Dica de série: Halston na Netflix

09/06/2021  •  Por Thereza  •  Moda, tv

Não ando a pessoa mais seriadística dos últimos tempos (motivo: Maria Eduarda rs), mas semana passada assisti a um seriado que tem dado o que falar e adorei! Halston – interpretado brilhantemente por Ewan McGregor  – na Netflix, prato cheio pra quem ama moda, biografia e influência analógica direto nos anos 60/70. Vou compartilhar um pouco da história dele, sem spoiler, ok?

Antes de mais nada, Roy Halston Frowick, já ouviu falar? O estilista conhecido como “o homem que redefiniu a moda nos EUA”, aquele que trouxe glamour, um quê couture e era tão público e famoso quanto suas criações.

O começo foi através de criação de chapéus, logo, conquistou socialites e famosas, e foi visto na cabeça da então primeira-dama dos EUA, Jackie Kennedy. Depois disso ganhou notoriedade, destaque em plena loja de departamento chique, Bergdorf Goodman, em NY, mas o estilista queria ir além…

 

Sua ideia era lançar roupa, logo, fez uma coleção que não foi muito bem recebida, mas depois conseguiu engrenar e tudo graças a que? Além do talento, claro, bons contatos e relacionamento.

Halston se tornou grande amigo de Liza Minelli e angariou outras amigas – as Halstonettes – que logo se tornaram suas musas inspiradoras.

E era uma época boa, anos 70, a boite Studio 54 e tudo muito livre e glamuroso, logo, Halston se tornou celebridade por si só e colocava seu nome de roupa da seleção americana nas Olimpíadas até coleção na popular JC Penny.

 

E seus vestidos eram belíssimos por si só, a marca tinha uma estética sexy, minimalista, sofisticada e a cara do “American Way of Life”. Famosas como Bianca Jagger, Anjelica Huston, Elizabeth Taylor e Farah Fawcett foram uma das muitas que vestiram Halston em tapetes vermelhos.

Menção honrosa para Elsa Peretti, grande musa inspiradora e que depois se tornou o nome por trás da joalheria Tiffany e merece um post por si só.

E bem como suas roupas faziam um sucesso estrondoso, sua vida foi pautada por polêmicas, escolhas arriscadas, relacionamentos conturbados e é isso que retrata o seriado. A moda em si é o pano de fundo pra mostrar a vida de Halston, seus traumas, conquistas e derrota de um estilista que foi considerado o GRANDE estilista americano de uma era de ouro.

O seriado (6 eps) é daqueles que você assiste em uma tacada só, dado o envolvimento e curiosidade em querer saber como sua carreira se desenvolve. O diretor é o aclamado – e polêmico – Ryan Murphy e espero por uma estética glamourosa – NY reina – agitada e superficial. 

Agora o seriado me chamou a atenção por uma questão, lembro da história recente da marca Halston atrelada à Sarah Jessica Parker. Em 2010, a atriz se tornou presidente e diretora criativa da marca Halston Heritage e aproveitou justamente a época do filme SATC pra espalhar looks da marca pelo filme em si e pelo tapete vermelho. O Job durou pouco tempo, mas esses looks são memoráveis e levam o legado do estilista que redefiniu a moda no país.

Pra quem gosta de moda, vale ver e pra quem também não gosta, é uma bela biografia (apesar de criticada pela família, claro), até Rodrigo aqui gostou.

O que tenho assistido em tempos de quarentena

14/06/2020  •  Por Thereza  •  News, tv

Com certeza a quarentena nos trouxe inúmeros aprendizados, reflexões, certos anseios (e ansiedades), mas também muita dica de seriado, filme e reality legal pra gente compartilhar entre os amigos!

Fiz uma listinha com explicação básica sobre todos programas que assisti nos últimos meses. Muita dica boa, útil e que faz o tempo passar mais rápido!

Hollywood

 “Em Hollywood, após a Segunda Guerra, um ambicioso grupo de cineastas e atores faz de tudo para realizar seus sonhos de fama e sucesso.” Esse seriado tem dado o que falar, com muitas críticas, mas também muita aclamação. Engraçado que sempre escolho as séries, mas dessa vez foi escolha do Rodrigo que curte filmes mais antigos e tal e não é que eu amei?

A temática é boa, amo essa estética old hollywood, a fotografia do seriado é linda e, o principal, os temas abordados são muito relevantes. A luta contra o racismo, machismo e todos esses temas bicudos que assolam não só Hollywood como a sociedade.

Eu Nunca

Série bem teen e boa de se ver! Passada numa High School, fala sobre uma menina de origem indiana que tenta dar um upgrade na vida social, namorados e amigos, mas ela acaba enfiando os pés pelas mãos e o legal é que ela é a protagonista, mas longe de ser a “mocinha bobinha”.

É uma série bem leve, divertida, o elenco é ótimo e ainda aborda um ponto de vista interessante desse mundo high school. Aquele tipo de série pra você ver quando simplesmente não quer pensar em nada. São 10 episódios de 20 e poucos minutos e vi tudo numa noite. No fim você fica com gostinho de quero mais e espero que tenha 2a temporada

Somebody Feed Phill

 Viagem, gastronomia e cultura, amo esse mix e o documentário de Phill Rosenthal aborda esse tema com leveza e bom humor (Phill é o criador de Everybody loves Raymond, então a pegada é quase como um sitcom!).

Ele percorre cidades do mundo desbravando seus lugares, pessoas e comida, claro! Vale começar vendo pelo de Nova York, Lisboa (segui várias dicas dele quando fui) e Coréia do Sul. Tem na Netflix e ainda mata aquela saudade de viajar.

Next in Fashion

A Netflix agora tem um reality de moda para chamar de seu! Estrelando Tan France e Alexa Chung (adorei esses dois juntos), o formato não é nenhuma novidade, pelo contrário, com algumas exceções é uma cópia do maravilhoso Project Runway. O diferencial desse pra mim está na escolha do casting, apesar de não serem polêmicos nem nada, eles são excelentes profissionais, tem marcas com história, já vestiram Beyoncé e cia e ainda tem um mix interessante de cultura. Pra quem gosta da pauta vale ver, pena que a Netflix não renovou.

Making The Cut

Por falar em Project Runway, Heidi Klum e Tim Gunn (a melhor dupla de todas) trocou a franquia e agora fez uma versão com uma nova roupagem para a Amazon, e ainda premia o vencedor com 1 milhão de dólares e ainda suas roupas à venda na gigante.

O formato de disputa é o mesmo, o cenário muda eventualmente, mas o diferencial mesmo é que eles querem focar no competidor como estilista, por isso, eles tiraram a obrigação de costurar cada peça oferecendo uma costureira para tal. Além disso, menção mais que honrosa para NAOMI CAMPBELL como jurada, ela é maravilhosa e não sei como não foi chamada antes!

Espero que tenham curtido as dicas e bom fim de semana!

Dica de série: Love is blind na Netflix

04/03/2020  •  Por Thereza  •  tv

Eu gosto de seriados toscos, realities fakes e toda e qualquer programação televisiva que me entretenha e não me faça pensar muito. Eu sou entusiasta de Big Brother desde 2002 e acho que programas assim são tão interessantes, que uns beiram uma profunda reflexão antropológica sim.

Dito tudo isso, mês passado assisti a um reality adoravelmente tosco na Netflix (que semana que vem lança a versão brasileira): o The Circle é uma competição online, na qual participantes usam diferentes estratégias para flertar, criar alianças e até perfis falsos em busca do prêmio de 100 mil dólares. Eu achei que era a coisa mais bizarra que tinha visto na tv em 2020, mas em questão de dias fui surpreendida: Love is Blind (Casamento às cegas) é mais tosco, é surreal, absurdo… é viciante.

 

Se no The Circle a pessoa  fica 1 semana confinada num apartamento com decoração questionável, mas com boas chances de ganhar 100k, no Love is Blind você pode sair casada com um perfeito estranho. É o famoso “eles que lutem”, e é entretenimento puro!

O reality é tão bizarro que eles não chamam de reality, mas de EXPERIMENTO. E essa “experiência social” consiste basicamente em homens e mulheres se relacionando por dias através de uma parede até encontrar um crush. Eis que em questão de 2 ou 3 encontros um diz eu te amo, outro pede em casamento e só então se veem ao vivo!

Depois disso rola uma pré lua-de-mel num destino paradisíaco com direito a romance, tretas, convívio entre os casais e mais tretas. Nas 3 semanas que antecedem o grande dia, eles ficam confinados em um apê pra viver uma vida mais real, os percalços, boletos e família. Até o dia do matrimônio, lá no altar, diante de meia dúzia de familiares assustados ou figurantes constrangidos, eles dizem sim ou NÃO!

LOVE IS BLIND

E aí que mora a graça, ok, bizarrice do programa. Acompanhamos esses 40 dias em 10 episódios e a season finale consiste no sim ou no não do grande dia da vida desses elementos. E isso é FASCINANTE.

O programa todo é muito interessante, surreal, um quê de fake – mas quem se importa, afinal, vivemos na cultura da novela, e VICIANTE! A parte do flerte, as férias, a vida “real” e o ápice que é o tal do sim ou tal do não e garanto sem o mínimo de spoilers: surpreende! Pro bem e pro mal, lógico que tem umas obviedades e surrealidades, mas é aquele tipo de reality que você assiste tudo em questão de dias (eu assisti tudo no sábado e domingo e isso com bbb ao lado bombando).

O legal é que, diferente de uma novela ou seriado, depois do FIM, você sai correndo pra saber da vida dos participantes, se seguem casados, separados, amigos ou inimigos! E amanhã ainda tem um episódio especial com a eunião de todos os participantes, contando como estão 1 anos e 4 meses depois do fim do programa (ele foi gravado em out/2018 e, dado o belo contrato, está tudo mantido em segredo apesar de usarem suas redes sociais e já serem a sensação da América).

love is blind netflix

Se você gosta de bizarrices cativantes, vale ver Love is Blind, mas já adianto que o amor tá longe de ser cego rs!