os relatos mais comuns de mães que sofrem com machucados da pega errada? A minha mal pega tinha, meu machucado era psicológico e não sarava por nada. Sem contar o fato de poucos relatos sobre o tema, eu me sentia uma ET. Foi aí que começou minha peregrinação buscando retirar o bico:

Contratei mais uma consultora de amamentação e não conseguimos.

Contratei outra consultora de amamentação e, opa, ela conseguiu, amamentei 3 minutos sem bico. Ela foi embora e não consegui mais.

Contratei uma consultora em SP com super experiência no assunto, ela foi ótima, mas a consulta via zoom dificultou um pouco na prática, pois pra ensinar uma pega mais complexa assim geralmente tem que ser ao vivo.

E isso tudo durou 2 meses, muito sufoco, cansaço, stress. Eu desistia, me sentia conformada, abstraía, passava, eu ficava inconformada, não queria desistir. Eu até “podia”, mas não queria.

Nesse ínterim, eu tentava todos os truques e tutoriais que lia e nada. Também gastei uma quantidade de dinheiro absurda com produtos que prometiam fazer o bico aumentar. Eram os mais diversos tipos de sugadores, dos mais básicos aos mais mirabolantes, de R$30 a R$300, eu tentei de TUDO. Eles puxavam meu peito como se fosse um chiclete, alguns até funcionavam, mas o bico “murchava” em seguida, tal qual minha energia pra seguir nessa batalha que eu não pedi pra entrar.

Nesse período a Duda até pegava e engatava, mas durava 2 minutos, 5 minutos, mas isso não era contínuo. Pegava e soltava, euforia e frustração, uma montanha russa de emoções que nunca senti nada igual.

Nessa jornada, se não fosse o Rodrigo, meu marido, eu já tinha desistido. Ok, ele não fez mais que a obrigação dele rs, mas ele não desistiu um minuto, me apoiava o tempo todo e também agia tecnicamente pra manter a amamentação dela. O que isso significa?

Num determinado momento, eu tive OITO BICO DE SILICONES na minha cabeceira. Por qual motivo? Ele poderia ser uma fonte de bactérias e contaminações pra Duda, precisava ser higienizado a cada mamada e isso era muito chato e cansativo de se fazer e o Rodrigo fazia toda hora, de dia ou na madrugada, pra eu sempre ter o bico limpo por perto, já que, AOS TRANCOS E BARRANCOS, fazíamos uma livre demanda. 

 

Outra questão que me deixava preocupada era o fato dela não estar ganhando muito peso, ela crescia, mas no limite. Não chegamos ao ponto de introduzir fórmula, mas esse era um medo que eu tinha, pois poderia levar ao desmame. A questão é que com o bico artificial não dá pra saber a quantidade de leite que está saindo e, o mais importante: a pega e poder de sucção do bebê não são os mesmos, logo, sai menos leite, a produção aos poucos diminui, o que leva ao desmame.

E todo lugar que eu lia, era essa a consequência, você poderia conseguir amamentar 1 mês, 3 meses, tinha até aquela prima-da-amiga que amamentou por 6 meses com bico de silicone, mas nesse caso não tem como pessoalizar histórias, o indicativo sempre levava pro desmame.

E eu queria amamentar, queria muito amamentar, pura e livremente, sem bico, nem choro, nem vela. Queria sacar meu peito pra fora da roupa a qualquer momento, pegar minha filha no colo e amamentar sem nenhuma intervenção, sem nenhum intermediário.

E com muita luta, choro, sofrimento, desistência e resiliência, dia 18 de dezembro, Maria Eduarda com 57 dias, consegui uma consulta de última hora com uma expert em Consultoria em Amamentação e que entendia muito desse ~universo de retirada do tal bico de silicone. A Bianca Balassiano foi um anjo que caiu na minha vida –  e conheci depois de pesquisas incansáveis no Instagram – e, em apenas uma consulta, uma TÉCNICA DA PEGA ADEQUADA que nunca tinha feito (e que envolvia meu tipo de bico e até tamanho do meu peito) e pronto, Maria Eduarda engatou na mamada e nunca mais soltou até hoje nesse exato momento (sim, durante esse post imenso eu parei pra ela mamar rs).

Eu achava que, assim como tinha acontecido na outra vez, na hora de amamentar em casa desassistida, eu não conseguiria… MAS QUE NADA, cheguei em casa CHEIA DE MEDO, AFLITA, ANSIOSA e a danada pegou e mamou e mamou e mamou e mama até hoje, 1 ano, 1 mês e 10 dias de livríssima demanda, altos, baixos, silicone e pele, muita pele. É cansativo, é exaustivo, às vezes eu me escondo no banheiro por 15 minutos, eu choro, rio, ela me belisca, morde, mama em um, faz radio-teta em outro, mas também é bom, é puro, é fundamental pra ela, é importante pra mim. 

Eu tinha expectativas com a amamentação, mas não imaginava que seria tão profundo e intenso assim. Acho que a minha experiência extremamente negativa me mostrou a força e vontade de amamentar que eu nem sabia que tinha.

Agora é importante falar alguns pontos: o bico de silicone tem sido altamente recomendado por profissionais, seja de amamentação , seja no próprio hospital e, não se engane, pode parecer até prático e confortável, MAS NÃO É. A médio prazo não é. Quer amamentar por muito tempo? O tal bico é meio caminho andado pro desmame sim. Busque profissionais responsáveis e que não romantizam ou banalizem o produto.

Geralmente (ok, 99% da vezes) quem recomenda o bico é porque falta conhecimento ou, principal, PACIÊNCIA para chegar à pega correta e ela existe e é totalmente possível. Pode demorar, mas é o caminho certo e não o tal bico.

Agora se uma profissional da área recomendou o bico e por alguma razão você precisa DE FATO: é dever dela te conduzir à retirada na hora certa. Te instruir até o fim pra você passar dessa fase.

Eu gastei muito muitos reais com outras QUATRO consultoras e DEZENAS de geringonças pra tirar o bico, mas se eu tivesse tido essa condução desde o início, eu poderia ter passado por tudo isso, mas de forma mais rápida e menos traumática. Lembrando que eu vivi isso no auge da pandemia, o que torna tudo mais difícil.

A questão do mamilo plano (ou até mesmo os invertidos) pode até ser um complicador da amamentação, mas em nada te impedirá de amamentar, mas sim provavelmente precisará de mais tempo, paciência e instrução para a pega adequada, ela existe. Depois eu descobri que o meu nem era plano, mas sim um pouco protuso, mas hoje ele é um bujãozinho #intimidade rs.

Sei que muitas mães estão usando o bico de silicone – que também se chama de protetor de mamilo, pra proteger dos machucados dos primeiros dias de pega. Daí eu digo: escolha suas batalhas. O machucado é um dor terrível, tenho experienciado isso mais agora pq a madame aqui tá com mania de morder, mas o silicone é um problema mais a longo prazo e de difícil solução. Então entenda que a proteção que o bico supostamente dá (nem sempre né, pq ele também está lá roçando no machucado), faz com que surjam problemas piores.

Por fim, como disse lá no início, amamentação é informação e consciência. Seja na hora de aceitar o bico de silicone ou optar conscientemente por chupetas e mamadeiras, sabemos que confusão de bico é um realidade e que é a grande causa de desmame. Tem consciência disso? Ok. Buscou as informações certas e que vão de acordo com seus ideias e até mesmo estilo de vida? Siga em frente.

Agora o que geralmente nos cerca, e deve ser combatida, é essa cultura que insiste em nos desinformar, confundir e atrapalhar algo tão importante que é a amamentação. Não é sobre julgar mães e suas escolhas, mas sobre questionar essa indústria que leva ao desmame, identificar os responsáveis e, o mais importante, acolher mães que estão nessa batalha e aprendizado. 

Enquanto influenciadora, já errei e aprendi sobre esse universo de maternidade e agora faço o mínimo compartilhando minha história e tentando ajudar outras mães a terem um maternar mais tranquilo! Que esse meu post ajude outras mulheres e, se você conhece outras grávidas, compartilhe esse conteúdo!

 

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19 comentários em "Amamentação: minha história, bico de silicone e aprendizados"
  1. Angélica
    02 dez 2021 // 15h22

    Otimo relato e obrigado por compartilhar!! O bico de silicone mais atrapalha que ajuda! E como falta informaçao e boas profissionais de verdade

  2. Betina
    02 dez 2021 // 17h50

    The, obrigada por compartilhar sua experiência. Que relato! Mando daqui o meu abraço bem apertado.
    A experiência aqui também não foi das mais fáceis, a pandemia dificultou MUITO ter acesso à ajuda e no final descobri que sofro de vasoconstrição. Mas assim como você, também tive que ir sozinha atrás da informação.
    Que a gente possa falar mais sobre amamentação e que nossas histórias possam ajudar outras mães nessa jornada.

  3. Lívia
    02 dez 2021 // 18h53

    The que relato importante!! eu passei pelas dores mais terríveis amamentando. 4 meses de dor! Muito pior que meu parto que foi humanizado e natural. Até hoje não sei o que aconteceu pra parar de doer. Paguei 5 consultoras!

  4. Deborah
    02 dez 2021 // 19h52

    The, muito importante o seu relato! Obrigada por compartilhá-lo. Infelizmente a cultura do desmame é mais presente do que imaginamos e, uma informação equivocada fantasiada de dica pode causar danos irreversíveis. Amamentar, além de nutrir, é político. Continuaremos firmes

  5. Carolina
    02 dez 2021 // 20h57

    Quando meu primeiro filho nasceu, eu nem sabia que existia consultora de amamentação. O que me ajudou muito foi o GVA (grupo virtual de amamentação do Facebook) e o banco de leite da minha cidade.

    • Karol
      06 dez 2021 // 09h00

      Meu bebê tem 22 dias e sigo aqui com dias mais fáceis e outros mais difíceis em relação a amamentação. Ouvi muito que eu precisa comprar o bico de silicone pra já ter em casa caso necessário. Se não tivesse bem informada seria mais uma vítima dele. O mais do teu relato é ver que alguém que era pra informar e educar te colocar nessa roubada né! Mas que bom que tudo deu certo no fim. Amamentar é um experiência muito intensa mesmo. Espero poder viver isso por bons anos com meu pitoco.

  6. Priscila
    02 dez 2021 // 23h34

    The imagino como deve ter sido desesperador.. aqui tive dois filhos e mesmo no segundo é algo muito difícil… o q notei em comum foram os 3 meses para o aprendizado.
    Estou amamentando fazem 2 anos qto as mordidas eu sempre falo um não bem firme.. e qdo esta machucado eu viro a criança para mamar na mesma posição do outro peito, apoio a cabeça e o corpo fica na cama, ou deitada..assim o dente não fica roçando na ferida e logo sara

  7. Ana Carolina
    03 dez 2021 // 12h25

    Obrigada por este relato, Thereza! Estou grávida e claro, fiquei super emocionada com seu post rs. Já me recomendaram mesmo estudar bastante sobre amamentação!!

  8. Flávia
    03 dez 2021 // 13h06

    Amamentação sem dúvida alguma é a parte mais desafiadora da maternidade. Eu tinha medo da privação de sono, mas quando minha filha nasceu e tinha a língua presa, não dormir era fichinha perto da dor que eu sentia ao amamentar. Inclusive usando o bico de silicone muitas vezes. Nesse início, ele nos salvou e graças a Deus não tivemos problemas pra tirar. Mas, toda madrugada, com a dificuldade de eu fazer a pega pra ela, era muuuito tentador colocar o bico de silicone pra “resolver” logo . Que bom que a Duda tem essa mãezona ❤️

  9. Bruna
    03 dez 2021 // 15h24

    Aí, The, ainda não sou mãe mas confesso que tenho medo da amamentação por ter o seio grande e o bico mais plano como você relatou… Foi muito bom e importante ler esse relato ❤

  10. Catharine Casimiro Ambrosio
    03 dez 2021 // 15h52

    A maioria das gestantes pesquisa tudo sobre parto, mas não sabem que o parto é o mais fácil nessa jornada de criar um filho. Assim aconteceu comigo na primeira gestação. Bico plano, sem informação, profissionais desinteressados, muita gente da família desencorajando, e pedi a batalha pra mamadeira. O menino sobreviveu? É lógico, mas eu perdi a experiência que não tem como voltar atrás. Já na minha segunda gestação, já mais descolada, fiz curso de amamentação, com direito a testar com bebê alheio também. Porém, minha filha nasceu minúscula, com baixo peso e outras peculiaridades. Mas nós duas fomos guerreiras, não desistimos facilmente. E aquele bico plano, praticamente invertido, junto com a aquele boquinha do tamanho de um botão formaram um time fabuloso. Ela mamou o tanto que quis e ela própria quis largar o peito, quando já estava crescidinha e comia de tudo. Aprendi vários princípios da amamentação e pude ajudar outras amigas com seus desafios. “Amamentar nunca pode doer, é a pega que está errada”. “O bico do peito é totalmente indiferente para a amamentação, pois o bebê tem que abocanhar a auréola e não o bico”. “Não existe leite fraco ou que sai pouco, dê à vontade pra criança, que ela estará suprida”. Mas, se nada der certo, você não será menos mãe por dar mamadeira, é vida que segue. Parabéns pelo post magnífico.

    • Rosaria in
      15 dez 2021 // 16h23

      Passei horrores pra amamentar. Hoje tento passar informações para as mamães novas, mas é difícil, hoje em dia elas só seguem dicas de blogueiras que nem filhos tem. Instrui minha e sobrinha a hidratar os seios durante a gravidez, estimular o saída do bico, colocar o seio corretamente na boca do bebê e usar este bico de silicone. Mas nada pode, as médicas dizem que não pode, não ensinam nada.

  11. Márcia
    04 dez 2021 // 00h53

    Thereza, minha experiência com o bico de silicone foi o oposta a sua. Também tenho mama plana e estudei muito durante a gravidez e vi muita informação negativa sobre o bico de silicone. Meu filho mamou na primeira hora de vida e eu fiquei muito confiante que a amamentação iria dar certo. Quando cheguei no quarto começou a pressão das enfeermeiras sobre Amentacao falando que eu não iria conseguir pq tinha mama plana. A noite uma consultora de Amentacao foi a maternidade e tentou colocar meu filho no meu peito mas ele não pegava e me ensinou a ordenhar porque eu tinha leite. Só que as enfermeiras ordenhavam de qualquer jeito, eu sofri muito com isso. Quando cheguei em casa me dei conta que estava com a mama toda com edema. Minha obstetra me convenceu a usar o bico de silicone, afinal ordenhar não era Amanentar, e foi a melhor coisa que fiz. Usei no momento da apojadura e fiquei tentando sempre colocar ele no meu peito. Com 21 dias, ele já estava bem mais esperto e finalmente eu consegui tirar o bico de silicone. Graças a Deus consegui que meu filho não tomasse fórmula graças ao bico de silione.

    • SILVIA ELAINE DA SILVA
      06 dez 2021 // 14h25

      Eu discordo que sua experiência tenha sido “oposta” à da Thereza, pois na realidade o post fala justamente sobre o momento de parar com o bico. A sua experiência deu certo porque ele foi necessário e a retirada aconteceu no momento que tinha que acontecer. E a dela foi de não ter ajuda pra saber como fazer isso. Tanto que ela até fala que se for realmente necessário, é pra usar mesmo, desde que com toda a informação sobre como começar e como parar.

  12. Jussara Gomes
    05 dez 2021 // 07h51

    The, minha filha tem 1 ano 5 meses e 2 dias e mama muito ainda com o bico de silicone, a minha história é exatamente como a sua, no hospital eram poucas enfermeiras que me ajudaram. Em casa ela pegava e soltava, meu peito muito machucado, ela mamou e vomitou sangue, me desesperei, o pediatra indicou o uso do bico (nem sabia o que era) até sarar. Moro no interior, aqui tem no máximo 3 consultoras de amamentação e nenhuma tão boa e qualificada.
    Quando ela fez 1 ano tentei introduzir a mamadeira pra revezar, já que ela mama bastante e eu sou empreendedora. Mas ela não quis nem saber hehehe come de tudo mas troca qualquer coisa pelo “tete”
    Me sinto feliz de amamentar por tanto tempo, mas me sinto culpada, infeliz, triste até hj, por saber que por um lado eu nao consegui realizar meu sonho de forma real. Com toda certeza, se eu pudesse voltar naquela época, eu tentaria mesmo com os bicos naquele estado crítico, mas não usaria o bico.
    Obrigada pelo relato importantíssimo.

  13. Adriana
    05 dez 2021 // 12h35

    Feliz pela sua generosidade em compartilhar sua experiência e mostrar q tem luz no fim do túnel e feliz por ter conseguido achar a profissional correta que te ajudou a amamentar a Duda corretamente !

  14. SILVIA ELAINE DA SILVA
    06 dez 2021 // 14h22

    Que relato, The! Ser mãe não é fácil, então ver esse compartilhamento de experiências é incr´ível! Sinto muito que você tenha passado por isso

  15. Natalia
    06 dez 2021 // 14h40

    Que lindo relato!!
    Sabe que a minha filha mamou com o intermediário por um ano que foi quando parei de amamentar. Tentei tirar diversas vezes e não consegui e aí um dia cansei e decidi não me encanar mais com isso e ser feliz. A gente sofre tanta cobrança nesse início, recebe tanto pitaco, eu queria amamentar no peito e se essa seria a solução, dane-se, seria assim então. Concordo total contigo, amamentação tem que ser um tópico indispensável de ser tratado no pré natal porque não é fácil, não é como nas novelas, e a gente não está preparada física e psicologicamente para isso.

  16. Mirella
    13 dez 2021 // 20h55

    Eu usei o bico de silicone por um mês. Acho q não teria conseguido sem ele. Tb não tenho um bico evidente, e sentia muita dor. Para mim, foi um artifício que super funcionou, sentia muita dor sem ele, e depois q meu peito ja nao tinha machucados e a boca do meu filho conseguia pegar melhor o peito, eu tirei e amamentei por quase 2 anos. Acho q cada caso é um caso, nao tem receita pronta, o q da certo para um, não necessariamente da certo para o outro… e tudo bem.