UNIFORME DAS GINASTAS ALEMÃS

Se os jogos olímpicos são reflexo da nossa sociedade e de debates atuais, é preciso falar da sexualização no esporte e como muitas atletas sofrem. Com isso, as ginastas alemãs deram um exemplo na prática...

Saem os maiôs, entram os macacões, o gesto abre o debate contra a sexualização na ginástica olímpica e ainda um apelo por roupas mais confortáveis.

"Queremos mostrar que todas as mulheres, qualquer uma, devem decidir o que usar”

- Elizabeth Seitz, ginasta

Além da mensagem e do conforto, o modelo também foverece as mulheres a não perderem ponto por precisar ajustar a roupa na hora da performance.

"Até agora não ousamos fazer isso. E nós, como seleção alemã, nos perguntamos: ‘Por que não? Isso não significa que não queremos mais usar o maiô. É uma decisão tomada dia a dia, com base no que sentimos e no que queremos. No dia da competição, decidiremos o que vestir”

- Elizabeth Seitz, ginasta

A escolha pelo macacão se torna um marco no esporte, que é repleto de denúncias de assédio.  Um dos casos mais recentes é da ginasta americana Simone Biles, que foi vítima de abuso sexual pelo médico esportivo Larry Nassar. Os episódios trazem debate sobre novos protocolos para proteger atletas.

Com isso, as atletas alemãs trazem luz ao assunto que não se estende apenas à ginástica, mas também a outros esportes

Falar sobre uniformes que protegem às atletas, seja pelo fator hipersexualização ou coforto é uma pauta importante e que precisa ser debatida.

E que os jogos olímpicos de Tóquio deem palco ao debate e ao protagonismo feminismo!

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