Eurotrip: Conhecendo a Borgonha

09/12/2014  •  Por Thereza  •  Viagem, Vinho

Meu momento #Eurotrip está chegando ao fim, mas antes disso ainda temos outros 2 posts e o de hoje é especial, sabe aqueles locais que você nunca imaginou ir na vida e de repente você está lá e cai de amores? Pois bem, apesar dos seus vinhos fabulosos, nunca pensei em conhecer a Borgonha, mais precisamente Beaune! E esse foi no penúltimo destino antes de Paris.

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Existe uma expressão assim: “viver como um cidadão de Borgonha” e isso significa viver bem, afinal, nessa região tem tudo o que há de melhor no mundo e isso é tipo literalmente falando. A começar pelos vinhos – sim, são os melhores do mundo, Romanée Conti tá aí pra contar história – a mostarda (de Dijon), azeitonas, escargots e sem contar as dezenas (são muitos!) restaurantes de estrelas Michelin em cidades minúsculas e charmosas.

Se a Toscana é cheia de graça, acolhedora e os locais se tornam seus amigos a medida que você toma um Limoncello só, Borgonha é uma cidade mais fria, quase silenciona, porém intrigante, diferente e muito bonita!

Nós escolhemos ficar em Beaune, que não é tão grande quanto sua vizinha Dijon, mas bem no centro da região da Borgonha. Ela fica dentro de uma muralha e  no coração das principais regiões produtoras dos vinhos mais caros do mundo. Ela fica a 3 horas de carro de Paris, então quem tiver 2 dias extras vale muito a pena investir na região.

BEAUNE-UVA

Onde ficar: Nos hospedamos no Le Cep, um hotel 4* MUITO bem localizado, super no Centro da cidade e colado ao Hospices de Beaune. O atendimento em si não é a melhor coisa (nos indicaram um restaurante bem ruim que não posso imaginar que eles 0 recomendem legitimamente), o quarto é muito espaçoso, mas BEM antigo. O hotel em si precisa de renovação, mas as opções são escassas na região, ou você fica num Castelo suntuoso ou num b&b modesto. O bom desse é que durante a noite você estava perto dos restaurantes do centro e tinha o toque francês irresistível.

O que fazer: Em Beaune em si, o Hospices é parada obrigatória, o local tem arquitetura marcante e sua história é incrível (era um hospital que cuidava dos doentes da guerra). Além disso, também fomos ao Museu do vinho, ele é bem pequeno, mas o Rodrigo adorou. Compramos um passe que inclui os dois e mais algum passeio que não lembro hehe.

Bem em frente ao Hospices, tem uma loja de vinho e souvenirs que você pode degustar vários vinhos pagando na faixa de €15. Nós entramos num subsolo ligeiramente macabro – mas que faz parte do show – visitamos as caves e degustamos QUINZE vinhos (em golinho, hein) numa tacada só, do simples ao maravilhoso, foi uma experiência única e vale muito a pena!

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Degustações: Por falar em vinhos, tivemos um dia inteiro pra degustar, o hotel nos deu um voucher onde a visita ao Chateau de Pommard  era de graça. O local era incrível, REPLETO de obras de artes e na temporada que fui tinha uma exposição de Dali. Daqueles chateaus maravilhosos que mistura arte e vinho e no final ainda atravessamos por um casamento. A degustação em si era bem básica, o que vale é a experiência.

Além desse, fomos ao Chateau Mersault. A visitia custava  €16 e foi a mais fraca de toda a viagem. Não era guiada – ficamos perdidos entre as caves enormes, deu medo! – e muito mecância, no final, um cara ficava ditanto sobre cada vinho com texto decorado. O lugar era lindo, mas certamente existem outros bem melhores, só que na época que fui meus favoritos estavam fechados para férias!

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Quando ir: Qualquer mês menos agosto (o mês que fomos!), aliás, a França inteira fica vazia – pois todos vão para o ensolarado sul e além –  mas em Beaune foi o local onde mais sofremos. Os dois restaurantes (Michelin) em que planejávamos ir há meses, ao chegarmos lá, demos com a cara na porta, então não tenho as melhores referências gastronômicas da cidade, o que foi uma pena pois, como disse, a gastro de Borgonha é espetacular.

Mas tivemos sorte no último dia, saímos de Beaune num sábado e pela manhã nos deparamos com sua feira tradicional e ela é INCRÍVEL! Comidas, flores, artesanatos, souvenirs, TUDO de melhor, de qualidade incrível e espalhados pela cidade. Lembro que nosso café da manhã foi pela feira de tanto de “amostrinha” de frios, salames e pães que eles no ofereciam, sem contar o vinho né! :]

Por falar nisso, compramos muitos vinhos, por lá tem loja em cada esquina e não tem uma melhor que a outra, todas são ótimas e com portfolio próprio! Vale deixar um canto na mala pra trazer vários vinhos de Borgonha, lá compramos vários na faixa de €3o que aqui no Brasil chegam a custar R$700, ou seja, faz a conta!

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O tal do Romanéé: o vinho mais caro e famoso do mundo! Lembram quando o Lula ganhou sua primeira eleição? Ele tomou um Romanée e o vinho é reconhecido no mundo todo por sua elegância com toques de opulência. Lógico e evidente que, a não ser que você seja a Madonna, você não consegue agendar pra conhecer seu Chateau, mas já tinha visto na net várias fotos de “pessoas normais” em frente ao vinhedo e isso era uma meta!

Não achava o endereço de jeito nenhum, tínhamos horário pra chegar no nosso próximo destino (Reims) e eu estava quase desistindo de entrar-e-sair pelas estradinhas da Côte D’or – Rodrigo já tinha desistido – eis que me perco numa ruazinha e vejo uma placa de pedra (todos os vinhedos tem a tal placa) e nela escrita!

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ROMANÉÉÉ! É tipo bem bobo, mas para os apreciadores de vinho, estar no mesmo metro quadrado da uva mais cara do mundo é uma emoção e praticamente o mais perto que euzinha chegarei de uma uvinha de Romanée (aqui no Brasil ela custa R$60.000, tá bom?), mas valeu a visita e depois rumamos por 3 horas até Reims, único local do mundo onde é produzido o legítimo Champagne e papo pro nosso próximo capítulo!

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3 dicas de bares em Paris!

02/07/2013  •  Por Thereza  •  Viagem

 DICA BARES PARIS

Julho, mês de férias, descanso e aquela viagem tão planejada! Época boa pra viajar, especialmente pras bandas de cima, com o verão bombando e noites mais longas! Minha viagem tá chegando (tô doida pra compartilhar o roteiro aqui!), mas enquanto isso, prometi um post e agora cumpro ;D

Nesse post aqui dos meus restaurantes favoritos em Paris, fiquei de compartilhar minhas dicas de noitada! Mas não espere o endereço das maiores baladas de Paris, porque já passei da idade do bate estaca :x mas eu sou da noite, sou boêmia e gosto de dormir tarde (mas acordo relativamente cedo, porque sono em Euro ou dólar tem outra duração). Então essas 3 diquinhas funcionam pro pessoal off-balada, mas que curte um noite, um drink e gente bonita. Logicamente fiz tudo no roteiro casal, mas serve pra amigas e romance!

1le bar plaza

Esse primeiro não vale só pelo drink, mas pelo ambiente incrível: Le Bar du Plaza Athénée! Daí que você acha que o local é mega top secreto, chique, só entra hóspede, bom, não necessariamente! Fui com o Rodrigo num sábado à noite, por volta das 23h, cheguei e sentei no Bar (recomendo!), sem reservas nem nada, programa super agradável!

O Le Bar é super badalado de locais (e hóspedes, é claro) e só gente bonita, dá gente ficar parada admirando! Ele tem música alta e decoração caprichada, o bar parece uma “pedra” de gelo. O mais legal são os drinks, eles tem um cardápio enorme no Ipad (postei aqui no Decorismo) e você fica com vontade de provar todos!

A gente começou com um champagne e nem foi dos mais caros da viagem, certeza que é uma opção boa pra um drink pós jantar e de quebra você ainda dá aquela chegada esperta no hotel maravilhoso!

 hotel costes bar dica paris

Mas um hotel e esse foi meu favorito, o Costes é badalado, levemente super valorizado, mas imperdível! Daí como ele ficava do lado do meu hotel (fiquei novamente no Castille que tinha postado aqui), sempre ia no final da noite pra tomar o drink final!

Agora pra mim, mais que o restaurante badalado, o bar é perfeito! São vários sofazinhos espalhados num esquema lounge, luz baixa, música suave e tudo quanto é tipo de gente (de fashionista locais a Selena Gomez). O legal é que diferente da maioria, fica aberto até bem tarde! O preço também não é nada exorbitante e foi lá que conheci o champagne rosé mais fantástico dessa vida, sem exagero, anotem: Billecart-Salmon. <3

wine by one paris dicas

Essa dica foge do óbvio e mereceria até um post exclusivo, porque é muito boa, especialmente pra quem curte vinhos! Se você gosta de experimentar novidades, mas não quer abrir uma garrafa para cada experimento, as enomatics são a solução! Essas máquinas mantêm os vinhos a vácuo, permanecendo a qualidade deles (fora delas um vinho não dura mais que 3 dias), também fica fácil de mantê-los com temperatura boa!

E a ideia da Wine by One é essa, uma centena de rótulos espalhados por essas máquinas mirabolantes. Daí você usa um cartão com um valor x que você escolhe e vai se servindo, é tipo cassino huhu! Pra quem gosta de vinho, é fundamental passar por lá! Leva o marido e ele vai pirar porque tem muita variedade, do mais básico a um Mouton de Rothschild! Além disso tem várias tábuas com comidinha boa, vale muito a pena ficar um tempinho pra conhecer novidades, até mesmo pra trazer pro Brazil depois!

E aí, curtiram as dicas, nos links tem endereços de todos! Alguém tem um hotspot favorito de bar/lounge em Paris?

Hotel em Paris: Castille

14/10/2012  •  Por Thereza  •  Compras, Moda, Viagem

Das vezes que fui à Paris, fiquei sempre no mesmo hotel, coisa dos meus pais que tem mania de repetir pra se sentir em casa, por um lado é ruim que não conhecemos coisas novas, mas a sensação de se “sentir em casa” é boa também! O hotel que sempre ficamos se chama St. Petersbourg e fica na região do Opera, muito perto da Printemps e Galeries Lafayette, pra mim o melhor lugar pra se hospedar em Paris.

Acho MUITO delicado indicar hotel (caí numa furada recentemente que vocês não fazem IDEIA, sério, envolve barata no corredor, né Carla? ;O), mas indico esse pela ótima localização, hotel tradicional parisiense e bom preço. Não é ostensivo, muito menos decadente, é um bom hotel pra vida real turística exigente ;)

Mas como essa viagem era super rápida de 2 duas noites, resolvi me dar o luxo de fugir do tradicional e apostar num outro hotel, mas ainda perto e bem localizado. Daí escolhi o Hotel Castille (via Booking, sempre ele) que fica na Rue Cambon (essa rua é continuação da Rue Caumartin, desse hotel que sempre fico) e se você for atenta vai lembrar que essa é a famosa rua onde Gabrielle Coco inaugurou sua primeira Chanel, daí achei emblemático ;)

O hotel é uma GRAÇA! Aconchegante, novo, bem decorado, não tem aquela atmosfera decadente que alguns hotéis parisienses deixam transparecer, é chique na medida, não é opulento, tampouco simples. A decoração tem cara de casa, elegante, atual e arrumada! Como arquiteta (ou apenas chata/exigente), acho que um corredor de hotel faz muita diferença e esse é limpo e iluminado! O quarto é confortável, na medida certa e o banheiro é no-vo (tem hotéis tradicionais que cismam em manter o quarto em outro século).

O fato dele ficar parede-parede com a Chanel é um charme a mais, mas o hotel é muito bem localizado, quase na esquina da Saint-Honoré e muito perto da Madeleine, que tem Fauchon (não deixem de visitar, comprar o kit de mostarda e macarão), Lavinia (A-Loja pra comprar vinhos, dica da querida Lina do Conexão Paris, aliás, quem for pra Paris PRECISA ler esse blog), Zara Home e até uma Orange (O lugar que você precisa ir pra ficar conectada, o chip é muito barato e a internet perfeita).

O quarto era uma delícia, banheiro incrível e tudo caprichado nos mínimos detalhes, do cabide acolchoado até a madeleine do fim de noite indicado a previsão do tempo do dia seguinte, esse tipo de agrado faz toda a diferença e me seduz de verdade, de indicar pros amigos (aka vocês!!) e ficar novamente!

Acho que é um post, que além da dica de hospedagem, vale a idéia do #Decorismo e a inspiração! No site deles tem muito mais fotos e ideias! Ainda tenho alguns posts sobre Paris e se você tiver alguma sugestão boa de lugar pra ficar na cidade, conte!