DICA DE RESTAURANTE EM FIRENZE: IL PALAGIO, NO FOUR SEASONS

23/09/2015  •  Por Thereza  •  Gastronomia, Viagem

Finalmente vamos começar a falar da minha Eurotrip 2015! Depois da temporada 2014 (você pode acompanhar os 11 posts aqui), tenho vários outros temas pra compartilhar dessa última viagem que foi incrível, sério, quero voltar #abaixaeuro!

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Nosso roteiro começou por Firenze (cidade que amo e já fui 4 vezes) e logo no 1º dia fomos convidados para um jantar mais que especial no Four Seasons Firenze. Já contei que minhas viagens tem sempre um perfil gastronômico, gosto de experimentar a culinária local e momentos assim são aqueles que de fato nos fazem lembrar da viagem futuramente, concordam? Um bom papo à mesa, comida saborosa, um excelente vinho e um cenário que ficará na memória por muito tempo, foi exatamente assim nossa noite Four Seasons.

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E pra quem gosta de arte e cultura (qualquer um que vai à Firenze, certamente), o local do hotel é um prato cheio.  Ele fica no antigo Palazzo della Gherardesca, construído em 1473 e pertencente à família Medici. Seus jardins são considerados os mais belos e antigos de Firenze, ou seja, imagina um encontro de arte e natureza? Pois bem, foi lá o cenário do nosso jantar, entre afrescos, verde, esculturas e comida italiana, também conhecida como a melhor culinária do mundo (segundo euzinha!).

Jantamos no Il Palagio, que é um dos restaurantes com estrela Michelin da cidade, e ele tem um diferencial muito especial. Quando a gente pensa da pompa e “peso” da famosa estrela, ele vai além, pois mais do que um ambiente incrível e histórico, ele ainda tem uma varanda super agradável, que deixa o local aconchegante e com aquele clima especial que só Firenze tem (e com trilha sonora de um piano ao vivo).

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No cardápio, uma autêntica cozinha italiana, com uma pegada sofisticada e, obviamente, muito deliciosa. Nota-se a valorização dos ingredientes locais super frescos e tudo em pratos clássicos italianos, mas com um toque final moderno e surpreendente.

Há a possibilidade do menu harmonizado fixo, mas optamos por escolher cada prato, afinal, eram muitas e tentadoras opções. De entrada, escolhi um aipo recheado de bacalhau com cebola caramelizada, já o Rodrigo, foi de carpaccio de vieiras. No prato principal, comi um cordeiro com creme de pecorino e toque de camomila (melhor cordeiro que comi na vida e olha que sou expert no tema :D) e Rodrigo foi numa opção que nunca havia comido na vida: pombo.

Explico! A carne dessa ave é super tradicional na Europa e ele nunca tinha se aventurado (e olha que Rodrigo é bem ousado nas escolhas gastronômicas). Segundo ele, é uma carne com sabor muito rico, que lembra um pouco perdiz e codorna. EssA foi cozida de forma toda especial e ainda era acompanhada de Vinsanto e tomilho, pra ele foi uma experiência única e eu, só observei hehe!

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De sobremesa, fomos na nossa favorita: queijos! Eu AMO experimentar qualquer tipo de queijo e quando se trata de italiano, é um deleite pro paladar e ainda acompanhado de um bom Brunello, mas se você gosta de doces, o cardápio é cheio de opções tentadoras.

Falando em bebidas, experimentei o drink mais gostoso e bonito dessa vida! Na realidade ele é do Bar do Four Seasons, mas tomei no restaurante, fica a dica pra quem quiser ao menos um drink maravilhoso e fotogênico assim. Por fim, a carta de vinhos do Il Palagio é enorme e com diversas opções em taças pra quem gosta de experimentar muitos rótulos.

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Uma coisa que eu acho importante falar – e sempre me perguntam – é que jantar em restaurantes dentro de hotéis são as melhores experiências. Porque além de ter uma gastronomia de qualidade impecável, você ainda pode conhecer as dependências do hotel, lobby, varanda e todas as áreas incríveis e, lógico, o restaurante é aberto a quem não se hospeda (mas é importante reservar).

Além disso tudo, o Four Seasons Firenze tem um jardim deslumbrante! Ele é repleto de obras de arte e num local super pacífico e tranquilo, dá vontade de ficar uma tarde inteira só por lá contemplando o visual. Então pra quem quiser uma noite – muito! – especial em Firenze, vale reservar um jantar no Il Palagio, mas chegue antes (de preferência ao pôr-do-sol) pra passear pelos jardins e tomar O drink no bar do Hotel.

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E pra quem quer o pacote completo com hospedagem, no Decorismo tem muito mais fotos dos quartos e outras áreas do Four Seasons. E quem gostou do restaurante, no site tem o menu, fotos e infos.

Semana que vem tem mais Eurotrip!

Eurotrip: Conhecendo a Borgonha

09/12/2014  •  Por Thereza  •  Viagem, Vinho

Meu momento #Eurotrip está chegando ao fim, mas antes disso ainda temos outros 2 posts e o de hoje é especial, sabe aqueles locais que você nunca imaginou ir na vida e de repente você está lá e cai de amores? Pois bem, apesar dos seus vinhos fabulosos, nunca pensei em conhecer a Borgonha, mais precisamente Beaune! E esse foi no penúltimo destino antes de Paris.

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Existe uma expressão assim: “viver como um cidadão de Borgonha” e isso significa viver bem, afinal, nessa região tem tudo o que há de melhor no mundo e isso é tipo literalmente falando. A começar pelos vinhos – sim, são os melhores do mundo, Romanée Conti tá aí pra contar história – a mostarda (de Dijon), azeitonas, escargots e sem contar as dezenas (são muitos!) restaurantes de estrelas Michelin em cidades minúsculas e charmosas.

Se a Toscana é cheia de graça, acolhedora e os locais se tornam seus amigos a medida que você toma um Limoncello só, Borgonha é uma cidade mais fria, quase silenciona, porém intrigante, diferente e muito bonita!

Nós escolhemos ficar em Beaune, que não é tão grande quanto sua vizinha Dijon, mas bem no centro da região da Borgonha. Ela fica dentro de uma muralha e  no coração das principais regiões produtoras dos vinhos mais caros do mundo. Ela fica a 3 horas de carro de Paris, então quem tiver 2 dias extras vale muito a pena investir na região.

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Onde ficar: Nos hospedamos no Le Cep, um hotel 4* MUITO bem localizado, super no Centro da cidade e colado ao Hospices de Beaune. O atendimento em si não é a melhor coisa (nos indicaram um restaurante bem ruim que não posso imaginar que eles 0 recomendem legitimamente), o quarto é muito espaçoso, mas BEM antigo. O hotel em si precisa de renovação, mas as opções são escassas na região, ou você fica num Castelo suntuoso ou num b&b modesto. O bom desse é que durante a noite você estava perto dos restaurantes do centro e tinha o toque francês irresistível.

O que fazer: Em Beaune em si, o Hospices é parada obrigatória, o local tem arquitetura marcante e sua história é incrível (era um hospital que cuidava dos doentes da guerra). Além disso, também fomos ao Museu do vinho, ele é bem pequeno, mas o Rodrigo adorou. Compramos um passe que inclui os dois e mais algum passeio que não lembro hehe.

Bem em frente ao Hospices, tem uma loja de vinho e souvenirs que você pode degustar vários vinhos pagando na faixa de €15. Nós entramos num subsolo ligeiramente macabro – mas que faz parte do show – visitamos as caves e degustamos QUINZE vinhos (em golinho, hein) numa tacada só, do simples ao maravilhoso, foi uma experiência única e vale muito a pena!

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Degustações: Por falar em vinhos, tivemos um dia inteiro pra degustar, o hotel nos deu um voucher onde a visita ao Chateau de Pommard  era de graça. O local era incrível, REPLETO de obras de artes e na temporada que fui tinha uma exposição de Dali. Daqueles chateaus maravilhosos que mistura arte e vinho e no final ainda atravessamos por um casamento. A degustação em si era bem básica, o que vale é a experiência.

Além desse, fomos ao Chateau Mersault. A visitia custava  €16 e foi a mais fraca de toda a viagem. Não era guiada – ficamos perdidos entre as caves enormes, deu medo! – e muito mecância, no final, um cara ficava ditanto sobre cada vinho com texto decorado. O lugar era lindo, mas certamente existem outros bem melhores, só que na época que fui meus favoritos estavam fechados para férias!

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Quando ir: Qualquer mês menos agosto (o mês que fomos!), aliás, a França inteira fica vazia – pois todos vão para o ensolarado sul e além –  mas em Beaune foi o local onde mais sofremos. Os dois restaurantes (Michelin) em que planejávamos ir há meses, ao chegarmos lá, demos com a cara na porta, então não tenho as melhores referências gastronômicas da cidade, o que foi uma pena pois, como disse, a gastro de Borgonha é espetacular.

Mas tivemos sorte no último dia, saímos de Beaune num sábado e pela manhã nos deparamos com sua feira tradicional e ela é INCRÍVEL! Comidas, flores, artesanatos, souvenirs, TUDO de melhor, de qualidade incrível e espalhados pela cidade. Lembro que nosso café da manhã foi pela feira de tanto de “amostrinha” de frios, salames e pães que eles no ofereciam, sem contar o vinho né! :]

Por falar nisso, compramos muitos vinhos, por lá tem loja em cada esquina e não tem uma melhor que a outra, todas são ótimas e com portfolio próprio! Vale deixar um canto na mala pra trazer vários vinhos de Borgonha, lá compramos vários na faixa de €3o que aqui no Brasil chegam a custar R$700, ou seja, faz a conta!

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O tal do Romanéé: o vinho mais caro e famoso do mundo! Lembram quando o Lula ganhou sua primeira eleição? Ele tomou um Romanée e o vinho é reconhecido no mundo todo por sua elegância com toques de opulência. Lógico e evidente que, a não ser que você seja a Madonna, você não consegue agendar pra conhecer seu Chateau, mas já tinha visto na net várias fotos de “pessoas normais” em frente ao vinhedo e isso era uma meta!

Não achava o endereço de jeito nenhum, tínhamos horário pra chegar no nosso próximo destino (Reims) e eu estava quase desistindo de entrar-e-sair pelas estradinhas da Côte D’or – Rodrigo já tinha desistido – eis que me perco numa ruazinha e vejo uma placa de pedra (todos os vinhedos tem a tal placa) e nela escrita!

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ROMANÉÉÉ! É tipo bem bobo, mas para os apreciadores de vinho, estar no mesmo metro quadrado da uva mais cara do mundo é uma emoção e praticamente o mais perto que euzinha chegarei de uma uvinha de Romanée (aqui no Brasil ela custa R$60.000, tá bom?), mas valeu a visita e depois rumamos por 3 horas até Reims, único local do mundo onde é produzido o legítimo Champagne e papo pro nosso próximo capítulo!

AQUI VOCÊ CONSEGUE VER TODA MINHA SAGA EUROTRIP, DE VENEZA ATÉ AGORA!

Eurotrip: Organizando a viagem

07/10/2014  •  Por Thereza  •  Viagem

Hoje é dia do capítulo 002 da minha #Eurotrip! Como muita gente pediu pra começar a falar da viagem pela parte técnica, cá estou! Como tudo começou, como me planejei (e eu sou adoravelmente freak, tipo, é muito bom viajar comigo haha, você só precisa ir e eu resolvo tudo), quem me ajudou, enfim, fiz um TOP4 de dicas úteis que acho que vão até além da ~eurotrip~ em questão e abrangem qualquer viagem e destino!

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Pesquisa: Como disse, é minha parte favorita! Ficar horas, dias e meses pesquisando uma viagem é tão bom e tão de graça que a gente se sente no Castelo da princesa, mesmo que no final das contas apenas passe na frente dele, e tenho meu local favorito pra pesquisar: o PINTEREST!

Sim, o bom e velho painel de imagens é uma fonte pras minhas viagens e planos, mas como? Coloco o nome da cidade e por lá viajo nas fotos, paisagens e no final penso “preciso ir nesse lugar pra tirar essa foto e colocar no Insta”, quem nunca? :) Mas além desse lado visual forte e ótima curadoria, o Pinterest tem uma ferramenta muito bacana que seleciona essas imagens – e muitas vem com a dica completa – num mapa, o que facilita a organização do roteiro ou simples inspiração.

E também tem uma pessoa que me ajuda com muitas dicas: o Anthony Bourdain! Acho que poucos o conhecem, mas ele é um chef/apresentador que tem os programas de viagem+culinária mais bacanas e peculiares de todos! Ele é uma figura, vai do luxo ao exótico, mas acima de tudo o imperdível de cada cidade que ele viaja (e são milhares). Seus programas passam aqui no TLC e tem temas tipo “em Paris por 48h” ou “achados gastrômicos baratos”, perdi a conta de quantos restaurantes coloquei na minha lista – e fui e amei! – por conta dele.

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Organizando a viagem: Eu fiquei meses organizando essa viagem, mas acabei deixando pra última hora os hotéis em si, pois esse é o tema onde sou mais cuidadosa: saber onde vou me hospedar, pois sou fresca. Não sou dessas que gosta de lugar bucólico ou agriturismo (a parte mais difícil foi achar hotel na Toscana), com isso fiquei muito tempo atrás de bons hotéis e obviamente não tem nada melhor que o Booking, mesmo pra quem vai comprar via agência de turismo, ele é uma excelente referência inicial de preços e fotos.

Eu fechei toda a nossa viagem com meu amigo Markson, ele é ótimo, SUPER paciente (porque toda hora eu chegava com um hotel novo haha coitado) e tem excelentes dicas extras. A agência dele fica no Centro, mas ele faz serviço personalizado, por telefone e email ([email protected]), ele sabe meu roteiro de cabo a rabo e super elogiou minha criativdade hehe.

Além disso, o Trip Advisor é aplicativo certeiro pra ver a pontuação, bem como fotos reais de cada hotel, sem contar que o app vai além e você faz uma pasta de favoritos por cidades e temas, que super ajuda no dia-a-dia da viagem. Outro que sempre uso é o Oyster, que tem excelentes fotos.

Mas no final das contas não me prendo assim taaanto, porque depois de fechar tudo fui ver as críticas negativas (tenho essa obsessão) no Trip do meu hotel em Paris e o que aconteceu? Li que um hóspede viu um rato nele, daí pensa o meu medo? No final, o hotel era ótimo e não vi nada hehe

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Carro: Parte MAIS complicada da viagem e nesse caso o Markson salvou nossa vida, porque estávamos prestes a ter que mudar todo o roteiro! Explico, tínhamos deixado a parte do transporte pra fazer à parte e sempre quando entrávamos nos sites de locadoras, quando colocávamos Milão-Paris, dava um preço ABSURDO, sério, muito caro! Com isso bateu o desespero porque sabia que não era tão caro assim, daí vimos que o problema é que pegar o carro em um país e devolver em outro, era o grande encarecedor da história (tipo €2000 a mais) e isso em toda e qualquer locadora.

Depois disso, e sem ter muito o que fazer, o Markson nos deu uma ideia, que foi a mais eficiente pro momento: devolver o carro na última parada na Itália e pegar um outro carro em Nice. E nesse meio de caminho? Trem! Pois bem, a solução foi essa e deu tudo certo.

Devolvemos o carro em Gênova, que é a cidade grande mais perto da França (pois antes eu queria passar de carro em Portofino), de lá pegamos um trem da Trenitalia até Ventimiglia, que é beeem fronteira com a França e de lá pegamos um outro trem, da SNCF, pra Nice.

Foi perrenguinho? Foi. O Rodrigo carregou 4 malas no ombro? Carregou. Mas foi a solução mais eficiente e que o povo de lá mais faz pra cruzar os países. Os trens da SNCF são incríveis, em contrapartida os da Trenitalia velhíssimos, o que sugiro é comprar com antecedência uma 1a classe que é só um pouquinho mais caro (o total por pessoa por esses trechos foi de +- $40). No final das contas fizemos tudo isso em 3 horas e foi até divertido ter essa outra visão de transporte.

No dia seguinte alugamos um outro carro em Nice e, voilá, devolvemos tranquilamente em Paris! E como não queríamos nada muito luxuoso, algumamos um Fiat 500 I (atentem pro I) que é uma graça, espaçoso e coube todas nossas malas.

Fizemos o trecho italiano com a Hertz e o francês com a Avis (que teve um atendimento complicado, cobrou a mais no cartão e ainda trocou o modelo do carro que escolhi na hora e eu achei uó, então recomendo a Hertz hehe).

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Chip: Na Itália compramos um Chip da Tré (€12) logo no aero e ele durou todos os 10 dias no país 100% bem, inclusive não alugamos carro com GPS e o Google Maps foi mais que eficiente (nunca mais esquecerei a mulher repetindo ad nauseum “vire a rotarória”, eta país pra ter rotatória).

Agora na França, o terror, compramos um chip na Orange, foi carinho (acho que €40) e ele não durou 48horas, sério! E olha que eu desligava, usava wifi, mas é muito caro e toda hora tinha que recarregar.

Mas uma solução incrível que agora vou levar pra vida é comprar chip DO BRASIL! Antes de ir pra NY recebi um chip de uma empresa que faz esse serviço, achei a ideia ótima e SUPER eficiente, ele começa a funcionar já do avião, ótimo pra quem quer tirar aquela foto imperdível da asa. No site da Travel Mobile tem todos os planos e opções, achei a ideia gênia porque economiza uma horinha da sua viagem com atendente mal humorado de telefonia e o plano envolve não só internet, como ligação e mensagem.

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Bom, capítulo 2 foi enorme, mas acho que deu pra situar toda a parte técnica da viagem, acho que no próximo já vou focar na parte etílica e contar todos os locais de degustação que fui, o que acham? Quem tiver alguma dúvida, pode perguntar e quem tiver alguma dica, só falar!