VINHO DE QUINTA: COMEÇANDO PELO COMEÇO (PRA NÃO TRAUMATIZAR)!

07/05/2015  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia

Olá, pessoal! Já falei um pouco sobre diferentes regiões produtoras, diferentes estilos e denominações, tudo com intuito de familiarizar vocês com certos conceitos, nomenclaturas e um pouquinho de história. Agora, venho com um assunto que para mim é primordial para os iniciantes (e até os já iniciados) que possam estar em dúvida sobre escolhas de vinho, valores, onde comprar e etc…

É fato que para quem está começando, é bem complicado chegar em uma loja, olhar para uma infinidade de opções e escolher aquela mais acertada pra você. Ao comprar um vinho, independentemente do valor, faz-se um investimento, e é evidente que espera-se pelo retorno, afinal, quem é que gosta de gastar dinheiro com algo que não vai aproveitar?

VINHOD E QUINTA FASHIONISMO

É comum iniciantes se afastarem dos vinhos em virtude de uma compra mal realizada, sem as informações necessárias. Já ouvi relatos de pessoas sem muito conhecimento da bebida que compraram um produto de valor mais elevado esperando por uma ótima degustação e… caíram do cavalo! Resultado: chegaram a conclusão de que vinho não é pra elas. Raciocínio até óbvio, se um vinho mais caro não trouxe satisfação, o que dirá dos mais baratos?

Porém, a afirmação não é regra. É claro que existem diversos vinhos de valores altos que não são necessariamente bons, mas no caso da experiência ruim que mencionei, o que pode ter ocorrido é que o paladar de quem comprou ainda não estivesse “preparado” para o vinho comprado. Isso é a mais pura verdade. Não aconselho ninguém a pular etapas quando o assunto é o consumo inicial. Não adianta forçar a barra e começar comprando rótulos caros e cheios de glamour. Cria-se uma expectativa muito grande sem nem saber se o vinho tem as características mais apropriadas para o seu paladar no momento.

Quando comecei a me interessar por vinhos, meu paladar era mais atraído pelos rótulos mais modernos do Novo Mundo, principalmente Chile, Argentina e Austrália. Os sabores mais frutados, doces e cheio de baunilha desses vinhos me encantavam. Certo dia, fui convidado para uma degustação e provei um Borgonha caríssimo e achei quase detestável. Aqueles aromas de terra molhada, tabaco, couro, e pêlo de cachorro (sim, esses sabores existem em vários vinhos clássicos) me fizeram crer que nunca gostaria da Região, contudo, hoje em dia, talvez seja o meu estilo preferido.

41e2ddd5522f9ce44f1d279abe8aa120

Com isso, quero dizer que nosso paladar evolui junto com os vinhos. Temos que deixá-lo amadurecer naturalmente e a melhor forma é começarmos degustando rótulos mais simples, com aspectos mais fáceis de agradar. Diversos vinhos de valores mais altos, apresentam características muito complexas que nosso paladar se não for “treinado”não reconhecerá, tornando-os assim, complicados e sem apelo. Também não pensem que vinhos simples, do dia-a-dia não podem ser ótimos. Eu mesmo me encanto com diversos vinhos baratos, mas que entregam muito mais pelo que pagamos. É claro, que ainda estamos muito distantes da realidade de preços aplicada em países da Europa ou nos EUA em função das limitações de mercado e tributação pesada para o setor, mas com pesquisa e boas indicações podemos encontrar muitos achados.

Assim sendo, fiz uma seleção de boas compras para os iniciantes, mas que agradará aqueles com mais experiência também. Escolhi apenas lojas e importadoras online, pois acredito que fique acessível para todos. Lembrando que vários dos rótulos indicados podem ser encontrados no varejo. O objetivo é dar dicas de vinhos bem elaborados, de bons produtores e com boa relação custo X benefício. Vinho tem que trazer satisfação, prazer e alegria não importa o preço!

Os e-commerces foram escolhidos com base na extensão do portfólio, curadoria e variedade. Cada um conta com uma política diferente de pagamento e prazo. Vale a pena prestar atenção nas condições de frete, pois algumas lojas dão gratuidade na entrega dependendo do volume comprado.

f4bfc0fce00c2764e84b0fc12cbbc744

Wine.com.br: O maior e-commerce de vinhos do Brasil. Conta com uma linha de produtos bem vasta com alternativas de ótimo custo. São muitos rótulos disponíveis, então é bom ficar de olho nas dicas para acertar na escolha.

Sugestão: Artefacto Branco 2013 – Luis Duarte Vinhos – Portugal. Leve, frutado, boa acidez, fácil de beber, R$29.

Sonoma: Loja virtual com uma proposta muito interessante. Não há um estoque fixo renovável. Os vinhos são vendidos em promoções num modelo “oferta do dia” em quantidades bem limitadas. Você pode acompanhar a quantidade de garrafas colocadas à venda. Tem que correr pra comprar, mas os descontos justificam.

Sugestão: Los Boldos Sensaciones Reserva Cabernet Sauvignon 2009 Tinto – Chile. A safra 2009 está no auge para o consumo. Diferente da maioria dos cabernets chilenos, que muitas vezes tem aromas e sabores amargos de pimentão, este vinho tem mais doçura, frutas e maciez e taninos muito macios (não dá secura na boca), R$49.

Grand Cru: Gigante importadora de vinhos com um grande portfólio cuidadosamente selecionado. Ótimas opções do Velho e Novo Mundo. Pode-se comprar online ou em uma de suas mais de 40 lojas espalhadas pelo Brasil. Algumas funcionam ainda como restaurante, nos quais você pode degustar os vinhos da loja a preço de prateleira.

Sugestão: Joffré Expresiones de Terroir Malbec 2013 Tinto – Argentina. Fantástico produtor no estilo boutique da Argentina. Bastante frutado com aromas de geléia de ameixa e um leve floral. Na boca é macio e sedoso, ótimo para churrasco. Vale conhecer qualquer rótulo de qualquer linha dessa vinícola, do mais caro ao mais barato, R$41.

World Wine: Outra grande importadora com uma seleção exclusiva e rótulos escolhidos a dedo. Boa diversidade de grande produtores reconhecidos mundialmente.

Sugestão: La Joya Carmenere Gran Reserva 2012 Tinto – Chile. Todos os vinhos da linha La Joya são especiais e cuidadosamente elaborados. Eu escolhi o Carmenere por ter um pouquinho mais de pimenta no paladar, além das frutas negras em compota e tantos outros sabores. Podem também ir sem medo no Merlot pela maciez, no Cabernet pela estrutura e no Syrah pelas especiarias, R$63.

9fbd4020d4151fffaf52f61c8154dd88

Espero que tenham gostado da seleção. Foi pensada justamente para apresentar vinhos que valem mais do que custam, pelo menos na minha opinião. Nessa faixa, você pode encontrar desde vinhos simples, porém bem feitos até rótulos maravilhosos com um pouco mais de complexidade.

Lembrem-se, o que vale é experimentar e perceber aquilo com que vocês mais se identificam. Ninguém conhece melhor o seu paladar do que você!  O importante é “treinar” o nariz e o paladar para começar a perceber as diferenças entre os vinhos, entender as características e estilos de cada um. Com o tempo, vocês verão que os aromas ficarão mais óbvios e será fácil distinguir por exemplo: um Cabernet da Califórnia de um Barolo Italiano.

Se tiverem alguma dúvida não deixem de perguntar, até a próxima!

VINHO DE QUINTA: POR DENTRO DE RIOJA, NA ESPANHA

09/04/2015  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Vinho

Olá, pessoal! Estou aqui novamente para mais um Vinho de Quinta. Espero que esse espaço esteja ajudando a esclarecer dúvidas e facilitando com informações úteis aos que desejam ingressar nesse mundo, mas que muitas vezes se afastam devido ao tal excesso de glamourização e complicação impostas no mercado.

Digo e repito, vinhos, enogastronomia e afins, são tópicos que pelo menos deveriam ser abordados de forma mais simplificada e didática. Para os iniciantes, assuntos relacionados ao vinho muitas vezes são considerados chatos e pedantes pelo fato de receberem as informações numa espécie de dicionário técnico, no qual os autores assumem que os interessados são já conhecidos ou profissionais do ramo. Resumindo, o conteúdo deve ser mais “simpático”, e acima de tudo, acessível. Espero que eu esteja conseguindo transmitir dessa forma :)

Testemunho feito, hoje falarei um pouco sobre a Espanha, com foco em Rioja, região clássica e super conhecida do país, responsável pela produção de vinhos extraordinários. Ao final, darei minhas impressões sobre um rótulo de Rioja que degustei com a Thereza.

slimming-mapAW-460x460

Pois bem, a Espanha é o 3º maior produtor de vinhos do mundo e a prática da viticultura por lá é bem antiga. Há registros sobre o cultivo de uvas pelos fenícios há mais de 3 mil anos. Atualmente, os produtores tem um estilo de produção bem focado no mercado, onde características frutadas, amadeiradas e com mais doçura são apreciadas. E mesmo com uma demanda doméstica considerável, as exportações tem um grande peso, principalmente para EUA, Alemanha e Inglaterra. Porém, há aqueles produtores mais tradicionais que continuam a fazer seus vinhos à moda clássica.

No Brasil, os vinhos espanhóis se tornaram um grande sucesso de vendas, e a cada dia as importadoras colocam em seus portfólios novos produtores e vinhos com preços bem atraentes.

O país possui diversas regiões vinícolas com aspectos particulares. Rioja, Priorato, Navarra, Cataluña, Toro, Bierzo, Aragon e a badaladíssima Ribeira del Duero são apenas algumas. Após a entrada na União Européia, a legislação de vinhos na Espanha sofreu algumas modificações e ficou mais específica com relação às denominações, que funcionam como selo de qualidade das regiões produtoras, que vão desde os Vinhos de Mesa (VDM) até os vinhos com Denominación de Origen (DO) e vinhos com Denominación de Origen Calificada (DOCa).

No fim das contas, as D.O e D.O.Ca são as classificações que passam por critérios mais restritos. Na hora de “ler” um rótulo na prateleira de uma loja, estas siglas podem ser um indicador qualitativo.

VINHO-DE-QUINTA-RIOJAA

O vinho de hoje é de Rioja, região mais tradicional da Espanha, situada ao norte do país. Lá são produzidos uma infinidade de vinhos e a principal uva da região, e de toda a Espanha, é a Tempranillo (apesar de existir uma boa variedade de uvas espanholas), cepa de casca grossa e amadurecimento rápido que faz vinhos maravilhosos e que se comportam muito bem com amadurecimento em carvalho, trazendo sabores tostados e que por muitas vezes lembram doce de coco queimado.

A Tempranillo também é bem cultivada na Argentina, Califórnia, Portugal conhecida como Aragonês entre outros, mas é na Espanha que ela mostra toda a sua força.

unnamed

Tobelos Crianza 2008: Trata-se de um vinho da DOCa Rioja elaborado com 100% Tempranillo. Vocês podem se perguntar: mas o que é Crianza? Bem, na Espanha existem algumas normas referentes à classificação dos vinhos de acordo com seu envelhecimento e maturação.

No caso específico de Rioja, as mais utilizadas e que vocês podem ver nos rótulos dos tintos são:  Crianza, Reserva e Gran Reserva. Cada uma caracteriza-se por um período estabelecido de envelhecimento em barris de carvalho e em garrafa, dentro das próprias caves, antes de ser comercializado.

Os Crianzas precisam de pelo menos 1 ano em madeira e mais 1 em garrafa. Os Reservas, pelo menos 1 ano em madeira e 2 nas caves. Os Gran Reservas, pelo menos 2 anos em barris de carvalho e 3 em garrafa.

No caso, nosso vinho é um Crianza envelhecido por 13 meses em barricas de carvalho francês, americano e do centro da Europa e com 13% de teor alcoólico.  Esse vinho tem cor rubi translúcido, brilhante, no nariz é fácil reconhecer ser um espanhol, em especial de Rioja. Aromas bem frutados com notas de cereja preta, ameixa seca e geléia de morango, tostado, coco queimado, baunilha e chocolate.

Girando a taça, as frutas ficam mais aparentes e dá até pra aparecer um pouquinho de menta. Na boca (nunca esquecendo de “mastigar”, bochechar, deixar o vinho “passear”) traduz-se no vinho fresco, com boa acidez, com bastante fruta madura e os aromas tostados da madeira. Possui álcool sem incomodar e um final longo e gostoso. Recomenda-se abrir a garrafa pelo menos uma hora antes de começar a degustar, pois é bom pra oxigenar o líquido e revelar seus aromas.

Ótimo vinho para conhecer um pouco da Rioja. Produzido pela Bodega Tobelos, vinícola com uma pegada bem moderna e que aposta em vinhos produzidos para satisfazer aos mais diversos paladares. Comprei na Enoeventos por R$71, um excelente preço e rótulo que agradará aos mais diversos paladares.

vinho-de-quinta

Acredito que falando um pouco de cada região ou país produtor, vocês poderão notar suas particuliaridades e se direcionar de forma mais acertada para os vinhos que mais se identificarem. A Espanha, principalmente Rioja, pode ser a melhor porta de entrada para os vinhos Europeus, tanto por seu paladar mais fácil de entender e gostar, bem como pela grande oferta de espanhóis existente no mercado. Pesquisem e procurem por vinhos da uva Tempranillo e se tiverem alguma dúvida, podem perguntar! Aceito sugestões para um próximo país ou região!

CALITRIP: ROTEIRO DE UM DIA EM 3 VINÍCOLAS NO NAPA VALLEY

31/03/2015  •  Por Thereza  •  Viagem

Depois de São Francisco, chegamos ao momento ápice da nossa viagem, um lugar para o qual nunca havíamos ido, mas do qual sempre ouvimos falar – e beber: Napa Valley, a terra dos vinhos americanos!

CALIFORNIA-MAPA-POST-3

Pra quem não sabe, o EUA é o 4º maior produtor de vinhos do mundo, tendo em vista que a California é responsável por mais de 90% dessa produção, vocês podem imaginar a quantidade de vinho feita por lá! Existem dezenas de regiões vinícolas no estado, porém, Napa é a mais emblemática, pois foi quem colocou os EUA no roteiro de vinhos do mundo, com isso, a região se tornou extremamente turística e, diferente de países como Itália e França, os americanos sabem fazer de uma simples degustação, um verdadeiro show. Sendo assim, esperem uma visita com experiência completa e inesquecível!

Nós dedicamos um dia inteiro a visitar vinícolas pelo Napa e foi suficiente pra conhecer a região, degustar bons vinhos e comer em bons restaurantes, aliás, por lá dá pra encontrar os melhores – e mais premiados – restaurantes do país!

NAPA-APRESENTACAO

Quem organizou nosso dia foi a World Wine, importadora dos vinhos das 3 vinícolas que visitamos (além de e-commerce, eles tem uma super loja no Fashion Mall, que sempre vamos), porém, todas as 3 contam com reserva via site ou email. Certeza que em um dia inteiro você vai degustar uma boa variedade de vinhos, sem contar o visual do passeio. Passamos por pontos históricos, construções incríveis e uma paisagem com um quê europeu em plena Califórina!

ETUDE

O legal da seleção de vinícolas que fizemos é que cada uma tem um estilo diferente! Começamos de manhã pela Etude, uma vinícola pequena e aconchegante, perfeita pra iniciar o dia. Uma casa graciosa no meio de vinhedos e dentro um ambiente charmoso e que completa o pacote. Por lá, são exibidos de detalhes dos solos, mapas da região e o local também tem espaço reservado pra você degustar com seu grupo.

A Etude produz vinhos de forma artesanal e é reconhecida pela qualidade de sua Pinot Noir. Seu clima mediterrâneo, aliado às características únicas de solo, resultam em vinhos no estilo da Borgonha, muito elegantes, complexos e delicados. Além de conhecer os vinhedos, degustamos boas variedades, que foram desde o seco e mineral riesling, passando pelo amanteigado chardonnay até a rainha Pinot Noir, foi uma experiência completa e bem especial.

No site da Etude, eles mostram as opções de visitas e preços que ficam na faixa de U$25, o diferencial é que os sommeliers ficam por lá e são super solícitos, falando de forma apaixonada (tem lugares que parece que estão lendo um release) e pessoal sobre cada vinho e a região como um todo.

ETUDE-WINES-VINICOLA

STAGS’ LEAP

Nossa 2ª parada foi na famosissíma Stags’ Leap. Se você é minimamente antenado em rótulos californianos, sabe que seus vinhos figuram entre os mais famosos e premiados da região, com uma propriedade num dos locais mais bonitos – e reservados – do Napa.

A mansão é histórica, pertenceu a uma das famílias mais ricas do EUA (do Chase Bank). Recentemente, ela sofreu com um forte terremoto que destruiu parte da região, mas a casa segue firme e cheia de referências históricas, seja do período indígena americano até seus jardins memoráveis e preservados.

Nessa parte da visita, atravessamos de carro os vinhedos até chegar à sede, por lá, nos deparamos com uma casa impressionante, como nunca antes vimos! O local da degustação era inspirador, com decoração única, atmosfera propícia e que certamente transformou o simples gesto de experimentar vinhos, numa degustação perfeita e à altura dos excelentes vinhos da Stags’ Leap. Seu tipo de solo é muito similar ao de Bordeaux, e como a estrela da casa é a uva Cabernet Sauvignon, espere vinhos com ótima complexidade, elegância, porém com aquele toque “bombástico” americano.

Na Stags’ Leap são produzidos vinhos de qualidade impressionante, por ter um preço um pouco mais elevado, esse é um tipo de visita que vale a pena para experimentar diversos rótulos especiais antes de eleger o seu favorito (quem sabe todos!)No site da vinícola tem as opções de visitas com degustação que giram na faixa de U$55.

Lembrando que essas visitas vão além da simples degustação, pois também aprendemos o contexto histórico e sempre conduzido por profissionais legitimamente apaixonados e isso faz uma grande diferença comparado a outras onde eles fazem tudo na correria esperando o próximo da fila.

STAGS-LEAP-WINERY-VINICOLA

BERINGER

Nossa última parada foi na Beringer, uma das maiores vinícolas da região e que tem uma infinidade de rótulos, ou seja, daquele tipo de visita que é o pacote completo e que sem dúvida agradará a todos os estilos. Ela fica em Santa Helena, norte do Napa, e tem uma estrutura bem maior que as outras.

Por lá encontramos uma casa igualmente histórica e junto a isso uma exposição que funciona como museu do vinho, sem contar uma SUPER loja que vende os vinhos da casa, claro, até itens de decoração e outros produtos! Há diversos ambientes, desde cômodos datados do início do século XX até salas com fotos de celebridades que já passaram por lá.

Os vinhos da Beringer representam bem o estilo californiano: potentes, encorpados e suculentos. Nossa degustação ocorreu na cave dentro de uma montanha, num clima todo especial, onde pudemos experimentar – a título e curiosidade – desde um vinho direto do barril, até uma degustação completa de 10 rótulos que foi brilhantemente conduzida pelo nosso agora amigo, Jerry Comfort!

Por ser uma vinícola enorme, existem vários tipos de visitas e degustações, não deixem de fazer essa opção dentro da cave, pois sem dúvida fechou nosso dia com chave de ouro. Aqui no site tem maiores infos dos vinhos e visitas, não se esqueçam de reservar, especialmente se for no verão, pois a cidade fica lotada.

BERINGER-WINERY-VISITA

Pra quem quer fazer um dia inteiro no Napa, pra mim esse é o roteiro perfeito e que alia 3 tipo de vinícola: intimista, histórica e clássica americana. Acredito que essas 3 puderam sintetizar muito bem o espírito da região e passamos um dia muito agradável, repleto de vinhos  e histórias! Não vejo a hora de compartilhar o vlog desse dia (e da viagem toda!), que vai mostrar em movimento tudo que vimos!

BÔNUS!

Pra quem busca dica de hotel, nos hospedamos no Napa River Inn, hotel bem charmoso o localizado no coração do Centro Histórico do Napa, aliás, o centro da cidade é uma graça, parece cidade de filme! Jantamos no Bistro Jeanty, que fica em Yountville e foi um dos melhores jantares da viagem, restaurante clássico francês, com 1 estrela Michelin e ambiente incrível.

Gostaram do meu dia etílico? Lembrando que quem estiver até por São Francisco pode reservar um dia pra fazer todo esse roteiro! A distância entre as duas cidade é de 1h15 e em um dia dá pra fazer um bate voltar, mas, sem dúvidas que Napa merece muito mais dias!

No próximo capítulo volto com minha aventura pelas curvas da estrada Big Sur :)

Página 4 de 7« Primeira23456Última »