Fashionismo para ouvir, o podcast!

28/03/2019  •  Por Thereza  •  News, Podcast

Se tem uma coisa que eu amo, é ouvir a conversa dos outros! Não no sentido da futricagem ou espionagem rsrs, mas sabe quando você tá num restaurante almoçando e a mesa ao lado engata uma boa conversa e o seu ouvido chega a dar aquela espichada? Pois bem, pra mim podcast é basicamente isso, aquela conversa boa que você faz de tudo pra ouvir.

E ainda é mais prático do que sentar e ficar assistindo um vídeo no youtube, afinal, um podcast você pode ouvir no trânsito, na academia, quando você tá arrumando a casa ou simplesmente andando por aí. Podcast te faz companhia e em coisa de minutos você pode se entreter, aprender, se envolver, enfim, é um universo que existe há muito tempo e tem ficado cada vez mais popular (muito acredito por se tornar uma válvula de escape diante do maçante e sufocante Instagram).

Dito tudo isso, habemus nosso Podcast, o Fashionismo para ouvir! Uma miscelânea de assuntos escritos aqui no Fashionismo, agora falados direto no seu ouvido <3 Há 1 ano venho pensando nesse projeto, recebi muito incentivo das meninas da Comunidade do Fashionismo, daí aproveitando essa semana comemorativa, nosso 1º podcast está no ar!

fashionismo para ouvir

E o primeiro FPO vem em formato de boas-vindas, falando um pouco do Fashionismo, esses 11 anos e o que eu pretendo produzir no formato podcast! Confesso que ainda estamos aprendendo a usar a ferramenta, portanto ajustes ainda serão feitos, mas a ideia é falar sobre todos os assuntos do Fashionismo, de moda a vinho!

Pra começar, nosso primeiro programa fixo (já na próxima sexta!), será o Ronda da Semana! Aquela nosso giro de notícias da moda, polêmicas, novidades. A ideia é que entre toda sexta-feira e reúna tudo de mais relevante que rolou na semana.

Eu também gostaria muito de saber de vocês, que consomem esse tipo de conteúdo, seus hábitos e o que gostariam de ouvir num podcast do Fashionismo, ok?! Depois de 11 anos nesse sistema de blogagem diária, estou amando o desafio de produzir um novo conteúdo numa nova plataforma pra mim, portanto as dicas de vocês serão fundamentais pra um Fashionismo para ouvir melhor!

fashionismo para ouvir

Quer ouvir nosso primeiro episódio? Já estamos em basicamente todas as plataformas e apps para IOS e Android, como Spotify, We Cast, Castbox, Overcast. Em breve estaremos no Itunes e Deezer.

 


Você não é coreana, muito menos a sua pele!

09/01/2019  •  Por Thereza  •  Beleza, Pense

Bom, talvez você até seja uma leitora coreana, mas, no geral, acredito que 99,9% do meu público não seja, portanto, sua pele não é coreana, você não precisa necessariamente seguir os tais 10 passos, 11 rotinas e 12 métodos.

Bom, seria hipocrisia falar que não amo e consumo esse universo, que já fiz dezenas de posts só em 2018 (e não pretendo parar em 2019) e a febre foi até oficializada como Hit de Beleza da nossa retrospectiva! Mas que comecemos o ano com essa pequena reflexão que há tempos venho pensando e buscando me reeducar com parcimônia, logo, compartilho com vocês.

Por muitos anos, talvez por toda essa geração digital, maquiagem era TUDO. Era o suprassumo de beleza, gastávamos rios de dinheiro com o batom matte ou paleta colorida e no final… saía tudo no banho. Nos sentíamos lindas, empoderadas, a maquiagem democratizou, surgiram marcas baratinhas, ficou mais acessível… mas tudo saía no banho. Bom, por mim tudo bem, mas a reflexão foi além.

Em tempos de desconstrução, demaquilaram a maquiagem, a pele ultra reboco ficou leve e o contorno, bom, um blush tá mais que ótimo. Junto a isso, há umas 2 temporadas chegou a febre coreana de cuidado extremo com a pele. Tudo começou com as sheet masks, depois veio um produto a mais, uma essence, gadgets de beleza, muitos passos… pronto, essa rotina tirou espaço das maquiagens no nosso banheiro, talvez literalmente falando.

Eu confesso que 2018 foi o ano em que mais me interessei por pele e menos por maquiagem. Me preocupei muito com protetor solar, mudei minha rotina de produtos, inseri vitamina c, óleos, Foreo, repensei até o algodão que passava na minha pele. Acho que no geral, esse universo coreano teve um saldo positivo na minha rotina, mas sempre cabe uma reflexão.

É preciso entender que, enquanto uma maquiagem nos diverte, melhora a autoestima, muda a sua personalidade instantaneamente entre um delineado e um glitterzinho, o movimento da skincare vem a médio prazo… e pode nem vir. Com o frenesi da tal rotina coreana, convenhamos, nem todo produto pode ser eficiente ou, pior, você talvez nem preciso disso! É que com esse movimento, muitas vezes compramos por comprar, por influência alheia e sem nenhum aval médico, com isso, nos afastamos cada vez mais da nossa referência de pele brasileira.

E vou além, é preciso questionar a opressão que as próprias coreanas sofrem para chegarem ao ponto de usar uma quantidade absurda de 10, 20 produtos POR DIA. Li uma matéria falando que a misoginia na Coréia do Sul é tão forte e essa geração de skincare acaba, indiretamente, agravando essa situação e aprisionando milhares de mulheres. O que era pra ser autocuidado, prazer e bem-estar, acaba potencializando algo que temos lutado pra acabar, o tal padrão de beleza.

A indústria de beleza sul-coreana está cada vez mais poderosíssima, em 2017 faturou 13 bilhões de dólares e tem a taxa mais alta de cirurgias plásticas para fins estéticos por habitante no mundo, se tornando assim um procurado “destino cirúrgico”. Com todo esse movimento, muitas coreanas tem buscado desconstruir esse universo, se liberando dessas amarras de beleza, logo, isso também pode virar moda por aqui.

Além disso, é importante questionar o fator clima! Enquanto cada vez mais marcas tem desenvolvido fórmulas exclusivas pro nosso país tropical, a gente vai e busca produtos de uma região totalmente diferente da nossa? Pois é, no final e o mais importante, de todas as dermatologistas que conversei, a maioria acaba rechaçando essa overdose coreana e sugerindo o bom senso e, claro, que consulte seu médico!

A ideia é acabar com a graça do cuidado com a pele? De jeito nenhum. Continuarei falando sobre produtos e tratamentos, mas é preciso refletir o quanto podemos também estar ficando refém desse caro universo. Enquanto a maquiagem é mais eficiente, a skincare é mais transformadora, mas se ambas forem usadas com parcimônia e bom senso, tudo fica bem.  Portanto, que em 2019 usemos toda essa multiplicação de produtos e informações apenas a nosso favor, combinado?!

 

NYFW: Rihanna Savage Fenty – o verdadeiro – FASHION SHOW!

13/09/2018  •  Por Thereza  •  Celebridades, Fashion Week

Depois das noite de ontem, as marcas de lingerie vão precisar se reinventar e, sim, estou falando de você Victoria’s Secret. Rihanna precisou, PRA VARIAR, dar um break na música, lançar uma marca de maquiagem, uma marca de lingerie… e fazer um desfile COMO DEVE SER!

Já conversamos aqui que o VSFS, antes aclamado e desejado, se tornou um retrato do passado padrão, minas iguais e o total de [0] representatividade. A moda está mudando, ok que a passos modestos, mas pra se destacar é preciso se mostrar atento, não de uma maneira eventualmente oportunista, mas sim se jogando de cabeça, sem cota ou token, mostrando a real. E Rihanna fez isso ontem no fashion show de sua Savage x Fenty.

desfile rihanna

Não teve 1 ou 2 modelos plus e o resto padrão, era possível ver todos os tipos de corpo, cor, estilo, altura, tinha mulher grávida, enfim, acho que tinha um look para cada pessoa, ou seja, foi no ponto da representatividade.

desfile rihanna

E falando de lingerie, a gente consegue prestar a atenção nelas!! Sabe quando você assiste uns desfiles (ok, estou falando de você de novo VS), acha lindo, uau, cenário, uau, mas não repara muito nas roupas em si? Pois bem, eu consegui perceber as lingeries da Savage. Fiquei com vontade real de adquirir umas peças, observei tendências, admirei o styling, acessórios e, claro, maquiagem!

desfile rihanna

E Rihanna, que não é boba nem nada, também recrutou as tops mais faladas da atualidade, Bella e Gigi Hadid. A dupla se jogou nos looks e trouxe o fator instagramável ao suficientemente falado desfile. Não sei se as irmãs abandonaram a Victoria’s Secret, pois geralmente o contrato deles é de exclusividade no quesito lingerie (por exemplo, a Kendall Jenner não desfila mais, pois é garota propaganda da La Perla), mas sinal dos tempos (e talvez do bom passe da Riri).

desfile rihanna

E falando de make, a Fenty Beauty também deu o tom e o mote do desfile era uma beleza tipo “vitral”, com muita cor e reflexo, cata a beleza e brilho dessas peles!

Sei que pra alguns essas questões de representatividade pode ainda não tocar, mas se Rihanna está falando e se mostrando cada vez mais atenta ao assunto, quem somos nós para irmos contra? Que mais desfiles sejam assim, sobre pessoas e roupas!

 

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