A DITADURA – OU CULTURA? – DA BELEZA

10/02/2015  •  Por Thereza  •  Beleza

Pense aí, o que de mais exótico e ousado você faz pela vaidade? Cílios permanentes com inclinação nunca antes vista, depilação definitiva dupla carpada, geringonça puxa boca tipo Kylie?? Existem milhares de procedimentos estéticos e produtos de beleza que fazem parte da nossa rotina de beleza e que muitas vezes pra gente pode não ser nada demais, mas lá pelo oriente… um choque! ブラジルのすべてのクレイジー

Semana passada vi esse vídeo da super maquiadora @vegas_nay, logo compartilhei no meu Insta e Face:

OMG! Por que essa louca está colando a pálpebra dela?? Essa sociedade está falida! As mulheres estão perdendo a linha para ganharem nova figura! Cadê bom senso e o limite da vaidade?

Vendo esse vídeo de 15 segundos, muitos pensamentos passaram pela minha cabeça, mas em meia dúzia de comentários entendi: tal procedimento estético é super normal entre as orientais.

Como as moças do lado de lá tem pouca pálpebra, elas usam uma cola (que logicamente não é bonder, hein!) ou também adesivos específicos pra levantar a pálpebra e realçar o olhar e make. Quem somos nós pra julgar, né?

Apesar de achar que a mulher do vídeo não precisa muito, a técnica é difundida por aí e faz parte da cultura oriental, inclusive, a cirurgia plástica da pálpebra em si muitas vezes é dada como presente de formatura às meninas. Se aqui muitas ganham uma rinoplastia ou silicone, lá eles ganham uma guaribada nas pálpebras. Fui pesquisar sobre e achei esse vídeo interessante e eventualmente aflitivo:

Primeiro que me lembrou o Ichiban, batom do do Joey Tribbiani kkkk, mas o produto em questão se chama “Eye Talk”e, bom… o vídeo explicou bem, joga a pálpebra lá pra cima por apenas uma noite. Ele é uma cola tipo de cílios, mas específica pras pálpebras, pois tem ingredientes naturais que não irritam a pele *dizem* e garantem o puxadinho temporário.

NATURAL-EYE-TALK-1

A super vlogueira Michelle Phan também compartilha frequentemente a técnica, seja com cola ou também fita dupla face (específica) em seu canal.Esse vídeo dela mostra as duas opções e o mais legal é que, influente como ela é, deixa bem claro que essa é uma opção e que é preciso ter cuidado para de fato não virar vítima da indústria, ou pior, de si mesma.

Engraçado como essa questão de ditadura da beleza, esbarra no simples fato cultural de cada país e quem somos nós para julgar ou gongar. Bizarro continua sendo, mas se elas se sentem melhores com tal procedimento… ótimo pra elas.

Só não sei se essa técnica ~cola~ muito aqui no Brasil (dizem que vende na Liberdade em SP), com o calor escaldante, é capaz de você descolar uma pálpebra no meio da balada e ficar Cerveró style (essa observação veio lá do insta mesmo haha). Mas sigo admirada como algo comum no oriente pode espantar nós ocidentais, fico só imaginando o que fazemos aqui que os deixariam chocadas lá!

Vocês já tinham ouvido falar e o que acham desse improviso procedimento estético? Pra vocês ainda tá no limite da estética e bom senso?!

Preço por vestida!

29/06/2011  •  Por Thereza  •  Compras, Moda, Pense

*Nota da editora: sim, o título é esse mesmo.

Outro dia estava (re)lendo o excelente livro do blog Who What Wear (eles já lançaram outro livro chamado What to wear, where) e uma reflexão me chamou a atenção, especialmente por tê-la adotado recentemente na minha viagem: a relação investimentoXuso das coisas.

Explico, muitas vezes gastamos com uma bobeirinha ali, outra acolá, sem pensar de fato no uso efetivo e durabilidade de tal peça. Não estou falando só da qualidade, mas sim da quantidade de vezes que usamos.

Geralmente esse nosso pensamento imediatista está atrelado à modinhas passageiras, ou seja, de rápida saturação, com isso, usamos pouquíssimas vezes a dita cuja. Seja tendência ou um clássico qualquer, será que vale a pena mesmo?

No livro tem um cálculo bem simples, porém que no final das contas é bem eficiente e incentivador, especialmente quando se planeja investir numa peça mais eterna. O cálculo adotado é o seguinte, o custo de um item, dividido por quantas vezes você o usa:

Daí, em contrapartida, você compra a bolsa da modinha por R$800 e usa uma vez por semana, fazendo o cálculo, esse preço médio subirá pra R$15,38, sendo que você usou BEM menos. Parando pra pensar, faz sentido.

Lógico que por mais que seja um simples cálculo matemático, é um pensamento hipotético, visto que na vida real provavelmente ninguém compra bolsas “da modinha” por R$800.

Mas é uma boa reflexão que pode se estender com jóiasXbijoux, sapatos ou o que te causar dúvida na hora de investir, ousar ou estrapolar. É um aliado pra nossa razão fashionística e não custa nada calcular!

 

E esse papo todo me lembro de 3 posts que fiz (fazendo jabá de mim mesma) e giram em torno dessa reflexão de consumismo exacerbado: Você é uma compradora racional?Investindo bom é jóia!It bag para todas ;D

Reflexão sobre blogs

14/06/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Uma dos bate-papos mais legais que rolou aqui no QG do F*HITS foi com Fatima Ali. Ela é mestre no assunto revistas, já foi editora de moda da Nova, foi uma das responsáveis pelo início da MTV no Brasil entre MUITAS outras atividades.

Pra quem é blogueira, a grande dica é seu livro, uma bíblia pra quem quer ingressar ou se aprofundar na carreira no assunto. A arte de editar uma Revista mostra os segredos e histórias da criação de uma revista, mas o mais bacana pra nossa vida real é que o livro também se adapta aos blogs.

Da a fonte certa ao posicionamento da foto ideal. Como revistas cresceram, acertaram ou erraram, uma aula de verdade pra quem curte esse meio editorial. O que no meu caso foi de grande ajuda, já que a blogueira aqui é da área de exatas e arquitetura nâo tem muito o tal perfil.

Mas lógico que a conversa girou em torno dos blogs, de sua evolução, profissionalização e o tal do próximo passo. O vídeo da entrevista sai em breve. Mas enquanto isso, o que fica são pontos importantes da conversa e que servem pra qualquer blogueira.

O que ela mais falou foi sobre ter um ponto de partida, um diferencial. Seja uma linguagem x ou um look do dia y, o que importa é você ter a sua marca registrada. E é uma boa reflexão, fiquei bem pensando qual é a minha, tipo crise da meia idade.

Outro ponto que ela mencionou foi da importância de ter um layout bacana, impactante e que, principalmente, fosse a sua cara. E que publieditoriais fazem parte da vida editorial desde que a revista é de pedra (essa parte foi por minha conta), porém, se ele for explícito, claro e objetivo, é isso que fica.

E pra terminar, falou que internet é lugar de pouco texto e mais imagem. Que os posts podem ser mais sucintos (diferente desse) e que SEMPRE, seja a imagem, o título ou a montagem, prendam sua atenção, pra aí sim cativar o leitor. Ou seja, nós mesmas precisamos de (bom) senso crítico antes de apertar o “publicar”.

Reflexôes valiosas – e compartilhada – para a classe bloguística (e também pras leitoras)

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