A decepção veste Prada

17/03/2014  •  Por Thereza  •  Moda, News

Na realidade ela veste mais pra uma Zara mesmo, pois essa sou eu, depois de ler “A Vingança veste Prada”. O livro é a sequência do “Diabo”, a memorável história de Andy Sachs e Miranda Priestly que tanto lemos e também vemos e revemos sempre que podemos!

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Antes de qualquer spoiler, o livro narra da história de Andy, 10 anos depois, bem sucedida, noiva de um dos caras mais cobiçados de NY, melhor amiga de até então sua desafeta Emily, que juntas lançaram uma revista sobre casamentos, a The Plunge, que se tornou revelação no meio editorial.

Até aí essas informações são oficiais e tudo parece promissor, certo? Que reviravolta! Meu Deus, será que Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt aceitarão fazer a continuação? Quem será o tal bofe de ouro que interpretará o noivo da Andy? Quando o filme começará a ser gravado? Partiu cinema?

Comecei a ler o livro, agora vamos falar com spoilers.

Que decepção. Primeiro eu achei o livro arrastado. Diferente do primeiro, os fatos são narrados tão lentamente que em certos momentos se você pular umas folhas, você não perde nada. Enquanto isso, partes interessantes ficavam espremidas entre trechos desnecessários. Agora o que mais me deixou abismada foi quem abduziu Lauren Weisberger, a autora? Pois o que mais me choca no livro é que a Andy parece que mudou de personalidade, andou pra trás, ficou chata e zero decidida.

REVENGE PRADA

Ok que a personagem era um pouco insegura, não se habituou ao tal glamour, mas ao longo do 1o livro ela tinha crescido e amadurecido. Parece que no 2o, depois de construir uma revista de sucesso, ela de repente fica insegura. Sua única determinação no livro era não marcar a tal reunião com a Miranda e fugir da, ainda diaba, pelas longas 400 página.

E o mote do livro é a proposta que a Elias-Clark faz para que elas vendam a revista, porém elas teriam que conviver por um ano com a Miranda, que supervisionaria essa transição. E esse era o x da questão da Andy, ao invés de encarar como desafio, ela via pela ótica do medo do passado.

Daí quando surge essa tal convite, pensei, das duas uma: ou elas topariam e a história giraria em torno desse convívio com a Miranda, porém agora Andy e Emily numa versão mais poderosa, o que seria legal pois seriam embates interessantes e no final todas viveriam felizes para sempre. Ou outra: elas não venderiam, competiriam diretamente e se tornariam rivais, daí a tal vingança de Andrea.

Acho que pensando num filme, a primeira opção seria mais interessante e poderia ter um desenvolvimento legal, já a segunda seria também provável e que faria jus ao título, mas nada disso aconteceu. Quando fiquei sabendo do livro, achei que seria a vingança da Andy, mas não, a própria Miranda se vinga mais uma vez e that’s all, queridinhas.

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Agora confesso que mesmo me decepcionando, recomendo a leitura pois ainda tem trechos legais, especialmente da amizade da Emily e Andy e como tudo se desenvolveu, agora pra quem não quer ler, um resumo final bem rápido: Andy ficou o livro todo enrolando pra tomar a tal deci$ão, enquanto todos (Emily e os maridos das duas) queriam vender, afinal era uma experiência multimilionária.

Mas lááá no final do livro, na hora que Andy decide não vender, os 3 vão lá e assinam o contrato (os maridos também eram sócios e fizeram uma jogada sacaninha) e a pegam de surpresa. Daí ela se separa dele (aliás, eles tinham uma filha juntos, a doce Clementine), acaba a amizade com a Emily e ela vende a parte dela (ok, ela fica rica), tudo isso assim em questão de uma página, num desfecho mal elaborado.

Agora pra culminar a decepção, Andy volta a fazer freela pra uma revista, usa um escritório compartilhado e, pasmem, vota praquele namorado chef que tinha terminado com ela logo depois e que era contra todo o “momento fashion” dela. Antes ela tivesse voltado pro Mentalista!

Enfim, Andy cresce, erra, joga o celular no chafariz, aprende, recomeça, toma o rumo, cre$ce, forma família, fica insegura e volta tudo lá onde começou. Ok que as pessoas tem direito a recomeçar, mas quem leu os dois livros se choca com a transformação negativa da Andy e torcia por um relacionamento maior direto com a Miranda, o que pouco teve.

ELENCO

Eu confesso que fiquei decepcionada com a história mais pelo fato de não consigo imaginar nada disso no cinema. A história contada em tela grande provavelmente ficaria pior ainda que no livro, o que é uma pena. Alguém aqui já leu, o que achou? Será que foi só minha essa sensação de decepção?!

100 vestidos inesquecíveis, o livro!

29/01/2013  •  Por Thereza  •  Estilo, Moda

100 UNFO

Quer me dar um agrado? Me dá uma vela, papelaria fofa ou um livro de moda. Lógico que sou chegada a roupa, acessórios e *blingbling*, mas adoro receber títulos ‘inusitados’ e vez ou outra minha mãe chega com um livro diferente que ela sabe que eu não tenho! Daí no fim de ano ganhei o livro “100 Unfortgettable dresses” do Hal Rubenstein, diretor da InStyle americana.

É um livro lindo! Pra quem gosta de história da moda e cinema, é um livrão (tem prefácio do Alber Elbaz)! Prato cheio que conta detalhes de inúmeros vestidos, desde aquele da vingança da Lady Di até o look decotado da J.Lo. O livro fala de vestidos específicos e marcantes, seja na tv, música, passarela e cinema, mas fala também de estilos (e cores!) de vestidos que transformaram a história do vestuário feminino! Separei os 4 mais memoráveis e que tiveram mais destaque no livro.

LBD

O Little Black Dress foi um marco para Chanel. Foi Coco que dissociou o LBD apenas de ocasiões fúnebres ou mulheres de “reputação questionável” (aspas do livro), transformando num item comum e prático nos nossos armários. Entre outras razões que o livro explica, em 1925 o preto tinha se tornado uma cor muito ‘popular’ seja em exposições, no ramo decorativo, como também na moda, quando Coco decidiu criar vestidos pretos de vários modelos, já que no final das contas era a cor que ela mais usava, até o final dos seus dias. Depois disso é só história e o LBD se tornou universal.

valentino red

O Vermelho Valentino também teve destaque no livro, onde ele conta que uma das maiores razões que as celebridades e socialites são obcecadas pelo estilista é que ele vive uma vida como elas. Valentino (Garavani) é excêntrico e tem uma vida glamurosa, com isso acaba entendendo as mulheres – e do que elas gostam – como ninguém! E seu vermelho – “descoberto” – no final dos anos 50 é a síntese desse lifestyle e que segundo ele Valê, é a cor que melhor combina com o clássico preto e branco.

DVF

O Wrap Dress da Diane von Furstenberg também foi lembrando pois se tornou um gesto de modernidade na vida mulher. Diane criou o vestido depois do seu divórcio e com 2 filhos pra criar, sua ideia era um vestido prático e feminino. Ele tinha que ser: leve, fácil de lavar e colocar na mala, sem contar o preço acessível.

Mas além disso, era um vestido que realçava o corpo, deixava com um belo decote, acinturado, alinhado, porém fluido. Ele funcionava bem para festa, trabalho e, principalmente, para qualquer tipo de mulher. Diane pensou tudo isso em 1978 e até hoje é um vestido necessário e atemporal, depois de toda essa história, impossível não querer um!

 BANDAGE DRESS

Por último, já no fim da década de 80 e início dos anos 90, um vestido que até hoje dá o que falar! Seja pela obsessão ou sua famigeração por aí! O Bandage dress pode ser hit, clássico ou over, mas é inquestionável que é um modelo sexy, que valoriza a maioria dos corpos. O livro exalta sua invenção justamente por acentuar e exaltar a curva feminina, graças à inclusão da lycra na fabricação e a técnica ‘construtiva’ das faixas. Ele também fala da linha tênue entre o sexy e o vulgar, mas sem dúvida é um vestido que entrou pra história!

Recomendo muito a leitura do livro e pensando em preparar um Look 10 com os vestidos mais inesquecíveis dos últimos tempos, baseado no livro e na minha memória, se alguém tiver alguma sugestão, pode compartilhar!

 

O apartamento do Christian Grey

08/10/2012  •  Por Thereza  •  Chuck Bass, Moda

Quando eu fui em julho pra Seattle (praquela acão especial com a TAM) eu ainda não tinha lido 50 Tons de Cinza. Mas se eu já tivesse lido, certeza que iria olhar a cidade com outros olhos e certeza que passaria em frente ao Escala pra fazer um check-in imaginário (afinal, sou dessas).

Engraçado que lendo os livros (estou no meio do segundo, sou lenta, gosto de ler com calma) eu consigo ter uma outra visão, uma visão de quem já foi e sabe o quanto Seattle é uma graça, linda e aconchegante (detalhes da foto abaixo são meramente ilustrativos, ok?).

Eu posso até saber sobre a cidade, mas o apartamento de Christian Grey é um mistério que faz parte do nosso imaginário mais arquitetônico/decorativo, certo? E como boa profissional da área que não sou mais sou, tirando o Quarto vermelho da Dor, fui fuxicar como é/seria seu apt no prédio Escala! E não é que o condomínino tá mais famoso que nunca e até com fila de interessados? E como vocês me pedem mais posts sobre o tema, cá estou com uma proposta imobiliária. Ou quase isso ;P

A cobertura do Christian custa U$6 milhões, tem 630m2, 3 enormes quartos e uma vista panorâmica da cidade. Em comum, essa parede de vidro que sempre é mencionada no livro e tem essa vista deslumbrante da cidade.  O banheiro é branquinho e gigante (e tem a foto de uma senhoura, seria Mrs. Robinson? Ana ficaria chateada).

Já a área social tem uma decoração “oficial” mais moderninha e que não lembra muito a versão sugerida pelo livro e imaginada pela gente, mas inegável que Christian tem uma excelente cobertura! Maaaas, pro trabalho ficar completo, coloquei meus serviços de arquiteta à disposição e lá no Decorismo selecionei algumas sugestões de decoração pra cobertura do adorável casal!

Plantão 50SOF: Não gosto de ler muitas coisas sobre o livro, pois como falei, ainda estou na metade do segundo e sempre acabo lendo um spoiler (uóó), mas soube outro dia que parece que E L James já mudou de idéia e já está preparando um quarto livro, a mi$$ão! Só pra gente não ficar orfã de Christian e Anastasia (e sua deusa interior que me diverte haha  ~dançando tango com uma rosa na boca~)!

Olhem mais idéias no Decorismo e sim, mais tarde temos o tão aguardado live (Sorry Christian, hoje é dia de Charles)!

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