Preço por vestida!

29/06/2011  •  Por Thereza  •  Compras, Moda, Pense

*Nota da editora: sim, o título é esse mesmo.

Outro dia estava (re)lendo o excelente livro do blog Who What Wear (eles já lançaram outro livro chamado What to wear, where) e uma reflexão me chamou a atenção, especialmente por tê-la adotado recentemente na minha viagem: a relação investimentoXuso das coisas.

Explico, muitas vezes gastamos com uma bobeirinha ali, outra acolá, sem pensar de fato no uso efetivo e durabilidade de tal peça. Não estou falando só da qualidade, mas sim da quantidade de vezes que usamos.

Geralmente esse nosso pensamento imediatista está atrelado à modinhas passageiras, ou seja, de rápida saturação, com isso, usamos pouquíssimas vezes a dita cuja. Seja tendência ou um clássico qualquer, será que vale a pena mesmo?

No livro tem um cálculo bem simples, porém que no final das contas é bem eficiente e incentivador, especialmente quando se planeja investir numa peça mais eterna. O cálculo adotado é o seguinte, o custo de um item, dividido por quantas vezes você o usa:

Daí, em contrapartida, você compra a bolsa da modinha por R$800 e usa uma vez por semana, fazendo o cálculo, esse preço médio subirá pra R$15,38, sendo que você usou BEM menos. Parando pra pensar, faz sentido.

Lógico que por mais que seja um simples cálculo matemático, é um pensamento hipotético, visto que na vida real provavelmente ninguém compra bolsas “da modinha” por R$800.

Mas é uma boa reflexão que pode se estender com jóiasXbijoux, sapatos ou o que te causar dúvida na hora de investir, ousar ou estrapolar. É um aliado pra nossa razão fashionística e não custa nada calcular!

 

E esse papo todo me lembro de 3 posts que fiz (fazendo jabá de mim mesma) e giram em torno dessa reflexão de consumismo exacerbado: Você é uma compradora racional?Investindo bom é jóia!It bag para todas ;D

Reflexão sobre blogs

14/06/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Uma dos bate-papos mais legais que rolou aqui no QG do F*HITS foi com Fatima Ali. Ela é mestre no assunto revistas, já foi editora de moda da Nova, foi uma das responsáveis pelo início da MTV no Brasil entre MUITAS outras atividades.

Pra quem é blogueira, a grande dica é seu livro, uma bíblia pra quem quer ingressar ou se aprofundar na carreira no assunto. A arte de editar uma Revista mostra os segredos e histórias da criação de uma revista, mas o mais bacana pra nossa vida real é que o livro também se adapta aos blogs.

Da a fonte certa ao posicionamento da foto ideal. Como revistas cresceram, acertaram ou erraram, uma aula de verdade pra quem curte esse meio editorial. O que no meu caso foi de grande ajuda, já que a blogueira aqui é da área de exatas e arquitetura nâo tem muito o tal perfil.

Mas lógico que a conversa girou em torno dos blogs, de sua evolução, profissionalização e o tal do próximo passo. O vídeo da entrevista sai em breve. Mas enquanto isso, o que fica são pontos importantes da conversa e que servem pra qualquer blogueira.

O que ela mais falou foi sobre ter um ponto de partida, um diferencial. Seja uma linguagem x ou um look do dia y, o que importa é você ter a sua marca registrada. E é uma boa reflexão, fiquei bem pensando qual é a minha, tipo crise da meia idade.

Outro ponto que ela mencionou foi da importância de ter um layout bacana, impactante e que, principalmente, fosse a sua cara. E que publieditoriais fazem parte da vida editorial desde que a revista é de pedra (essa parte foi por minha conta), porém, se ele for explícito, claro e objetivo, é isso que fica.

E pra terminar, falou que internet é lugar de pouco texto e mais imagem. Que os posts podem ser mais sucintos (diferente desse) e que SEMPRE, seja a imagem, o título ou a montagem, prendam sua atenção, pra aí sim cativar o leitor. Ou seja, nós mesmas precisamos de (bom) senso crítico antes de apertar o “publicar”.

Reflexôes valiosas – e compartilhada – para a classe bloguística (e também pras leitoras)

A idade mental do nosso armário

09/05/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Considero-me uma pessoa que viveu cada fase da sua “vida fashion” em seu momento certo. Já fui tímida, já fui piriguetinha, já até ignorei a moda. Meu humor e personalidade sempre interferiram saudavelmente no meu armário, conforme a idade chegava, o armário se adaptava, com isso, vivi – e vivo – cada fase.

Não estou dizendo que devemos obedecer um dresscode de cada idade, até porque ele não existe. Podemos ter um armário ora mais maduro, ora mais juvenil. Radicalismos nunca são bem-vindos, mas doses de bom senso não fazem mal a ninguém.

Mas uma coisa que ando observando, seja na vida real ou até em blogs, como algumas meninas de 18, 20 anos parecem ser muito mais velhas do que realmente são. O rosto pueril continua lá, mas mascarado por roupas tão pesadas (densas, maduras, pra não dizer artificiais) que em nada condizem com o RG impresso.

Confesso que acho um pouco triste como algumas meninas abdicam de todo o frescor da idade em detrimento à moda vigente. Geralmente, essa obediência aos looks do dia, não só deixam as pessoas padronizadas, como também envelhecidas.

Isso tudo também pode ser fruto da busca da tal da elegância, do “se vestir bem”, da impecabilidade, isso é errado? De forma alguma, mas pode-se pagar um preço caro (mas caro que uma it bag) pela leveza que tal idade sugere.

 

Com 20 anos eu usava sainha jeans (ai como eu podia), top de paetê, pernas e braços de fora (gente, valorizem seus braços finos). E isso acontecia com todas da minha geração, pois víamos de referência na vitrine da Espaço Fashion e da Farm e era bem simpático. Hoje, vemos na vitrine dos blogs a busca em ser como aquelas moças dos street styles mudo afora a além.

Ser madura, em hipótese alguma significa abandonar sua jovialidade em busca da saia rodada perfeita, a consciência é necessária, mas porque abdicar dos seus 20 e poucos anos? Eles não voltam.

Esse texto pode parecer louco, vocês podem discordar, mas o que eu vejo de gente com carinha de 20 e armário de 38 não tá no gibi. Será que jovens meninas se arrependerão de usar tal moda? Até onde vai essa obrigação de usar calça vermelha ou saia plissada? Não sei.

Como disse mês passado no twitter, prefiro uma piriguete honesta do que meninas travestidas de jovens senhoUras. Muitas meninas (ops, mulheres) concordaram e também notaram essa “tendência”. E coincidentemente, na semana passada, a editora do moda da Elle, Susana Barbosa (já entrevistei-a aqui), soltou esse tweet que resumiu o que pensamos.

 

Acho que na realidade, toda essa reflexão esbarra naquela questão até onde a moda nos diverte, até onde ela nos obriga a seguir tal padrão. Blogs facilitaram nossa vida-fashion, mas ao mesmo tempo nos deixaram acomodadas, pois é muito fácil saber a tendência tal, ir lá e pronto. Quem é mais madura, sabe discernir, mas as mais novas sofrem para caberem em padrões estipulados. Poder ser bom, mas geralmente não é.

Isso é apenas um pensamento aleatório,  mas quando vi que muitas outras pessoas pensam igual, virou post. Mas os comentários estão aí para estendermos à novas reflexões.

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