A história do paetê

03/02/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense, Tendência

Não sou jornalista, muito menos historiadora, mas sou uma excelente curiosa (acho que blogueiro tem que ser curioso). Daí outro dia me peguei pensando no paetê. Qual mulher não ama paetês (surgindo 6 mulheres que não amam paetês em 3, 2..)? Pelo menos em algUM momento da vida, alguém já teve sua fase-paetê (canutilhos e outros formatos semelhantes).

Ele vai de acordo com seu humor, desejo de brilhar ou até nível de piriguetismo. Então resolvi pesquisar, será que paetê é coisa de Joãozinho Trinta?

Claro que não! Muita coisa pode ser especulação, mas crê-se que a lantejoula já era usada desde 2.500 A.C., obviamente com propostas beeem diferentes. O formato original eram discos dourados e brilhosos, feitos de metal, que também já foram encontradas na India, Peru e Egito. Inclusive foi descoberto resquícios de paetês no túmulo do Tutancamon (aquele esperto, queria levar com ele!), e uma bela camisa de lantejoulas, do próprio faraó.

O nome Paetê = Sequin (inglês) = Sikka (árabe), significa moeda, que serviam pra embelezar as roupas dos Reis e Rainhas. E também para adornar a roupa de ciganos viajantes. As tais moedas (em versão fashionista) eram costurada nas roupas pra designar riqueza e status, nada estava ali à tóa, diferente da gente que adooora banalizar o negócio!

Em algumas culturas elas serviam pra desviar os espíritos malígnos, e também evocar a luz do divino. Dizem que até Leonardo da Vinci criou uma máquina de “colocação” de paetês, mas por algum motivo o projeto não foi pra frente.

Mas foi nos EUA (é claro!), no início do século passado, que os paetês foram industrializados, comercializados e servido aos porcos consumidores. Feitas de plástico, elas foram popularizadas por uma fábrica em Nova York (que produzia 6 milhoões de paetês/dia) e eram usados nos espetáculos da Broadway. E quem não lembra no célebre Mágico de Oz? Para os sapatos vermelhos de  Dorothy foram utilizados 4.600 peças!

E chegando bem perto do nosso mundo fashionista-pop, o mito Michael Jackson usava e abusava das pecinhas brilhosas (o formato dela é pra refletir mais e mais), era é praticamente sua marca registrada. Hoje em dia, musas da música, que não são bobas nem nada, usam do histórico artifício pra brilhar muito nos palcos.

O paetê tem seus altos e baixos, momentos de glória e, sim, cafonice, mas é impossível não passar despercebido pelo nosso guarda-roupa!