A origem da camisa branca

25/07/2011  •  Por Thereza  •  Estilo, Moda, Tendência

Outro dia estava vendo um programa de tv (acho que era o THS do E!), e eles contaram a história da Sharon Stone e como, num dado red carpet (Oscar, 1998), ela subverteu e impressionou a to-dos, vestindo uma camisa branca do marido, diretamente da Gap, com um saia chiquérrima da Vera Wang. E tal look foi o talk of the town (adoro essa expressão) da temporada red carpeteriana.

Daí pensei, camisa branca realmente é tudo, é a conexão de varios mundos, é o consenso de se vestir bem, elegantemente e ainda conseguir ficar sexy. Lembro que na minha época de obra, onde o dresscose era BEM limitado, pra nao dizer chucro, a camisa branca destoava, era permitida e um diferencial pra parecer sóbria, mas elegante e com um atestado de “me preocupei com o look do dia”.

E como curiosa que sou, fui tentar buscar lá atrás a origem do clássico. Quem pensou que uma roupa, até então masculina, pudesse cair tão bem em qualquer mulher? Lógico que tem dedo de Coco Chanel nisso, mas a precursora atende pelo nome de Audrey Hepburn.

Foi a atriz, eterno ícone de bom gosto e elegância, quem começou a usar a camisa de maneira tão feminina e especial. Ela ia além do óbvio, caprichava e “estilizava” de uma maneira única. Descobri um Tumblr sobre ela TÃO legal, que além de centenas de fotos raras e inspiradoras, fez um post mostrando as tendências eternamente associadas à Audrey.

Entre um little black dress, a sapatilha e os ternininhos, em primeiro lugar? A camisa branca! Pra quem gosta de Audrey, ou quer começar a entender como ela e a moda andaram de mãos dadas ao longo do século passado (e até hoje), esse tumblr é incrível e enriquecedor.

Enquanto isso, sejam nas revistas, propragandas, em famosas ou streetstyles, a camisa branca reina soberana em qualquer ambiente. Já tinha feito um post sobre camisa social aqui, mas entender sua origem faz todo o sentido!

A história do paetê

03/02/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense, Tendência

Não sou jornalista, muito menos historiadora, mas sou uma excelente curiosa (acho que blogueiro tem que ser curioso). Daí outro dia me peguei pensando no paetê. Qual mulher não ama paetês (surgindo 6 mulheres que não amam paetês em 3, 2..)? Pelo menos em algUM momento da vida, alguém já teve sua fase-paetê (canutilhos e outros formatos semelhantes).

Ele vai de acordo com seu humor, desejo de brilhar ou até nível de piriguetismo. Então resolvi pesquisar, será que paetê é coisa de Joãozinho Trinta?

Claro que não! Muita coisa pode ser especulação, mas crê-se que a lantejoula já era usada desde 2.500 A.C., obviamente com propostas beeem diferentes. O formato original eram discos dourados e brilhosos, feitos de metal, que também já foram encontradas na India, Peru e Egito. Inclusive foi descoberto resquícios de paetês no túmulo do Tutancamon (aquele esperto, queria levar com ele!), e uma bela camisa de lantejoulas, do próprio faraó.

O nome Paetê = Sequin (inglês) = Sikka (árabe), significa moeda, que serviam pra embelezar as roupas dos Reis e Rainhas. E também para adornar a roupa de ciganos viajantes. As tais moedas (em versão fashionista) eram costurada nas roupas pra designar riqueza e status, nada estava ali à tóa, diferente da gente que adooora banalizar o negócio!

Em algumas culturas elas serviam pra desviar os espíritos malígnos, e também evocar a luz do divino. Dizem que até Leonardo da Vinci criou uma máquina de “colocação” de paetês, mas por algum motivo o projeto não foi pra frente.

Mas foi nos EUA (é claro!), no início do século passado, que os paetês foram industrializados, comercializados e servido aos porcos consumidores. Feitas de plástico, elas foram popularizadas por uma fábrica em Nova York (que produzia 6 milhoões de paetês/dia) e eram usados nos espetáculos da Broadway. E quem não lembra no célebre Mágico de Oz? Para os sapatos vermelhos de  Dorothy foram utilizados 4.600 peças!

E chegando bem perto do nosso mundo fashionista-pop, o mito Michael Jackson usava e abusava das pecinhas brilhosas (o formato dela é pra refletir mais e mais), era é praticamente sua marca registrada. Hoje em dia, musas da música, que não são bobas nem nada, usam do histórico artifício pra brilhar muito nos palcos.

O paetê tem seus altos e baixos, momentos de glória e, sim, cafonice, mas é impossível não passar despercebido pelo nosso guarda-roupa!

Estilista do dia: Matthew Williamson

08/04/2010  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Moda

Quando eu cismo com Gossip Girl, sai de baixo, é um post atrás do outro! Quem acompanha os episódios junto com o povo dos States, viu que essa semana um vestido que Blair usou foi emblemático e peça chave no drama. O modelo em questão é do top estilista Matthew Williamson e ele é nosso estilista do dia (O último foi Jason Wu, lembra?).
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O inglês, que teve sua primeira coleção apresentada em 1997 é queridinho de várias celebrities worldwide (principalmente pela stylist delas, Miss Zoe), Matthew cria peças únicas e que são facilmente reconhecidas. Seus modelos esvoaçantes, suas estampas indefectíveis e seu estilo sexy de ser é admirado por uma clientela fiel e apaixonada. Suas coleções sempre tem referência indiana, muitas cores e formas que valorizam o corpo feminino.
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Ano passado fez uma parceria de sucesso com a H&M e, pra variar, suas peças logo evaporaram nas prateleiras. Seu estilo é um mix de english-boho com uma pegada gipsy-couture. Antes de criar sua marca, Mr. Williamson teve uma prévia experiência em grifes como Marni, Monsoon, Accessorize e por último, como diretor criativo da Pucci.

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E pra celebrar a carreira, uma “aparição” em Gossip Girl que teve até direito a vitrine estilizada em sua loja – linda – de Nova York. O tal vestido usado por Blair é uma graça, sexy, porém clássico, a cara de Matthew! E o preço, U$2.995, in cash!

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