7 espumantes nacionais que você precisa experimentar!

14/04/2016  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Espumantes nacionais são uma boa pedida? Sempre. Seja para o dia-a-dia ou ocasiões especiais, temos excelentes opções para agradar todos os bolsos. É impressionante que ainda tem gente que torce o nariz para os produtos brasileiros, por falta de conhecimento ou simplesmente preconceito, há certa resistência em acreditar na qualidade dos nossos espumantes. Entretanto, a indústria nacional, nas últimas décadas, tem passado por intensa reformulação nos seus processos e conceitos para elaborar vinhos cada vez melhores.

arton173

Isso não sou apenas eu que digo, atualmente nossas borbulham ganham ano após anos prêmios internacionais da crítica especializada fazendo com que os olhos do mundo se voltem para as nossas terras. Não é à toa que renomados enólogos e empresas estrangeiras tem se interessado no terroir brasileiro para estudo, parcerias e implantação de suas vinícolas.

A versatilidade dos nossos espumantes os tornam os companheiros ideais para momentos descontraídos, reuniões em família, harmonização e festas como casamentos, pra quem precisa comprar em quantidade, mas não quer abrir mão da qualidade sem estourar o orçamento.

espumante brasil

Então vamos para algumas indicações que certamente farão bonito. Vale ressaltar que muitas vinícolas imprimem nos seus rótulos o método pelo qual o espumante foi produzido. São basicamente dois processos, o Charmat e o Champenoise (ou tradicional).

No primeiro, o vinho, após a fermentação alcoólica é fermentado em cubas de inox fechadas e o CO2 liberado não se dispersa e mantém o gás. É um processo mais barato e rápido e resulta em espumantes frescos e leves.

Já para o tradicional, a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa com adição de leveduras especiais, durante um período mais longo. O processo é meio complexo, porém o importante é saber que com ele, os espumantes são mais estruturados e aromáticos.

espumantes

Cave Geisse Brut – Método Tradicional: Um dos grandes espumantes brasileiros produzido na Serra Gaúcha. Sabores inconfundíveis de damasco e nozes fazem desse espumante amanteigado uma bela opção para um jantar romântico a base de frutos do mar. Fica na faixa de R$80,00.

Valmarino Natural Brut – Método Tradicional: Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Frutado, com aromas de leveduras e tostado e textura cremosa na boca, é perfeito para aves e peixes. Está por R$50,00 na Enoeventos.

Valmarino Brut Rosé: Outro belo espumante da Valmarino. Esse Rosé tem frescor e um delicioso toque de framboesa e frutas vermelhas no paladar. Aperitivo perfeito. Também por R$50,00.

Casa Perini Prosecco – Método Charmat: Produzido com a uva Prosecco é uma bela alternativa para casamentos. Leve, refrescante e com álcool baixíssimo, vai alegrar seus convidados durante a noite toda. Preço ótimo de R$28,00 na Superadega.

Marcus James Brut – Método Charmat: Outro gaúcho que também bate um bolão em comemorações. Cítrico e floral, com perlage (borbulhas) finíssimo e bom frescor. Vai muito bem com canapés. Precinho camarada também, R$30,00 na Vinhos e Vinhos.

Casa Valduga 130 Anos – Método Tradicional: Espumante emblemático que representa toda a evolução na viticultura brasileira. Esse premiadíssimo rótulo vem com aromas complexos de frutas amarelas, maçã verde, pão e avelãs. No paladar é intenso, muito cremoso e seu perlage elegante explode na boca. Espumante especial para momentos especiais. R$82,00 na Superadega.

Miolo Terranova Demi-Sec – Método Charmat: Quem diria que no árido sertão, entre a Bahia e Pernambuco, seria possível produzir vinhos? Pois bem, não é só possível, é uma realidade. Os investimentos na região proporcionaram a produção de grandiosos vinhos.

Os vinhedos banhados pelo Velho Chico, recebem até 300 dias do sol por ano permitindo duas safras anuais. O Terranova é aquele espumante pra quem adora uma doçura a mais, mas sem perder o frescor. R$26,00 na Vinhos e Sabores.

quick-dirty-sparkling-wine-header

Não nos falta motivos de admiração para nossos espumantes! Se já temos orgulho em servir para os amigos um Champagne (só levam esse nome o que são produzidos nessa região na França), um Prosecco do Vêneto ou uma Cava espanhola, imagina o que devemos sentir ao brindarmos com maravilhosas pérolas da Serra Gaúcha ou do Vale do São Francisco. Espumante nacional, sim!

Qualquer dúvida, é só deixar uma mensagem!

VINHO DE QUINTA: ESPUMANTES E CHAMPAGNES!

23/04/2015  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Vinho

Olá, pessoal. Estou aqui de volta para mais um Vinho de Quinta. Hoje venho com um tema que acredito agradar principalmente às mulheres: Espumantes e Champagnes. No final farei uma seleção com sugestões de boas compras com ótimo custoXbenefício. Não se esqueçam de usar a #vinhodequinta no Instagram, Thereza fica de olhos nas postagens :)

15bc08e7a2da3aa13f4e8fca599f1e99

Pois bem, muita gente ainda confunde as nomeclaturas dos diferentes tipos de espumante e acaba classificando tudo como Champagne. É compreensível se levarmos em conta a falta de informação no mercado. Até mesmo alguns profissionais, seja pela falta de conhecimento, ou pela vontade de criar um apelo de venda, denominam os produtos do mesmo modo.

Qualquer vinho naturalmente gaseificado através da fermentação é um espumante. Porém, é importante dizer que para uma bebida ser considerada Champagne, ela deve ser produzida na região de Champagne, no norte da França, primordialmente pelas uvas chardonnay , pinot noir e pinot meunier, além de seguir processos específicos de produção. Resumindo, todo Champagne é um espumante, mas nem todo espumante pode ser chamado de Champagne.

Há ainda outras regiões francesas que produzem espumantes que não são propriamente Champagnes, mas que vale a pena conferir, pois não compartilham do mesmo status e desse modo possuem preços mais atraentes. Se puderem, procurem por espumantes da Borgonha, Alsacia e Limoux.

VINHO2

Há dois métodos de produção de espumantes: o Charmat e o tradicional, também conhecido com Champenoise, obrigatório para o Champagne. Para não ser exageradamente técnico (pra não dizer chato) na explicação, tentarei fornecer apenas informações relevantes para ajudar a entenderem melhor facilitando na hora da compra, objetivo da coluna.

Para produzir um vinho espumante, este deve passar por duas fermentações, a primeira (que ocorre em todos os vinhos) é a alcoólica, na qual os açúcares da uva são transformados em álcool com a ajuda de leveduras, resultando em vinho. Quando ouvirem o termo “vinho tranquilo”, é simplesmente um vinho que ainda não foi gaseificado para se tornar espumante. Após essa primeira etapa, passamos para a segunda fermentação, momento em que os dois métodos se diferem.

No método Charmat, a segunda fermentação ocorre geralmente dentro de grandes tanques de aço inox. O vinho libera CO2 nesse recipiente fechado e se gaseifica naturalmente. É um processo bem mais rápido e barato.

Já para o método Champenoise, após a fermentação alcoólica terminar, o “vinho tranquilo” é engarrafado e leveduras e açúcares selecionados são adicionados. Com o passar do tempo, ocorre a segunda fermentação na própria garrafa e o vinho se transforma em espumante, pois o CO2 se mantém dentro dela. Esse processo demora muito mais, porém o vinho amadurece melhor e fica com mais estrutura. É comum encontrarmos aromas de pão tostado e torrefação em espumantes que passam pelo método Champenoise.

Espumantes são produzidos em larga escala no mundo inteiro. O Brasil é um ótimo produtor e existem vários rótulos brasileiros de qualidade espetacular. EUA, Argentina e Portugal são outros bons exemplos.

Outro tipo que faz muito sucesso aqui no Brasil é o Prosecco, que durante muito tempo era apenas o nome de uma uva nativa do Vêneto, na Itália. Qualquer lugar do mundo poderia produzir espumantes da uva Prosecco e assim denominar o produto como tal. Há alguns anos a Itália, seguindo o exemplo da França com os Champagnes, solicitou uma regulamentação única, na qual apenas espumantes elaborados na Itália, nas regiões do Vêneto e Friuli pudessem contar com a denominação de Prosecco. Se encontrarem algum rótulo que não seja das regiões citadas utilizando a esta denominação, podem ter certeza de que não são legítimos. Acreditem, há muitos produtores que adotam o título!

Proseccos são produzidos pelo método Charmat e tem como característica aromas florais e uma certa doçura. Há grandes produtores e excelentes opções por preços acessíveis.

2a2421aecfd96b117ca31c504a2f106a

Não podemos nos esquecer das famosas Cavas, carinhosamente chamadas de “Champagne da Espanha”, mesmo não sendo propriamente Champagne. São espumantes maravilhosos elaborados a partir do método tradicional (Champanoise), pelas uvas Parrelada, Xare-lo e Macabeo.

A Catalunha é a principal região produtora de Cavas e por possuir um clima mais ensolarado, o resultado são uvas com mais concentração e consequentemente espumantes mais frutados e encorpados. A produção de Cavas na Espanha é gigantesca fazendo com que encontremos muita diversidade por ótimos preços.

Depois de tanta explicação vamos às sugestões. Selecionei um Prosecco, uma Cava, um Champagne e duas opções de Brancos, que apesar de não fazerem parte do post, são vinhos que eu adoro e merecem post exclusivo.

SUGESTOES-VINHO

Undurraga TH Sauvignon Blanc Vale de Casablanca 2011 e Undurraga TH Chardonnay Limari 2009:  Escolhi os 2 rótulos, pois são de uma vinícola fenomenal do Chile, a Undurraga. Cada um é proveniente de uma região diferente do país e feito pelas uvas Sauvignon Blanc e Chardonnay respectivamente. Muito bem elaborados, com bastante estrutura e ótimos para acompanhar frutos do mar ou comida japonesa.

Quem preferir um estilo mais seco, mineral e cítrico vai se encantar com o Sauvignon Blanc, já aqueles que se identificarem mais com notas de madeira, baunilha e frutas maduras não se decepcionarão com o Chardonnay. Não tem erro. Encontrei no Buywine na promoção, de R$109 por R$65,40 cada um. Aliás, nosso próximo post será sobre locais para comprar e sales especiais!

Fantinel Prosecco Extra Dry DOC: Perfeito para dias quentes! Este Prosecco é leve, frutado, floral e super fácil de gostar. Pra tomar bem gelado. Vale até colocar uma folhinha de hortelã pra ficar com mais frescor ainda. Achei no Wine.com por R$46.

Cava Cristalino Brut: Cava fantástica e uma das melhores relações custoXbenefício levando em conta a qualidade que apresenta. Possui muita estrutura, ótimos aromas frutados que lembram frutas brancas maduras e uma perlage (borbulhas) que simplesmente explodem na boca. Encontrei no Imigrante Bebidas por R$56, mas em várias lojas dá pra encontra até por R$40.

Champagne Montaudon Brut: Opção de Champagne mais barata no mercado brasileiro sem perder o foco na qualidade. Vale muito a pena para quem quer ingressar no mundo dos Champagnes. Muito cremoso com sabores de pêras maduras e brioche. É vendido na Wine.com por R$98. Para Champagne, isso realmente é uma pechincha!

be4676ebd8145d7223975178e112857c

Acima uma montagem que achei legal compartilhar que mostra as possíveis harmonizações de espumantes com comidas e outros fatos interessantes e que complementam o tema.

Lembrem-se de que quando falamos de espumante, não importa de qual região, brasileiro, argentino, americano, Prosecco, Cava, Champagne e etc… o que vale é a alegria que ele proporciona e a celebração envolvida. Existe uma infinidade de alternativas disponíveis no mercado pelos mais diversos valores. O importante é pesquisarem para encontrar aquela opção que proporcionará prazer e descontração vocês, seus amigos e familiares. Até a próxima!

Receita de Bellini!

23/12/2014  •  Por Thereza  •  Decorismo

Natal chegando e enquanto a parte gastronômica e decorativa está toda encaminhada, ontem postei no Instagram uma foto de uns experimentos que fiz de um drink que quero servir na ceia aqui em casa…

10848286_897884586912068_1334091692_n

Bellini! O icônico drink, inventado no Cipriani de Veneza, é uma delícia e PERFEITO pro verão! Eu não sou muito de drinks, mas esse é meu favorito, é super refrescante e saboroso. Como vocês me pediram a receita, lá vai, é bem simples e sem mistério algum.

– Espumante, Prosecco ou Cava (não gosto de usar champagne pra fazer drink, pois acho que este tem que ser degustado puro!).

–  Pêssego

– Fim!

Você corta o pêssego e passa no processador (ou liquidificador) até virar uma polpa bem cremosinha. Depois preenche 1/3 da taça de champagne com a polpa e o resto preenche com espumante (bem devagar, pras borbulhas subirem com calma). Ao final, misture tudo lentamente e voilá!

unnamed-2

Olha como o meu ficou! Ele fica bem encorpado, mas levinho, o pêssego é um fruta tão saborosa, mas pena que não faz parte muito do nosso dia a dia, mas acho que pra Natal e Ano Novo não tem oportunidade melhor!

Gostaram da minha receita? Super simples e sem erro!