Como acertar na hora de harmonizar queijos e vinhos

10/04/2018  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Vinho

Chegamos no outono! Época perfeita para se tomar bons vinhos num clima mais fresco e agradável. E qual harmonização mais clássica para brindarmos a estação? Queijos e vinhos, naturalmente. Essa dupla que é sucesso em diversas ocasiões, pode fazer com que uma simples degustação se transforme num momento especial. Aqui em casa, sempre que tomamos vinho, o queijo está presente, já nos restaurantes, muitas vezes ele substitui a sobremesa (lá fora isso é mais que normal) e até como prato principal, uma tábua com queijos variados é uma escolha certeira (e favorito da Thereza que prefere “petiscar”).

Agora, quando se trata de receber amigos em casa, não há combinação mais democrática e prática, afinal quer coisa fácil do que promover uma noite harmonizada sem ter que ficar na cozinha? E qual seria a harmonização perfeita? Aquela na qual o sabor de um não se sobreponha ao do outro, ao passo que ambos tenham suas melhores nuances destacadas e suas características mais fortes suavizadas. Em alguns casos, quando o queijo não é o par ideal para o vinho, o sabor final fica comprometido.

Por exemplo, um queijo muito salgado com um tinto muito seco, pode resultar num gosto um tanto amargo, assim como um vinho potente e tânico certamente vai “matar” o sabor de um queijo suave. Para isso, temos algumas regrinhas simples para esse casamento dar certo! Por isso selecionei pra vocês vinhos para harmonizar com os queijos mais tradicionais e fáceis de encontrar por aqui.

HARMONIZAR QUEIJOS E VINHOS

Muçarela de Búfala: Da família dos queijos frescos, tem um sabor suave e é muito comum em entradas e burratas. Precisa de um vinho fresco e delicado.

Adega Guimarães Vinho Verde DOC – Já falei desse delicioso vinho verde na semana passada, mas não poderia deixar de indicar de novo para essa harmonização. Com muito frescor e uma leve efervescência, ainda tem um sabor frutado de maracujá e boa acidez para harmonizar com a muçarela de búfala. R$59.

Brie e Camembert: Super tradicionais nas tábuas, esses queijos de mofo branco e textura cremosa vão muito bem com brancos frutados e com boa acidez para ressaltar sua untuosidade e sabor.

Round Hill Chardonnay 2015 – Belo Chardonnay da California! Tem um frutado gostoso de maçã verde no nariz e sabor cítrico lembrando abacaxi e frutas amarelas. Levemente amanteigado, com boa mineralidade e um final refrescante. O Brie agradece! R$79,90.

Gouda e Emmental: De textura firme e sabor marcante e amendoado, pedem por um tinto frutado e de médio corpo para harmonizar com seu leve adocicado.

Tarima 2015 – Delicioso tinto espanhol da região de Alicante. Vinho orgânico com grande complexidade de aromas, como framboesas, cerejas, pimenta do reino, baunilha e alcaçuz. Na boca é redondo, com taninos macios e doces e um final persistente, amadeirado e com uma discreta nota de tamarindo. Nada melhor para um bom queijo Gouda. R$79,90.

Grana Padano: Esse não falta aqui em casa! Sua textura granulada e seu sabor forte fazem deste queijo um dos mais procurados para degustações. Um tinto de boa estrutura vai se beneficiar com essa harmonização, pois terá seus taninos amaciados pela gordura do queijo.

Leyda Single Vineyard Carmenere 2014 – Chileno de respeito! Muito maduro e cheio de aromas de frutas negras, compota de ameixa, de cassis, além de especiarias como pimenta do reino e ervas frescas. Na boca é intenso, com taninos finos e um longo final de café e chocolate. De R$109 por R$87,20. Vinhaço!

Gorgonzola: Não tem quem não se derreta por esse queijo que é normalmente servido no final das refeições para acompanhar aquele vinho do Porto. De sabor intenso, salgado e picante ficou associado aos vinhos doces e de sobremesa, mas  para a nossa harmonização, a melhor opção é a combinação por contraste. Um vinho branco aromático com boa acidez para “quebrar” a gordura do queijo e um leve dulçor para se opor ao salgado vai elevar a degustação a um outro patamar!

Leyda Single Vineyard Riesling 2013 – Fantástico branco produzido por uma das uvas mais aromáticas. Super floral, mineral e perfumado, tem aromas cítricos, de lichia, abacaxi e limão siciliano. Tem uma doçura natural e muito frescor para “domar” toda pungência do Gorgonzola. De R$109 por R$87,20.

HARMONIZAR QUEIJOS E VINHOS

E se eu tiver mais de um queijo e quiser um único vinho? Dúvida mais do que justa! Minha dica é optar por um vinho intermediário entre potência e frescor. O Tarima, por exemplo, tem um frutado e mineralidade para os queijos mais delicados, assim como estrutura e taninos para os queijos mais fortes.

Espero que tenham gostado das dicas. Harmonizar queijos e vinhos é muito interessante e faz toda a diferença no sabor de ambos. Todos os vinhos podem ser encontrados nos links online, mas também nas lojas da Grand Cru. Se tiverem alguma dúvida, é só deixar um comentário.

5 dicas pra harmonizar vinho com alimentação saudável!

22/02/2018  •  Por Rodrigo  •  Vinho

­Se você é daqueles que acha que abusou nas calorias entre o natal e o carnaval, e agora quer entrar naquela dieta, mas não abre mão de um bom vinho, saiba que tem muitas opções de vinhos para harmonizar, mesmo durante um eventual detox! Claro que o equilíbrio é a chave de tudo, afinal que graça teria a vida sem um pé na jaca vez ou outra.

É comum associar vinhos a pratos pesados, carnes vermelhas, queijos e massas, entretanto existem ótimos rótulos de brancos, rosés e até tintos leves perfeitos para os pratos mais lights. E olha que essa harmonização funciona, pois além de serem repletos de polifenóis antioxidantes, os vinhos ainda são belos digestivos para as refeições.

É bom lembrar que não estou falando sobre vinhos lights, mas sim sobre vinhos que combinam com pratos leves. Até aí tudo bem, mas vinho engorda? Essa é uma dúvida comum e existem muitos estudos associando o vinho à perda de peso, o que é muito relativo. De qualquer forma, todos sabemos dos benefícios da bebida para o coração e sistema nervoso, mas sobre emagrecimento, o que vale é o bom senso. O consumo moderado é o ideal para ajudar a combater os radicais livres, digerir melhor os alimentos e manter uma rotina saudável.

Vamos aos vinhos?

Tarima Rosado 2016 – Delicioso rosé espanhol com aromas florais, de frutas silvestres e um sabor que lembra romã e framboesa fresca. Imbatível para harmonizar com uma salada grega com queijo feta. De R$84 por R$69,90.

Estrella Chardonnay 2015 – Pra quem acha que os brancos da Califórinia são todos encorpados e amadeirados, esse Chardonnay vem com uma proposta diferente. Mais fresco e mineral, com aromas de frutas tropicais e teor alcoólico baixo, mas sem deixar de lado aquele sabor amanteigado, é uma boa pedida para ceviches, peixes brancos e frutos do mar. De R$75 por R$59,90.

Mandorla Pinot Grigio delle Venezie 2016 – Branco italiano levíssimo e super vibrante. Se você não vive sem um peito de frango grelhado, vai se surpreender com a combinação. Aromático e delicado, tem muito frescor e sabores cítricos, além de uma acidez deliciosa. De R$100 por R$79,90.

Puklavec Sauvignon Furmint 2014 – Já provou algum vinho da Eslovênia? Esse branco é uma ótima introdução ao país. O perfume de limão siciliano, abacaxi e maçã verde, além de um leve apimentado farão desse raro vinho o companheiro ideal para peixes, camarão no vapor e ostras. De R$90 por R$79,90

Menguante Tempranillo 2015 – Se você é fã de tinto e de pratos como salmão ou até mesmo um filé mignon com molho de ervas, esse espanhol cairá como uma luva. Com aromas tostados, de baunilha, cereja e cassis, além de um corpo macio e taninos redondos, a harmonização será perfeita. De R$69 por R$48,30.

Então, espero que tenham gostado das dicas e entendido que não é preciso comer apenas pratos mais fortes para aproveitar um bom vinho. Qualquer dúvida, é só deixar um comentário.

 

FAQ DO VINHO: Ressaca, ritual e validade!

09/02/2018  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Na semana passada fiz aqui um apanhado de perguntas recorrentes de pessoas que querem entrar nesse universo do vinho e respondi aqui. Como foram muitas perguntas super interessantes, dividi o post em dois. Lembrando que sempre que tiver uma dúvida, só falar!

 ‘Por que eu tenho uma ressaca monstra quando bebo vinho mas não tenho quando bebo vodka ou mesmo catuaba?’

Essa é uma dúvida que muita gente ainda tem e vem justamente da crença popular da “ressaca do vinho”. Antes de mais nada, é importante dizer que essa expressão ganhou força pelo fato de que é muito comum no Brasil tomar aqueles vinhos de garrafão. São vinhos feitos com uvas de mesa que não possuem concentração suficiente para a fermentação alcoólica, portanto adiciona-se açúcar para o suco fermentar e isso pode resultar numa bela ressaca.

Não é a toa que várias vinícolas do Brasil estão usando essas uvas para produzir sucos ao invés de vinho. Mas no caso dos vinhos de qualidade, é bom ressaltar que a ressaca varia de pessoa pra pessoa, mas o fator que pode contribuir é a adição de sulfitos (SO2 ou dióxido de enxofre). Eles são utilizados para a conservação do vinho, pois inibem a proliferação de bactérias, mas há um movimento no segmento de vinhos e bebidas em geral para diminuir a concentração da substância. Minha dica é procurar por vinhos orgânicos ou naturais ou por rótulos com a descrição “sem sulfitos” ou “SO2 free”, mas o principal é evitar a desitratação, a mãe de todas as ressacas, bebendo bastante água.

“Meus pais abriram um vinho branco que estava com gosto de rolha, uma cor bem dourada e só sentia o álcool, acredito que estava estragado. Como identificar a validade? Ou da pra ir mais pelo instinto do não gostou não beba?!”

Aquela máxima do “vinho, quanto mais velho melhor” é bem equivocada! Apenas alguns vinhos tem estrutura para evoluir com o envelhecimento, ao passo que a maioria é feita para consumo rápido. Quando falamos de brancos e espumantes então, a juventude é indispensável! Claro que há exceções, como os grandes vinhos de guarda ou os Champagnes safrados.

Não existe uma validade indicada, mas vinhos de safras mais antigas (com mais de 4 anos) podem ter perdido o frescor. Vale pesquisar no rótulo ou na internet se tem alguma informação sobre a janela de consumo do vinho que você pretende comprar. Aqui tem um post muito legal sobre como identificar se um vinho está estragado, seja pela idade ou por problemas de armazenamento.

“Diferença entre taças (materiais e formatos) e como escolher de forma mais assertiva?”

As taças são peças fundamentais para identificarmos todas as nuances do vinho, não é só questão de estética. Formato, material, tamanho, tudo isso faz muita diferença.

E quais as melhores taças para tintos, brancos, espumantes, rosés e vinhos de sobremesa? Esse post aqui é pra você fazer bonito na hora de escolher a melhor taça.

“Dá pra acreditar nas estrelas dos sites?”

Depende. As estrelas que aparecem na maioria dos e-commerces e nos aplicativos (geralmente de 1 a 5) como o Vivino, nada mais são do que avaliações de consumidores. Por mais que sejam idôneas e baseadas nas impressões de quem degustou e não de quem está vendendo, temos que entender que o gosto é pessoal e subjetivo. Um vinho 5 estrelas para uma pessoa, não será necessariamente a melhor escolha pra você. O ideal é ler as descrições para saber se as características de determinado vinho batem com o seu estilo.

 

“Quando compramos um vinho em restaurante ou bar, sempre fico boiando naquele “ritual” antes de tomar o vinho, sempre passo vergonha, como proceder?”

Tudo aquilo que envolve um simples degustar tem importância. Claro que algumas coisas não são tão necessárias, mas tem umas dicas legais nesse post para você transformar uma bebericada numa verdadeira degustação e aproveitar tudo que o vinho tem para oferecer.

“Aerador, comprar ou não comprar?”

Vinhos, principalmente os tintos encorpados, se beneficiam muito com o contato com o oxigênio para liberar seus aromas e dissipar o álcool. Já aconteceu várias vezes comigo de abrir um vinho e no primeiro momento ele não estar expressivo, mas após alguns minutos a coisa mudou de figura.

Deixar o vinho “respirar” é super válido para percebermos a evolução dos sabores. Os aeradores são legais, pois promovem uma oxigenação instantânea do vinho o deixando “pronto na hora” (aqui em casa usamos esse). Claro que não é todo mundo que tem esse apetrecho, mas não precisa se preocupar. Muita gente usa decanter que é a forma mais tradicional de deixar o vinho “abrir” até estar perfeito, mas o jeito mais fácil é simplesmente deixar a garrafa aberta por uma horinha antes de começar a tomar, não tem erro.

Pra ver as outras perguntas do #FAQDOVINHO só clicar aqui!

Página 5 de 31« Primeira34567Última »