Outlet Woodbury

14/10/2009  •  Por Thereza  •  Moda, New York

Taí um post que quero que sirva de utilidade pública, porque sempre pesquiso no Google sobre o Woodbury e nunca achei nada muito esclarecedor, então vamos lá! Pra quem não sabe, Woodbury é um dos outlets mais famosos do país, recheados de marca como Chanel, Gucci e Yves Saint Laurent, fica a uma hora de New York City e atrai milhares de turistas, muuuitos deles brasileiros.
A primeira dúvida era como ir, a opção de ir de ônibus não era muito atraente, pois custava uns U$50 e não teríamos onde guardar a moamba, então optamos (eu e três amigas) de alugar um carro, que sai na faixa dos U$90. A primeira meta, caso o carro não tenha GPS é saber o caminho certinho, porque sair de NY é uma aventura. Com tudo esquematizado, roteiro na mão, invariavelmente, nos perdemos! O percurso que duraria 1 hora, durou o dobro, mas como saímos cedo, chegamos lá a tempo de início da jornada-da-barganha.
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A primeira loja que paramos, e certamente a melhor, era a Diane Von Furstenberg. Os tradicionais wrap dresses estavam por U$100, sapatos por U$50, vestidos longos e estampados por U$80 e muitas outras coisas que valem a pena, e a loja não tem cara de outlet, tem peças frescas e atemporais. Além dessa, a Barney’s tem peças interessantes (principalmente bolsas!) e que valem a pena. A Tommy e a Calvin Klein tem modelos clássicos com descontos progressivos.

Agora se você vai lá, achando que uma bolsa 2.55 da Chanel ta 50% off, tire seu horsezinho da chuva, a marca não coloca suas peças tradicionais à venda no outlet e as peças que tem, são com discontos de 30% e olhe lá, assim como Gucci, Versace, YSL E Fendi.  Sinto muito, mas não vai ser no Woodbury que a gente vai adquirar nossa haute couture pechinchada.
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Em relação às calças jeans como Diesel, True Religion e Seven, o desconto sai por 50% off. Pra quem gosta de tênis, os da Nike e Adidas não são tão mais baratos, nada do que não possa ser encontrado na ilha. Esse é o diferencial, se você tem muito tempo de sobra, vale o passeio (no caminho tem Wal-Mart, o que é ótimo!), mas se não, fique em Manhattan e passe um dia no Century 21 e encontre barganhas tão valiosas quanto! Amanhã o post com as dicas baratas de Nova York!
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Se minhas companheiras de viagem liberarem as fotos, faço um post com os achados!

Badalando em Nova York

13/10/2009  •  Por Thereza  •  Celebridades, New York

Uma das coisas mais complicadas de Nova York, por incrível que pareça, é achar um restaurante perfeito, que agregue preço, bom atendimento (muito raro) e horário flexível. Aqui em Nova York o povo janta com as galinhas então se você quer ir em algum restaurante com clima de bar às 11h da noite, boa sorte!
Como meu excesso de idade e falta de paciência não me permite frequentar boites, sempre escolho um restaurante simpático com cara de bar e onde o garçom me faça o favor (e eu dê 20% a ele) de me servir uma cerveja (nem tô pedindo gelada) na minha mesa. Então selecionei uns points (!) onde você pode andar a partir de 10-11 da noite e escolher um bom lugar pra tomar uns drinks (porque não custa lembrar que lugar de turistas nas bandas do Times Square fecham cedo) e caminhar (com segurança!) pra ver o movimento local!

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Lower East Side (carinhosamente apelidado de O Hype): É a Lapa nova iorquina! O povo é cool, lança tendências e tem aquela vibe de filmeB-underground-indie. Os bares  são descolados, mas o preço continua salgado. As boites tocam de Ramones a Oakenfload, de um vinil pra outro. O legal mesmo é ver esse mix de estilos. Super aconselho andar pela Rivington st., fazer uma “ceia” no Schiller’s e depois entrar no bar/boite do Rivington hotel.
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Bleecker st.: Se você está na faixa dos 18 anos e só quer saber de garotos de Universidade, a região da Bleecker no Greenwich Village é o seu point pra balááda. Repleto de alunos da NYU fervendo os bares e clubes locais, você pode andar por essas redondezas e procurar seu hotspot. Além disso, os restaurantes italianos e asiáticos (maioria no local) tem comida boa e cerveja barata.

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Meatpacking District: Se você quer ver os fashionistas se arriscando com seus saltos pelas ruas cheias de paralelepípedos, o Meatpacking é o point! Gente bonita e restaurantes badalados, o bairro é moderninho e os wannabes e descolados se misturam em perfeita harmonia. Com o highline e o Standard Hotel a região se renovou e abriga os maiores hotspots da cidade. Super recomendo o tradicional Pastis, o asiático Sea e se quer ter uma vista legal da cidade, o rooftop do Gansevoort hotel é perfeito, meu lugar favorito de NY!

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Continuando no assunto Nova York, a queridíssima Paula do Sweestest Person me convidou pra fazer um post com dicas de NY, vai lá ver! E pra completar a semana temática, amanhã o post sobre Woodbury e quinta um post com diquinhas baratinhas de NY e o endereço do tal sapato rosa!

Fashion’s Night Out

11/09/2009  •  Por Thereza  •  Moda, New York, Viagem

Vocês já devem ter ouvido falar do Fashion´s night out. O evento idealizado por Dona Wintour que tem o intuito de alavancar as vendas “da moda”, que andavam desanimadas desde a crise do ano passado, e de quebra o abadá a camisa vendida por U$30 ia pra fundação do 11/9.

Até aí tudo muito bem, não sei qual foi o crescimento das vendas no dia de ontem, mas o que realmente impressionou foi o clima de festa na cidade! A galera tava lhocka, botaram seus melhores modelitos pra bater e champagne era consumido feito água. Eu não sou party-rice, mas não pude deixar de percorrer alguns eventos que aconteceram debaixo do meu nariz.

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Primeiro a obrigação, peguei o metrô V (de Vogue) e fui lá no shopping do Queens, para voluntariar e depois ver o buxixo em torno de Anna.  Fazendo um approach com a comunidade local, 96,4% nem sabia quem era Anna, mas estavam lá pelos free canapés, que não tinha. Achei que a Macy´s ia estar insuportável de tietes, mas nem foi assim. Na hora do show começar, o CEO da Macy´s apresenta as duas grandes estrelas da noite, pausa, Michael Kors e Kate Hudson, mas Anna cadê você eu vim aqui só pra te ver?

Nada de Anna, mas então sobe ao palco os cantores do musical Hair, 3 musiquinhas e depois sobe uma galera no mini-palco, lá na muvuca Diane von Furstenberg e Anna Wintour, que entrou muda e saiu calada, sem nenhum discurso de incentivo às compras, nada. Depois sobe ao palco o prefeito de NY, esse sim incentivando as pessoas a comprarem e bláblábá. Depois das formalidades, Anna começa seu ofício de assinar as camisetas do povo e óbvio que no meio disso surge uma loca do PETA atacando a pobre-da-Anna, que 10 minutos depois vai embora rumo à civilização Manhattan.

Enquanto isso, vejo uma alma loira e familiar desfilando toda simpática, era Raquel Zimmermann e eu tive que gastar meu português com ela, e que mané Anna W. tirei foto é com Raquel Z.

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Como a noite estava apenas começando, sim, apenas, fui lá pro West Village ver o burburinho organizado pela Teen Vogue. A região que é cheia de lojas descoladas, estava super animada com barraquinhas pra customizar Ked´s, souvenirs da Barbie, free gifts da Neutrogena e até pulseira bate-enrola da revista. Mas no meio da rua da Carrie (tadinho dos vizinhos dessa pacata rua), um mini palco foi montado pra o show de little J. aka Taylor Momsen.

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Assim que a menina sobe no palco, nem um cumprimento pra platéia, ja vira de costas rezando pra música começar e ela se revelar. Críticas musicais à parte, little J é extremamente tímida e sequer interage com a platéia, cantou 5 musiquinhas e deu um tchau xoxo. Seu modelito era de uma senhora de 28, espartilho, shortinho de paetê, camisão branco, bijoux douradas, mas nada de Chuck Bass pra prestigiar a amigam.

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Terminado o show, fui contribuir com a indústria da moda do açucar e gastar U$3 num cupcake personalizado da FNO na Magnolia Bakery. Logo ao lado, a loja do Marc Jacobs vendia camisetas que davam direito a uma pose em frente à vitrine, a filA era imensa, mas a coragem era pouca, então rumei para midtown west!

Chegando lá, fui na Bergdorf pra dar um oi pras Olsens e pra Vic-Beck, eu bem que tentei, mas a porta da tradicional-e-seleta loja estava mais lotada que shopping em véspera de natal. Então a partir dali era só andar pela 5a avenida e entrar nas lojas à medida do burburinho na porta. Passei na Prada e Grace Coddington estava lá, ruiva e soberana, conversando com todos.

Na Juicy Couture, Hamish Boyles estava cantando, na Versace, a modelo Leigh Lezark estava dando uma de DJ e na vitrine, modelos de verdade se faziam de manequins de mentira. E pra finalizar, na Sak´s Justin Timberlake causando frenesi entre as araras, mas esse eu dispensei de ver porque eu sou team Nick Carter desde meus 15 anos.

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Resumo da ópera, muitos não entenderam o real motivo do FNO, mas a maioria assumiu que foi uma jogada de mestre de Anna Wintour pra chamar a atenção para a moda, principalmente em NY.  Além disso, o clima de festa e a confraternização generalizada pelas ruas e lojas antingiu a todos, sejam fashionistas ou não.