Eurotrip: Conhecendo a Riviera Francesa!

13/11/2014  •  Por Thereza  •  Viagem

Ciao, Italia! Bonjour, France! A saga italiana da minha #eurotrip acabou e agora partimos para França, mais precisamente a Côte D’Azur! Taí um lugar que sempre quis conhecer, seja pelo glamour – red carpet feelings – de Cannes, vinhos de Provence ou magnitude de Mônaco, daí chegou a hora! Como só vou fazer um post sobre a região, separei em tópicos, quem tiver dúvidas ou sugestões, pode compartilhar nos comentários!

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Em qual cidade ficar: É a grande dúvida! Pois a Riviera France tem cidades incríveis e que merecem ser visitadas como: Nice, Cannes, Principado de Mônaco e St. Tropez, citei só as principais, pois existem centenas de outras cidades que merecem a visita, nem que seja só pra vi-vivi-venci.

Eu escolhi Nice, por uma questão geográfica: ela fica entre Cannes e Mônaco. Outro fato pesou, é a mais barata dentre essas (que são muito caras) e tem uma maior opção de hospedagens, sem contar que Nice é uma graça e não é tão pequena quanto as outras, aliás, é a 2a cidade mais visitada da França (só perde pra… vocês sabem quem).

Ficaria de novo em Nice? Não. Por que? Se a gente vai pra Riviera Francesa busca mais ~glamour~ e Nice tem um quê de pacata, sabe cidade praiana que à noite é tranquila? Pois bem, não que eu vá pra uma balada, mas buscávamos algo mais completo e provavelmente não tivemos sorte em Nice.

EUROTRIP-NICE

O que fazer: Passear na Promenade des Anglais, que é a “Av. Atlântica” deles, na beira da praia, muito movimento e alguns beach clubs (fui no Hi, mas nem recomendo tanto assim). A praia é muito bonita, mas é basicamente isso. Reservamos um dia inteiro pra Nice, mas chegou depois do almoço e não tinha muito mais o que fazer (sério). Pode ter sido azar nosso mesmo, mas tipo a cidade é apenas bonita.

Agora vamos falar de coisas muito boas, vamos falar de Mônaco: Ok que demoramos quase 2 horas pra fazer um percurso de 20 minutos (dizem que o trânsito é insano durante todo o verã0), mas sabe aquela paisagem maravilhosa que COMPENSA TUDO? Eu não costumo ser partidária desse papo quando estou presa no trânsito da Av. Niemeyer aqui no Rio, mas a chegada em Mônaco é de tirar o fôlego.

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Já na cidade, é tudo, digamos, pitoresco! Muito luxo, sofisticação, ostentação. A gente fica meio embasbacada, sabe? Eu sou de me deslumbrar com as pequenas coisas da vida, mas até eu parei pra ver quem era o cara numa Ferrari vermelha fosca na porta do Hotel (era o manobrista).

Monte Carlo é um local que você precisa conhecer uma vez na vida, não pra dizer que foi, mas pra dizer que viu tamanha suntosidade, beleza natural e ainda dar uma aceleradinha nas curvas do GP de F1. O Rodrigo foi um pouco pra Riviera à contragosto, mas concordou comigo que se voltarmos, nos hospedaremos em Mônaco. Lógico que não tem os hoteéis mais baratos da vida, mas planejando… dá!

O jantar com o visual mais bonito da vida: Foi em Monte Carlo, mais precisamente no Nobu do Hotel Fairmont! Indescritível, sem igual, sem palavras! Sentamos na varanda, vimos o movimento dos transatlânticos, a dança dos pássaros e o vento do mediterrâneo.

Tudo ao sabor de um japa maravilhoso (o Nubu é um dos melhores do mundo) e meu champagne favorito (Billecart!), foi daqueles jantares que lembraremos pelo resto de nossas vidas e eu não estou sendo exagerada. Provavelmente existem outros restaurantes incríveis na cidade, mas calhamos de ir lá.

Detalhe: Foi sorte! Estávamos há uma hora procurando vaga na cidade, quaaase desistindo, daí eu passo em frente ao hotel Fairmont e penso “é aqui mesmo”, paro no valet “A senhora é hóspede”, “não vim pra jantar”, “No Nobu?”, “Siiiim!”. Depois desse convite involuntário, não teve jeito e deu certo! Então fica a dica pra quem não achar vaga lá hehe, hotel é sempre uma boa opção e você nem precisa comer, porque o valet (gratuito, pasmem, mas eu dei gorjeta) nem vê! Ah, no Hotel tinha um Cassino esperto onde eu prontamente perdi uns 5 euros e fim.

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Queríamos ter passado um dia inteiro em Mônaco, pra ir ao Cassino e estender até Eze (uma cidade linda que tem ao lado), mas era nosso último dia na região e já tinhamos passado a manhã em Cannes.

Por falar nisso, finalmente, Cannes: Vocês imaginam que tenho toda uma afinidade com a cidade por motivos: red carpet! E a cidade de fato é puro glamour, gente bonita por todos lados, uma praia incrível (almoçamos no Beach Club Baoli e recomendo!), o teatro onde rola os eventos e ainda uma rua cheia de lojas super legais. Acho que também pode ser uma boa opção pra ficar pra quem busca algo mais agitado e menos relax que Nice.

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Distâncias: De Mônaco pra Nice são 20 minutos de carro. De Nice pra Cannes são 40 minutos. De Nice pra St. Tropez 1h40, lógico que tudo isso sem trânsito e no período de verão ele é forte, viu? Assim como o calor: ficamos bronzeados!

Quantos dias ficar: Taí o x da questão, ficamos 2 dias e 3 noites e foi pouco! Acho que o ideal são pelo menos 4 dias, pois você consegue focar pelo menos 1 dia inteiro em cada cidade e ainda estenderia mais 2 ou 3 dias pra St. Tropez, que fica um pouco mais afastada. Lógico que esses dias são pra quem quer conhecer a cidade e não só passar o dia na praia (acho que passar o dia na praia em euro é muito luxo hehehe).

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Adorei conhecer a Riviera Francesa, as cidades são lindas, praias encantadoras e visual de tirar o fôlego. Não sei se voltaria a curto prazo, mas pra quem gosta desse clima de praia e gente bonita, vale colocar na lista! Alguém já foi, amou, odiou ou só uma vez e nada mais?

Aqui você consegue ver todos os posts da minha #Eurotrip e a próxima parada será… Borgonha e seus vinhos maravilhoso!

Eurotrip: Organizando a viagem

07/10/2014  •  Por Thereza  •  Viagem

Hoje é dia do capítulo 002 da minha #Eurotrip! Como muita gente pediu pra começar a falar da viagem pela parte técnica, cá estou! Como tudo começou, como me planejei (e eu sou adoravelmente freak, tipo, é muito bom viajar comigo haha, você só precisa ir e eu resolvo tudo), quem me ajudou, enfim, fiz um TOP4 de dicas úteis que acho que vão até além da ~eurotrip~ em questão e abrangem qualquer viagem e destino!

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Pesquisa: Como disse, é minha parte favorita! Ficar horas, dias e meses pesquisando uma viagem é tão bom e tão de graça que a gente se sente no Castelo da princesa, mesmo que no final das contas apenas passe na frente dele, e tenho meu local favorito pra pesquisar: o PINTEREST!

Sim, o bom e velho painel de imagens é uma fonte pras minhas viagens e planos, mas como? Coloco o nome da cidade e por lá viajo nas fotos, paisagens e no final penso “preciso ir nesse lugar pra tirar essa foto e colocar no Insta”, quem nunca? :) Mas além desse lado visual forte e ótima curadoria, o Pinterest tem uma ferramenta muito bacana que seleciona essas imagens – e muitas vem com a dica completa – num mapa, o que facilita a organização do roteiro ou simples inspiração.

E também tem uma pessoa que me ajuda com muitas dicas: o Anthony Bourdain! Acho que poucos o conhecem, mas ele é um chef/apresentador que tem os programas de viagem+culinária mais bacanas e peculiares de todos! Ele é uma figura, vai do luxo ao exótico, mas acima de tudo o imperdível de cada cidade que ele viaja (e são milhares). Seus programas passam aqui no TLC e tem temas tipo “em Paris por 48h” ou “achados gastrômicos baratos”, perdi a conta de quantos restaurantes coloquei na minha lista – e fui e amei! – por conta dele.

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Organizando a viagem: Eu fiquei meses organizando essa viagem, mas acabei deixando pra última hora os hotéis em si, pois esse é o tema onde sou mais cuidadosa: saber onde vou me hospedar, pois sou fresca. Não sou dessas que gosta de lugar bucólico ou agriturismo (a parte mais difícil foi achar hotel na Toscana), com isso fiquei muito tempo atrás de bons hotéis e obviamente não tem nada melhor que o Booking, mesmo pra quem vai comprar via agência de turismo, ele é uma excelente referência inicial de preços e fotos.

Eu fechei toda a nossa viagem com meu amigo Markson, ele é ótimo, SUPER paciente (porque toda hora eu chegava com um hotel novo haha coitado) e tem excelentes dicas extras. A agência dele fica no Centro, mas ele faz serviço personalizado, por telefone e email ([email protected]), ele sabe meu roteiro de cabo a rabo e super elogiou minha criativdade hehe.

Além disso, o Trip Advisor é aplicativo certeiro pra ver a pontuação, bem como fotos reais de cada hotel, sem contar que o app vai além e você faz uma pasta de favoritos por cidades e temas, que super ajuda no dia-a-dia da viagem. Outro que sempre uso é o Oyster, que tem excelentes fotos.

Mas no final das contas não me prendo assim taaanto, porque depois de fechar tudo fui ver as críticas negativas (tenho essa obsessão) no Trip do meu hotel em Paris e o que aconteceu? Li que um hóspede viu um rato nele, daí pensa o meu medo? No final, o hotel era ótimo e não vi nada hehe

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Carro: Parte MAIS complicada da viagem e nesse caso o Markson salvou nossa vida, porque estávamos prestes a ter que mudar todo o roteiro! Explico, tínhamos deixado a parte do transporte pra fazer à parte e sempre quando entrávamos nos sites de locadoras, quando colocávamos Milão-Paris, dava um preço ABSURDO, sério, muito caro! Com isso bateu o desespero porque sabia que não era tão caro assim, daí vimos que o problema é que pegar o carro em um país e devolver em outro, era o grande encarecedor da história (tipo €2000 a mais) e isso em toda e qualquer locadora.

Depois disso, e sem ter muito o que fazer, o Markson nos deu uma ideia, que foi a mais eficiente pro momento: devolver o carro na última parada na Itália e pegar um outro carro em Nice. E nesse meio de caminho? Trem! Pois bem, a solução foi essa e deu tudo certo.

Devolvemos o carro em Gênova, que é a cidade grande mais perto da França (pois antes eu queria passar de carro em Portofino), de lá pegamos um trem da Trenitalia até Ventimiglia, que é beeem fronteira com a França e de lá pegamos um outro trem, da SNCF, pra Nice.

Foi perrenguinho? Foi. O Rodrigo carregou 4 malas no ombro? Carregou. Mas foi a solução mais eficiente e que o povo de lá mais faz pra cruzar os países. Os trens da SNCF são incríveis, em contrapartida os da Trenitalia velhíssimos, o que sugiro é comprar com antecedência uma 1a classe que é só um pouquinho mais caro (o total por pessoa por esses trechos foi de +- $40). No final das contas fizemos tudo isso em 3 horas e foi até divertido ter essa outra visão de transporte.

No dia seguinte alugamos um outro carro em Nice e, voilá, devolvemos tranquilamente em Paris! E como não queríamos nada muito luxuoso, algumamos um Fiat 500 I (atentem pro I) que é uma graça, espaçoso e coube todas nossas malas.

Fizemos o trecho italiano com a Hertz e o francês com a Avis (que teve um atendimento complicado, cobrou a mais no cartão e ainda trocou o modelo do carro que escolhi na hora e eu achei uó, então recomendo a Hertz hehe).

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Chip: Na Itália compramos um Chip da Tré (€12) logo no aero e ele durou todos os 10 dias no país 100% bem, inclusive não alugamos carro com GPS e o Google Maps foi mais que eficiente (nunca mais esquecerei a mulher repetindo ad nauseum “vire a rotarória”, eta país pra ter rotatória).

Agora na França, o terror, compramos um chip na Orange, foi carinho (acho que €40) e ele não durou 48horas, sério! E olha que eu desligava, usava wifi, mas é muito caro e toda hora tinha que recarregar.

Mas uma solução incrível que agora vou levar pra vida é comprar chip DO BRASIL! Antes de ir pra NY recebi um chip de uma empresa que faz esse serviço, achei a ideia ótima e SUPER eficiente, ele começa a funcionar já do avião, ótimo pra quem quer tirar aquela foto imperdível da asa. No site da Travel Mobile tem todos os planos e opções, achei a ideia gênia porque economiza uma horinha da sua viagem com atendente mal humorado de telefonia e o plano envolve não só internet, como ligação e mensagem.

banfiii

Bom, capítulo 2 foi enorme, mas acho que deu pra situar toda a parte técnica da viagem, acho que no próximo já vou focar na parte etílica e contar todos os locais de degustação que fui, o que acham? Quem tiver alguma dúvida, pode perguntar e quem tiver alguma dica, só falar!