Eurotrip: Visitando Reims, a terra do Champagne!

25/12/2014  •  Por Thereza  •  Viagem

Depois de uma looonga jornada, chegamos à penúltima parada antes do nosso destino final – Paris! –  finalmente é tempo de Reims! Pra quem não conhece, Reims é a capital mundial do Champagne. Apenas lá é produzido Champagne, toda e qualquer outra região produz espumante, mas só lá a bebida pode ser denominada como champagne (não é frescura, é uma classificação oficial).

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Pois bem, dado o cenário, não tem outro lugar onde uma nobre entusiasta desse líquido precioso como eu possa querer ir. E essa foi minha 2a vez na cidade, a 1a eu tinha 18 anos e mal bebia uma caipirinha na naite, daí voltar à cidade 14 anos depois era uma meta.

O que fazer em Reims? Visitar suas caves! Quem sai de Paris pode pegar um trem e em menos de 1h está lá (de carro dá pra chegar em 1h40min) e um dia só é mais que suficiente pra conhecer 2 caves e ainda passar em frente à sua catedral, uma das principais – e mais bonitas – igrejas góticas da Europa.

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Nós chegamos sábado à tarde e fomos direto à Maison da Veuve Clicquot, sabia que precisava reservar antes (aqui), mas como não o fiz, passei só pra ir à loja e tentar comprar algumas tranqueirinhas com seu laranja indefectível! Cheguei lá e não tinha nada demais pra comprar (queria a almofada!) e só levei uma rolha especial e degustei uma tacinha especial vintage. Pra quem vai planejado, a Veuve Clicquot vale muito, cles são brasileiros-friendly e tem até guia na nossa língua.

Outras caves que valem a visita: MummLansonTaittinger.

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No final desse dia, estávamos cansados da viagem de 3h vindos de Beaune, passamos no hotel e depois fomos bordejar na rua principal. Comemos no Brasserie Flo e era uma delícia, mas tirando esse, a rua é cheia de restaurantes fuleiros cata-turista. Euzinha toda pronta pra degustar belíssimos champagnes… fui pro hotel cedo! Tudo isso porque esqueci de reservar no principal restaurante da cidade, o Les Crayeres,  então se forem à Reims, não deixem de reservá-lo com antecedência!

No dia seguinte tínhamos 2 degustações agendadas, a primeira, que era no Piper-Heidsieck (champagne maravilhoso que foi o do nosso casamento), nos perdermos porque o gps – depois de 20 dias sendo perfeito – parou de funcionar.

Daí ok, partimos para Épernay (cidade a 30 minutos de Reims e que faz parte da região do champagne, claro), onde tínhamos nossa principal meta: ir à cave de Moet & Chandon que fica na rua… DO CHAMPAGNE! Sim essa rua existe e nela dezeeeenas de casas de champagnes, umas famosíssimaa como Moet, Perrier Jouet e e outras de boutique e igualmente incríveis.

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O bom da Moet é que não precisa de reserva, tem visita a cada hora e todos os dias da semana (tem em portugues também). O Chateau é lindo, super histórico e ainda tem uma estátua dele, DOM PERIGNON, o cara (desculpa, o Dom) que, segundo a leeeenda, inventou o champagne, logo abracei-o como forma de agradecimento como anos de serviços prestados ao meu bem estar!

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A cave em si é praticamente uma cave como qualquer outra cave (risosss), mas essa é enooorme, tem 30km de caves subterrâneas, que comportam milhões de garrafas de champagne e no meio delas, um “canto” especial pro Dom Perignon, êta champagne bom!  A visita é super didática, eles contam da história, passando pela produção da bebida até curiosidades sobre o líquido dos deuses.

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No final degustamos 1 ou 2 taças (depende do pacote que você pegou, que sai na faixa de €20 por pessoa) e depois chegamos onde? Na lojinha! E a da Moet me impressionou, enooorme e cheia de coisas legais pra comprar, mas devido ao proeminente excesso de bagagem da minha mala, comprei uma taça pink maravilhosa.

Depois disso, partimos pra Paris, isso sem GPS, imagina o drama? Nos perdemos em cidadezinhas fantasmas onde só víamos letreiros de chateaus de champagne, ao mesmo tempo que era incrível, era assustador, parecia que no final da estrada teria uma placa escrito “estrada sem saída”, mas enfim, sabe-se Deus como chegamos em Paris a tempo de entregar o carro e a saga final dessa loooonga viagem ainda conto esse ano :)

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Eurotrip: Conhecendo a Borgonha

09/12/2014  •  Por Thereza  •  Viagem, Vinho

Meu momento #Eurotrip está chegando ao fim, mas antes disso ainda temos outros 2 posts e o de hoje é especial, sabe aqueles locais que você nunca imaginou ir na vida e de repente você está lá e cai de amores? Pois bem, apesar dos seus vinhos fabulosos, nunca pensei em conhecer a Borgonha, mais precisamente Beaune! E esse foi no penúltimo destino antes de Paris.

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Existe uma expressão assim: “viver como um cidadão de Borgonha” e isso significa viver bem, afinal, nessa região tem tudo o que há de melhor no mundo e isso é tipo literalmente falando. A começar pelos vinhos – sim, são os melhores do mundo, Romanée Conti tá aí pra contar história – a mostarda (de Dijon), azeitonas, escargots e sem contar as dezenas (são muitos!) restaurantes de estrelas Michelin em cidades minúsculas e charmosas.

Se a Toscana é cheia de graça, acolhedora e os locais se tornam seus amigos a medida que você toma um Limoncello só, Borgonha é uma cidade mais fria, quase silenciona, porém intrigante, diferente e muito bonita!

Nós escolhemos ficar em Beaune, que não é tão grande quanto sua vizinha Dijon, mas bem no centro da região da Borgonha. Ela fica dentro de uma muralha e  no coração das principais regiões produtoras dos vinhos mais caros do mundo. Ela fica a 3 horas de carro de Paris, então quem tiver 2 dias extras vale muito a pena investir na região.

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Onde ficar: Nos hospedamos no Le Cep, um hotel 4* MUITO bem localizado, super no Centro da cidade e colado ao Hospices de Beaune. O atendimento em si não é a melhor coisa (nos indicaram um restaurante bem ruim que não posso imaginar que eles 0 recomendem legitimamente), o quarto é muito espaçoso, mas BEM antigo. O hotel em si precisa de renovação, mas as opções são escassas na região, ou você fica num Castelo suntuoso ou num b&b modesto. O bom desse é que durante a noite você estava perto dos restaurantes do centro e tinha o toque francês irresistível.

O que fazer: Em Beaune em si, o Hospices é parada obrigatória, o local tem arquitetura marcante e sua história é incrível (era um hospital que cuidava dos doentes da guerra). Além disso, também fomos ao Museu do vinho, ele é bem pequeno, mas o Rodrigo adorou. Compramos um passe que inclui os dois e mais algum passeio que não lembro hehe.

Bem em frente ao Hospices, tem uma loja de vinho e souvenirs que você pode degustar vários vinhos pagando na faixa de €15. Nós entramos num subsolo ligeiramente macabro – mas que faz parte do show – visitamos as caves e degustamos QUINZE vinhos (em golinho, hein) numa tacada só, do simples ao maravilhoso, foi uma experiência única e vale muito a pena!

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Degustações: Por falar em vinhos, tivemos um dia inteiro pra degustar, o hotel nos deu um voucher onde a visita ao Chateau de Pommard  era de graça. O local era incrível, REPLETO de obras de artes e na temporada que fui tinha uma exposição de Dali. Daqueles chateaus maravilhosos que mistura arte e vinho e no final ainda atravessamos por um casamento. A degustação em si era bem básica, o que vale é a experiência.

Além desse, fomos ao Chateau Mersault. A visitia custava  €16 e foi a mais fraca de toda a viagem. Não era guiada – ficamos perdidos entre as caves enormes, deu medo! – e muito mecância, no final, um cara ficava ditanto sobre cada vinho com texto decorado. O lugar era lindo, mas certamente existem outros bem melhores, só que na época que fui meus favoritos estavam fechados para férias!

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Quando ir: Qualquer mês menos agosto (o mês que fomos!), aliás, a França inteira fica vazia – pois todos vão para o ensolarado sul e além –  mas em Beaune foi o local onde mais sofremos. Os dois restaurantes (Michelin) em que planejávamos ir há meses, ao chegarmos lá, demos com a cara na porta, então não tenho as melhores referências gastronômicas da cidade, o que foi uma pena pois, como disse, a gastro de Borgonha é espetacular.

Mas tivemos sorte no último dia, saímos de Beaune num sábado e pela manhã nos deparamos com sua feira tradicional e ela é INCRÍVEL! Comidas, flores, artesanatos, souvenirs, TUDO de melhor, de qualidade incrível e espalhados pela cidade. Lembro que nosso café da manhã foi pela feira de tanto de “amostrinha” de frios, salames e pães que eles no ofereciam, sem contar o vinho né! :]

Por falar nisso, compramos muitos vinhos, por lá tem loja em cada esquina e não tem uma melhor que a outra, todas são ótimas e com portfolio próprio! Vale deixar um canto na mala pra trazer vários vinhos de Borgonha, lá compramos vários na faixa de €3o que aqui no Brasil chegam a custar R$700, ou seja, faz a conta!

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O tal do Romanéé: o vinho mais caro e famoso do mundo! Lembram quando o Lula ganhou sua primeira eleição? Ele tomou um Romanée e o vinho é reconhecido no mundo todo por sua elegância com toques de opulência. Lógico e evidente que, a não ser que você seja a Madonna, você não consegue agendar pra conhecer seu Chateau, mas já tinha visto na net várias fotos de “pessoas normais” em frente ao vinhedo e isso era uma meta!

Não achava o endereço de jeito nenhum, tínhamos horário pra chegar no nosso próximo destino (Reims) e eu estava quase desistindo de entrar-e-sair pelas estradinhas da Côte D’or – Rodrigo já tinha desistido – eis que me perco numa ruazinha e vejo uma placa de pedra (todos os vinhedos tem a tal placa) e nela escrita!

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ROMANÉÉÉ! É tipo bem bobo, mas para os apreciadores de vinho, estar no mesmo metro quadrado da uva mais cara do mundo é uma emoção e praticamente o mais perto que euzinha chegarei de uma uvinha de Romanée (aqui no Brasil ela custa R$60.000, tá bom?), mas valeu a visita e depois rumamos por 3 horas até Reims, único local do mundo onde é produzido o legítimo Champagne e papo pro nosso próximo capítulo!

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Eurotrip: Conhecendo a Riviera Francesa!

13/11/2014  •  Por Thereza  •  Viagem

Ciao, Italia! Bonjour, France! A saga italiana da minha #eurotrip acabou e agora partimos para França, mais precisamente a Côte D’Azur! Taí um lugar que sempre quis conhecer, seja pelo glamour – red carpet feelings – de Cannes, vinhos de Provence ou magnitude de Mônaco, daí chegou a hora! Como só vou fazer um post sobre a região, separei em tópicos, quem tiver dúvidas ou sugestões, pode compartilhar nos comentários!

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Em qual cidade ficar: É a grande dúvida! Pois a Riviera France tem cidades incríveis e que merecem ser visitadas como: Nice, Cannes, Principado de Mônaco e St. Tropez, citei só as principais, pois existem centenas de outras cidades que merecem a visita, nem que seja só pra vi-vivi-venci.

Eu escolhi Nice, por uma questão geográfica: ela fica entre Cannes e Mônaco. Outro fato pesou, é a mais barata dentre essas (que são muito caras) e tem uma maior opção de hospedagens, sem contar que Nice é uma graça e não é tão pequena quanto as outras, aliás, é a 2a cidade mais visitada da França (só perde pra… vocês sabem quem).

Ficaria de novo em Nice? Não. Por que? Se a gente vai pra Riviera Francesa busca mais ~glamour~ e Nice tem um quê de pacata, sabe cidade praiana que à noite é tranquila? Pois bem, não que eu vá pra uma balada, mas buscávamos algo mais completo e provavelmente não tivemos sorte em Nice.

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O que fazer: Passear na Promenade des Anglais, que é a “Av. Atlântica” deles, na beira da praia, muito movimento e alguns beach clubs (fui no Hi, mas nem recomendo tanto assim). A praia é muito bonita, mas é basicamente isso. Reservamos um dia inteiro pra Nice, mas chegou depois do almoço e não tinha muito mais o que fazer (sério). Pode ter sido azar nosso mesmo, mas tipo a cidade é apenas bonita.

Agora vamos falar de coisas muito boas, vamos falar de Mônaco: Ok que demoramos quase 2 horas pra fazer um percurso de 20 minutos (dizem que o trânsito é insano durante todo o verã0), mas sabe aquela paisagem maravilhosa que COMPENSA TUDO? Eu não costumo ser partidária desse papo quando estou presa no trânsito da Av. Niemeyer aqui no Rio, mas a chegada em Mônaco é de tirar o fôlego.

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Já na cidade, é tudo, digamos, pitoresco! Muito luxo, sofisticação, ostentação. A gente fica meio embasbacada, sabe? Eu sou de me deslumbrar com as pequenas coisas da vida, mas até eu parei pra ver quem era o cara numa Ferrari vermelha fosca na porta do Hotel (era o manobrista).

Monte Carlo é um local que você precisa conhecer uma vez na vida, não pra dizer que foi, mas pra dizer que viu tamanha suntosidade, beleza natural e ainda dar uma aceleradinha nas curvas do GP de F1. O Rodrigo foi um pouco pra Riviera à contragosto, mas concordou comigo que se voltarmos, nos hospedaremos em Mônaco. Lógico que não tem os hoteéis mais baratos da vida, mas planejando… dá!

O jantar com o visual mais bonito da vida: Foi em Monte Carlo, mais precisamente no Nobu do Hotel Fairmont! Indescritível, sem igual, sem palavras! Sentamos na varanda, vimos o movimento dos transatlânticos, a dança dos pássaros e o vento do mediterrâneo.

Tudo ao sabor de um japa maravilhoso (o Nubu é um dos melhores do mundo) e meu champagne favorito (Billecart!), foi daqueles jantares que lembraremos pelo resto de nossas vidas e eu não estou sendo exagerada. Provavelmente existem outros restaurantes incríveis na cidade, mas calhamos de ir lá.

Detalhe: Foi sorte! Estávamos há uma hora procurando vaga na cidade, quaaase desistindo, daí eu passo em frente ao hotel Fairmont e penso “é aqui mesmo”, paro no valet “A senhora é hóspede”, “não vim pra jantar”, “No Nobu?”, “Siiiim!”. Depois desse convite involuntário, não teve jeito e deu certo! Então fica a dica pra quem não achar vaga lá hehe, hotel é sempre uma boa opção e você nem precisa comer, porque o valet (gratuito, pasmem, mas eu dei gorjeta) nem vê! Ah, no Hotel tinha um Cassino esperto onde eu prontamente perdi uns 5 euros e fim.

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Queríamos ter passado um dia inteiro em Mônaco, pra ir ao Cassino e estender até Eze (uma cidade linda que tem ao lado), mas era nosso último dia na região e já tinhamos passado a manhã em Cannes.

Por falar nisso, finalmente, Cannes: Vocês imaginam que tenho toda uma afinidade com a cidade por motivos: red carpet! E a cidade de fato é puro glamour, gente bonita por todos lados, uma praia incrível (almoçamos no Beach Club Baoli e recomendo!), o teatro onde rola os eventos e ainda uma rua cheia de lojas super legais. Acho que também pode ser uma boa opção pra ficar pra quem busca algo mais agitado e menos relax que Nice.

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Distâncias: De Mônaco pra Nice são 20 minutos de carro. De Nice pra Cannes são 40 minutos. De Nice pra St. Tropez 1h40, lógico que tudo isso sem trânsito e no período de verão ele é forte, viu? Assim como o calor: ficamos bronzeados!

Quantos dias ficar: Taí o x da questão, ficamos 2 dias e 3 noites e foi pouco! Acho que o ideal são pelo menos 4 dias, pois você consegue focar pelo menos 1 dia inteiro em cada cidade e ainda estenderia mais 2 ou 3 dias pra St. Tropez, que fica um pouco mais afastada. Lógico que esses dias são pra quem quer conhecer a cidade e não só passar o dia na praia (acho que passar o dia na praia em euro é muito luxo hehehe).

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Adorei conhecer a Riviera Francesa, as cidades são lindas, praias encantadoras e visual de tirar o fôlego. Não sei se voltaria a curto prazo, mas pra quem gosta desse clima de praia e gente bonita, vale colocar na lista! Alguém já foi, amou, odiou ou só uma vez e nada mais?

Aqui você consegue ver todos os posts da minha #Eurotrip e a próxima parada será… Borgonha e seus vinhos maravilhoso!