Como harmonizar queijos e vinhos!

03/03/2016  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Vinho

Hoje o Vinho de Quinta vai falar de um assunto que muita gente adora, mas ainda tem dúvidas: queijos e vinhos! Por mais que essa combinação seja clássica e utilizada em diversas ocasiões, é preciso seguir algumas regrinhas pra que a harmonização seja certeira e traga à tona o melhor dos dois mundos.

Queijos e vinhos andam juntos quando são harmonizados corretamente, caso contrário, os sabores de um podem se sobrepor aos do outro deixando tudo uma bagunça papilar. Aspectos como acidez, cremosidade, intensidade, doçura e sal (principalmente sal!), devem ser levados em consideração na hora da escolha desse “casamento”.

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Tábuas de queijos, além de bonitas para apresentação, são muito versáteis por juntar diversos estilos de queijo em uma única degustação. Aqui em casa é um sucesso, além de ser uma graça ver a Thereza preparando com tudo que tem direito e ir além, “enfeitando” com tomates cereja, frutinhas, alecrim e outras invenções de moda dela.

E pra harmonizar? Como os queijos variados possuem características distintas, é bem difícil escolher um único vinho que combine com todos. Caso você receba mais pessoas, pode pensar em ter mais de um estilo de vinho para harmonizar com os queijos. Se for uma coisa mais intimista, tipo a dois, o ideal é escolher queijos com sabores parecidos tendo em vista que haverá apenas uma garrafa. Lembrando que as meias-garrafas podem ajudar nessa questão. Vamos aos destaques!

QUEIJOS E VINHOS

Muçarela de Búfala: da família dos queijos frescos, ela é perfeita pra iniciar a degustação. Seu sabor delicado e textura macia pedem um vinho branco leve e de boa acidez pra manter a delicadeza do queijo sem apagar o sabor. Os Sauvignon Blancs são excelentes, assim como os Pinot Grigios italianos como o Antigiano Pinot Grigio,  que possui uma mineralidade perfeita para o frescor da muçarela.

Brie e Camembert: dois queijos de mofo branco bem populares no Brasil, são especiais pela cremosidade. Assim sendo, minha dica é escolher brancos encorpados da uva Chardonnay, envelhecidos em madeira. O Santa Helena Siglo de Oro  é untuoso, cremoso e seu toque tropical vai complementar a maciez do queijo. Um tinto leve como o Pinot Noir também fará bonito!

Gruyere, Gouda e Emmental: de massa média e sabor adocicado, esses queijos são bem versáteis. Se quiser manter um vinho branco, Chardonnay fresco ou Torrontés dão conta do recado. Outra alternativa legal são os vinhos da uva Riesling que possuem dulçor e acidez pra “cortar” a gordura do queijo.

Se optar por um tinto, tente um com corpo leve ou médio, como os Merlot da América do Sul ou um Pinot Noir como o Marea, que mostra aromas frutados de morangos e cereja.

Provolone: taí um queijinho complicado pra harmonizar, mas que todo mundo gosta! Pelo fato de ser defumado e mais salgado, não é uma boa degustar com vinhos muito tânicos e secos, pois os taninos quando em contato com o sal do queijo, podem deixar um sabor muito amargo na boca. Entretanto, dá pra fazer uma harmonização interessante.

Tintos muito frutados e adocicados como os Zinfandel ajudarão a manter o sal em equilíbrio. Outro vinho que faz sucesso com o provolone é o francês da região do Rhone, Chateau Pesquié, com seus taninos macios, aromas florais e sabores que lembram alcaçuz.

Grana Padano: o preferido aqui em casa, é da família dos queijos de massa dura e possui sabor acentuado e levemente picante. Pede vinhos tintos com estrutura e bom corpo como os Malbecs argentinos, Cabernet Sauvignon ou Shiraz.

É importante que o vinho tenha bastante concentração de fruta pra segurar a intensidade de queijo. Um exemplar chileno maravilhoso é o Maycas Del Limari Sumaq Syrah. Seus aromas de ameixas e chocolate e seus taninos quase doces de tão maduros ficarão ainda mais redondos quando harmonizados com esse tipo de queijo, que por sua vez vai parecer areia doce na boca, se é que isso existe!

Gorgonzola ou Roquefort: esses queijos azuis, gordurosos, densos e deliciosos são os pares ideais para os vinhos de sobremesa. Vinhos do Porto, vinhos brancos de sobremesa, Jerez ou moscatel casarão maravilhosamente. Tintos secos não precisam ficar de fora, contanto que sejam encorpados e robustos. O italiano Antigniano R Rosso di Torgiano tem elegância de sobra e belíssima acidez pra domar o queijo, que ainda possui gordura suficiente pra amaciar o vinho.

Cabra: picante e com uma pitadinha cítrica esse queijo harmoniza com o quê? Champagne, e como harmoniza! Não só com Champagne, mas como espumantes em geral. As notas de torrefação da bebida suavizam a acidez do queijo e as borbulhas limpam a boca preparando para a próxima mordida. Um bom exemplar de espumante nacional é a Cave Geisse. Amendoada e com notas de pêra madura e pão tostado.

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Bom, essas foram as minhas sugestões. Espero que tenham gostado e se tiverem alguma dúvida sobre harmonização ou queijos que eu não tenha citado (afinal, são muitos), deixem um comentário. Abraços!

Os restaurantes hotspots em LA!

25/02/2015  •  Por Thereza  •  Gastronomia, Viagem

LOS ANGELES TIPS TRAVEL  | FASHIONISMO

Por falar em Los Angeles, hoje é meu último dia na cidade e se tem uma dica que gosto de dar é de: restaurantes, claro!

Pra mim, uma boa refeição diz muito sobre a cidade, sua cultura e pessoas. Vale um restaurante mega badalado ou um achado típico local. Elaboro roteiros gastronômico tão a fundo como quem elabora roteiros culturais :]]] e aqui em LA é um lugar repleto de restaurantes incríveis. Fiz uma seleção de 7 restaurantes que sempre vou quando estou na cidade.

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Katsuya: É um dos meus favoritos! O japonês mais badalado de LA e não é só pelo nome, ele faz jus pois tem um cardápio maravilhoso e super variado. A decoração é linda by Philippe Starck e fica localizado na esquina da Hollywood Blvd.

Não é dos restaurantes mais baratos, mas vale muito a pena ir, comer, ver e ser visto. Não deixe de experimentar o king crab delicioso.

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The Ivy: Outro favorito e igualmente badalado. O restaurante é super bem decorado (esse é um dos quesitos que me faz escolher um hehe), charmoso e fica em plena Robertson Blvd entre Chanel, Kitson e dezenas de outras lojas.

Por lá, a comida é um mix de frutos do mar, massas e uma pegada comfort food. O atendimento é meio lento, mas reserve boas horas e uma mesa na varanda pra sentir o clima Beverly Hills e quem sabe cruzar com Beyoncé ou Kim Kardashian. Em Santa Monica tem um The Ivy na beira da praia e é mais charmoso ainda.

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The Lobster: Por falar em Santa Monica, o restaurante mais legal de se ir fica justamente na entrada do famoso pier! O The Lobster é um clássico para frutos do mar, a vista é de tirar o fôlego e pra quem é uma Katdashianática _o/ Esse é o restaurante cenário do noivado da Koko com o LamLam.

Fui na minha 1a visita à LA e é um programão imperdível, com preço razoável e muito bem localizado!

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Cecconi’s: Mais um ótimo restaurante e que merece entrar na lista. Ele é super conhecido e tem um cardápio delicioso, com pratos leves e saborosos. A decor também é mara e foi um dos únicos restaurantes abertos que achei naquela hora de almoço ingrata (15h-16h) na região de WeHo e BH. Dizem que o brunch é ponto alto.

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In-N-Out: A fast food mais famosa da California é escolha certeira pra que quer comer um bom hamburger com produtos naturais, bem barato e hypado! Por lá o cardápio é simples, não tem muita variação mas, por exemplo, se você não come pão eles o substituem por alface, tem opção veggie e até menu secreto. Se for pra LA, gosta de um fast food, TEM QUE ir no In-N-Out, é tão necessário quanto ir à Hollywood Blvd.

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Bouchon: Quando estiver por um passeio pela Rodeo Drive e adjacências e quer um lanche rápido ou uma tacinha de vinho, o Bouchon tem versão Bistro, Bakery e Bar pra você fazer um lanche ou um jantar ‘afrancesado’ completo e ainda fica numa varanda deliciosa e super charmosa, ótima sugestão!

Thomas Keller, chef do restaurante, é super famoso e também responsável pelo restaurante mais caro do EUA que fica em Napa (eu não fui hoho), o French Laundry.

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Chateau Marmont (Bar e Rest): O Chateau Marmont é um dos hotéis mais icônicos da cidade e por lá tem um restaurante igualmente incrível. Da última vez que fui, a inteligente aqui fez reserva errada por bar e não consegui mudar porque era em pleno domingo de Oscar, mas foi uma grande surpresa.

O bar tem uma pegada sombria e bodoir, parece que tá no porão do castelo, tem um quê de pub (californiano), mas a frequência é muito boa (a Mel B. tava lá!), bebidas idem e comidinha perfeita! É super badalado e hotspot da cidade, vale ir no Bar e restaurante!

Essas são as dicas primordiais de restaurantes em LA pra quem gosta do clássico, badalado e ainda fast food, claro! Depois volto com mais dicas gastronômicas específicas da cidade. Se você tiver mais um rest pra acrescentar, me conta!

 

 

O melhor restaurante japonês do Rio!

27/05/2014  •  Por Thereza  •  Gastronomia, Moda, Rio de Janeiro

Segundo eu mesma! Primeiro preciso contar uma história de como comecei a comer e gostar de japonês. Foi bem no início de namoro, lá em 2004 e a gente não queria ir mais pra boite, fez-se o Japa, só pra variar. A gente ia todo final de semana num japonês que tinha num quiosque da lagoa comer hot philadelfia e basicamente isso.

Se no início comia pelo hype kkk #quemnunca depois foi virando vício de querer e salivar! Daí logo veio a onda do koni e depois veio meu primeiro amor: Manekineko. Todo final de semana era dia de Manê, meu cartão de fidelidade (uma pena não ter mais, hein) era cheio de pontos e seja um rodízio ou um sashimizinho de leve, o restaurante era de lei!

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Depois disso experimentei outros, uns mais básicos e outros mais exóticos (amava um no Iguatemi de SP que tinha uma esteira, porque isso não tem no Rio? #vaitercopaué!), mas Manekinekão sempre foi meu favorito, aliás, acho que dá de 10 no Sushi Leblon, que pra mim é mais social que gastronômico e acho meio carinho demais.

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Daí, desde o ano passado tenho um novo amor e ele se chama Naga. O restaurante abriu no Village Mall na Barra, tem decoração minimalista incrível e cardápio de salivar, sério, é o restaurante japonês mais gostoso que já foi, tipo… no mundo :)

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Primeiro, o atendimento é ótimo e impecável, eu sempre sento no sushibar (porque gostamos de conversar com os sushimen, que sempre nos dão uma aulinha de gastronomia a cultura japonesa) e tudo que peço vem bem rápido! Os peixes são uma delícia, super frescos e tem muitos tipos incomuns e opções surpreendentes. Não é aquele japa de ir todo dia, mas também tem opções clássicas que não são mais caras que um japa normal (tipo sushirolls, temakis), então dá pra ir pelo menos a título de curiosidade. Não é barato, mas compensa muito pela qualidade.

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Pra mim, a diferença do Mane pro Naga é que enquanto o primeiro você vai pra pedir rodízio, saciar sua fome e comer até sair rolando feito um sushiroll, no Naga é uma gastronomia diferenciada e de degustação. Tipo você vai experimentar o peixe exótico x e prato elaborado y, apesar de lá também ter todos os clássicos de sempre, mas vale ressaltar que não tem rodízio.

Agora alguns dos meus favoritos: Amo esse Ussuzukuri de barriga de salmão (a parte mais saborosa), que são fatias mais finas e um molho especial. Por lá tem uns combinados bem mirabolantes, mas acabo sempre focando nas duplas e outras novidades, por exemplo, esse potinho fofo se chama Tirashi e vem com arroz embaixo e algas separadas pra você montar seu enroladinho com uma dúzia de variedade de peixes, é muito legal o ritual. Lá também tem degustação de saquês, cervejas japonesas artesanais e drinks.

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Minha dupla favorita é esse batera (ele é bem barato huhu), um sushi quadrado prensado com crispy de flor de sal. Também AMO o Centolla, que é um caranguejo chileno, delícia! Confesso que não sou de muita ousadia (meu marido que experimenta, tipo o foie gras, que o pessoal contou que é produzido através do método biodinâmico sustentável), mas o legal de lá também é que tem muito peixe (especialmente os brancos) diferentes e eles finalizam com toques especiais, que variam desde um molho de laranja até um azeite trufado, passando por pimentas e sais especiais de todos os cantos do mundo!

É uma experiência gastronômica imperdível pra quem curte um japonês e quer ir além do clássico! O local é uma delícia e vale muito! Alguém aqui já foi, curtiu ou quer me contar do seu japa favorito no Rio?