Alexander McQueen

12/02/2010  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Moda

Eu resistei muito a fazer esse post, pois a consternação  com a notícia da morte de Alexander McQueen foi muito grande. E é difícil a gente falar de quem a gente idolatra sem inserir uma centena de adjetivos e clichês, mas não posso ignorar esse fato chocante, vou sim me debulhar em elogios: McQueen era visionário, genial, utópico, exagerado, ousado e excêntrico. O que mais? Até onde ele ia chegar?

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São tantas perguntas. Quem vai nos surpreender? Quem vai nos chocar? Acho que depois de um período soturno devido a crise financeira, a moda deveria refletir, repensar seus conceitos e questionar a tal da criatividade. Espero que Anna Wintour ou os astros que “gerenciam” o mundo-da-moda, tenham algum plano mirabolante – e imediato – pra preencher essa ENORME lacuna que se criou. Não acredito que nenhum Jacobs ou Galliano da vida supere tudo que McQueen representa pra moda.
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Um gênio tão indomável que vestia de Lady Gaga a Cate Blachett, de Cameron Diaz a Mary Kate Olsen com a mesma sutiliza. Aliás, de sutileza não tinha nada, Alexander McQueen era agressivo e suas roupas tinham formas dramáticas e exageradas, pode-se dizer que ele é o melhor exemplo da arquitetura na moda. mqueen-3
Suas peças desafiavam até a lei da gavidade, mas nunca o bom senso. Por mais duvidoso que um look poderia aparentar, o selo McQueen de criatividade já leva a peça a outras dimensões. Da insanidade a conceitualidade, se fosse um-McQueen era permitido. Sua premissa era ser o visionário da moda, e com ele, imaginávamos, sonhávamos e nos questionávamos até onde iam chegar seus permanentes surtos de genialidade.

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Agora, legitimamente, eternizado

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