Gosto de gente básica

01/10/2012  •  Por Thereza  •  Estilo, Moda

Posso estar até depondo contra mim mesma (e meus ‘serviços’ de blogueira), mas tem hora que overdose de tendências (e muitos ismos, ai os ismos), cansam. Dá vontade de ser do contra e pegar um jeans mais surrado e colocar aquele moletom vintage esperto (ops, isso tá “na moda” também).

Acho lindo admirar o belo, o maximalismo, idéias inovadoras, criativas, Anna’s Dello Russo ou qualquer projeto de pessoa que ache bacana misturar lé com cré e ser feliz assim, acho legal, até mesmo corajoso.

Mas, tem horas que cansa, dá preguiça, ainda mais em tempos de semanas de moda que acabamos vendo algumas atrocidades que dá saudade do simples e trivial. O arroz avec feijão da moda. Ainda bem que sou desencanada o suficiente pra não entrar nessas paranóias e ismos da moda (ironicamente falando, mas verdade), mas se tem uma pessoa nesse mundo que me inspira por ser simples, normal, mas ainda clássica, elegante e interessante – sem contar ser detentora de um dos cargos de moda mais importantes do mundo – é Emmanuelle Alt.

Pensei nisso tudo, porque eu fiquei vendo fotos bem recentes da editora de moda da Vogue Paris e  percebi (ou relembrei) que Manu desmitifica tudo aquilo que hoje em dia o mundo-da-moda muitas vezes tenta nos empurrar. Ela é tão básica, desencanada (mesmo planejando os mínimos detalhes de um look aparentemente simples) e ainda assim esbanja bom gosto e, principalmente, é  verdadeiramente inspiradora.

Você pode até não querer usar skinny jeans e camisa o tempo todo, mas Emmanuelle nos ensina que tá na moda ser normal e se vestir simples, simplesmente. Acho que esse estilo é o verdadeiro sopro de esperança e o grande “alerta de tendência” da moda. E hoje em dia pra mim, esse tipo de referência é mais que inspiradora, é preciosa, daí me deu vontade de falar tudo isso. Um beijo, Manu!

Preço por vestida!

29/06/2011  •  Por Thereza  •  Compras, Moda, Pense

*Nota da editora: sim, o título é esse mesmo.

Outro dia estava (re)lendo o excelente livro do blog Who What Wear (eles já lançaram outro livro chamado What to wear, where) e uma reflexão me chamou a atenção, especialmente por tê-la adotado recentemente na minha viagem: a relação investimentoXuso das coisas.

Explico, muitas vezes gastamos com uma bobeirinha ali, outra acolá, sem pensar de fato no uso efetivo e durabilidade de tal peça. Não estou falando só da qualidade, mas sim da quantidade de vezes que usamos.

Geralmente esse nosso pensamento imediatista está atrelado à modinhas passageiras, ou seja, de rápida saturação, com isso, usamos pouquíssimas vezes a dita cuja. Seja tendência ou um clássico qualquer, será que vale a pena mesmo?

No livro tem um cálculo bem simples, porém que no final das contas é bem eficiente e incentivador, especialmente quando se planeja investir numa peça mais eterna. O cálculo adotado é o seguinte, o custo de um item, dividido por quantas vezes você o usa:

Daí, em contrapartida, você compra a bolsa da modinha por R$800 e usa uma vez por semana, fazendo o cálculo, esse preço médio subirá pra R$15,38, sendo que você usou BEM menos. Parando pra pensar, faz sentido.

Lógico que por mais que seja um simples cálculo matemático, é um pensamento hipotético, visto que na vida real provavelmente ninguém compra bolsas “da modinha” por R$800.

Mas é uma boa reflexão que pode se estender com jóiasXbijoux, sapatos ou o que te causar dúvida na hora de investir, ousar ou estrapolar. É um aliado pra nossa razão fashionística e não custa nada calcular!

 

E esse papo todo me lembro de 3 posts que fiz (fazendo jabá de mim mesma) e giram em torno dessa reflexão de consumismo exacerbado: Você é uma compradora racional?Investindo bom é jóia!It bag para todas ;D

Reflexão sobre blogs

14/06/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Uma dos bate-papos mais legais que rolou aqui no QG do F*HITS foi com Fatima Ali. Ela é mestre no assunto revistas, já foi editora de moda da Nova, foi uma das responsáveis pelo início da MTV no Brasil entre MUITAS outras atividades.

Pra quem é blogueira, a grande dica é seu livro, uma bíblia pra quem quer ingressar ou se aprofundar na carreira no assunto. A arte de editar uma Revista mostra os segredos e histórias da criação de uma revista, mas o mais bacana pra nossa vida real é que o livro também se adapta aos blogs.

Da a fonte certa ao posicionamento da foto ideal. Como revistas cresceram, acertaram ou erraram, uma aula de verdade pra quem curte esse meio editorial. O que no meu caso foi de grande ajuda, já que a blogueira aqui é da área de exatas e arquitetura nâo tem muito o tal perfil.

Mas lógico que a conversa girou em torno dos blogs, de sua evolução, profissionalização e o tal do próximo passo. O vídeo da entrevista sai em breve. Mas enquanto isso, o que fica são pontos importantes da conversa e que servem pra qualquer blogueira.

O que ela mais falou foi sobre ter um ponto de partida, um diferencial. Seja uma linguagem x ou um look do dia y, o que importa é você ter a sua marca registrada. E é uma boa reflexão, fiquei bem pensando qual é a minha, tipo crise da meia idade.

Outro ponto que ela mencionou foi da importância de ter um layout bacana, impactante e que, principalmente, fosse a sua cara. E que publieditoriais fazem parte da vida editorial desde que a revista é de pedra (essa parte foi por minha conta), porém, se ele for explícito, claro e objetivo, é isso que fica.

E pra terminar, falou que internet é lugar de pouco texto e mais imagem. Que os posts podem ser mais sucintos (diferente desse) e que SEMPRE, seja a imagem, o título ou a montagem, prendam sua atenção, pra aí sim cativar o leitor. Ou seja, nós mesmas precisamos de (bom) senso crítico antes de apertar o “publicar”.

Reflexôes valiosas – e compartilhada – para a classe bloguística (e também pras leitoras)

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