Aquecimento Oscar: Por que as celebridades não usam os looks que amamos?

03/02/2020  •  Por Thereza  •  Red Carpet

Domingo é dia de Oscar e com ele o que temos? Sim, premiação, estatueta, babado, confusão e, claro, nossa previsão de looks! Vocês sabem que desde que existe Fashionismo (e lá se vão 11 anos e 11 meses), existe tapete vermelho e nossa tag #ImaginaNoTapeteVermelho.

Se tornou uma tradição nossa, já acertei alguns looks e errei tantos outros, mas também pudera… a realidade é que tem uma questão que envolve tudo isso: o nosso desejo de ver um look bonito e imaginá-lo na nossa atriz favorita é mais SONHO que LÓGICA.

Explico!

Estava preparando os posts de previsão que, aliás, entrarão ao longo dessa semana, e compartilhei o processo de seleção dos looks e uma reflexão como nossos ~sonhos não se aplicam à realidade do tapete. São diversos fatores, muito deles mais ligados ao business/marketing do que à simples e pura beleza de um vestido, daí muita gente teve dúvida, logo, virou post.

Lembrando que essas conjecturas são da minha cabeça, mas de uma cabeça que lê/pesquisa/estuda/ama isso há mais de uma década e se um dia escrever um livro, será sobre isso :)

COMO SURGEM AS MINHAS PREVISÕES

Primeiro passo, defino as famosas que estão sendo indicadas e, eventualmente, pego uma ou outra que sei que estará lá (tipo esse ano que peguei Lady Gaga pra prever, pois imagino que ela estará lá, visto que toda premiada no ano anterior, entrega um prêmio no ano seguinte).

Dito isso, faço uma pesquisa de marcas que as atrizes usaram com frequência, pra buscar uma referência e ponto de partida. O que facilita -mas às vezes enjoa – é quando uma atriz tem um contrato oficial, como a Margot Robbie com a Chanel, a Emma Stone com a Vuitton e a Jennifer Lawrence e seu longo contrato com a Dior (o que me ajudou a cravar esse look dela de 2018).

Depois disso, a gente pensa no estilo da envolvida, se usa mais looks românticos, rodados, se adora um vestido coluna, se evita braços de fora ou decote. Uma referência básica que tento guardar tudo na minha cabeça por hábito, já que faço zero cruzamento técnico de dados kkk (afinal, é só uma brincadeira intuitiva, literalmente ganho zero com isso e gosto de voar voaaar na intuição).

Daí a gente pensa nas cores que elas costumam usar (Jen Aniston só usa preto kkk #relatable), se repetem cor, nunca usaram estampa, se variam com todas as cores do universo (Lupita e Viola, estamos falando de vocês). Enfim, dá pra ter uma ideia razoável da cartela e suas nuances.

Depois finalizo com o mais importante, porém o menos certeiro: o meu desejo de look bonito que vi numa passarela, independente da marca. E é aí que entra o x da questão. Podemos, nós, meros mortais, ver os vestidos mais lindos de todos (e esses ousados e, ok, alguns exagerados, da útima coleção couture de Zuhair Murad provam isso ilustrando o post), se ele não estiver no radar business/mkt das celebridades e seus squads e assessorias, nada adianta o nosso desejo (e, muitas vezes nem o dela, pessoa física – desprovida de desejos jurídicos), simples assim.

O TAPETE VERMELHO É UM GRANDE NEGÓCIO

Você acha que a Margot Robbie, que anunciou em 2019 um big contrato com a Chanel, ou a Natalie Portman que é rosto da Dior há uma década, vão se aventurar com outras marcas, pois estavam madrugada afora no site da Vogue vendo casualmente os lookinhos lindos do Elie Saab e vão usá-lo no Oscar, a noite importante do ano? Nem sob tortura (dos empresários).

Elas podem até variar em algum mini evento, só pra não ficar na “mesmice” (vide Margot que variou e usou Dries Van Noten – um designer belga alternativo, ou seja, zero concorrência direta da Chanel), mas a Awards Season pede essas grandes marcas, mas nem sempre graaandes looks assim (ao menos pra gente, que gosta de voaaar).

E aí entra outra questão, nem sempre as atrizes do alto escalão tem marcas exclusivas ou todas trabalhadas na obrigatoriedade (que barra ser obrigada a ir de Dior hein rsrs), mas muitas outras tem um hall de marcas, logo, amigos, contatinhos, tipo Nicole Kidman e Cate Blanchett que variam um pouco mais, mas nem tanto.

E ainda tem uma leva significativa que fecha o bom e velho publi pra grande noite do Oscar (Grammy, GG, SAG e por aí vai) e vai com a marca x e look y (geralmente definido com marca e stylist, aliás, outro dia vazou uma polêmica que alguns desses profissionais ganham por fora).

Resumindo, não tem foto no Insta (quedize, depois terão milhares) que seja maior que um look na passarela mais fotografada do mundo, ou seja, um mega negócio e maior que qualquer look lindo, mas sem bons contatos rsrs.

Tem também muitas marcas, que vão de Versace a Michael Kors (vale dizer, dono da Versace) que fazem feat pontual com essas famosas, seja por dinheiro, campanha, capa de revista, relacionamento e por aí vai. Algumas famosas tem o poder e autonomia de decidir o look x da coleção y, mas outras nem tanto (o tempo de carreira, fama e número de seguidores dita isso).

Pode chamar de espertice, inteligência, capitalismo, mas só pra resumir, nem tudo é tão espontâneo como gostaríamos que fosse. E, além do vestido, tem o publi da joia (joalherias são as que mais fazem publis), da maquiagem, do cabelo, resumindo, é uma grande vitrine, com uma mega engrenagem.

TEMPO DE RELACIONAMENTO

Agora se não tem publi direito, tem feat indireto: quem não gostaria de ir pra um tapete vermelho de Dior, Givenchy ou Valentino? Não é para qualquer atriz que essas marcas emprestam vestido e, quando rola esse feat, é momento de glória, logo, qualquer pretinho básico fala mais alto que um Saab ou Murad couture com 750 mil canutilhos bordados.

A realidade é que muito gente até olha essas marcas mais exuberantes e ousadas como, digamos, cafonas e exageradas (não sou eu que tô dizendo!) e que não agrega muito valor à imagem. Com isso, pode reparar, esses nomes e looks que achamos lindos e maravilhosos, acaba ficando mais pra uma after party do Oscar ou para nomes menos famosos ou que não tão nem aí pra nada (JLO nos representa sempre, obrigada!).

EMPODERAMENTO FEMININO NO TAPETE VERMELHO

Por fim, tem uma questão muito importante: cada vez mais as famosas estão se importando menos com o look, com o status e com a etiqueta. Elas querem se vestir, se sentirem confortáveis e, o principal, serem reconhecidas pelo seu talento e não necessariamente pelo fashionismo envolvido (não o blog, que fique claro).

Com isso, roupas mais discretas, acabam ganhando espaço numa guerra de brilhos & egos. Resultando de uma era mais feminista, empoderada e muito pós campanha de #AskHereMore (de perguntar mais sobre o trabalho e menos sobre o look) e #MeToo (que teve até influência nas atrizes sendo ~obrigadas pelo Harvey Weinstein a usarem Marchesa).

Portanto, existe muito look lindo que vai ser deixado de lado (caso a carência seja de opulência, vale ver os tapetes vermelhos chineses, coreanos e as famosas do oriente médio), por um lado terá o business de um mercado gigante e que fatura muito direta e indiretamente, mas por outro lado vai ter a reflexão de look e consciência. O que fica? O tapete vermelho e nosso ponto de vista!

Não se esqueçam que à partir de amanhã temos o POST 1 da PREVISÃO DE LOOKS!

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