A volta dos que (não) foram: Abercrombie & Fitch

05/09/2016  •  Por Thereza  •  Compras, Tendência

No início da década ’00 tinha uma marca gringa que era sinônomo de desejo & ostentação, não pelos seus casacos ~relativamente razoávei$, mas pelo nome, pelo status do mais puro fashionismo wannabe americanizado, sim estamos falando de Abercrombrie & Fitch.

Era só você viajar pra NY ou Miami ou saber que algum parente ia, pronto já estava você lá pedindo um moletom ou brusinha, seja com o logo escancarado ou discreto, era A marca do início da década passada. Eu, sempre que viajava, gostava de comprar sainha jeans deles, umas brusinhas e sim, claro, tirar foto com os sarados na porta, quem nunca?! Mas isso MUDOU, saem os tanquinhos e entra uma moda mais real.

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No início do ano, postei nessa Ronda aqui, que a marca estava prestes a sofrer um grande rebrandind depois de anos de crise financeira e polêmicas. Esqueça os tais tanquinhos na porta e pense numa marca mais cool, mas ainda com aquele dna “american way of life”. Basicamente a ideia é se afastar daquela pegada extra sensualizada e focar na vida real e um pouco mais adulta.

Para a nova fase, a marca contratou como diretora criativa, Kristina Szasz, que já trabalhou em marcas como Tommy, Karl Lagerfeld, Levi’s e Polo Ralph Lauren e a contar pelo seu curriculum, já dá pra ver onde a marca quer chegar. As fotos da nova campanha de inverno apontam a nova fase e gera até um desejinho de compra (eles entregam aqui), diz aí?!

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Senti a pegada normcore vida real que mostra muito bem a moda de hoje em dia, mais simples, mas ainda valorizando boas peças. A marca, que sempre foi forte no jeans, seguirá com seu dna nesse aspecto e eu aqui já desejei essa jaqueta.

As modelos mostram até uma variedade das meninininhas pós adolescentes de sempre e mostram uma A&F mais madura, afinal, o dinheiro rola mais nessa faixa etária. Por fim, eles dizem que de fato buscam esse novo público mais sofisticado e maduro, mas ainda tem lugar pros jovens e seus casacos e camisas clássicas, talvez sem a febre da logomania, mas com um toque de nostalgia.

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E vocês, eram clientes ou admiradoras da marca, dariam uma nova chance?! No meu caso, se o som diminuir e a luz aumentar, entro facilmente!

10 anos depois, relembrar é viver com os looks mais memoráveis de O Diabo Veste Prada!

26/04/2016  •  Por Thereza  •  Estilo, tv

Uma década se passou do lançamento de um dos melhores filmes de todos os tempos quando o assunto – é moda e figurino! Foi na distante 2006 que fomos tomados de amor pela história  da adorável Andy Sachs, vimos na Miranda Priestly um quê de Anna Wintour e ficamos com um ligeiro abuso – não muito – da Emily (não a Blunt).

O Diabo Veste Prada marcou uma geração, lembro que assisti o filme no dia que foi lançado e nas semanas seguintes fui mais umas 2 vezes ao cinema. Na tv? Já perdi a conta de quantas vezes assisti, tá passando na tv? Estou lá assistindo. Acho que junto com Patricinhas e Mean Girls está no topo dos filmes ~de menina mais vistos e revistos. E 10 anos depois, não lembro de um herdeiro à altura.

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E pra celebrar os 10 anos do filme e personagens que seguem até hoje nos nossos pensamentos mais fashionistas, fiz um apanhado dos principais looks usados por Andy Sachs e também menção honrosa à Miranda e Emily.

Note, que mesmo 10 anos depois, tudo poderia ser usado tranquilamente hoje e esse é um bom trabalho da figurinista, Patricia Fied (é claro!), que criou peças praticamente atemporais e eternamente desejadas.

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A ideia de Patricia era criar looks reais e nada caricatos, o orçamento que era de U$100.00 chegou a 1 milhão de dólares, tamanho investimento rendeu elogios e uma indicação de Oscar de melhor figurino.

Em Andy, a ideia era retratar a menina ligeiramente desleixada e que não ligava para moda, na realidade, achava tudo muito fútil. Sua trasformação foi natural e muito certeira, do corte de cabelo aos inúmero acessórios, vimos um personagem florescer e usar a moda ao seu favor.

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Andy Sachs era clássica. Discreta, com peças atemporais e que refletiam o estilo original da personagem. Muitos trench coats, sobreposições, scarpins e bota over the knee. Menção honrosa aos acessórios, que circulavam entre chapéus charmosos e colares Chanel, aliás, 50% de seu closet era da marca, que quis vestir a personagem.

Andy não virou uma fashion victim, apenas ficou mais interessada em moda e conseguiu criar looks mais polidos, também com aquele closet maravilhoso da revista. Acho que Patricia foi muito certeira na escolha de cada look.

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Emily já era fashionista nata, apesar de muitos momentos do filme ficar atrás da mesa, seus looks eram tipo american woman, uma coisa Ralph Lauren poderosa. Seus acessórios eram de impacto e com styling apurado.

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Por fim, Miranda Priestly seguiu o ideal real da Anna Wintoir, mas com mais fashionismo envolvido. Casacos de pele, sobreposições e cintura marcada, aquela sofisticação aristocrata fashion, impressionante como Meryl Streep surpreendeu com sua veia fashion nata.

Bons tempos de um tipo de um filme que parecem que não fazem mais, onde a gente suspira com os figurinos e se encanta com uma historinha fofa. Aliás, se tem um filme que tem um pouco desses ingredientes é ‘The Intern’ com a própria Anne Hathaway, numa versão empresária, dona de e-commerce e igualmente estilosa, vale ver!

 

7 marcas que habitavam nosso armário no ano 2000!

19/04/2016  •  Por Thereza  •  Moda, Rio de Janeiro, Tendência

Talvez seja meu signo, mas eu sou muito apegada à mais pura nostalgia. Não sou museu, não vivo de passado, mas gosto de lembranças e histórias e, quando o assunto é moda, adoro relembrar fashionismos do passado :)

E se tem uma coisa que esta mexendo com esse lado, se chama Laços de Família! Eu era obcecada por toda e qualquer novela de Manoel Carlos e essa foi uma das especiais. O ano era 2000, eu estava completando 18 anos, ou seja, toda trabalhada nos looks do dia entre uma ida ao colégio e expectativas da faculdade, com isso, vendo a novela bateu aquela nostalgia do que era vestido na década pessada!

Camila, Capitu, Clara e até mesmo a rústica Íris, refletiam bons tempos de marcas que faziam nossa cabeça e habitavam nossos armários. Muitas dessas nem existem mais e outras não tem o mesmo apelo ou frescor, mas me batEu aquela vontade de relembrar de 7 marcas que habitavam nosso armário no ano 2000 (como nessa época a internet era discada, o registro fotográfico é nulo)!

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LUKKI FINKE Obcecada, esse era meu nome por essa marca! Poucos lembrarão, os registros na internet são inexistente, mas essa marca era A marca da carioca ~patricinha. Entre 1997 e 2001 habitou muitos armários e looks entre uma náitezinha na W ou Méli Melo.

A loja que tinha no Ipanema 2000 era meu quintal, lembro que eles tinham um mural com looks das clientes e era meu sonho estar lá, um dia estive, foi histórico. A peças eram basicamente saias de lycra, blusinhas de alcinha, casaquinhso tipo twinset, vestidos longuetes e tudo de mais clássico da juventude carioca.

ROSANA BERNARDES Acessórios? Era com ela! Tudo em turquesa, cintos de placas e que mais decoravam do que seguravam as calças, era um sonho. Adorava as argolas, era viciada nos colares, era só ter a logo da Rô que eu já queria. Eles tinham uma loja atacado em Ipanema, que o povo pirava e a gente reunia as amigas do colégio pra fazer uma compra grupal. A loja da Garcia era o point da década passada, quase retrasada.

CANTÃO Minha árvore de natal era patrocinada pela Cantão, amava o estilo carioca típica, com muitas estampas e looks fáceis e da moda. A agenda e a mochila (menção honrosa à saudosa Company) eram objetos de desejo da juventude dourada e sempre que passo em frente à uma loja, vem aquele perfume de nostalgia!

YES! BRASIL Outro clássico! Pra quem buscava um lado mais sexy (ou periguete, talvez), a Yes era A marca! Quem passou das barreiras dos 30 vai lembrar de um vestido todo sexy e decotadão que tinha um shortinho por baixo, lembro que tive o meu, passei um aniversário com ele numa boite e encontrei uma também aniversariante com o look igual, viramos amigas por um dia. E a marca entrou pra memória.

EQUATORE Jeans? É Equatore! Não tinha uma adolescente que não quisesse um jeans da marca, lembro que o auge foi naquela fase calça corsário e capri e eu desejando solenemente ter uma.

MR. CAT Sapatos era com a Mr. Cat! A marca produzia hit após hit, desde o primeiro salto alto (anabelas), passando por mocassins (lembra do de miçangas?) e modelos confortáveis e que ditavam os pés dos adolescentes.

FRANKIE & AMAURY Se o termo top existisse na época, assim a F&A seria chamada. Pensou em couro, chamois e aquela vibe mais rica? Pensou neles! Vivemos muito nessa fase saia de chamois e afins e a marca também seguia muito essa linha, bem como mochilinhas e acessórios. Era aquele desejo que pouco pai liberava!

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Nossa, acho que lista renderia um top10, 15! Muita memória e momentos que marcaram aquela transição de século e da moda simples, passando pela logomania até um momento mais ousado! A maioria dessas marcas seguiam mais a vibe carioca, mas certeza que habita a lembrança de muitos! Camila & cia são exemplos vivos (passando no Viva, rsrs) de bons tempos que não voltam mais!

Vocês conseguem lembrar de outras marcas que recheavam nossos armários 15-18 anos atrás? Me contem!

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