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Conheça a Join Life, primeira resposta da Zara à moda consciente

26/09/2016  •  Por Thereza  •  Moda

Na última semana, a gigante & soberana Zara, lançou uma coleção nova com proposta, digamos, revolucionária. A Join Life é basicamente a primeira incursão da espanhola nesse universo sustentável e consciente.

Em termos de moda, a campanha, estrelada pela top Sasha Pivovarova, apresenta “uma fusão do estilo masculino e feminino, definidos por uma silhueta clean e uma cartela de cores inspirada em tons minerais”. Falando de sustentabilidade é um passo pra marca.

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As peças  dessa coleção cápsula são feitas de algodão orgânico (o processo utiliza 90% menos de água que o tradicional), lã reciclada e Tencel, um tecido feito da celulose da madeira proveniente de florestas certificadas e responsáveis, reduzindo assim o impacto ambiental.

Junto à isso, para o material fazer parte da coleção Join Life, ela precisa cumprir uma série de qualificações internas. O algodão precisa ser aprovado e seguir esse novo padrão, em conjunto, a peça deve ser fabricada com a nova tecnologia “Green to wear”, que inclui até o uso de água reutilizada e todo o processo precisa manter nota A ou b do novo padrão vigente da marca.

Pra completar, muitas das fábricas terceirizadas da Zara passam a ser de responsabilidade e monitoramento próprio e outras unidades tiveram seus endereços divulgados, justamente para o mesmo rigor no controle.

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E os esforços por uma nova Zara seguem de forma física, agora nas lojas. O projeto é transformá-las em ambientes “eco-eficientes”, diminuindo o consumo de energia e controlando a emissão de gases. E desde 2015 as embalagens passam a ser reusadas/recicladas, num projeto que visa zerar o gasto com novo papel de embalagem até 2020.

Paralelamente, a marca tem feito colaborações com organizações ambientais e parcerias com Universidades, sempre em busca de atender a nova demanda e buscar soluções sustentáveis pra que esse novo momento seja mais real e mens utópico.

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Até aí poderíamos dizer, “não faz mais que sua obrigação”, e não faz mesmo. Mas isso é sem dúvida sinal dos tempos, de uma sociedade mais antenada que, não necessariamente boicota a marca, mas luta por um ambiente mais consciente. Da parte deles, é mais que óbvio a busca pela sustentabilidade, o próprio sistema sabe que não é possível viver mais uma geração dessa forma e agora o poder que eles tem, faz com que essa possibilidade seja viável e colocada em prática. É um passo.

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Ok, esse passo vem um pouco atrasado, contei nesse post aqui que a também gigante, H&M, tem sua linha Conscious há alguns anos e busca promover essa integração da sustentabilidade com o universo da moda. Se tem gente que pensa que roupa “reciclada” é sem graça, a ideia da marca vem sendo trazer design a algo necessário.

Por ano, a Zara vende 1.177.784.343 peças em suas 7.096 lojas e um passo como esse é o reconhecimento de um cenário alarmante, mas talvez a prova da mudança dos tempos. Acredito que a internet e essa disseminação de informação foram fatores que colaboraram e muito pra esse novo panorama. Se marcas como Zara e H&M já demonstram interesse nessa mudança, acredito que a médio prazo já podemos ver resultados significativos, assim espero!

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E vocês, acreditam na proposta ou acham que tudo isso é mais marketing e menos compromisso? Pra ler a proposta completa da Join Life, clique aqui.




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16 Comentários
  1. Fábia Sanches - 26/09/16 - 09h43

    Olá, com certeza é uma jogada de marketing, vindo de uma empresa que não zela pela saúde de seus funcionários, acho difícil querer se preocupar com o planeta. Porém, de qualquer forma é uma excelente iniciativa e vai servir de inspiração para outras grandes empresas.

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  2. Tina - 26/09/16 - 09h51

    Fiquei com uma dúvida Tereza: as peças produzidas da Join Life vai corresponder a quantos porcento da produção da Zara?

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  3. PATRICIA - 26/09/16 - 10h05

    Aguardando para que não seja uma proposta vazia e cheia de mkt!
    Mas que a coleção encheu meus olhos, isso encheu!!! :heart: :joy:

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  4. Isabella B - 26/09/16 - 12h17

    Não esperava isso da Zara e não coloco fé que vai pra frente. Certamente é mais mkt do que uma conscientização real.

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  5. Caroline - 26/09/16 - 12h30

    Também concordo que é uma bela jogada de marketing. Jogada de uma empresa que só quer que as pessoas gastem dinheiro em roupas de baixa qualidade, origem muito duvidosa e questionável. Dessa forma eles tentam também englobar o grupo de pessoas que se empenham em consumir de uma forma mais consciente. Até porque, a Zara é uma empresa de caráter duvidoso, que não só se inspira nas grandes marcas, mas também copia e se apropria do design de pequenas marcas (como a Brother Vellies). Essas pequenas marcas independentes não tem condições de comprar uma briga judicial com uma grande empresa que já tem um setor jurídico esperando pelos processos de apropriação de design.

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  6. Ana Paula - 26/09/16 - 13h25

    The, escreve mais sobre isso!! Tenho várias dúvidas sobre consumir moda de uma maneira mais consciente, sustentável, durável, inteligente!! Vi a marca Orna, de Curitiba, que tem toda a produção feita na cidade, e se preocupa bastante com durabilidade e etc, achei bem interessante e queria conhecer mais marcas assim…

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  7. Aline Mota - 26/09/16 - 13h36

    Ameeeei The, não tinha visto nada ainda sobre o assunto é amo tanto a marca, ficava muito triste com todos os escândalos de trabalho escravo. Tão bom ver uma marca que a gente gosta senso responsável desse jeito! Tomara que seja um passo para uma mudança bem grande.

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  8. V. - 26/09/16 - 15h09

    Olha, querer pagar de consciente enquanto se é acusada repetidas vezes de utilizar trabalho escravo fica feio né?

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  9. Amanda Borges - 26/09/16 - 15h22

    Tendo a ter o pé atrás com a Zara, principalmente depois da denúncia de trabalho escravo, caíram muito no meu conceito e nem lembro mais qual foi a última vez que comprei lá. Espero que esse seja um primeiro passo para acertar as coisas.

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  10. Ana - 26/09/16 - 18h18

    The, assiste o True Cost! O buraco é mais fundo…

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    • Thereza - 26/09/16 - 19h02

      Eu assisti! O buraco é muito fundo mesmo, mas pelo que entendi essa mudança na questão de recuperação das fábricas e publicacão dos endereços das terceirizadas é um passo no que tange essa questão do trabalho escravo. Sei que isso é um ponto perto desse mar de sujeira, mas acho importante observar esses desdobramentos. Bjs!

  11. Márcia - 26/09/16 - 20h49

    Achei uma tremenda ironia. Zara, sempre acusada de trabalho escravo ao redor do mundo, lançando coleção “consciente”.
    Só pode ser piada, ou nos considera ignorantes. Ou ambos.

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  12. Yasminni Tomaz - 26/09/16 - 23h23

    Eu to com a Elisa Fauth no comentário. Em vista de tudo que a Zara já aprontou eu acho que é uma jogada de marketing pra tentar melhorar a imagem dela. Vai ser só uma coleção em meio a todo o resto que vai continuar sendo produzido de forma não sustentável. bjos The

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  13. Mica - 27/09/16 - 00h14

    Não compro. Parei de ir na Zara por causa do trabalho escravo e cada vez mais compro menos roupas, procuro obásico, atemporal, brasileiro, que não seja sintético e nem de origem duvidosa e cruel.

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  14. Vitória Gonçalves - 29/09/16 - 16h11

    eu acho que pode sim ser jogada de marketing, pode ser sim estratégia, pode ser falso, mas por enquanto já é alguma coisa e talvez inspire (ou obrigue em questão de mercado) outras empresas a fazerem o mesmo né!
    esperamos sempre que seja uma mudança positiva ;)

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  15. […] Zara e a moda […]

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