Já reparou que quando queremos fazer uma compra mais elaborada (mai$ cara), sempre falamos que vamos fazer um investimento, que é uma roupa de qualidade e…blábláblá. Honestamente, uma bolsa acho até compreensível, mas até as roupas mais grifadas (e de 4 dígitos) não são necessariamente um investimento, pelo contrário.

Então o que seria um investimento “fashion” de verdade? Jóias. O puro e simples metal precioso em estado puro, inshalá! Ouro, brilhantes e diamantes, isso que é investimento de verdade! Se durante um mês você deixar de gastar com roupas e maquiagens tudo que você costuma “investir”, certamente uma jóia você consegue comprar.

Mas não pense que a blogueira aqui pirou e sucumbiu à riqueza e ostentação, que nada! Se você parar e reparar, as jóias de hoje em dia estão no nível ($) de qualquer roupa x ou sapato y. E nós, na mais doce inocência, esquecemos que as jóias sim, são verdadeiros investimentos, passados de mãe pra filha e que na hora de aperto recorre-se até ao prego (muahaha).

A H.Stern é minha favorita e a mais tradicional (quem fez festa de 15 com toda pompa e circunstância, sabe)! São inúmeras coleções, das clássicas às moderninhas, até mesmo parcerias com Oscar Niemeyer e Diane von Furstenberg. Eles são tão antenados, que até um blog super bacana tem!
A marca tem uma coleção simpática chamada “My Collection” (acima), são peças mais moderninas, com desenhos atuais e o preço mais amigo, para jovens investidoras (e fashionistas!).

No último Fashion Rio, junto com outras blogueiras cariocas, visitamos o lounge da Elle e fomos apresentadas à querida Susana Barbosa que é a editora de moda da revista. Conversa vai, conversa vem e ela perguntou nossa opinião sobre o futuro-dos-blogs. Como éramos dezenas de mulheres movidas pela emoção, não chegamos a uma resposta final (e oficial, pois talvez ela nem exista).
Sei que falar sobre blogs, seu futuro, presente ou passado, pode ser um caminho tortuoso e polêmico. É meio que inadmissível você falar sobre o assunto, quanto mais traçar seu destino. Nou vou entrar nesses mérito, pois eu não faço a mínima idéia se em 10 anos blogs serão blogs ou se algum nerd visionário inventará alguma outra potente – e democrática – ferramenta de informação.
Mas pensando de moda pra moda, busquei referência na própria engrenagem fashion pra relacionar os tais meios de comunicação: as revistas de moda, os sites de moda e os blogs de moda.
Tudo começa lá na alta-costura, forma mais antiga de se criar moda, comparado a isso temos as revistas impressas. Não que elas sejam feitas quase que artesanalmente, mas dado o preço, se tornaram artigo de luxo, assim como a alta-costura. Mas quem vive sem elas? Por mais que você não compre sempre as revistas, elas estão aí pra nos inspirar, nos dar referência e eternizar a moda, assim como a alta costura. Imprescindíveis!
Depois disso vem o prét-à-pórter (ready-to-wear; pronta pra usar). É mais recente, adaptada às atuais necessidades e adequada a cada tipo de consumidor, assim como os sites/portais de moda. É universal, criado para um público mais amplo, presta serviço, assim como o prét-à-pórter, que preenche a função de nos prover roupa pra usar, ou notícia pronta pra ler. Indispensáveis!
Algumas marcas de alta-costura também surgiram em versões ready to wear, pra se encaixar ao mercado e suprir as necessidades. E nesse mundo virtual é a mesma coisa, as revistas criaram sites pra estender o campo de atuação. E mais recentemente, o que tem nesses sites?
Os blogs são a “nova” coqueluche virtual. Surgiram com o intuito de ser uma voz mais opinativa e democrática na internet, comparando-se com eles, o que temos? As fast fashions! Os blogs são ferramentas rápidas, eficientes e agradam à todos, assim como as redes de moda-rápida. Ok que muitos blogs se inspiram em sites e revistas, assim como na moda, Forever’s e H&M’s se inspiram em Jacobs’s e Dior’s! Mas os blogs vão além disso, são praticamente uma libertação fashion, onde a informação é rápida e autoral. A identificação é rápida e o desejo (pela leitura) é imediato, assim como as fast fashions. Necessários!

Essa analogia toda foi pra mostrar que assim como todas essas referências conhecidas e afirmadas, os blogs permanecerão, encontrarão seu caminho, se moldarão de alguma forma. Alguns deles podem virar sites, outros podem adaptar seu conteúdo. Mas o maior chamariz dessa ferramenta é a opinião. E opinião existe desde antes de Coco dar suas primeiras costuradas e existirá sempre que houver vida. E neurônios!

Vocês está lá diante da arara da sua loja favorita, com cabides recheados dos seus sonhos mais fashionistas, pronta pra investir alguns (bons) dígitos na tal peça mais hypada da estação e … se fosse um episódio de Você Decide, o Tony Ramos surgiria todo compenetrado te mostrando dois caminhos e perguntando qual seguir…
Mas como a minha cabeça fértil é bem diferente da vida real, apenas te pergunto, você se questiona antes de comprar?

Por quanto tempo eu vou usar essa peça? Ela é multiuso? Serve pra trabalhar e badalar? Vou enjoar dessa estampa? Essa tendência dura mais que uma estação e meia? O tecido é de qualidade? Ela será relevante no meu guarda-roupa? Eu tenho parecida? Minha filha poderá herdar? Vai ser um real investimento ou um rompante (às vezes necessário) fashion?
Enfim, são muitas perguntas antes de investir comprar, seja numa t-shirt prodeenha ou numa jaqueta de couro. Confesso que antes de ter o blog eu não me questionava muito, muitas vezes nada. Acho que faz parte da idade, mas até um tempo atrás meu armário era cheio de viscolycras e roupas datadas. Ou eram marcantes (tipo uma estampa inesquecível) e só podia ser usadas uma vez, ou que não tinham função multiuso (dia > noite).
Mas um sopro de esperança refrescou a minha seara fashionista, o blog me ajudou a discernir melhor. Eu sei que a moda de hoje, ano que vem já saturou, que a cor da próxima estação será x e que entramos na age of minimalismo. Tudo isso como blogueira E leitora. O mundo dos blogs contribuiu para meu amadurecimento como consumidora, me ajuda a comprar melhor e comprar MENOS (comprar menos é assunto pra outro post), mas sempre comprando certo.

Mas infelizmente o blog não está 24/7 te mostrando o que é ideal. Então vale sempre fazer um exercício fácil e eficiente pra comprar melhor. Um momento de reflexão, praticamente um mantra em busca da compra sensata. Nunhum agente externo interferindo na sua escolha. É o fashioninsmo te fazendo agir de maneira racional, pois às vezes é bom!
E você, cara leitora? É que tipo de consumidora? A que vai no sentimento? A que questiona até sua existência na terra antes de comprar? Ou a que precisa andar com supervisão pra não comprar besteira?

O post da Nicole me fez pensar e refletir, e quando compartilho meus pensamentos e reflexões aqui no blog é pra saber como vocês pensam. Super importante pra gente fartalecer nossas idéias e também conhecer um pouco mais umas as outras. Abaixo à ditadura e viva o diálogo, né?!
Tudo começou com as peças da coleção da Nicole, lingerie de piriguetchy? Tá, pode ser. Mas é lingerie e provavelmente o maior interessado nisso será o seu digníssimo namorado/marido. E ele vai gostar.
Imagina você toda lépida e fagueira, usando uma lingerie super conceitual que viu na última L’Officiel Alemã, seu namorado vai:
( ) Desanimar? ( ) Estranhar? ( ) Pouco ligar? ( ) Querer tirar essa peça exótica logo, logo! Bingo!
Acho que o quesito peça íntima é o único onde deve-se respeitar o desejo do macho em questão, mas é o resto?

No meu caso, namoro desde os 21 anos (oi, 27), isso significa que nos últimos 6 anos raramente vou a boate e não faço uso da milenar técnica de conquistar homem pela vestimenta. Hoje, o blog (como blogueira e leitora) me influencia a comprar o que “tá na moda”, nada muuuito sexy, tudo mais clássico, descolado, ou seja, muita roupa e pouca pele.
O que meu namorado pensa disso? Ele até curte, se diverte com essa veia fashionista aflorada, e que minha mãe não leia, é o fã número um da namorada versão blogueira.
Mas, hoje, se namorado não tivesse? Estaria ferrada! A moda de hoje? Os homens não devem curtir, né?! Muita manga comprida, meia-calça e nenhum artifício sexual pra apimentar a conquista.
Antes dos 21, e da influência ferrenha dos blogs e moda em minha vida, preciso confessar, comprava roupa baseada NELES. Atire a primeira pedra quem nunca fez isso! Um decote ali, uma bainha ajustada acolá…f*ck the fashion! Mulherada à periga!

Nessa mesma linha de pensamento, segue a dúvida, você se veste pra você ou pra amiga? Acho que antes de qualquer coisa, não tem jeito, a gente TEM que se vestir pra gente! Olhar no espelho, fazer uso do clássico bom senso, pronto, CONFIANÇA! Depois, disso é só correr pro abraço. Já na relação entre mulheres, é fato que você também se veste pra amiga, assuma! Um jantar de mulheres, você quer mostrar sua roupa nova, que seu namorado sequer vai dar valor, mas sua amiga fashionista vai! Dress to impress!

Mas a relação modaXhomem cotinua sendo a mais polêmica e difícil de se agradar. É bem complexo adaptar uma Olivia Palermo dentro de uma Nicole Bahls! Vai da gente saber dosar e imprimir nossa personalidade? Estilo de ocasião? Devota fervorosa de Santa Carine de Roitfeld? Qual é a relevância da moda no seu relacionamento? Seja ele novo ou velho. Não podemos negar a importância do vestuário nesse tema, mas até onde é permitido se adaptar? Afinal, você se veste pra quem? E porque?

Refletiremos!
