Eu não posso mais usar sapatilha!

14/08/2017  •  Por Thereza  •  Acessórios

Outro dia recebi um diagnóstico do meu ortopedista: eu não posso mais usar sapatilha! Justo eu, a rainha da sapatilha :o Bom, não é tão radical assim, eu até posso, mas tenho que reduzir o uso drasticamente, e eu explico o motivo.

Tenho pé cavo. Isso é o oposto do pé chato, ou seja, possuo o arco plantar excessivamente alto. Na prática, é uma redução significativa na área da planta dos pés, cuja função é dar apoio, com isso, eu acabo forçando mais o tendão do calcanhar e adjacências, sabe quando um elástico puxa muito?

Quando era mais nova e descobri esse fato – que é super comum – meu médico mandou eu usar uma mini palmilha pra me dar mais conforto e fazer menos esforço, mas quem disse que usei? Usei pouco, daí com o tempo a dor foi ficando mais incômoda, até nessa última viagem que fiz pra NY ter sido cansativa além da conta.

Eu não sou lá a pessoa mais atlética do mundo, desde o ano passado tenho feito exercícios regularmente, mas quando eu viajo, eu ando como se fosse uma peregrinação, eu ando muito, e nessa viagem usei e abusei da sapatilha, ou seja, doeu e me incomodou. Daí que ao voltar ao médico, ele mandou eu reduzir bastante o uso e focar em saltinhos pra descansar um pouco meu tendão de fazer esforço.

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Onde a moda entra nessa? Saltinhos! Tenho buscado mais e mais saltos baixos, médios, pois os vertiginosos eu já tenho (mas nem uso tanto). No final das contas, achei até um bom alerta, afinal, confesso que estava um pouco preguicosinha de subir no salto, mas chegou a hora de investir em saltos médios e, ainda bem, o mercado tá cheio de opções super legais!

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Como o meu momento #saudismo, pode ser o seu momento salto médio, fiz uma seleção de modelos fofos! Muita gente acaba associando esse tamanho de salto a sapato de vovó, mas então as vovós estão estilosas, porque o modelo tá super na moda, numa pegada parisian girl.

Já falei das slingbacks da Chanel e Dior e agora tem um mundo de versões tropicalizadas e charmosas, que tal? É aquele tipo de salto que te inclina na medida do sucesso, sem você precisar subir no palanque!

Bom, depois desse momento íntimo e pessoal da minha anatomia rs, fica a dica de um modelo chiquezinho e charmoso, curtem?

Quando vamos querer parecer ter a idade que temos?

03/08/2017  •  Por Thereza  •  Pense

“Não tenha pressa de parecer mais velha, minha filha” com essa frase da Sirléia (Vera Holtz) dita pra Catarina (Carolina Dieckman), na novela Por Amor, me bateu uma mini reflexão. Achei tão profundo, mas tão óbvio, tão delicado e simples.

A filha, com seus 18 anos, toda maquiada pra uma festa e a mãe, 40 e alguma coisa, passando por problemas da meia-idade, sendo traída pelo marido e se sentindo… velha. Era Miss, hoje sofre por perder a juventude. É duro, é real. E isso tem acontecido cada vez mais cedo.

Quando vamos querer parecer a idade que temos de fato?

Pois quando temos 16 ou 17, logo queremos ser mais velhas, exagerar no blush ou até mesmo adulterar um documento (?) pra poder entrar nas baladas. Depois disso, vamos querendo ficar mais sexies, mais adultas, mulherão, tudo lá pelos 18, 19, 20.

Eis que em algum momento dos 20 e tais anos, já começa a bater uma insegurança “socorro, estou chegando aos 30” e não surgem apenas os creminhos preventivos, mas procedimentos estéticos. E eu digo uma coisa, sou zero ~cagação de regra, mas cara, você é muito nova pra já ser refém disso. Outro dia vi uma conversa de 2 meninas de 23 falando de procedimentos estéticos invasivos como se fossem comum, simples. Podem até ser, mais ainda acho que não deveriam, pois isso tudo é reflexo da nossa sociedade acelerada, que queima etapas e nos obriga a nos encaixar em padrões surreais… e estreitos. Bom, aquela velha história, mas é bom reafirmar.

Daí a gente chega aos 30, o desespero aumenta, você se afasta da tal juventude, a insegurança cresce ano após ano e os tais procedimentos estéticos, como botox, preenchimento, se antes eram distantes – ou deveriam – hoje se tornam mais próximos. Quando é a hora? Sem contar o bônus com aquelas perguntas insuportáveis de “vai casar quando?” ou “e o baby, quando vem?”, é tudo uma urgência pra acontecer logo.

Aos 30 nós devemos parecer ter 30? Mais nova? Mais mulher?

Outro dia li uma coisa que me incomodou “nossa, a Sandy tem 34 anos, ela tá super conservada”.

Conservada?? A Sandy só tem 3 fucking 4 anos, ela tá linda e normal. Ok, ela aparenta aquela mesma carinha de menina, mas ela só tem 34 anos, pouco tempo passou desde que ela pulava por aí. Ver uma Sandy ~conservada e eventualmente se olhar no espelho e não achar o mesmo, é mais uma super pressão que a mídia, as pessoas, nós mesmos nos colocamos.

Por fim, quando é o auge? Quando, afinal, vamos querer parecer a idade que temos? Eu tenho uma teoria que uso pra mim, é bem simples, é ridícula: estamos vivas, isso é o que tem pra hoje, vamos aproveitar e viver um dia de cada vez. Evoluimos diariamente, queremos melhorar, mas junto a isso é preciso aceitar esse tal dia de cada vez. Até mesmo pela fase mindfulness que estou vivendo (já postei aqui sobre), tenho buscado mais viver o hoje, não pensar no amanhã e esquecer o ontem, é tão simples, mas muito difícil.

No mais, eu concordo muito com a Sirléia, não tenha pressa de querer ser mais nova, a sua idade é perfeita, seja 18 ou 48, você tá viva, seja feliz, a hora é agora e clichês são bem-vindos. O tempo não é cruel conosco, nós é que somos cruéis com nós mesmas.

Polêmica! A invasão de produtos de beleza para a vagina

30/07/2017  •  Por Thereza  •  Beleza

No início do mês fiz um post casual de um assunto banal (ou que ao menos deveria ser): vagina. Casualmente vi o tal batom vaginal e postei um pouco chocada e curiosa, e taí um tema popular: logo se tornou o post mais lido do mês e agora já figura entre os 3 posts mais lidos do ano no Fashionismo.

(falar de)Vagina tá na moda, é mole? É que só por esses dias comecei a ver por aí (veja esse vídeo)  outros produtos e tratamentos para o nosso órgão genital, uns me causaram curiosidade, outros me chocaram e alguns… bom, trouxe pra cá os principais e suas polêmicas envolvidas. Falar de vagina deveria ser mais comum, mas é um papo sério, em todo caso esse post será ilustrado com gifs da Sex & the City.

ILUMINADOR VAGINAL

Não dos mesmo criadores do batom vaginal, o iluminador vaginal. Enquanto um parecia ser mais inocente, apenas um produto 100% natural pra tirar o ressecado da parte íntima, já o iluminador é pura firula e vaidade íntima.

O The Perfect V é um iluminador que tem função de clarear e minimizar qualquer imperfeição (??) da nossa região íntima. Ele contém vitamina E e o creme tem um efeito aveludado que ~garante o brilho e luz na região. A quem interessar possa – espero que ninguém – ele está à venda apenas na Escandinávia por U$43 e a marca tem outros produtos pra desnecessitada região.

SAUNA VAGINAL

Isso mesmo, uma sauna para a sua vagina. O V-Steam é sucesso nos Estados Unidos e garante fazer um detox e rejuvenescer a região, mas como? Durante 45 minutos você fica sentada numa espécie de cabana íntima e recebe um vapor medicinal repleto de ervas aromáticas como: alecrim, manjericão e ainda absinto e ameixa.

O calor dilata os vasos da região, aumentando a circulação sanguínea, garantindo mais oxigenação e ainda relaxando a região e músculos pélvicos. Dizem que o tratamento ainda melhora a saúde e desejo sexual das mulheres, deixando-as mais empoderadas, sexies e confidentes. O procedimento é feito no V-Spot uma clínica que fica em pleno Upper East Side e promove cuidados íntimos e polêmicas.

O tratamento parece até inocente e saudável, mas ginecologistas alertam: “A vagina não precisa de detox. Nunca. Nossa vagina é autolimpante, por isso temos boas bactérias”.

PREENCHIMENTO LABIAL ÍNTIMO

É aí que a gente vê que talvez a humanidade não tenha lá dado muito certo. Sem querer ser a julgadora, mas o universo da estética está perdendo um pouco a noção. O tal do V-Plump foi criado pra garantir um voluminho extra nos lábios inferiores. O processo é feito injetando preenchimento do seu próprio sangue nos grandes lábios. Esse “simples” processo ainda rejuvenesce e estimula a região.

Pra que aumentar? Com a superfície maior, maior o prazer, garantem os especialistas e ginecologistas da mesma V-Spot. Segundo eles, o procedimento é usado por várias famosas que não recomendam por questões óbvias (é segredo).

A mesma clínica ainda tem um “Estreitamente vaginal”, um laser que vai no canal vaginal e rejuvenesce as paredes trazendo de volta a sensação original, firmeza, elasticidade e lubrificação. A técnica já foi usada e falada por nada menos que: Kris Jenner.

PEDRA DE JADE VAGINAL

Essa é a maior polêmica de todas. Gwyneth Paltrow tem o site super badalado, o Goop, e por lá assuntos ginecológicos são comuns. Ela compartilha suas dicas favoritas (ela já disse amar a tal sauna), mas um deles causou muita polêmica nos EUA, especialmente pela relevância da atriz: pedras de jade na vagina.

Esqueça o pompoarismo, o tal “jade egg”, segundo ela, é uma tradição milenar chinesa, e busca incrementar a energia sexual, tonificar, enrijecer os músculos da região, melhorar o controle da bexiga, regular o ciclo menstrual e, em tempos de empoderamento feminino, “aumentar o senso de conexão com nós mesmas e nossa força interior”, filosofa Gwy.

Parece interessante, certo? Mas uma junta médica veio a público repudiar a divulgação, logo uso,  das tais pedras (à venda no Goop). Enquanto especialistas em terapia holística, afirmam que as pedras tem poder de cura e recuperação da sexualidade feminina, os médicos alertam os perigos das pedras não esterelizadas numa região tão delicada e vão além, “Há muitas práticas antigas que agora sabemos que são ruins. Prefiro que minha ciência seja biologicamente plausível”, faz sentido.

A polêmica foi tanta, que a própria Gwyneth veio a público esclarecer – e defender ainda mais – o tal uso das pedras e mostrar o quanto elas vem reconectando as mulheres com seu corpo, tudo através de exercícios diários de 15 minutos da mais pura contração e conexão. Que tal?

Em tempos de empoderamento feminino e a força do feminismo como um todo, é preciso entender o que de fato é legítimo e saudável pro nosso melhor conhecimento íntimo e o que é apenas uma manobra do capitalismo pra ganhar dinheiro às custas de algo tão delicado e pessoal.

Tenho adorado ler – logo, compartilhar – mais sobre o tema, normalizar algo tão forte que temos em comum, mas ao mesmo tempo é preciso ficar atenta, alerta e, lógico, visitar seu ginecologista regularmente.

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