Nada é brega para sempre

03/08/2020  •  Por Thereza  •  Acessórios, Pense

Um título como esse nem precisaria de texto, ele já é autoexplicativo, mas eu explico. Outro dia estava lendo uma thread legal no Twitter falando sobre moda e sapatilhas e uma das envolvidas (eu perdi o tweet específico) falou, “Nada é brega para sempre” e eu gritei – em pensamento: SIM!

Sim diante da máxima, mas não diante do outro comentário, sapatilha não é brega e, vocês sabem, tenho aversão à essas palavras como brega ou cafona. Dito isso, é preciso explicar a fobia recente à sapatilha, pois para uns ela virou símbolo da “””cafonice””” como a pochete dos anos 90: moda não é linear, moda é circular, tudo que vai… volta, fique tranquila – ou preocupada.

A sapatilha em si tem uma questão específica, no início da última década viveu O AUGE do conforto, charme, fofurice e ainda ostentação (vide a famigerada sapatilha bicolor Chanel). Todo lugar era sapatilha, generalizou, banalizou… e bateu de frente – ou seria de bico?? – com o que eu gosto de chamar de item fashion do milênio, o tênis!

Veja a timeline, o auge das sapatilhas veio com o surgimento do tênis, não do tênis cotidiano que a gente usava pra escola ou pra academia (??), mas o tênis com caráter fashion, ousado, disruptivo, que abandonou a característica esportiva e se tornou fashionista, jovem, fresco e muito confortável.

A sapatilha é uma gracinha, tenho várias, mas de fato perdeu espaço pra era do tênis (e de alguns outros modelos de calçados que ascenderam nos último anos, vide mules, espadrilles e outros), então sumida sim, mas brega, jamais. E pra completar, e vale resgatar esse post aqui de 2017, sapatilha é confortável, mas não é lá, digamos, muito saudável.

Bom, pelo menos foi isso que meu ortopedista disse pra mim depois de ter um problema do calcanhar e ele me incentivar a EVITAR (não abadonar) o uso de sapatilha por saltos de pelo menos 2cm ou… tênis.

Outro dia postei na #RondadaFW um desfile lindo e com várias sapatilhas lindas e questionei “seria o retorno das sapatilhas?” e recebi um ou outro recado, “pra onde elas foram? nunca deixei de usá-las!”, bom, nem eu, mas a moda vai além do nosso guarda-roupa pessoal e vivemos eras que duram um semestre (por exemplo, o neon) ou alguns anos (como o linho que parece que voltou forte e em definitivo). O que está no nosso armário é imutável, é nosso e graças a Deus podemos comprar de forma mais consciente, mas as passarelas ditam novos movimentos, logo, veremos mais ou menos disso nas vitrines e araras.

Outro exemplo bem real, há uns 3 ou 4 anos, vimos muitas blusas ombro a ombro e ciganinhas por aí, agora vai encontrar nas lojas? Difícil. Elas sumiram 100%? Lógico que não, mas “cedem” espaço para outros movimentos e tendências. O mesmo podemos dizer do momento atual da estampa de oncinha que há 2 anos vem forte e espalhada por aí, em breve ela provavelmente tirará um período sabático, não pra gente, mas para as lojas!

E para o próximo ano, aposto no retorno triufante das rendas que, por muito tempo, passaram descansando para que tecidos mais minimais (como o cetim ou linho) brilhassem mais, mas isso será pauta para um próximo post. E um belo dia podemos falar isso das sapatilhas, elas não se tornaram bregas, aliás, desconfie de quem usa essa palavra que pra mim tem um caráter mais autoritário do que indicador de moda.

E todo esse resumo é pra explicar que a moda é cíclica e a frase do texto é definitiva: nada é brega para sempre. Por mim, poderia dizer que nada é brega e que talvez tenha sim seus altos e baixos, mas nada é eternamente brega, pelo contrário, já dizia o saudoso poeta contemporâneo, Alexandre Magno Abrão, “dias de luta, dias de glória”.

O legal da moda é isso, se até pouco tempo atrás olhávamos torto para pochete ou calça de moletom, hoje elas são itens fashion e de conforto, o mesmo podemos dizer das sapatilhas, se agora estão mais sumidas, um dia elas voltam e bom da gente que podemos experienciar os ciclos da moda e nos mantermos atentas pro entendimento dessa adorável engrenagem!

Eu não posso mais usar sapatilha!

14/08/2017  •  Por Thereza  •  Acessórios

Outro dia recebi um diagnóstico do meu ortopedista: eu não posso mais usar sapatilha! Justo eu, a rainha da sapatilha :o Bom, não é tão radical assim, eu até posso, mas tenho que reduzir o uso drasticamente, e eu explico o motivo.

Tenho pé cavo. Isso é o oposto do pé chato, ou seja, possuo o arco plantar excessivamente alto. Na prática, é uma redução significativa na área da planta dos pés, cuja função é dar apoio, com isso, eu acabo forçando mais o tendão do calcanhar e adjacências, sabe quando um elástico puxa muito?

Quando era mais nova e descobri esse fato – que é super comum – meu médico mandou eu usar uma mini palmilha pra me dar mais conforto e fazer menos esforço, mas quem disse que usei? Usei pouco, daí com o tempo a dor foi ficando mais incômoda, até nessa última viagem que fiz pra NY ter sido cansativa além da conta.

Eu não sou lá a pessoa mais atlética do mundo, desde o ano passado tenho feito exercícios regularmente, mas quando eu viajo, eu ando como se fosse uma peregrinação, eu ando muito, e nessa viagem usei e abusei da sapatilha, ou seja, doeu e me incomodou. Daí que ao voltar ao médico, ele mandou eu reduzir bastante o uso e focar em saltinhos pra descansar um pouco meu tendão de fazer esforço.

saltinho-dica

Onde a moda entra nessa? Saltinhos! Tenho buscado mais e mais saltos baixos, médios, pois os vertiginosos eu já tenho (mas nem uso tanto). No final das contas, achei até um bom alerta, afinal, confesso que estava um pouco preguicosinha de subir no salto, mas chegou a hora de investir em saltos médios e, ainda bem, o mercado tá cheio de opções super legais!

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Como o meu momento #saudismo, pode ser o seu momento salto médio, fiz uma seleção de modelos fofos! Muita gente acaba associando esse tamanho de salto a sapato de vovó, mas então as vovós estão estilosas, porque o modelo tá super na moda, numa pegada parisian girl.

Já falei das slingbacks da Chanel e Dior e agora tem um mundo de versões tropicalizadas e charmosas, que tal? É aquele tipo de salto que te inclina na medida do sucesso, sem você precisar subir no palanque!

Bom, depois desse momento íntimo e pessoal da minha anatomia rs, fica a dica de um modelo chiquezinho e charmoso, curtem?

Conhece a Ballasox?

20/07/2011  •  Por Thereza  •  Compras, Estilo, Publicidade

Do que adianta termos os sapatos mais elaborados, os saltos mais vertiginosos, se junto a isso vem o tal do desconforto depois de alguns passos. Infelizmente, esse é um mal que não tem solução ergométrica que resolva. Faz parte do nosso perfil feminino – e provocador – procurar sempre o sapato mais engenhoso, pra depois poder reclamar dele.

Lá fora é super comum ver mulheres elegantérrimas, bem Wall Street Way of life, mas nos pés? Aqueles tênis de 365 molas e que em nada combinam com o look proposto. As sapatilhas são eficientes e super femininas (já fiz um post contando minha devoção por elas aqui), mas muitas delas são rígidas e nada práticas pra levar na bolsa.

E a Ballasox surgiu justamente com esse propósito facilitador: sapatilhas bonitas, com ótima durabilidade, dobráveis e que cabem na bolsa como uma pequena necessaire qualquer. Ou seja, é uma sapatilha super versátil, com forro de elastano, eficiente e que está sempre por perto, seja nos pés, na bolsa ou até no porta-luvas (é lá que deixo a minha). É uma sapatilha pro dia-a-dia, e além!

E o mais legal é que a  Ballasox é brasileiríssima, mas antes de chegar por aqui, já conquistou o pessoal lá fora e já foi vista até nos pés de Reese Whiterspoon. E pra quem tem dificuldade de encontrar uma numeração ampla, eles vão do 34 e 43 e tem uma infinidade de cores, sem contar suas parcerias fashionistas, como Doc Dog e  CC Corso Como.

A marca tem uma loja virtual com todos os modelos possíveis e imagináveis. O valor médio é de R$99, mas atualmente o site está com 30%off e com entrega grátis pra todo o Brasil. Pra quem é viciada em sapatilhas & conforto, fica a dica!