A CRISE CHEGOU PARA OS VINHOS! ENTENDA E SAIBA COMO DRIBLAR ESSE MOMENTO

14/01/2016  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Vinho

Chegamos em 2016 e o Vinho de Quinta voltou com tudo! Espero que tenham passado a virada com muita alegria e é claro, bons drinks. No post de hoje, vou abordar um tema que tem gerado bastante repercussão no mundo vinho nos últimos meses. Afinal, o preço do vinho vai aumentar esse ano? Infelizmente a resposta é sim.

Não é meu intuito fazer uma resenha recheada de indicadores de mercado no estilo Valor Econômico, porém acho importante apontar o que de fato está ocorrendo e principalmente, indicar possíveis alternativas para encontrarmos boas opções sem estourar o orçamento.

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Há dois fatores primordiais para o aumento, o primeiro é a subida meteórica do dólar, que encarece de forma substancial qualquer produto importado. Seria o momento para o crescimento da indústria vinícola nacional? Não é bem assim. Mesmo com o desenvolvimento do setor de vinhos nacionais ao longo dos anos e com aumento inquestionável de qualidade e o surgimento de novas empresas, esse segmento carece de incentivos do governo e permanece com um volume de produção limitado. Isso nos leva ao segundo fator determinante.

Para 2016, alterou-se mais uma vez o modelo de tributação dos vinhos e destilados. Os impostos que já eram altos, ficaram ainda maiores! Antes, além das alíquotas base, havia uma tributação fixada em 73 centavos sobre cada garrafa. Para esse ano, criou-se uma medida provisória na qual o IPI é progressivo de acordo com o valor do produto. Para os vinhos, esse imposto ficou em 10%.

Resumindo, qualquer vinho de preço superior a R$7,30, fica mais caro. Foi uma forma um tanto controversa que o governo criou para aumentar a arrecadação. Digo controversa, pois na minha humilde opinião, tal medida, além de impopular, não leva em consideração a queda brusca e inevitável sobre o consumo e consequentemente, a desaceleração do setor. Resultado, faturamentos mais baixos, enfraquecimento de diversos segmentos da economia, como importadores, varejistas, comércio de alimentos e bebidas e indústria, além da queda nas contratações. Mais uma vez, os consumidores e trabalhadores pagando o pato para o acerto nas contas do governo.

Entretanto, ainda podemos encontrar alternativas para driblar esse aumento! Apesar de todos os problemas, o Brasil é um mercado atraente para qualquer vinícola do mundo. Sendo assim, é normal que estas façam algumas concessões comerciais para os importadores, garantindo um volume de compras. Os importadores, distribuidores e varejistas, por sua vez terão que se adaptar e diminuir um pouco suas margens para manter seus estoques girando afinal, ninguém quer perder venda.

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No início do ano, é comum a realização de promoções especiais pelas lojas com intuito de liquidar estoque do ano anterior. São os tradicionais Bota-Fora, no qual os importadores oferecem descontos agressivos durante um curto espaço. A maioria faz essa ação ainda em janeiro. Um dos mais tradicionais é o da WorldWine, que começa dia 19 desse mês. Melhor oportunidade não há, para comprar excelentes vinhos por preços convidativos.

Outra solução interessante, seria ingressar em um clube de vinhos. Isso mesmo, várias lojas virtuais adotam esse modelo numa espécie de confraria online, na qual você paga um valor fixo mensal e recebe vinhos da curadoria dos especialistas da empresa. É bem legal e divertido, afinal você fica na expectativa de qual será a seleção de vinhos escolhidos para o mês, e ainda aprende com o material informativo disponível sobre mesmos.

Geralmente, os valores cobrados são menores em comparação com o preço aplicado no mercado, em virtude da loja trabalhar com uma receita antecipada dos clientes. Wine.com.br e Sonoma.com.br são exemplos de clubes que fazem bastante sucesso. Você escolhe o plano de acordo com estilo de vinho, quantidade de garrafas, ou o que couber no seu bolso!

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Acho muito válido que procuremos por alternativas de vinhos com bom custo x benefício para estimularmos cada vez mais a prática de descontos, fazendo com que o mercado se mantenha aquecido. Eu mesmo, sou um caçador de promoções no universo do vinho e se garimparmos um pouquinho, dá pra encontrar muita coisa boa!

Se tiverem alguma dúvida, não deixem de perguntar e quem tiver dicas pra driblar a crise etílica, compartilhe com a gente.

AINDA SOBRE AS TRANSFORMAÇÕES DO NOSSO MEIO FASHION

10/08/2015  •  Por Thereza  •  Moda, Pense, RDS

Outro dia fiz esse post aqui, no qual conversamos sobre as revoluções no mundo na moda, seja de consumo, comportamento ou simplesmente novos hábitos que não estão necessariamente ligados à crise economia, mas sim a uma nova geração mais sensata, e isso é muito bom!

Lógico que há um somatório de fatores envolvidos nessa transição, mas vai da gente saber o que está mudando aqui nesse meio fashion que a gente vive. E na última semana li 3 fatos que falam um pouco disso, um ruim, um interessante e um esperançoso.

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O FIM DE UMA ERA

Se você é blogueira ou simplesmente antenada com o mundo digital, sabe que o Style.com sempre foi o veículo precursor – e mais importante – pra quem busca notícias de moda e, principalmente, acompanhar os desfiles das fashion weeks. Ele sempre foi exemplo e referência, é lá que (ainda) buscamos as fotos, detalhes e também resenhas dos desfiles.

Desde o início do ano foi anunciado que o portal viraria e-commerce, o que já é uma lástima por si só (tantos e-commerces no mundo, deixa stylezinho em paz), mas nessa semana outro revés que caiu por terra qualquer esperança de ter um mínimo toque editorial ao portal. Tim Blanks, seu editor at large, saiu e agora atende no site Business of Fashion. Mas nem tudo está perdido, a Vogue, dona do Style, disse que todo o conteúdo de desfiles será migrado pro Voguerunway.com, assim espero!

LEMBRA QUANDO A ZARA IA ÀS GRANDES MARCAS COPIAR OS LOOKS?

Ainda vai, lógico, mas agora as grandes marcas vão à Zara, não necessariamente copiar os looks #inception, mas sim entender seu modelo de negócio. Polêmicas à parte (se é que é possível), a Zara é a inventora – e maior potência – da fast fashion e o que mais intriga as tais grandes marcas é como esse processo é feito.

Num evento recente da Condé Nast, Anna Wintour contou uma conversa que teve com Christopher Bailey, designer da Burberry, onde ele disse estar cada vez mais intrigado com a velocidade da marca e uma frase que eles pregam “nós não fazemos reuniões”, ou seja, Zara não perde tempo com teoria, logo, Anna ficou mais impressionada ainda e programou visita em breve à fábrica da marca na Espanha (vale ler esse post aqui). E pra isso ser notícia, amigas, é porque é um grande passo e encontro de dois GIGANTES! Será que finalmente Zarinha vai se render às páginas de #ad da Vogue e está colocará looks da marca em seus editoriais?

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ANNA DECRETOU O FIM DA PERFEIÇÃO

Nesse mesmo evento da Condé Nast, que reuniu miss Wintour e a equipe da Glamour, ela declarou o seguinte: “não vamos hiperventilar a perfeição” que, em bom português significa que Ana pediu pro povo maneirar nessas chamadas de destaques de “tenha o corpo perfeito”, “tenha o cabelo perfeito”, “tenha qualquer coisa perfeita…”, que as revistas não abrem mão e que, logicamente, vende! Nas palavras das própria Aninha ela disse: “imperfeição tá bom!”.

Isso significa que, se Anna falou, todas as publicações da Condé Nast – ela não é só editora da Vogue, mas também diretora artística do grupo –  em breve entrarão numa vibe mais vida real e sem rótulos impactantes. Lembram do post da Kim comparando a capa Bombshell à capa vida real? Pois bem, a ideia é essa e da nossa parte devemos respirar aliviados em ver um futuro fashion promissor e mais democrático, não acham?!

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Essa semana nossa ronda de segunda foi diferente, espero que tenham gostado :)